O Conselho Europeu vai decorrer esta quinta e sexta-feira e a guerra na Ucrânia será o tema forte entre os líderes políticos dos Estados-membros – os 27 vão instar, novamente, a Rússia a garantir uma passagem segura em zonas de guerra e a parar de imediato as operações militares. Mas há múltiplas preocupações no espaço europeu que vão estar igualmente em cima da mesa. Então, o que se pode esperar da reunião?
Energia
Os líderes europeus devem acordar a compra conjunta de gás, gás natural liquefeito e hidrogénio – desta forma, a prioridade da União Europeia é ter os depósitos cheios até ao início do próximo inverno, numa resposta à escalada dos preços da energia, que se tornaram mais prementes com a invasão à Ucrânia. Recorde-se que a Rússia é um importante fornecedor de gás para o território comunitário. Há um ponto que ‘toca’ numa ambição antiga portuguesa, que vai estabelecer o compromisso de concluir as interligações energéticas, um passo fundamental para diversificar as fontes de abastecimento de energia e reduzir a dependência face à Rússia.
Fundo solidário para a reconstrução da Ucrânia
Houve mais de 500 milhões de euros em apoio militar para a Ucrânia mas agora os Estados-membros devem oficializar a criação de um Fundo de Solidariedade com a Ucrânia, para financiar no imediato o Governo ucraniano e ajudar na reconstrução do país após a guerra. “O Conselho Europeu apela à organização atempada de uma conferência internacional para angariar fundos ao abrigo do Fundo de Solidariedade com a Ucrânia”, foi possível ler-se no rascunho do encontro.
Defesa
Depois da aprovação da “bússola estratégica” pelos ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros na passada segunda-feira, vai agora ser discutida pelos líderes dos 27 – o documento define a estratégia de segurança e defesa comunitária para a próxima década, pautando-se pelos princípios de investimento e solidariedade.
Independência estratégica
“O Conselho Europeu apela a que se prossiga o trabalho de implementação da Declaração de Versalhes sobre a construção de uma base económica mais robusta, nomeadamente reduzindo as nossas dependências estratégicas nas áreas mais sensíveis, como matérias-primas críticas, semicondutores, saúde, digital e alimentar e prosseguindo uma política comercial ambiciosa e robusta, bem como promovendo o investimento”, revelou o documento do Conselho Europeu.








