LinkedIn admite inflação nas métricas da publicidade. Clientes vão ser compensados

Os erros afetaram mais de 418 mil anunciantes na plataforma de rede profissional ao longo de mais de dois anos.

Sónia Bexiga

A rede social LinkedIn admitiu, esta sexta-feira, ter descoberto uma falha que inflacionou os números dos anúncios publicados na sua plataforma durante mais de dois anos, provenientes de cerca de 418 mil anunciantes, aos quais vai agora compensar financeiramente.

Através do seu blog, a empresa detida pela Microsoft, fez saber que a sua equipa de engenharia encontrou e corrigiu dois problemas de medição nos produtos de publicidade, que levaram a um excesso de visualizações de vídeo e impressões de anúncios em campanhas de conteúdo patrocinado. 

Com os anúncios em vídeo, o LinkedIn descobriu que alguns eram reproduzidos enquanto estavam fora do ecran, particularmente nos dispositivos iOS da Apple. Ou seja, o anúncio estaria a ser reproduzido automaticamente mesmo que não estivesse a ser visto, e assim podia ser monitorizado e registado como uma exibição.

Esta situação pode assim ter resultado em medições exageradas, incluindo visualizações de vídeos e taxas de visualização, permitindo cobrar demasiado aos anunciantes que pagam pela visualização, explicou um porta-voz do LinkedIn.

A empresa assumiu ainda que pode ter ‘supernotificado’ impressões sobre campanhas de conteúdo patrocinado no feed, por exemplo, nos casos em que os utilizadores mudam os telefones ou mudam rapidamente para outras áreas da aplicação.

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Estes problemas foram detetados em agosto passado e foram corrigidos este mês, acrescentou o porta-voz, detalhando que mais de 90% dos anunciantes afetados pagaram a mais cerca de 25 dólares, um valor que fica em crédito para futuras campanhas publicitárias.

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