Líbano denuncia «violações aéreas hostis» israelitas na altura das explosões

Foi através de um comunicado divulgado na quarta-feira e noticiado pela LBCI (televisão local), que o exército do Líbano anunciou a detecção de «13 violações hostis» israelitas.

Simone Silva

Foi através de um comunicado divulgado na quarta-feira e noticiado pela LBCI (televisão local), que o exército do Líbano anunciou a detecção de «13 violações hostis» israelitas, no período compreendido entre as 13h45 de terça-feira e as 14h15 de quarta-feira, que coincide com a altura da trágica explosão que atingiu Beirute.

Na nota divulgada pode ler-se ainda que no dia seguinte às explosões, a 5 de Agosto, «aviões de guerra inimigos israelitas violaram o espaço aéreo libanês e realizaram um voo circular sobre todas as regiões libanesas».

É também referido que «um drone pertencente ao inimigo israelita violou o espaço aéreo libanês por uma distância de cerca de 100 metros por um período de 15 minutos e captou fotografias de um ponto de observação do exército no sul antes de ter deixado o espaço aéreo em direcção ao interior».

Para além disso, o exército do Líbano declara que «foi realizado um voo circular sobre o mar entre Tiro e Naqoura, Beirute e seus subúrbios», entre as 14h35 de terça-feira e as 00h35 do dia seguinte, contudo não está explicito se estas violações estão ou não relacionadas com as explosões.

De acordo com o balanço mais recente, os ataques em Beirute já resultaram em 137 vítimas mortais. O desastre fez ainda cinco mil feridos e 300 mil desalojados. Na manhã desta quinta-feira, dois dias depois do incidente, ainda há fumo a erguer-se do porto da capital libanesa.

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As equipas de regaste continuam nos locais mais atingidos para procurarem, entre os escombros, as pessoas dadas como desaparecidas desde a enorme explosão em Beirute, sentida a mais de 200 quilómetros de distância.

As autoridades acreditam que o número de vítimas mortais, que esta quinta-feira se fixa em 137, possa ainda subir, assim como o número de feridos, neste momento tão elevado que levou à sobrelotação dos hospitais da cidade.

O Conselho de Defesa Nacional libanês declarou Beirute «zona de desastre» e o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, apelou aos aliados do Líbano a apoiarem o país.

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