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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Securitas Portugal nomeia João Silva Martins como novo Digital Operations &#038; Information Security Director</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 09:26:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Securitas Portugal nomeou João Silva Martins como novo Digital Operations &#038; Information Security Director. O executivo traz uma experiência de organizações como Randstad, EGOR ou Kelly Services.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Securitas Portugal nomeou João Silva Martins como novo Digital Operations &amp; Information Security Director. O executivo traz uma experiência de organizações como Randstad, EGOR ou Kelly Services.</p>
<p>Com uma vasta experiência na liderança tecnológica e em processos de transformação em contextos multinacionais, João Silva Martins tem desenvolvido o seu percurso profissional na otimização de operações de Tecnologias de Informação (TI) e no alinhamento da estratégia tecnológica com os objetivos de negócio.</p>
<p>Antes de integrar a Securitas, desempenhou funções como Group CTIO no Grupo EGOR, onde liderou um projeto de transformação digital, reforçando o papel das TI como parceiro estratégico do negócio, com enfoque em governação, risco e compliance.</p>
<p>Ao longo da sua carreira, destacou-se ainda em várias organizações internacionais. Na Randstad, assumiu funções de Regional CIO, liderando a estratégia tecnológica em diferentes geografias e impulsionando a integração entre tecnologia e negócio. Passou também pela Kelly Services, onde dirigiu programas na região EMEA, e pela Winprovit, enquanto Business Development Director. Com especialização em infraestruturas críticas e cibersegurança, o gestor combina experiência operacional com uma abordagem centrada na inovação e na resiliência organizacional.</p>
<p>Para Frederico Paiva, Country President da Securitas Portugal, esta nomeação representa um passo relevante na evolução tecnológica da empresa. “A integração de João Silva Martins é um passo decisivo para o futuro tecnológico da Securitas Portugal. A sua vasta experiência em liderar a transformação digital e fortalecer a cibersegurança em organizações complexas é vital para acelerar a nossa visão de uma segurança inteligente e proativa”, refere, acrescentando que a sua liderança será determinante para “impulsionar a inovação e tornar ainda mais robusta a proposta de valor” da empresa.</p>
<p>Já João Silva Martins sublinha o desafio e a ambição do novo cargo. “Assumir a liderança tecnológica da Securitas Portugal é um desafio que abraço com enorme orgulho, dada a escala global e a complexidade de missão crítica que esta organização representa”, afirma. O responsável destaca ainda o foco na “entrega de soluções de segurança cada vez mais resilientes, inteligentes e orientadas a dados”, alinhadas com o propósito da empresa de “ajudar a tornar o mundo um lugar mais seguro”.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770977]]></sapo:autor>
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		<title>Novo carregador português da i-charging quer conquistar a Europa com 500 kW numa unidade compacta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 09:20:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Novo AiO 500 combina arquitetura all-in-one, duas saídas com alocação dinâmica de potência, opção de cabos refrigerados e compatibilidade com vários standards de carregamento, incluindo CCS, NACS e GB/T]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A i-charging apresentou o all-in-one 500, um novo carregador standalone para veículos elétricos capaz de fornecer até 500 kW a partir de uma única unidade compacta. A solução foi desenvolvida para responder às necessidades de áreas de serviço, postos de abastecimento e localizações urbanas de elevada densidade, onde a potência disponível e a gestão do espaço são fatores determinantes.</p>
<p>O novo AiO 500 combina arquitetura all-in-one, duas saídas com alocação dinâmica de potência, opção de cabos refrigerados e compatibilidade com vários standards de carregamento, incluindo CCS, NACS e GB/T. A empresa portuguesa pretende, assim, disponibilizar uma solução preparada para diferentes mercados e para veículos elétricos de nova geração, cada vez mais capazes de aceitar potências de carregamento elevadas.</p>
<p><strong>500 kW numa unidade compacta</strong></p>
<p>O all-in-one 500 permite fornecer até 500 kW numa única unidade, mantendo a potência disponível independentemente da forma como a procura é distribuída entre os dois conectores. A alocação é feita automaticamente, sem necessidade de intervenção do operador.</p>
<p>Quando dois veículos estão ligados em simultâneo, o sistema ajusta a potência em tempo real, de acordo com a capacidade de carregamento de cada automóvel naquele momento. Se um dos veículos precisar de mais potência do que o outro, o carregador redistribui automaticamente a capacidade disponível.</p>
<p>Esta tecnologia pretende melhorar a utilização da energia instalada e reduzir tempos de carregamento, sobretudo em locais onde a procura é elevada, mas o espaço disponível para infraestrutura é limitado.</p>
<p><strong>Resposta a veículos elétricos de nova geração</strong></p>
<p>A i-charging sublinha que a potência de 500 kW ganha relevância num mercado em que cada vez mais veículos elétricos em produção já suportam potências de carregamento iguais ou superiores a 400 kW.</p>
<p>Em carregadores all-in-one limitados a esse patamar, um único veículo a carregar à capacidade máxima pode consumir toda a potência disponível. O AiO 500 foi concebido para responder a esse desafio, permitindo carregamento de elevada potência numa saída, mantendo disponibilidade na segunda.</p>
