Longevidade e alimentação: Saiba quais são as 10 melhores frutas para proteger o cérebro e as células

A fruta é amplamente reconhecida como um dos pilares de uma alimentação equilibrada e promotora de saúde. Segundo a Fundação Espanhola do Coração, a recomendação é consumir mais de três porções por dia, sendo que cada porção deverá situar-se entre 120 e 200 gramas

Pedro Zagacho Gonçalves

A fruta é amplamente reconhecida como um dos pilares de uma alimentação equilibrada e promotora de saúde. Segundo a Fundação Espanhola do Coração, a recomendação é consumir mais de três porções por dia, sendo que cada porção deverá situar-se entre 120 e 200 gramas. No entanto, nem todas as frutas oferecem os mesmos benefícios, especialmente quando o objetivo é promover a longevidade.

A médica e especialista em longevidade Irene Pinilla, conhecida nas redes sociais como @dra.irenepg, partilhou recentemente um vídeo onde apresenta um ranking das dez frutas mais recomendadas para favorecer uma vida longa e saudável. A proposta distingue entre frutas que fornecem essencialmente vitaminas ou energia e aquelas que, além disso, contribuem para proteger as células, o cérebro e o sistema cardiovascular do envelhecimento.

Não existe uma fruta perfeita
A especialista sublinha que não existe uma única fruta ideal para todos. “A chave não é comer fruta por comer, mas escolher a que melhor se adapta ao seu metabolismo e aos seus objetivos”, explica.

O critério utilizado no ranking tem em conta fatores como o impacto glicémico, o teor de antioxidantes, a presença de fibra e de compostos bioativos com potencial efeito protector contra o envelhecimento.

As frutas com pior classificação
Na parte inferior da lista surgem frutas com benefícios nutricionais reconhecidos, mas com maior teor de açúcares.

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No décimo e último lugar aparecem as uvas. Apesar de conterem antioxidantes, a médica alerta para a sua elevada carga glicémica, o que reduz o seu interesse no contexto da longevidade.

Em nona posição surge a banana, valorizada pelo seu teor de potássio e pela capacidade de fornecer energia rápida. Ainda assim, segundo a especialista, não tem um impacto significativo na promoção da longevidade.

O oitavo lugar é ocupado pela manga. Rica em vitamina C, apresenta, no entanto, um teor considerável de açúcar.

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Logo acima, na sétima posição, encontra-se a laranja. Apesar da sua reputação como fonte de vitamina C e reforço do sistema imunitário, o seu conteúdo em açúcares — sobretudo quando consumida sob a forma de sumo — pesa negativamente nesta classificação.

Equilíbrio entre fibra, antioxidantes e saúde cardiovascular
A meio da tabela surgem frutas com propriedades mais interessantes do ponto de vista da saúde global.

A romã ocupa o sexto lugar, destacando-se pelo seu papel na proteção dos vasos sanguíneos e na promoção da saúde cardiovascular.

Em quinto lugar surge a maçã, valorizada pelo seu teor de fibra. Este componente contribui para a saciedade e ajuda a manter o equilíbrio da microbiota intestinal, fatores relevantes para a saúde metabólica.

Na quarta posição aparecem os morangos, ricos em antioxidantes. Estes compostos ajudam a proteger a pele e a reduzir a inflamação, dois elementos considerados fundamentais num envelhecimento saudável.

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O pódio da longevidade
As três primeiras posições são reservadas às frutas com perfil nutricional mais favorável segundo a médica.

O kiwi ocupa o terceiro lugar, sobretudo devido ao seu elevado teor de vitamina C, que beneficia o sistema imunitário, a saúde da pele e a digestão.

Em segundo lugar surge o abacate, uma fruta que se distingue das restantes pelo seu teor de gorduras saudáveis. De acordo com Irene Pinilla, estas gorduras “ajudam o coração e mantêm o metabolismo mais estável”.

O primeiro lugar é atribuído aos arandos, considerados pela especialista como a melhor fruta para promover a longevidade. O seu elevado teor de antioxidantes contribui para proteger as células e o cérebro do envelhecimento, além de apresentarem menor impacto glicémico e um efeito anti-inflamatório relevante.

Combinação é a chave
Apesar da hierarquização apresentada, os especialistas concordam que não existe uma fruta absolutamente perfeita. O valor nutricional depende do conjunto de nutrientes e compostos bioativos presentes em cada alimento.

Assim, a estratégia mais vantajosa passa por combinar diferentes tipos de fruta, aproveitando os seus benefícios complementares. Numa alimentação orientada para a longevidade, diversidade, equilíbrio e adequação às necessidades individuais continuam a ser os princípios fundamentais.

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