Lisboa recebe esta manhã marcha “Estudar para que futuro?”: estudantes exigem ao Governo fim ao fóssil até 2030

Os estudantes marcham até à sede do Governo como “último aviso” para que se comprometa com o fim ao fóssil até 2030. Caso contrário, avisam, vão parar as suas escolas na semana de 17 a 22 de novembro e “lutar pelo futuro” a que têm direito e que “não é negociável”

Executive Digest

Lisboa recebe esta manhã, a partir das 11 horas, a marcha “Estudar para que futuro?”: os manifestantes vão concentrar-se na Praça Luís de Camões, na capital portuguesa, e saem rumo à sede do Governo.

Os estudantes marcham até à sede do Governo como “último aviso” para que se comprometa com o fim ao fóssil até 2030. Caso contrário, avisam, vão parar as suas escolas na semana de 17 a 22 de novembro e “lutar pelo futuro” a que têm direito e que “não é negociável”.

Em comunicado, o grupo ‘Greve Climática Lisboa’ apontou que “todos nós queremos a possibilidade de imaginar um futuro justo e em segurança. Estamos a estudar para garantir esse futuro. Para isto, precisamos do Fim ao Fóssil 2030, isto não é negociável, é ciência”.

“Mas o Governo continua a escolher vender o nosso futuro à indústria fóssil. Eles continuam a fazer planos para piorar a emergência climática em que já vemos milhares de pessoas a morrer todos os anos”, referiu. “No ano passado, escrevemos ao Governo um ultimato: a Carta de Estudantes pelo Fim ao Fóssil 2030, assinada por centenas de estudantes. Na carta ameaçamos que se eles não se comprometerem com esta exigência, vamos paralisar as nossas escolas em protesto.”

“No dia 10 de outubro (10/10!) vamos sair das nossas aulas e juntar-nos, às 11h, na Praça Luís de Camões para marchar até à Sede do governo, sob o mote “Estudar para que futuro?” para mostrar que não consentimos em ser uma geração sem futuro”, indicaram os estudantes, lembrando que “na semana de 17 a 22 de novembro, caso o governo não se tenha até aí comprometido com a nossa reivindicação, vamos paralisar escolas e universidades para o obrigar a garantir o nosso futuro2.

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