<p>“As nossas soluções standalone sempre tiveram como objetivo disponibilizar mais potência onde o espaço é um fator determinante. Com o all-in-one 500, levamos esse conceito ainda mais longe”, afirma Pedro Moreira da Silva, CEO da i-charging.</p>
<p>O responsável explica que as soluções distribuídas, como o MAX, escaláveis até 1600 kW através de múltiplas unidades de potência, continuam a ser uma opção de referência para locais com vários pontos de carregamento de elevada potência. Já o AiO 500 responde a outro tipo de necessidade: disponibilizar a máxima potência possível com uma ocupação mínima de espaço.</p>
<p>“É a solução ideal para locais onde limitações de espaço tornam inviável a implementação de uma arquitetura distribuída”, acrescenta Pedro Moreira da Silva.</p>
<p><strong>Cabos refrigerados para veículos pesados</strong></p>
<p>A configuração standard do AiO 500 suporta correntes contínuas até 500 A. Para aplicações que exigem correntes mais elevadas durante períodos prolongados, a i-charging disponibiliza uma opção de cabos refrigerados, com capacidade até 800 A.</p>
<p>Esta funcionalidade foi pensada para operações com veículos comerciais, transporte de mercadorias, autocarros e outras aplicações de transporte pesado, que exigem correntes elevadas durante mais tempo do que os cabos convencionais conseguem suportar de forma consistente.</p>
<p>Apesar dessa vocação para utilizações intensivas, o carregador mantém capacidade para servir veículos ligeiros de passageiros, concentrando diferentes tipos de operação numa única unidade compacta.</p>
<p><strong>Ecrã tátil, pagamentos e gestão integrada</strong></p>
<p>O all-in-one 500 integra um ecrã tátil de 32 polegadas, leitor de cartões contactless e terminal de pagamento opcional, em linha com as restantes soluções standalone da i-charging.</p>
<p>A solução suporta Plug&#038;Charge e Autocharge, bem como os protocolos OCPP 1.6 e 2.0.1. A conectividade pode ser assegurada através de modem 4G ou Ethernet.</p>
<p>Os operadores que já utilizam carregadores da i-charging através da plataforma my.i-charging poderão integrar o novo AiO 500, mantendo uma gestão unificada da infraestrutura.</p>
<p>Primeiras entregas previstas para o final de 2026</p>
<p>As primeiras entregas do all-in-one 500 estão previstas para o final de 2026 nos mercados CE. Para a América do Norte e para mercados com certificação Eichrecht, a disponibilização está prevista para o primeiro trimestre de 2027.</p>
<p>A i-charging está já a trabalhar com os primeiros clientes para finalizar especificações de implementação e garantir as primeiras vagas de instalação.</p>
<p><strong>Empresa portuguesa com presença internacional</strong></p>
<p>Fundada em 2019, a i-charging é uma empresa portuguesa de infraestrutura de carregamento para veículos elétricos, com sede no Porto e em Atlanta, nos Estados Unidos.</p>
<p>A empresa desenvolve, produz e presta suporte a um ecossistema completo de carregamento, que inclui infraestrutura, inteligência digital, gestão de energia e serviços. As suas soluções abrangem aplicações que vão desde o carregamento público urbano até operações de frotas pesadas e mobilidade aérea urbana.</p>
<p>A i-charging possui certificações ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001, e os seus produtos estão certificados para vários mercados internacionais. Entre os reconhecimentos recebidos pela empresa estão o Deloitte Technology Fast 50 Portugal, o Deloitte Technology Fast 500 EMEA e a inclusão no Financial Times 1000 Europe’s Fastest Growing Companies 2026.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770962]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PSI estabilizado com Teixeira Duarte a cair 0,73% e CTT a subir 0,83%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 09:13:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Teixeira Duarte]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa negociava hoje estabilizada, com a Teixeira Duarte a descer 0,73% para 0,41 euros e os CTT a liderarem os ganhos e a subirem 0,83% para 6,04 euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa negociava hoje estabilizada, com a Teixeira Duarte a descer 0,73% para 0,41 euros e os CTT a liderarem os ganhos e a subirem 0,83% para 6,04 euros. </P><br />
<P>Cerca das 09:30 em Lisboa, o PSI baixava 0,01% para 8.959,75 pontos, com seis empresas a descer, oito a subir e duas a manter a cotação (Altri em 4,90 euros e EDP Renováveis em 14,20 euros). </P><br />
<P>Às ações da Teixeira Duarte seguiam-se as da Galp, REN e Jerónimo Martins, que recuavam 0,58% para 18,86 euros, 0,57% para 3,49 euros e 0,39% para 17,82 euros.  </P><br />
<P>A NOS e a Mota-Engil também desciam, designadamente 0,29% para 5,16 euros e 0,17% para 4,60 euros. </P><br />
<P>Em sentido contrário, além dos CTT, a Ibersol, BCP e Semapa subiam 0,70% para 11,58 euros, 0,55% para 0,94 euros e 0,43% para 23,10 euros.     </P><br />
<P>Com a mesma tendência, a EDP e a Navigator valorizavam-se 0,42% para 4,35 euros e 0,24% para 3,38 euros, bem como a Corticeira Amorim (0,16% para 6,42 euros) e a Sonae (0,11% para 1,86 euros). </P><br />
<P>Na Europa, as principais bolsas abriram hoje em alta, depois de terem terminado em baixa na segunda-feira após Teerão suspender as negociações de paz com Washington. </P><br />
<P>O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em agosto, descia 0,92% para 94,14 dólares.</P><br />
<P>Na segunda-feira, todos os mercados europeus fecharam em queda, depois de o Irão anunciar a suspensão das negociações com os EUA, em protesto pela escalada israelita no Líbano e pelo que considera sinais contraditórios do Presidente dos EUA, Donald Trump, ao tentar prolongar as negociações.</P><br />
<P>Da mesma forma, o Irão ameaçou fechar completamente o estreito de Ormuz e ativar outras frentes, incluindo o estreito de Mandeb, como medida de represália contra Israel e os seus aliados.</P><br />
