A chuva de meteoros Líridas atinge esta quarta-feira o seu ponto máximo de atividade, com o pico previsto para as 20h40. Apesar de o momento exato ocorrer ainda durante o entardecer em Portugal, as melhores condições de observação deverão verificar-se ao longo da noite e durante a madrugada de quinta-feira.
Este fenómeno astronómico, um dos mais antigos registados pela humanidade, poderá produzir cerca de 18 meteoros por hora em condições ideais, sobretudo em locais com pouca poluição luminosa e céu limpo.
Melhor janela de observação começa à noite
Embora o pico técnico ocorra ao final da tarde, os especialistas indicam que o melhor período para observar as Líridas será a partir das 22h30 em Portugal continental, prolongando-se pela madrugada, especialmente antes do amanhecer. Nessas horas, o radiante — ponto de origem aparente dos meteoros — estará mais elevado no céu, aumentando a probabilidade de avistamentos.
O período de maior atividade pode variar algumas horas em torno do pico, sendo estimado entre as 16h40 de hoje e a meia-noite, o que reforça a importância de observar durante a noite para melhores resultados.
Lua pouco intrusiva favorece observação
Em 2026, a chuva de meteoros ocorre dois dias antes do Quarto Crescente, com uma iluminação lunar de cerca de 30%. Este fator deverá ter um impacto reduzido na visibilidade, permitindo uma boa observação, sobretudo se a Lua estiver parcialmente ocultada por edifícios, árvores ou relevos naturais.
Ainda assim, quanto mais escuro for o local escolhido, maior será a probabilidade de observar meteoros mais ténues.
Fenómeno visível em todo o hemisfério norte
As Líridas estão ativas entre 14 e 30 de abril e podem ser observadas em ambos os hemisférios, embora apresentem melhores condições no Hemisfério Norte, onde Portugal se insere. O radiante localiza-se na constelação de Lira, próximo da estrela Vega, uma das mais brilhantes do céu noturno.
A origem desta chuva de meteoros está associada ao cometa C/1861 G1 (Thatcher), cujos detritos entram na atmosfera terrestre, criando os rastos luminosos conhecidos como “estrelas cadentes”.
Uma das chuvas de meteoros mais antigas registadas
As Líridas são observadas há mais de 2.700 anos, sendo uma das chuvas de meteoros mais antigas documentadas. Embora a média ronde os 18 meteoros por hora, existem registos históricos de surtos ocasionais muito mais intensos, que chegaram a atingir cerca de 90 meteoros por hora.
Para quem pretende aproveitar o fenómeno esta noite, a recomendação é simples: escolher um local afastado das luzes urbanas, olhar para o céu durante pelo menos 20 a 30 minutos e permitir que os olhos se adaptem à escuridão — aumentando assim as hipóteses de testemunhar este espetáculo natural.




