Livro dos Elogios vai na 23.ª edição e já chegou a mais de 10 mil empresas

O Livro dos Elogios foi criado em 2013, já vai na 23.ª edição e ganhou em 2021 uma versão digital, estando hoje presente em mais de 10 mil empresas, revelou à Lusa o responsável tecnológico do projeto, José Cardoso.

Criado há oito anos por Cristina Leal para preencher “algo de que sentia falta”, e por acreditar “que quando o elogio é sincero muda mentalidades e comportamentos”, o projeto adquiriu, entretanto, também uma versão solidária, com uma parte das receitas a reverter para a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).

Até final de 2020 exclusivamente vendido na versão em papel, o Livro do Elogios mudou de mãos e redimensionou-se, passando a existir, também, em formato digital.

“Quando pegámos no projeto já ia na 22.ª edição, sendo cada uma composta por mil livros. Estamos agora na 23.ª, havendo agora cerca de mais 1.500 livros em circulação, aumentando em cerca de 250 empresas com a implantação da versão digital”, explicou o CTO da Livro de Elogios, referindo que até 2020 a publicação já fora “vendida a 10 mil empresas”.

Hoje comercializado em ambas as plataformas, em papel e digital, tem um custo de 20 euros mais IVA na primeira versão e de 34,95 euros mais IVA na segunda, denominada “pack digital”, revertendo aqui um euro por cada venda para a APAV, acrescentou José Cardoso.

Admitindo que a pandemia da covid-19 fez com que os “objetivos de crescimento fossem mais cautelosos”, uma vez que “sempre que as medidas de restrição aumentaram a procura baixou”, José Cardoso desvendou que a aposta em 2021 passa por “chegar às 300 unidades vendidas por mês”.

“Quem mais nos procura é a área da Saúde, estamos em praticamente todos os hospitais privados e também em centros de saúde, hospitais públicos e clínicas, mas também estamos nas áreas da restauração, hotelaria e imobiliária”, contou.

Cristina Leal, criadora do projeto, falou à Lusa de um “livro que é, também, humanista, porque vê a pessoa” quando recorda a ideia que lhe surgiu em 2013.

“Sinto cada vez mais que é mais fácil elogiar e isso é algo que parecia estar reprimido. Acredito que estamos a mudar mentalidades, pese embora ser um processo lento”, descreveu quando questionada se o seu sonho está a concretizar-se.

Sem conseguir quantificar os elogios somados durante a sua gestão do projeto, para Cristina Leal o importante foi a “qualidade” que levou a todos, recordou em jeito de prefácio de uma das “milhares de histórias” que a “surpreenderam” nos primeiros sete anos da publicação.

“Uma delas é sobre uma enfermeira, de um determinado hospital, que após a mãe ter sido muito bem tratada num outro hospital pediu o livro de elogios, mas não havia. Decidiu então oferecer um ao hospital. Mais tarde fez um investimento pessoal e ofereceu vários livros a vários hospitais, pois percebeu como enfermeira o impacto que a equipa que tratou da mãe teve nos colegas por terem sido elogiados”, contou.

A FNAC Portugal é desde 2018 uma das empresas aderentes e Carla Figueira, do serviço de apoio ao consumidor, revelou à Lusa que o livro “existe já em todas as lojas da empresa, na versão papel” e que “estão a pensar aderir à versão digital”.

Sobre o que ajudou à decisão, Carla Figueira revelou que “tinham um formulário onde o cliente escrevia os elogios, mas a chegada do livro deu-lhe um caráter mais formal e permite uma redação mais digna ao cliente”.

A existência do livro “está destacada nas entradas de loja”, assinalou a responsável que anunciou para breve essa disponibilidade também no “site da FNAC”.

“No período de confinamento, com as lojas fechadas, recebemos reclamações pela via digital, mas não elogios físicos. Atualmente já estamos ao nível de 2019 no número de elogios”, disse.

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