<P>Por sua vez, Trump disse que acredita que na próxima semana poderia ser alcançado um acordo para pôr fim à guerra do Irão e desbloquear o estreito de Ormuz, apesar de Teerão afirmar ter suspendido o diálogo com Washington.</P><br />
<P>Além disso, Trump teria atacado na segunda-feira o primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, durante uma chamada para discutir a escalada na ofensiva israelita contra o Líbano, de acordo com o meio norte-americano Axios.</P><br />
<P>Na agenda macroeconómica do dia destaca-se a publicação da taxa de inflação na zona euro em maio e as vagas de emprego JOLTS de abril nos EUA.</P><br />
<P>Os futuros do Dow Jones e do Nasdaq registam recuos de 0,21% e de 0,09%, respetivamente, depois de os dois índices terem fechado na segunda-feira a subir para novos máximos de sempre. </P><br />
<P>O euro estava em alta e subia 0,14% para 1,1647 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770945]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Prova do 6.º ano marcada para dia de greve geral: diretores pedem segunda data ao Governo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 09:03:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Preocupação das direções escolares prende-se com a possibilidade de uma forte adesão à greve, que poderá impedir a realização normal da prova em vários estabelecimentos de ensino]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Prova ModA de português do 6º ano está marcada para esta quarta-feira, o mesmo dia da greve geral convocada pela CGTP, e os diretores das escolas pedem ao Ministério da Educação que avance já com uma segunda data. O ministro Fernando Alexandre garantiu há dias, segundo a &#8216;RTP&#8217;, que nenhum aluno será prejudicado caso a escola encerre devido à paralisação.</p>
<p>A preocupação das direções escolares prende-se com a possibilidade de uma forte adesão à greve, que poderá impedir a realização normal da prova em vários estabelecimentos de ensino. O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, antecipa uma “grande adesão” ao protesto e defende que as escolas precisam de saber rapidamente quando será a segunda oportunidade.</p>
<p><strong>Diretores esperam indicação do Ministério</strong></p>
<p>Filinto Lima afirma que as escolas estão a fazer uma “preparação normal”, mas já a contar com dificuldades no dia da prova. O dirigente recorda que o ministro da Educação prometeu uma segunda oportunidade para os alunos e escolas que não consigam realizar a Prova ModA devido à greve geral.</p>
<p>“O ministro da Educação disse que iria dar uma segunda oportunidade às escolas e aos alunos para realizarem essa prova caso não a façam em virtude da greve. Nós estamos à espera que seja indicada a nova data para nos podermos preparar para esta segunda chamada e também para os pais saberem em que dia é que os filhos realizarão essa prova”, refere Filinto Lima.</p>
<p>A segunda data ainda não foi anunciada. Para o presidente da ANDAEP, a indicação deve chegar o mais rapidamente possível, idealmente ainda esta quarta-feira, e não apenas no próprio dia da prova ou depois dela.</p>
<p><strong>Pouco tempo até ao fim das aulas</strong></p>
<p>A urgência prende-se também com o calendário escolar. As aulas do 6º ano terminam a 12 de junho, o que deixa pouca margem para remarcar a prova, organizar equipas, preparar salas e informar encarregados de educação.</p>
<p>Filinto Lima alerta que as direções executivas e os professores terão “um imenso trabalho burocrático” para aplicar uma prova que não estava prevista noutra data no calendário atual.</p>
<p>Além da organização interna das escolas, há também a preocupação com as famílias. Os pais precisam de saber com antecedência quando será realizada a eventual segunda chamada, para poderem preparar-se e acompanhar os filhos.</p>
<p><strong>Prova não conta para a nota final</strong></p>
<p>Apesar das dúvidas logísticas, Filinto Lima desvaloriza a possibilidade de desigualdade pedagógica entre alunos que façam a prova na data prevista e outros que a realizem mais tarde.</p>
<p>“Acho que isso é irrelevante”, considera, lembrando que a Prova ModA não tem peso na classificação final dos alunos.</p>
<p>Ainda assim, o presidente da ANDAEP defende que a prova deve realizar-se, classificando-a como “importante”. O problema, sublinha a &#8216;RTP&#8217;, está no facto de a data coincidir com uma greve geral que poderá afetar o funcionamento de muitas escolas e deixar alunos do 6º ano sem condições para fazer a prova no dia marcado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770951]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>PSD e Chega acordam entrega de projetos de revisão constitucional até 30 de dezembro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/psd-e-chega-acordam-entrega-de-projetos-de-revisao-constitucional-ate-30-de-dezembro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 09:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[revisão constitucional]]></category>
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					<description><![CDATA[PSD e Chega apresentaram um requerimento conjunto para suspender o prazo de entrega de projetos de revisão constitucional até 30 de dezembro e manifestaram vontade de concluir esse processo até ao final da próxima sessão legislativa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>PSD e Chega apresentaram um requerimento conjunto para suspender o prazo de entrega de projetos de revisão constitucional até 30 de dezembro e manifestaram vontade de concluir esse processo até ao final da próxima sessão legislativa.</p>
<p>Este requerimento conjunto, assinado pelo líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, e pelo presidente do Chega, André Ventura, levou hoje mesmo o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, através de despacho, a devolver ao Chega o projeto de revisão constitucional que este partido já tinha entregado no passado dia 07 e que estava para análise em termos de admissibilidade em relação à sua conformidade com a Lei Fundamental.</p>
