O ministro dos Negócios Estrangeiros da Letónia, Arturs Krisjanis Karins, anunciou esta quarta-feira a reintrodução do serviço militar obrigatório no país para dissuadir a Rússia de uma hipotética invasão da Europa.
“Precisamos de estar num tal estado de preparação que os generais e as classes políticas russas vejam claramente que ir para a Europa é impossível”, referiu, em entrevista ao jornal britânico ‘The Telegraph’.
Para Karins, o objetivo é enviar à Rússia a mensagem clara de que “as defesas europeias estão completamente à altura da tarefa” e que uma vitória não seria possível “sem perdas tremendas” ou que “nenhum ganho seria viável”.
O serviço militar obrigatório agora reposto visa homens com idades entre 18 e 27 anos, que terão de cumprir um ano de serviço militar, mesmo que vivam no estrangeiro. “É para aumentar o tamanho da nossa reserva ativa e preparada”, precisou.
O plano inclui sanções pecuniárias e até penas de prisão para quem se recusar cumprir esse ano de treino militar, embora haja exceções, por razões médicas ou familiares, ou para cidadãos com dupla nacionalidade que tenham prestado serviço no estrangeiro. A Letónia aboliu o recrutamento em 2016, dois anos depois de aderir à NATO e planeia agora ter uma força pronta para o combate de 61 mil soldados.
O responsável lituano sublinhou que, embora neste momento não haja “uma ameaça militar direta” contra um país da NATO, estão a preparar-se para a possibilidade. “Só porque é difícil imaginar não significa que não possam tentar”, referiu, salientando que mesmo que Kiev vença a guerra, “a Rússia continua a ser uma ameaça”. “É muito mais barato e muito mais inteligente apoiar a Ucrânia e, ao mesmo tempo, reforçar as nossas próprias defesas”, apontou.













