O antigo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, recuperou uma vantagem de dois dígitos sobre o atual presidente Jair Bolsonaro antes das eleições de outubro depois da saída de cena Sergio Moro, candidato de centro direita, segundo revelou esta segunda-feira uma nova sondagem.
A pesquisa de opinião, realizada pelo Instituto FSB com patrocínio do banco de investimentos BTG, revelou que 46% dos eleitores apoiam Lula, ante 41% em abril: já o apoio a Bolsonaro ficou inalterado em relação há um mês, com 32%.
Numa segunda volta esperada entre os dois candidatos, Lula ganharia com 54% dos votos e Bolsonaro 35%, uma vantagem de 19 pontos percentuais.
O diretor do FSB, Marcelo Tokarski, frisou que Bolsonaro ganhou terreno em abril depois da desistência do antigo ministro da Justiça, mas Lula viu sair um obstáculo pela frente depois do ex-governador do estado de São Paulo, João Doria, ter jogado a toalha ao chão na corrida presidencial na passada semana.
As frustrações sobre o aumento dos preços de alimentos e combustíveis também afetaram o apoio de Bolsonaro na corrida. “O aumento da inflação, mas principalmente a expectativa da maioria dos eleitores de que os preços vão continuar a subir nos próximos três meses, tem sido um obstáculo para os planos de reeleição de Bolsonaro”, explicou Tokarski.
A sondagem mostrou ainda que a eleição brasileira está mais polarizada do que nunca, com alternativas centristas a Lula e Bolsonaro a conquistar apenas 13% do apoio dos eleitores, abaixo dos 17% em abril e 24% em março.
As taxas de rejeição para Lula e Bolsonaro permanecem praticamente inalteradas, com 43% dos eleitores a dizer que nunca votariam no líder esquerdista do Partido dos Trabalhadores e 59% a garantir que nunca votariam no titular da extrema-direita. Nesta sondagem, foram entrevistados 2 mil eleitores por telefone entre os dias 27 e 29 de maio – tem uma margem de erro de 2 pontos percentuais.