<p>No requerimento conjunto, o Chega considera que o adiamento do processo até 30 de dezembro não é o cenário ideal, mas, havendo um &#8220;compromisso&#8221; por parte da liderança do PSD de participação efetiva&#8221; no processo de revisão constitucional, &#8220;chegou-se a um entendimento conjunto&#8221;. PSD e Chega, nesse mesmo requerimento, manifestam a vontade de conseguir concluir o processo de revisão constitucional &#8220;até ao final da próxima sessão legislativa&#8221;, ou seja, até ao verão de 2027.</p>
<p>No passado dia 07, o Chega iniciou o processo de revisão constitucional no Parlamento, mas o PSD transmitiu ao partido de André Ventura que, &#8220;por razões de ordem política, não pretendia discutir esta matéria no imediato, solicitando a prorrogação do prazo para a submissão de propostas e assumindo o compromisso, com o Chega, de participar de forma efetiva no processo de revisão constitucional&#8221;.</p>
<p>&#8220;Assim sendo, com o intuito de assegurar uma calendarização conjunta deste processo, o Grupo Parlamentar do Chega não vê óbice a que o prazo de entrega de projetos de revisão constitucional possa ser alargado até 20 de dezembro, ficando também o autor do projeto livre para, no âmbito do diálogo com os restantes partidos, submeter novas alterações ou acréscimos ao documento já submetido&#8221;, lê-se no documento assinado por Hugo Soares e por André Ventura.</p>
<p>Perante este requerimento conjunto PSD/Chega, no seu despacho, o presidente da Assembleia da República pega precisamente neste ponto em que o partido de André Ventura admite introduzir alterações ao projeto que já entregara e que, até agora, se encontrava no auditor jurídico do Parlamento para análise sobre a sua efetiva conformidade constitucional.</p>
<p>&#8220;Tal circunstância é juridicamente relevante. Num procedimento de revisão constitucional, a iniciativa deve apresentar-se de forma clara, determinada e suficientemente estabilizada, permitindo ao presidente da Assembleia da República apreciar a sua admissibilidade e aos demais deputados conhecer, com rigor, o objeto da iniciativa que poderá desencadear o prazo constitucionalmente previsto para apresentação de outros projetos&#8221;, salienta-se no despacho de José Pedro Aguiar-Branco.</p>
<p>Nesse sentido, segundo o presidente da Assembleia da República, até que exista &#8220;manifestação expressa, atual e inequívoca do proponente quanto ao texto que pretende ver apreciado para efeitos de admissão &#8212; seja a versão atualmente apresentada, seja uma nova iniciativa ou versão consolidada &#8211;, a eventual pronúncia do presidente do parlamento sobre a admissão do projeto de revisão constitucional do Chega terá de aguardar essa clarificação prévia&#8221;.</p>
<p>Ou seja, &#8220;a apreciação da admissibilidade do projeto do Chega fica dependente de prévia clarificação pelo proponente quanto ao texto que pretende ver considerado para esse efeito, designadamente mediante apresentação de novo requerimento ou de versão consolidada do projeto de revisão constitucional que traduza, de forma clara, atual e inequívoca, a intenção de desencadear o correspondente procedimento de revisão constitucional&#8221;.</p>
<p>Fica, consequentemente, sem efeito, nesta fase, o pedido de parecer anteriormente formulado&#8221; ao auditor jurídico da Assembleia da República por José Pedro Aguiar-Branco &#8220;uma vez que tal pedido tinha por pressuposto a apreciação da admissibilidade da versão do projeto então submetida&#8221; pelo Chega.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770957]]></sapo:autor>
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		<title>Caixa Geral de Depósitos destina 1 milhão de euros para apoiar projetos de inclusão, saúde e educação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:51:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Apoios entre 10 mil e 25 mil euros voltam a estar ao alcance das instituições da economia social através dos Prémios Caixa Social. A iniciativa da Caixa Geral de Depósitos abriu candidaturas e conta com uma dotação global de um milhão de euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apoios entre 10 mil e 25 mil euros voltam a estar ao alcance das instituições da economia social através dos Prémios Caixa Social. A iniciativa da Caixa Geral de Depósitos abriu candidaturas e conta com uma dotação global de um milhão de euros.</p>
<p>Através desta iniciativa, a Caixa pretende apoiar projetos sociais promovidos por entidades do terceiro setor que contribuam para responder a carências sociais e necessidades da comunidade, reforçando o impacto social das organizações sem fins lucrativos em Portugal.</p>
<p>O montante global de apoio ascende a um milhão de euros, sendo distribuído por vários projetos selecionados. Cada candidatura poderá receber entre 10 mil e 25 mil euros, consoante a natureza da proposta apresentada e a avaliação realizada pelo júri.</p>
<p>Podem candidatar-se associações, fundações, cooperativas, misericórdias, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), organizações não-governamentais e outras entidades sem fins lucrativos com intervenção social relevante, desde que cumpram os requisitos definidos no regulamento da iniciativa.</p>
<p>Nesta edição, os projetos candidatos deverão enquadrar-se em três áreas de intervenção prioritárias: Inclusão Social e Solidariedade, Prevenção e Cuidados de Saúde e Formação e Capacitação.</p>
<p>Na área da Inclusão Social e Solidariedade, serão apoiadas iniciativas que promovam os direitos fundamentais e a integração social de pessoas em situação de exclusão ou pobreza, incluindo crianças, jovens, famílias, idosos, pessoas com deficiência, cidadãos em situação de sem-abrigo, migrantes, refugiados e minorias étnicas.</p>
