«Lutar contra a Covid-19 é como apagar um fogo» Ministro chinês defende cooperação em reunião do BRICS

O responsável chinês disse ainda que a China é totalmente a favor da partilha das melhores metodologias e práticas para combater o surto viral que assola países do mundo inteiro.

Simone Silva

Os ministros dos negócios estrangeiros dos países emergentes do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) reuniram-se na terça-feira por video-conferência para decidir medidas de combate à pandemia da Covid-19.

Na reunião, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi afirmou que a comunidade internacional deve concentrar-se na cooperação, parando de «apontar dedos» e deixando de «politizar a situação», para que seja possível desta forma superar a crise imposta pela epidemia que assola o mundo inteiro.

«Lutar contra a Covid-19 é como apagar um fogo. Cada minuto conta quando a vida está em risco. A comunidade global nunca deve perder o foco na sua resposta colaborativa para apontar o dedo ou querer apontar culpados, menos ainda para permitir novas tensões e divisões em resultado da politização ou estigmatização», disse Wang Yi.

O responsável disse ainda que a China é totalmente a favor da partilha das melhores metodologias e práticas para combater o surto viral.

Recorde-se que a China tem sido constantemente acusada de encobrir os verdadeiros números da epidemia no país, nomeadamente pelos Estados Unidos, na pessoa do seu presidente, Donald Trump.

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Também o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que Moscovo vai continuar a apoiar a Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda que os Estados Unidos tenham decidido suspender o seu financiamento ao organismo internacional.

O responsável russo deixou ainda um apelo para que os países do BRICS lancem um mecanismo que possibilite o desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus, que já está a ser criada por alguns países e instituições mundiais, como é o caso da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

O novo coronavírus já infectou mais de 3,1 milhões de pessoas em todo o mundo, causando ainda mais de 217 mil vítimas mortais, de acordo com os dados mais recentes divulgados pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Mais de 930 mil pessoas recuperaram.

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