Realiza-se hoje, depois de ter sido adiada na sexta-feira devido a doença de Luigi Mangione, a audiência judicial que irá determinar que provas podem ser admitidas no julgamento do suspeito do homicídio do CEO da UnitedHealthcare.
A defesa de Mangione contesta a utilização de vários elementos recolhidos pela polícia, incluindo a mochila do arguido e o seu conteúdo — uma pistola de 9 mm com silenciador e um caderno com notas expressando desdém pelo setor de seguros de saúde — alegando que a revista foi realizada sem mandado e, por isso, de forma ilegal.
A audiência diz respeito ao processo estadual que Mangione enfrenta em Nova Iorque. O suspeito, de 27 anos, continua igualmente acusado ao nível federal pelo homicídio de Brian Thompson, morto a tiro na rua durante uma conferência de investidores na cidade de Nova Iorque no ano passado, num caso que poderá resultar na pena de morte.
Declarações contestadas e atuação policial em análise
A defesa procura ainda excluir declarações feitas por Mangione no momento da detenção, ocorrida num restaurante McDonald’s em Altoona, na Pensilvânia. Segundo os advogados, uma câmara policial mostrou o arguido a indicar a um agente que não queria falar e que estava no local apenas para utilizar o Wi-Fi, minutos antes de ser detido. Apesar disso, os polícias interrogaram-no durante mais de 20 minutos antes de lhe comunicarem que tinha direito a permanecer em silêncio. A defesa considera que as declarações não devem ser admitidas porque os direitos de Mangione não foram lidos de imediato.
Vários polícias envolvidos na detenção eram esperados em tribunal na passada sexta-feira, antes do adiamento da audiência.
Fotos de provas e chamada para o 911 divulgadas
Na sessão de quinta-feira, a acusação exibiu fotografias de provas recolhidas pela polícia no momento da detenção, incluindo bilhetes de autocarro — um deles em nome falso — e uma corrente de prata que continha um dispositivo USB. Também foram divulgadas imagens de mais de sete mil dólares em dinheiro e de um computador portátil recuperado pelas autoridades.
Foi igualmente tornada pública a gravação da chamada para o 911 feita a partir do McDonald’s onde Mangione foi localizado. Na chamada, a gerente refere que clientes identificaram o suspeito como semelhante ao atirador procurado em Nova Iorque, descrevendo o que ele vestia e relatando a reação “frenética” de uma funcionária ao vê-lo.
Mangione declarou-se inocente tanto das acusações estaduais como das acusações federais.














