A União Europeia deverá apresentar novas medidas para combater a crise energética depois do Conselho de Ministros agendado para a próxima sexta-feira. No entanto, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, apresentou hoje algumas propostas para fazer face aos preços da energia, que deverão incluir uma redução do uso de eletricidade e tetos para o gás russo.
Von der Leyen quer reduzir a fatura de energia que estão a pagar as famílias e as empresas europeias e, para tal, insiste que há várias empresas que estão a ter lucros extraordinários, e pede que essas apoiem a sociedade e economia.
Entre as empresas, a Presidente da Comissão Europeia aponta para as produtoras que energias renováveis e nuclear, que não utilizam gás, impondo um limite de lucros para essas empresas, sendo o imposto redistribuído pelas famílias e empresas europeias em maiores dificuldades.
Von der Leyen insiste que nenhuma empresa de eletricidade deve ficar fora deste esforço, e as empresas de petróleo e gás devem contribuir com um imposto de solidariedade, abdicando de parte dos lucros para também ajudar as famílias e empresas.
Na passada sexta-feira, o Primeiro-Ministro António Costa revelou que a apresentação de medidas de apoio às empresas vai ter de esperar por esta mesma reunião, sendo que foi avançado por fonte do Governo que a implementação de um imposto especial sobre os lucros extraordinários das empresas está fora de hipótese.
A conhecida como “windfall tax”, que foi já implementada em diversos países, saiude cima da mesa do Primeiro-Ministro, que nunca concordou com esta medida, de acordo com a mesma fonte.
“Não desconsideramos a situação de que há empresas cuja atividade tem vindo a beneficiar anormalmente” pelo aumento dos preços, disse António Costa no passado mês de agosto, acrescentando que para algumas delas o Governo já tem “taxas, sobretaxas e sobre sobretaxas, e portanto a nossa situação não é totalmente comparável com outros países, e isso deve ser tido em conta”.