<p>Já no domínio da Prevenção e Cuidados de Saúde, o foco estará em projetos destinados à promoção da saúde e prevenção da doença junto de populações vulneráveis, abrangendo áreas como os cuidados de saúde primários, telemedicina, doenças degenerativas e rastreio de patologias.</p>
<p>Por sua vez, a vertente de Formação e Capacitação contempla iniciativas direcionadas para a melhoria dos níveis de educação e qualificação, combate ao abandono escolar, promoção da empregabilidade e reconversão profissional, bem como o desenvolvimento de competências pessoais, sociais e profissionais.</p>
<p>Segundo a Caixa, as áreas de intervenção selecionadas estão alinhadas com os atuais desafios sociais e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.</p>
<p>O júri dos Prémios Caixa Social é composto por membros independentes convidados pela instituição financeira e será presidido por António Farinha de Morais.</p>
<p>A divulgação dos projetos vencedores está agendada para o próximo dia 22 de setembro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770948]]></sapo:autor>
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		<title>Carby investe 7 milhões em Oeiras e inaugura primeira R-Store Renault e Dacia em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:51:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Novo espaço representa uma etapa estratégica para a empresa do Grupo JAP e reforça a presença das marcas Renault e Dacia na Grande Lisboa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Carby inaugurou oficialmente a nova concessão Renault e Dacia em Oeiras, Porto Salvo, num investimento de 7 milhões de euros que marca a chegada a Portugal do conceito R-Store. O novo espaço representa uma etapa estratégica para a empresa do Grupo JAP e reforça a presença das marcas Renault e Dacia na Grande Lisboa.</p>
<p>A unidade é a primeira R-Store do país, um conceito pensado para transformar a experiência automóvel num ambiente mais digital, imersivo e centrado no cliente. Mais do que um showroom tradicional, o novo espaço pretende aproximar tecnologia, mobilidade e serviço, seguindo um modelo já presente em vários mercados internacionais.</p>
<p>A abertura em Oeiras reforça também a ambição da Carby na Área Metropolitana de Lisboa, onde a empresa já está presente em Sintra, Amadora, Cacém e Belas. Com esta nova concessão, a marca alarga a cobertura territorial e consolida a operação Renault e Dacia num dos principais eixos urbanos da capital.</p>
<p>Nova concessão com showroom, oficina e 30 colaboradores</p>
<p>A nova Carby Oeiras conta com um showroom de 900 metros quadrados, uma oficina de 800 metros quadrados equipada com 12 elevadores e 20 baias de trabalho, além de um piso dedicado ao parqueamento com capacidade para 40 viaturas.</p>
<p>A operação arranca com uma equipa de 30 colaboradores, dos quais 24 correspondem a novos postos de trabalho. Ao nível técnico, a unidade terá 12 profissionais especializados e uma capacidade produtiva estimada em 35 entradas diárias em oficina.</p>
<p>Com esta abertura, a Carby prevê um crescimento entre 15% e 20% na operação Renault e Dacia.</p>
<p>“Com este investimento, a Carby reforça a sua aposta nas marcas Renault e Dacia como um pilar estratégico para o desenvolvimento do grupo. Para a Renault, este novo concessionário traz um novo padrão de serviço aos clientes”, afirma Tiago Água, diretor da Carby Oeiras.</p>
<p>R-Store deverá chegar a outras operações Carby</p>
<p>A nova concessão de Oeiras assume-se como um espaço de referência dentro da rede da Carby. A empresa prevê levar o conceito R-Store às restantes operações Renault e Dacia integradas no universo Carby durante os próximos 12 meses.</p>
<p>“Estamos certos de que a nova concessão será um verdadeiro flagship. Nos próximos 12 meses está previsto levar o conceito R-Store às restantes operações Renault e Dacia que integram o universo Carby”, acrescenta Tiago Água.</p>
<p>A inauguração contou com a presença de Ivan Segal, vice-presidente sénior global de Vendas e Operações do Renault Group, José Pedro Neves, diretor-geral da Renault Portugal, e Carlos Pinto, presidente do Conselho de Administração do Grupo JAP.</p>
<p>Grupo JAP reforça ligação à Renault e Dacia</p>
<p>A nova concessão em Oeiras dá continuidade a uma ligação de mais de quatro décadas do Grupo JAP à Renault e, mais recentemente, à Dacia. O projeto pretende reforçar o conhecimento acumulado do grupo no setor automóvel e sustentar a estratégia de crescimento da Carby em Portugal.</p>
<p>Com cerca de 60 pontos de venda e assistência em território nacional, a Carby continua a afirmar-se como um dos principais operadores automóveis portugueses, agora com uma nova unidade que procura elevar a experiência de compra, assistência e relação com o cliente na Grande Lisboa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770943]]></sapo:autor>
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		<title>Da Internet à Inteligência Artificial: duas revoluções, os mesmos desafios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:50:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[Luis Rasquilha]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Luís Rasquilha, CEO do Ecossistema Inova. Board Member/Non Executive Diretor (NED) da GIANT Brasil e da Maza Tarraf. Líder do Comitê de estratégia do Consórcio Unifisa. Professor convidado na FDC, Hospital Albert Einstein e ESALQ/USP. Colunista do MIT Sloan Review Brasil e Executive Digest Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">No início do século XXI, a Internet começou a transformar profundamente a forma como as empresas operavam, comunicavam e geravam valor. Contudo, apesar do entusiasmo em torno do seu potencial, a sua adoção massiva não aconteceu sem resistência. Muitas organizações encaravam a Internet com desconfiança, questionando a sua utilidade real, a segurança das transações online, a fiabilidade das tecnologias disponíveis e, sobretudo, o retorno do investimento associado à transformação digital.</p>
