Macron recebe hoje primeiro-ministro do Líbano em Paris em plena trégua de 10 dias

O Presidente francês, Emmanuel Macron, reúne-se esta terça-feira, em Paris, com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, num momento particularmente sensível para o Líbano, marcado por uma trégua frágil de 10 dias entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irão.

Pedro Zagacho Gonçalves

O Presidente francês, Emmanuel Macron, reúne-se esta terça-feira, em Paris, com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, num momento particularmente sensível para o Líbano, marcado por uma trégua frágil de 10 dias entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irão.

O encontro foi anunciado pelo Palácio do Eliseu no domingo e surge num contexto de elevada tensão, após seis semanas de confrontos entre Israel e o movimento xiita libanês, que levaram as duas partes a acordar, na passada quinta-feira, um cessar-fogo temporário com o objetivo de negociar o fim das hostilidades.

De acordo com a Presidência francesa, a visita de Nawaf Salam sublinha o empenho de Emmanuel Macron em garantir o “pleno e completo respeito pelo cessar-fogo no Líbano”, bem como o apoio de França à “integridade territorial” do país.

O Eliseu considera essencial consolidar a trégua alcançada, numa fase em que o risco de escalada continua presente e em que as negociações para pôr termo ao conflito ainda decorrem.

O acordo de cessar-fogo, válido por 10 dias, foi estabelecido para criar espaço diplomático que permita alcançar uma solução duradoura após semanas de combates intensos.

Continue a ler após a publicidade

A reunião em Paris acontece um dia depois de França ter responsabilizado o Hezbollah por uma emboscada contra forças de manutenção de paz das Nações Unidas no sul do Líbano, que resultou na morte de um soldado francês e deixou outros três militares feridos.

Segundo o gabinete de Macron, o Presidente francês irá instar as autoridades libanesas a “esclarecer plenamente o incidente” e a “identificar e julgar os responsáveis sem demora”.

Uma avaliação preliminar da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), citada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, concluiu que o ataque foi levado a cabo pelo Hezbollah.

Continue a ler após a publicidade

O Eliseu sublinhou que os militares da UNIFIL, que “estão a cumprir as suas missões em condições difíceis e a apoiar a entrega de ajuda humanitária ao sul do Líbano, não devem, em circunstância alguma, ser alvo de ataques”.

O Hezbollah, que se opõe firmemente às conversações previstas entre o Líbano e Israel, rejeitou qualquer responsabilidade na emboscada que vitimou o soldado francês.

O episódio insere-se num padrão mais amplo de incidentes envolvendo posições da UNIFIL, que têm sido repetidamente atingidas ao longo dos combates, tanto por forças israelitas como por elementos ligados ao Hezbollah.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.