Luz: Recebeu carta a mudar tarifas? É melhor confirmar as condições para não ter surpresas

São já várias as empresas do setor da eletricidade a enviar cartas aos clientes com proposta de novas tarifas, que em alguns casos são indexadas ao valor diário da negociação, o que pode fazer aumentar as contas ao fim do mês.

Revista de Imprensa

São já várias as empresas do setor da eletricidade a enviar cartas aos clientes com proposta de novas tarifas, que em alguns casos são indexadas ao valor diário da negociação, o que pode fazer aumentar as contas ao fim do mês.

A situação é reportada por alguns clientes à ‘CNN Portugal’. “Em resultado do aumento anormal e substancial do preço da eletricidade do mercado ibérico”, o valor será atualizado no dia 5 do mês seguinte, “pelo período de tempo durante o qual se verifique a presente situação de preços anormalmente altos”, lê-se numa das cartas.

Segundo a estação, alguns clientes com dificuldade em compreender as novas fórmulas de cálculo, viram as suas faturas da luz disparar, subindo, numa das situações, cerca de 79%: de 13,08 cêntimos para 23,46 cêntimos por kWh, levando a pessoa a mudar para o mercado regulado.

Importa esclarecer que os clientes domésticos de eletricidade podem ter acesso a dois mercados: o regulado (com preços definidos anualmente pelo regulador) e o livre (definido pelas empresas).

Dentro do liberalizado – o dominante, com 85,6% dos clientes – há um tipo de propostas indexadas à negociação diária, que ainda tem presença residual no mercado português.

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Esta indexação ao valor com que a energia é negociada no mercado grossista, constitui um “perigo adicional” a ter em conta na altura de rever os preços, refere a ‘CNN Portugal’.

A título de exemplo, segundo a estação, o valor da energia – um dos três componentes da fatura da luz –  chegava a ser em dezembro de 2021 10 vezes superior ao mesmo mês de 2020.

A Entidade Reguladora do Setor Energético (ERSE), explica à ‘CNN’ que “a adesão a ofertas indexadas à negociação diária de energia ainda é uma realidade nova e residual em Portugal, dado que os comercializadores começaram a oferecer este tipo de ofertas para consumidores residenciais há relativamente pouco tempo”.

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“No futuro, e com regresso a uma maior estabilidade de preços no mercado grossista, as ofertas indexadas podem vir a ser uma opção válida para as famílias portuguesas, se estas estiverem devidamente esclarecidas”, acrescenta.

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