<p style="text-align: justify;">Na época, era comum ouvir argumentos como: <em>&#8220;Os nossos clientes não vão comprar online&#8221;</em>, <em>&#8220;O contacto presencial nunca será substituído&#8221;</em>, <em>&#8220;Não precisamos de um website para vender&#8221;</em> ou <em>&#8220;A Internet é apenas uma moda passageira&#8221;</em>. Para muitas empresas, a mudança representava um risco demasiado elevado face aos benefícios ainda pouco claros.</p>
<p style="text-align: justify;">Além das barreiras culturais, existiam também limitações tecnológicas significativas. As infraestruturas eram menos robustas, as ligações lentas, os sistemas pouco integrados e a literacia digital dos colaboradores ainda reduzida. A transformação exigia investimento, formação e uma nova forma de pensar os negócios.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar das dificuldades iniciais, as organizações que compreenderam mais cedo o potencial da Internet conquistaram vantagens competitivas significativas. Melhoraram a comunicação com clientes, reduziram custos operacionais, automatizaram processos, expandiram mercados e aumentaram a produtividade. Poucos anos depois, aquilo que era visto como uma opção passou a ser uma necessidade. Hoje, é praticamente impossível imaginar uma empresa competitiva sem presença digital, comércio eletrónico, sistemas online ou ferramentas colaborativas ligadas à Internet.</p>
<p style="text-align: justify;">Duas décadas depois, estamos perante um momento histórico semelhante.</p>
<p style="text-align: justify;">A Inteligência Artificial surge como a próxima grande infraestrutura de transformação empresarial. Tal como aconteceu com a Internet, também a IA enfrenta dúvidas, receios e resistências. Muitas empresas questionam a sua aplicabilidade prática, receiam impactos nos empregos, preocupam-se com questões éticas ou acreditam que a tecnologia ainda não está suficientemente madura para gerar resultados concretos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais uma vez, os argumentos são familiares: <em>&#8220;A IA ainda comete erros&#8221;</em>, <em>&#8220;Os nossos colaboradores não estão preparados&#8221;</em>, <em>&#8220;O nosso setor é diferente&#8221;</em>, <em>&#8220;Ainda é cedo para investir&#8221;</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, a realidade demonstra que a Inteligência Artificial está a tornar-se um dos mais importantes motores de produtividade da história empresarial.</p>
<p style="text-align: justify;">Através da automação de tarefas repetitivas, da análise avançada de dados, da geração de conteúdos, do apoio à tomada de decisão, da personalização da experiência do cliente e da criação de agentes inteligentes capazes de executar processos completos, a IA permite que as empresas façam mais, melhor e mais rapidamente.</p>
<p style="text-align: justify;">O impacto potencial é comparável — e em muitos casos superior — ao que a Internet trouxe no início do século. Enquanto a Internet conectou pessoas, empresas e informação, a Inteligência Artificial acrescenta uma nova camada de capacidade cognitiva aos negócios. Não se limita a disponibilizar informação; ajuda a interpretá-la, transformá-la em conhecimento e convertê-la em ação.</p>
<p style="text-align: justify;">As organizações que adotarem a IA de forma estratégica poderão aumentar significativamente a produtividade, reduzir custos, acelerar a inovação, melhorar a qualidade das decisões e libertar os seus colaboradores para atividades de maior valor acrescentado. Pelo contrário, aquelas que permanecerem excessivamente cautelosas correm o risco de repetir o erro de muitas empresas que ignoraram a Internet até ser demasiado tarde.</p>
<p style="text-align: justify;">A história demonstra que as grandes revoluções tecnológicas raramente são travadas pela tecnologia em si. O maior obstáculo é quase sempre humano: a resistência à mudança, o receio do desconhecido e a dificuldade em abandonar modelos de trabalho consolidados: a cultura organizacional.</p>
<p style="text-align: justify;">A Internet redefiniu a forma como trabalhamos, comunicamos e fazemos negócios. A Inteligência Artificial está agora a redefinir a forma como pensamos, decidimos e produzimos valor.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão já não é se a IA irá transformar as empresas. Tal como aconteceu com a Internet, essa transformação já começou. A verdadeira questão é quem terá a visão, a coragem e a velocidade necessárias para liderar essa mudança e transformar a tecnologia numa vantagem competitiva sustentável.</p>
<p style="text-align: justify;">Porque, tal como no início da era digital, os maiores ganhos não serão obtidos por quem esperar para ver o que acontece, mas por quem decidir construir o futuro antes dos outros.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Luís Rasquilha, CEO do Ecossistema Inova. Board Member/Non Executive Diretor (NED) da GIANT Brasil e da Maza Tarraf. Líder do Comitê de estratégia do Consórcio Unifisa. Professor convidado na FDC, Hospital Albert Einstein e ESALQ/USP. Colunista do MIT Sloan Review Brasil e Executive Digest Portugal.]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Intel fecha acordo com Foxconn para desenvolver sistemas de IA</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/intel-fecha-acordo-com-foxconn-para-desenvolver-sistemas-de-ia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:48:05 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Intel fechou um acordo de colaboração com a tecnológica taiwanesa Hon Hai, conhecida mundialmente como Foxconn, para desenvolver estruturas de Inteligência Artificial (IA), equipadas com processadores da empresa norte-americana, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Intel fechou um acordo de colaboração com a tecnológica taiwanesa Hon Hai, conhecida mundialmente como Foxconn, para desenvolver estruturas de Inteligência Artificial (IA), equipadas com processadores da empresa norte-americana, foi hoje anunciado.</P><br />
