A escalada de tensão no Médio Oriente levou os países da Liga Árabe a convocarem uma reunião de emergência para este domingo, destinada a analisar os ataques do Irão contra vários países da região. A iniciativa partiu da Arábia Saudita e o encontro entre os ministros dos Negócios Estrangeiros decorrerá por videoconferência, numa tentativa de coordenar uma resposta política ao agravamento do conflito, escreve o Wall Street Journal.
O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Geit, criticou duramente a postura de Teerão e considerou que o clima de hostilidade criado pelo Irão em relação aos países vizinhos representa um erro estratégico. O responsável apelou mesmo a que o regime iraniano “recupere o bom senso” e reduza as tensões com os Estados da região.
A reunião surge na sequência da ofensiva militar lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão a 28 de fevereiro. Durante essa operação foi morto o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, que liderava o país desde 1989, um episódio que marcou um ponto de viragem na crise regional.
Desde então, o Irão respondeu com uma série de ataques de retaliação dirigidos a alvos israelitas, bases militares norte-americanas e infraestruturas estratégicas localizadas em vários países do Médio Oriente. Entre os Estados atingidos ou colocados em alerta encontram-se a Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
A amplitude geográfica dessas ações e o risco de alastramento do conflito estão a preocupar os governos árabes. O Wall Street Journal refere que a reunião extraordinária da Liga Árabe pretende avaliar o impacto regional da ofensiva iraniana e discutir possíveis posições conjuntas perante a escalada militar no Médio Oriente.




