A Dinamarca e a Finlândia já suspenderam as restrições e Espanha e Reino Unido preparam um alívio das medidas contra a covid-19. Por cá, ainda estamos “um “bocadinho atrasados” seja em termos de pandemia da Covid-19 ou na taxa vacinal de reforço mas o caminho a seguir é o mesmo, garantiu esta terça-feira Filipe Froes, pneumologista e coordenador do Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos para a Covid-19. “Quando abrirmos, grande parte da população ou está vacinada ou teve a infeção” e por isso, “não é previsível que tenhamos um aumento dos casos graves”. Se aguentamos os números de casos graves agora, certamente teremos condições para aguentar com eles no futuro”, acrescentou.
O levantamento das restrições em Portugal pode já ter uma data “possível e previsível”. “Provavelmente na segunda quinzena de fevereiro”, frisou o pneumologista. “Temos cerca de 50% da população com a vacina de reforço. Precisamos de vacinar e proteger mais cerca de 500 mil pessoas com idade igual ou superior a 50 anos que ainda possam ter doença grave”, explicou, à CNN Portugal, o especialista. “Podemos atingir estes números dentro já de uma a duas semanas, a partir daqui, e com a tomada de posse do novo Governo, será certamente uma das primeiras medidas a ter em consideração.”
Portugal vai assim aliviar as medidas de contenção num curto espaço de tempo, “com mais prudência nas pessoas mais vulneráveis”, sublinhou o responsável, destacando que é necessário uniformizar “os intervalos para a toma do reforço para três meses para garantir uma maior adesão vacinal para estamos mais preparados, juntamente com os outros países da Europa, para a abertura progressiva do mundo”.
Em declarações ao canal televisivo, Filipe Froes aplaudiu “o que estamos a assistir em países como a Dinamarca. É uma situação de esperança, pela qual tantos lutaram e tantos sacrificaram e é fruto de todas as medidas que foram feitas até agora. Deixaram de considerar a pandemia da Covid-19 uma doença crítica e estão a evoluir para uma fase mais endémica, mais normal”.