<P>&#8220;Este é um marco emocionante para a nossa parceria contínua com a Foxconn&#8221;, afirmou o presidente executivo (CEO) da Intel, Lip-Bu Tan, durante a inauguração da feira Computex de Taipé, um dos eventos mais importantes do setor tecnológico na cidade.</P><br />
<P>No âmbito desta colaboração, a Intel e a Foxconn irão concentrar-se em &#8220;explorar o desenvolvimento, a integração e a comercialização de uma solução de infraestrutura de IA numa escala de &#8216;rack&#8217; diferente, tirando partido de arquiteturas complementares para responder aos diversos requisitos das cargas de trabalho de IA&#8221;, afirmou o empresário no evento.</P><br />
<P>Os sistemas &#8216;racks&#8217; combinam processadores Intel Xeon com unidades de fluxo de dados reconfiguráveis (RDU) SambaNova SN-50 e, em conjunto, foram concebidos para oferecer inferência de IA de alto desempenho &#8220;com maior eficiência energética e de custos&#8221;, de acordo com um comunicado da empresa norte-americana.</P><br />
<P>Os &#8216;racks&#8217; são estruturas físicas que alojam os computadores especializados utilizados para treinar e executar modelos de IA.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770939]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsas europeias abrem em alta depois de Teerão suspender negociações de paz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:47:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
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					<description><![CDATA[As principais bolsas europeias abriram hoje em alta, depois de terem terminado em baixa na segunda-feira após Teerão suspender as negociações de paz com Washington.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As principais bolsas europeias abriram hoje em alta, depois de terem terminado em baixa na segunda-feira após Teerão suspender as negociações de paz com Washington. </P><br />
<P>Cerca das 08:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 avançava 0,69% para 625,51 pontos.                           </P><br />
<P>As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt subiam 0,28%, 0,86% e 0,87%, bem como as de Madrid e Milão se valorizavam 0,74% e 1,05%, respetivamente.     </P><br />
<P>A bolsa de Lisboa mantinha a tendência de baixa ligeira da abertura, com o principal índice, o PSI, a descer 0,03% para 8.958,09 pontos, depois de ter terminado num novo máximo desde junho de 2008 em 09 de abril (9.484,93 pontos). </P><br />
<P>O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em agosto, descia 0,92% para 94,14 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em julho, de referência nos EUA, cedia 0,89% para 91,34 dólares.</P><br />
<P>O gás natural para entrega a um mês no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, descia 2,11% para 48,05 euros por megawatt-hora (MWh).</P><br />
<P>Na segunda-feira, todos os mercados europeus fecharam em queda, depois de o Irão anunciar a suspensão das negociações com os EUA, em protesto pela escalada israelita no Líbano e pelo que considera sinais contraditórios do Presidente dos EUA, Donald Trump, ao tentar prolongar as negociações.</P><br />
<P>Da mesma forma, o Irão ameaçou fechar completamente o estreito de Ormuz e ativar outras frentes, incluindo o estreito de Mandeb, como medida de represália contra Israel e os seus aliados.</P><br />
<P>Por sua vez, Trump disse que acredita que na próxima semana poderia ser alcançado um acordo para pôr fim à guerra do Irão e desbloquear o estreito de Ormuz, apesar de Teerão afirmar ter suspendido o diálogo com Washington.</P><br />
<P>Além disso, Trump teria atacado na segunda-feira o primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, durante uma chamada para discutir a escalada na ofensiva israelita contra o Líbano, de acordo com o meio norte-americano Axios.</P><br />
<P>Na agenda macroeconómica do dia destaca-se a publicação da taxa de inflação na zona euro em maio e as vagas de emprego JOLTS de abril nos EUA.</P><br />
<P>Na Ásia, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou com um recuo de 0,3%, pressionado pela realização de lucros dos investidores após alcançar na segunda-feira um novo recorde impulsionado pelo setor de inteligência artificial (IA). </P><br />
<P>A bolsa de Xangai ganhou 0,43% e a de Shenzhen subiu 1,63%.</P><br />
<P>O Hang Seng de Hong Kong subia 2,22% no final da sessão. </P><br />
<P>Os futuros do Dow Jones e do Nasdaq registam recuos de 0,21% e de 0,09%, respetivamente, depois de os dois índices terem fechado na segunda-feira a subir para novos máximos de sempre. </P><br />
<P>No mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a 10 anos desce para 2,952%, depois de ter fechado em 3,002% na sessão anterior.</P><br />
<P>O euro estava em alta e subia 0,14% para 1,1647 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt.</P><br />
<P>Os metais preciosos também estão em alta, com uma subida de 1,14% no caso do ouro, para 4.536,17 dólares a onça, e um avanço de 2,5% no caso da prata, para 76,71 dólares.</P><br />
