Lisboa ‘vai entrar em obras’ a partir desta segunda-feira, com o início da construção dos dois túneis do Plano Geral de Drenagem de Lisboa – segundo o ‘Diário de Notícias’, esta será a maior obra municipal da cidade e vai ter um custo global de 250 milhões de euros, dos quais 133 milhões são destinados apenas para a construção dos túneis. As obras devem estar concluídas no primeiro trimestre de 2025.
As obras têm como objetivo “controlar as águas pluviais” e assim “reduzir os riscos de cheias e inundações” em Lisboa, “mitigando os previsíveis efeitos das alterações climáticas, ao mesmo tempo que permitirá a reutilização das águas pluviais para rega de espaços verdes, reforço das redes de incêndio e lavagem de ruas”, anotou a autarquia.
O presidente da edilidade lisboeta, Carlos Moedas, considerou que esta “obra invisível” vai ser “um legado” que o executivo vai deixar a Lisboa. O primeiro túnel vai ligar Monsanto a Santa Apolónia, com cerca de 5 quilómetros de extensão, enquanto o segundo vai ter cerca de um quilómetro e vai fazer a ligação de Chelas ao Beato.
Os túneis terão 5,5 metros de diâmetro e vão estar instalados entre 30 e 40 metros abaixo da superfície. “Estes túneis irão captar a água recolhida nos dois pontos altos (Monsanto e Chelas), bem como em pontos adicionais de captação, ao longo do seu percurso, nomeadamente na avenida da Liberdade, Santa Marta e avenida Almirante Reis, conduzido todo esse volume de água ao rio (Santa Apolónia e Beato)”, pode ler-se no Plano Geral de Drenagem de Lisboa 2016-2030.



