Assembleia do Livre propõe retirada da confiança política a Joacine

Assembleia do Livre (órgão máximo entre congressos) propõe que Joacine Katar Moreira passe à qualidade de deputada não inscrita,

Ana Rita Rebelo

assembleia do Livre (órgão máximo entre congressos) propõe à convenção do próximo fim-de-semana, que se realizará no Centro Cívico Edmundo Pedro, em Lisboa, que Joacine Katar Moreira passe à qualidade de deputada não inscrita.

«Considerando que a eleição para a Assembleia da República de uma representante do Livre é uma responsabilidade que transcende a deputada eleita, e porque não se vislumbra da parte da deputada, Joacine Katar Moreira, qualquer vontade em entender a gravidade da sua postura, nem intenção de a alterar, a assembleia do Livre delibera retirar a confiança política à deputada, pelo que deixa de reconhecer o exercício do seu mandato como sendo exercido em representação do Livre», sublinha o comunicado da 42ª assembleia do órgão partidário, citado pelo “Público”.

E acrescenta: «É com profundo pesar que tomamos esta deliberação, na plena consciência das consequências gravosas que daí advêm para a capacidade do Livre marcar a actual legislatura da Assembleia da República. No entanto, não podemos manter a confiança política em quem, por opção própria, reiteradamente prescindiu de nos representar». 

Os militantes do Norte (nenhum dos quais membro da actual direcção ou candidato a ela) apresentaram esta segunda-feira, 13 de Janeiro, uma moção que exige a saída da deputada ou que, caso isso não aconteça, lhe seja retirada a confiança política. «Heis-nos chegados a um ponto em que as causas defendidas pelo Livre parecem não conseguir sobrepor-se ao ruído constante provocado pelos ‘faits divers’ mais estapafúrdios; em que o colectivo parece soçobrar numa desmedida exposição mediática do indivíduo; em que o partido se arrisca a ver a sua própria sobrevivência posta em causa. Assim sendo, no caso de a deputada não se dispuser a renunciar às suas funções, o Livre não tem outra alternativa a não ser retirar-lhe a confiança política», pode ler-se.

Os cinco subscritores referem, por exemplo, que o partido terá ficado conhecido «devido às peripécias, atribulações e polémicas internas em que se viu envolvido de Outubro até hoje, o que conduziu à degradação da imagem pública e da credibilidade do partido». «A falta de articulação entre os órgãos do partido e o gabinete parlamentar, agravada pelas constantes declarações à comunicação social, afectaram, de modo insanável, as relações institucionais entre os órgãos do Livre e a deputada eleita», destacam.

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Também neste fim-de-semana, serão eleitos os novos órgãos nacionais do partido, para os quais Joacine Katar Moreira não terá apresentado candidatura. Contactado pelo “Público”, o responsável pelo gabinete de comunicação da deputada apenas referiu que não se pronunciava sobre o assunto.

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