A Coca-Cola Europacific Partners (CCEP) obteve um lucro líquido de 1.979 milhões de euros em 2025, mais 37% do que no ano anterior, informou hoje a multinacional ao regulador do mercado espanhol, a CNMV.
Na informação à à Comissão Nacional do Mercado de Valores espanhola (CNMV), a multinacional também anunciou um programa de recompra de ações de até 1.000 milhões de euros e um dividendo de 2,04 euros por ação.
A CCEP precisou que as receitas atingiram 20.901 milhões de euros em 2025, que representa um aumento anual de 2,3% face a 2024.
Na Península Ibérica (Espanha, Portugal e Andorra), a companhia faturou 3.429 milhões, o que representa um leve aumento de 0,9% face a 2024, segundo os resultados provisórios.
As vendas nestes três países no quarto trimestre situaram-se em 809 milhões e aumentaram 4,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
A engarrafadora obteve na Europa uma receita anual de 15.404 milhões de euros em 2025, com um crescimento de 2,9% em termos homólogos, na zona da Austrália, Pacífico e Sudeste Asiático, situou-se em 5.497 milhões de euros, com um leve aumento de 0,5% ao ano.
A companhia destacou que tem previsto distribuir entre os acionistas um dividendo no valor de 2,04 euros por ação, que representa um aumento de 3,6% face ao pago em 2024, quando foi de 1,97 euros por ação.
Por sua vez, o presidente executivo (CEO) da CCEP, Damian Gamell, anunciou um novo programa de recompra de ações no valor de até 1.000 milhões de euros.
O programa, cujo objetivo é reduzir o capital social da sociedade, começará em 18 de fevereiro de 2026 e espera-se que esteja concluído antes do final de fevereiro de 2027.
Em relação ao mercado ibérico, a CCEP destacou a transição “bem-sucedida” da marca de chá para Fuze Tea e assegurou que, no final do exercício, se posicionou como líder de mercado na categoria de “chá pronto para beber”.
Exceto na categoria de chá pronto, o volume de vendas cresceu ligeiramente no conjunto do exercício no mercado da Península Ibérica, impulsionado pelas marcas Coca-Cola Zero, Monster e Sprite, com um “forte crescimento” também de Aquarius na categoria de desportos e Aquabona em água.
Como marcos, mencionou também o lançamento de BodyArmor Lyte e Bang Energy no final do ano.
O crescimento da receita por unidade no mercado ibérico foi impulsionado pelos aumentos de preços.
Gammell considerou 2025 como “mais um ano de sólido desempenho”.
“Conseguimos um avanço consistente tanto em receitas quanto em lucros, geramos um fluxo de caixa sólido e aumentamos novamente a remuneração aos acionistas”, afirmou.
O CEO da CCEP afirmou que o crescimento reflete “uma procura de valor sustentada pelos consumidores, mas também um claro interesse” pela inovação e a tendência para produtos ‘premium’.
Além disso, destacou que os programas de produtividade estão a apoiar um crescimento “rentável e sustentável” e reforçam a capacidade de investimento futuro da empresa.
O CEO mencionou entre os seus planos para 2026 a ativação para o Campeonato do Mundo de Futebol da FIFA.
“As nossas previsões, juntamente com um dividendo crescente e outro programa de recompra de ações, demonstram a força do nosso negócio e a nossa capacidade de gerar um valor atraente e sustentado para o acionista. Tudo isso sem deixar de ser um grande parceiro para os nossos clientes”, destacou Gamell.












