«Ligeiro aumento» de maus comportamentos. Portugueses usam menos máscara e saem mais de casa

Apesar de se verificar desde setembro uma melhora nos comportamentos, nas últimas duas ou três quinzenas, registou-se um «ligeiro aumento de piores comportamentos» por parte dos portugueses, que usaram menos máscara e saíram mais de casa. 

Simone Silva

Carla Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública, apresentou esta terça-feira na reunião do Infarmed, em Lisboa, os mais recentes resultados sobre os comportamentos e perceção dos portugueses no que diz respeito às regras impostas para conter a Covid-19.

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Apesar de se verificar desde setembro uma melhora nos comportamentos, nas últimas duas ou três quinzenas, registou-se um «ligeiro aumento de piores comportamentos» por parte dos portugueses, que usaram menos máscara e saíram mais de casa.

Segundo a responsável, o uso de máscara fora de casa e no contacto com outras pessoas diminuiu ligeiramente, visto que a 19 de março 86% dos portugueses cumpriam esta medida, um valor que um mês antes era de 91%.

Também a frequência com que saem de casa aumentou. Atualmente 26,4% da população saiu da sua residência todos, ou quase todos os dias sem ser por motivos profissionais, anteriormente eram cerca de 17%.

No cumprimento do distanciamento de 2 metros, houve uma redução de 12,1% para 8,9% das pessoas. Sobre estar com um grupo de dez ou mais pessoas, 4,9% dos portugueses dizem agora que o fazem, quando em fevereiro esse valor não passava de 1,8%.

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Apesar de tudo, a perceção sobre a adequação das medidas tomadas pelo Governo melhorou. Se 68,9% as considerava pouco ou nada adequadas a 22 de janeiro, o número caiu para 30,1% a 19 de março, disse ainda Carla Nunes.

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