Lisboa “tornou-se um dos principais destinos de eleição para muitos nómadas digitais desde a pandemia”, diz Managing Partner da Engel & Völkers

Lisboa tem atraído cada vez mais trabalhadores e investidores numa nova era económica pós-pandemia. A baixa taxa de criminalidade, o elevado nível de segurança, a qualidade do sistema de educação e os incentivos governamentais são alguns dos fatores que tornam a capital portuguesa é destino de eleição para investidores estrangeiros e nómadas digitais.

“O mercado imobiliário em Lisboa está cada vez mais popular. A cidade tornou-se um dos principais destinos de eleição para muitos nómadas digitais desde a pandemia. São sobretudo atraídos pelo clima ameno que dura o ano inteiro, o custo de vida moderado, as ligações convenientes com outros destinos europeus e pela boa oferta de espaços de coworking existentes na cidade. A maioria dos nómadas digitais vive aqui entre seis meses e um ano e tende a optar por pequenos apartamentos no centro da cidade”, revela Vanessa Moreira, Managing Partner da Engel & Völkers Lisboa.

De acordo com a Engel & Völkers Lisboa, Lisboa é atualmente vista como um tech hub, tendo vindo a tornar-se um centro para start-ups, não só pelo talento local disponível, mas também pelo facto de o mercado imobiliário ainda ter um preço moderado comparativamente a outros países.

No final de outubro, o Governo português implementou o novo visto para nómadas digitais, que possibilita às pessoas que que trabalham remotamente para fora da União Europeia a oportunidade de viver e trabalhar no país durante um período de 12 meses. Um dos critérios para a sua obtenção é que o salário seja, pelo menos, quatro vezes o salário mínimo português, ou seja, cerca de 2800 euros por mês.

A mesma fonte revela que o número de compradores internacionais está a aumentar de forma constante na cidade de Lisboa, traduzindo-se numa percentagem de 25% o investimento feito por compradores internacionais em lisboa.

Já no mercado imobiliário de luxo, mais especificamente em propriedades localizadas em Lisboa e avaliadas em mais de um milhão de euros, os principais interessados são de nacionalidade brasileira, seguidos dos compradores da América do Norte, Alemanha, Reino Unido e França.

“Os bens imobiliários continuam a provar ser um investimento seguro. O aumento das taxas de juro não teve até agora um impacto significativo no número de transações imobiliárias residenciais. Os potenciais compradores ainda estão dispostos a pagar o preço atual do mercado, especialmente em locais privilegiados. Posto isto, prevemos que a procura continuará a ser forte a longo prazo, e que os preços irão estabilizar a um nível elevado em 2023”, diz Vanessa Moreira.

 

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