Lucros do Commerzbank sobem 40% para 1.810 M€ no primeiro semestre

O Commerzbank obteve um lucro de 1.810 milhões de euros no primeiro semestre, mais 39,6% do que no mesmo período de 2025, anunciou hoje o banco alemão.

Executive Digest com Lusa

O Commerzbank obteve um lucro de 1.810 milhões de euros no primeiro semestre, mais 39,6% do que no mesmo período de 2025, anunciou hoje o banco alemão.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

As receitas totais cresceram 7% e alcançaram 6.518 milhões na primeira metade do ano, incluindo 4.106 milhões que corresponderam a juros, menos 0,6% do que mesmo período de 2025, e 2.178 milhões a comissões, mais 8,1%.


O resultado operacional melhorou 13,8% e atingiu 2.725 milhões.


O banco registou um bom segundo trimestre graças à evolução positiva do negócio e ao efeito comparativo com o mesmo período do ano passado, no qual contabilizou despesas extraordinárias devido a uma reestruturação que empreendeu.


Os rendimentos entre abril e junho mantiveram-se em linha com os da primeira metade do ano (cresceram 9,3%), mas o lucro operacional avançou 16,9% e o líquido praticamente duplicou (avançou 94,2%) e alcançou 898 milhões.

Continue a ler após a publicidade

Estes resultados permitem ao grupo bancário manter as previsões para 2026, exercício para o qual prevê um lucro de pelo menos 3.400 milhões de euros.


No comunicado hoje divulgado em que informa sobre os resultados, a entidade indica que prevê distribuir entre os acionistas praticamente todo o lucro líquido do ano, cerca de 3.200 milhões, e avança que continuará com a política que combina a recompra de ações com a distribuição de dividendos.


Este mês de julho, realizou um programa de recompra de títulos de até 1.200 milhões já aprovado pelo Banco Central Europeu (BCE) e pendente da aprovação da Agência Financeira da Alemanha (DFG).


A conselheira delegada (CEO) do Commerzbank, Bettina Orlop, assegura no comunicado que, embora a Unicredit tenha a maioria na próxima assembleia de acionistas, a entidade italiana “não pode decidir unilateralmente sobre medidas estruturais fundamentais”, já que uma mudança nesse sentido requer “uma compreensão compartilhada do modelo de negócio e a participação de todos os grupos de interesse”.


A Unicredit, que controlava 26% do Commerzbank, apresentou uma oferta pública de aquisição (OPA) no passado mês de maio à qual se opunha a direção do banco e o Estado alemão, também acionista da entidade, com a qual conseguiu elevar o seu peso para 47,65% (49,65% dos direitos de voto).

Continue a ler após a publicidade

O Estado alemão, que evitou o colapso do banco na crise financeira de 2008, chegou a ter 25% do banco e mantém ainda uma participação de 12%.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.