Lusa contrata consultor da família de assessor de Leitão Amaro por ajuste direto

A contratação de um consultor de comunicação pela agência noticiosa Lusa está a suscitar questões devido às ligações familiares entre o prestador de serviços escolhido e um elemento do gabinete do ministro da Presidência, António Leitão Amaro.

Executive Digest

A contratação de um consultor de comunicação pela agência noticiosa Lusa está a suscitar questões devido às ligações familiares entre o prestador de serviços escolhido e um elemento do gabinete do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, responsável pela tutela governamental da empresa pública.

Em causa está um contrato celebrado a 5 de maio entre a Lusa e a empresa Miguel Guedes GMT, Lda., adjudicado por ajuste direto e com um valor de 16.200 euros para um período de seis meses.

Segundo informação avançada pela revista Sábado, o objeto do contrato consiste na “aquisição de serviços de consultoria à comunicação interna e externa no âmbito da preparação e divulgação da celebração das comemorações dos 40 anos da Lusa”.

A formulação utilizada na descrição do serviço contratado tem sido apontada como pouco específica, uma vez que não detalha concretamente as tarefas a desempenhar nem os objetivos operacionais da consultoria.

Empresa contratada pertence a consultor de comunicação
A empresa selecionada pertence a Miguel Guedes, consultor de comunicação que criou a sociedade em 2013.

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De acordo com os dados disponíveis no Portal Base, plataforma pública que reúne informação sobre contratos públicos em Portugal, este é o primeiro contrato celebrado pela empresa com uma entidade pública desde a sua constituição.

A contratação foi efetuada através de ajuste direto, um mecanismo legal que permite a adjudicação sem concurso público, dentro dos limites e condições previstos na legislação da contratação pública.

Questionado sobre a forma como a empresa foi identificada e escolhida para prestar o serviço, o presidente do conselho de administração da Lusa, Joaquim Carreira, não esclareceu os critérios específicos que conduziram à seleção.

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Em resposta, limitou-se a afirmar que a empresa foi “convidada pela sua experiência e competência”.

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