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Lucro do banco britânico Barclays recua 27% e soma 1.445 milhões de euros até setembro

O lucro do banco britânico Barclays recuou 27%, para 1.306 milhões de libras (1.445 milhões de euros), de janeiro a setembro face ao mesmo período de 2019, foi hoje divulgado.

Num comunicado enviado à Bolsa de Valores de Londres, e citado pela agência Efe, o banco reporta ter obtido no período um lucro antes de impostos de 2.419 milhões de libras (2.677 milhões de euros), menos 26% do que nos mesmos nove meses do ano passado.

Segundo o Barclays, as perspetivas mantêm-se muito incertas, dependentes quer da evolução da pandemia de covid-19, quer do resultado das negociações sobre o ‘brexit’.

Até setembro, as receitas totais do banco somaram 16.825 milhões de libras (18.623 milhões de euros), mais 3% do que no período homólogo, enquanto as receitas operacionais líquidas recuaram 16%, para 12.479 milhões de libras (13.813 milhões de euros).

O rácio custos/proveitos situou-se nos 60%, face aos 72% do período homólogo, e o rácio empréstimos/depósitos foi de 70%, o que compara com 82% no ano passado.

Segundo o banco, os empréstimos atingiram 344.400 milhões de libras (118.611 milhões de euros), enquanto os depósitos somaram 496.600 milhões de libras (549.686 milhões de euros).

No que respeita ao nível de solvência, o rácio Tier 1 do Barclays situava-se nos 14,6% no final de setembro, face a 13,4% em 2019, e o rácio de liquidez nos 181%, contra 151% no ano anterior.

“Neste ano de desafio histórico para os nossos clientes, continuamos a assegurar um grande apoio para os ajudar a fazer face ao impacto social e económico da pandemia da covid-19”, refere o administrador delegado do Barclays, citado no comunicado.

Segundo James Staley, “esta continua a ser uma prioridade, a par com a manutenção da integridade financeira do banco e a segurança dos seus trabalhadores”.

Staley destacou que o Barclays concedeu 640.000 moratórias hipotecárias em todo o mundo e canalizou 25.000 milhões de libras (27.672 milhões de euros) em apoios às empresas do Reino Unido afetadas pela pandemia, para além de ter auxiliado instituições e companhias a acederem aos mercados globais de capital.

Em 2021, o Barclays antecipa que será necessário enfrentar vários fatores adversos, incluindo um ambiente de baixas taxas de juro, remetendo para a publicação dos resultados anuais de 2020 uma decisão sobre os dividendos.

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