O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que irá abandonar definitivamente a política no final do seu segundo e último mandato, em 2027. A declaração foi feita durante uma visita oficial ao Chipre, num encontro com estudantes em Nicósia.
De acordo com o ‘El Español’, o chefe de Estado francês foi claro ao afirmar que não pretende continuar ligado à política após deixar o Palácio do Eliseu. “Eu não fazia política antes e não farei depois”, afirmou, sublinhando que a sua entrada na vida pública teve como principal objetivo concretizar ideias e valores em que acredita.
Macron explicou que o seu percurso passou por várias etapas – desde alto funcionário público até conselheiro presidencial e ministro – antes de criar o seu próprio movimento político e alcançar a presidência em 2017.
Um mandato marcado por desafios e revisões
Já na fase final de cerca de uma década no poder, Macron reconheceu as dificuldades de governar durante tanto tempo. O presidente admitiu que nem todas as decisões foram bem-sucedidas e apontou falhas na execução e comunicação de algumas políticas.
Ainda assim, reforçou a intenção de usar o restante mandato para corrigir erros e consolidar os progressos alcançados, destacando que o mais difícil é manter o que resulta enquanto se tenta ir mais além.
Europa deve preparar-se para menor proteção dos EUA
Durante a mesma intervenção, Macron deixou um aviso relevante sobre o futuro da segurança europeia. Segundo o ‘El Español’, o líder francês defendeu que os Estados Unidos poderão deixar de garantir a proteção da Europa a longo prazo.
Apesar de reconhecer que os EUA continuam a ser um aliado fundamental, sublinhou que a Europa precisa de reforçar a sua autonomia, especialmente nas áreas da defesa e da tecnologia.
Macron justificou esta posição com exemplos recentes da política externa norte-americana, incluindo a postura face ao Irão, as tensões com a União Europeia e a abordagem à guerra na Ucrânia.
Apelo aos jovens para preservar a paz
No encontro com estudantes, o Presidente francês também deixou uma mensagem dirigida às novas gerações. Destacou que a paz depende da capacidade de promover o entendimento entre nações e evitar conflitos alimentados por desentendimentos ou decisões erradas.
Para Macron, os jovens terão um papel determinante num futuro em que a segurança europeia dependerá cada vez mais da sua própria capacidade de cooperação e independência estratégica.