<P>Em relação às criptomoedas, a bitcoin desce 2,07% para 69.903 dólares. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770916]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Câmara do Porto apoia escola privada detida pela vereadora da Educação com renda de 50 euros por mês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:43:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Moda do Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Matilde Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Porto]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Matilde Rocha, vereadora eleita na coligação de Pedro Duarte por indicação da Iniciativa Liberal, tem o pelouro da Educação e é dona da Escola de Moda do Porto]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara Municipal do Porto aprovou a cedência parcial do pavilhão gimnodesportivo da Escola Básica do Viso a uma escola privada detida por Matilde Rocha, vereadora da Educação no executivo liderado por Pedro Duarte. A proposta, noticiada pela &#8216;<a href="https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/porto-os-interesses-da-vereadora" target="_blank" rel="noopener">Sábado</a>&#8216;, fixou uma renda simbólica de 50 euros por mês para a Escola de Moda do Porto, instituição privada que tinha pedido apoio devido às obras nas suas instalações.</p>
<p>O ponto foi discutido numa reunião privada do executivo municipal, a 14 de abril, e tinha como título “Apoio à Escola de Moda do Porto, para utilização parcial do pavilhão gimnodesportivo da Escola Básica do Viso”. A proposta acabou por ser aprovada, apesar do voto contra do vereador do Chega, Miguel Corte-Real.</p>
<p>Em causa estava a utilização do pavilhão durante quatro meses, uma vez que a Escola de Moda do Porto alegou estar com “constrangimentos diversos” no desenvolvimento das atividades letivas, em particular na disciplina de Educação Física, devido ao processo de requalificação das suas próprias instalações.</p>
<p><strong>Renda simbólica e apoio avaliado em mais de 9 mil euros</strong></p>
<p>A cedência foi aprovada por uma renda mensal de 50 euros. Segundo a proposta, este valor teve como referência o Código Regulamentar do Município do Porto, que prevê a cedência de imóveis mediante uma contrapartida financeira simbólica, nunca inferior à renda mínima mais elevada praticada nos bairros municipais.</p>
<p>O apoio total da autarquia à Escola de Moda do Porto foi quantificado em 9.083,48 euros. Esse valor resulta da diferença entre a renda simbólica aplicada e o valor de uma “renda venal” estimada para a utilização do pavilhão durante quatro meses.</p>
<p>A proposta foi aprovada por todos os vereadores, com exceção do representante do Chega. Quando chegou à Assembleia Municipal, também passou, embora com a abstenção do PS e da CDU e novo voto contra do Chega.</p>
<p><strong>Vereadora tutela Educação e é dona da escola</strong></p>
<p>O ponto mais sensível do caso está no facto de Matilde Rocha, vereadora eleita na coligação de Pedro Duarte por indicação da Iniciativa Liberal, ter o pelouro da Educação e ser dona da Escola de Moda do Porto. A vereadora é também proprietária da Escola de Moda Gudi, onde o marido e o filho são sócios.</p>
<p>A Sábado questionou o executivo municipal sobre se a direção da Escola Básica do Viso foi consultada pela Câmara do Porto e que posição manifestou, mas não obteve resposta a essa questão.</p>
<p>A revista enviou ainda perguntas à vereadora e ao executivo. A resposta foi dada em bloco pela Câmara do Porto, que explicou que o pedido da Escola de Moda do Porto surgiu numa reunião de monitorização com todos os Centros Tecnológicos Especializados, realizada a 13 de fevereiro de 2026.</p>
<p>Segundo o executivo, nessa reunião várias escolas identificaram necessidades de apoio e a Direção Municipal de Educação procurou responder, como já teria acontecido anteriormente com a Escola das Virtudes, a Academia Contemporânea do Espetáculo e a Escola Balleteatro.</p>
<p><strong>Executivo nega favorecimento</strong></p>
<p>A Câmara do Porto rejeita qualquer tratamento diferenciado à Escola de Moda do Porto. Sobre o valor simbólico da renda, o executivo defende que a instituição e os seus alunos não poderiam ser alvo de uma atuação diferente da aplicada a outras situações consideradas semelhantes.</p>
<p>“Foram aplicados, rigorosamente, os mesmos critérios aplicados em situações análogas”, respondeu o executivo municipal.</p>
<p>A autarquia liderada por Pedro Duarte nega, por isso, qualquer favorecimento à escola privada detida pela vereadora da Educação.</p>
<p><strong>Potencial conflito de interesses</strong></p>
<p>A situação levanta ainda outra questão relacionada com a presença de Matilde Rocha em estruturas consultivas das escolas profissionais da cidade. Por força do cargo, a vereadora foi votada em reunião do executivo para integrar conselhos consultivos dessas escolas.</p>
<p>No caso da sua própria escola, foi votado o nome da Diretora Municipal da Educação, que é sua subordinada. A proposta recordava que os órgãos consultivos das escolas profissionais devem pronunciar-se, entre outros temas, sobre o projeto educativo, as necessidades de oferta formativa e os cursos de dupla certificação.</p>
<p>Isto significa que, em tese, a vereadora poderia ter acesso a informação relevante sobre escolas concorrentes da sua. O executivo municipal rejeita, porém, a existência de conflito de interesses e sublinha que cabe a cada entidade decidir se quer ou não ter a Câmara do Porto representada no respetivo conselho consultivo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770932]]></sapo:autor>
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		<title>Greve: quando a falta é justificada, quem tem de trabalhar e o que acontece ao salário. Conheça as regras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com DECO]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:27:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[greve Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Direito à greve é garantido pela Constituição da República portuguesa. Mas há que obedecer a certas regras e cumprir algumas formalidades, alerta a DECO]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O direito à greve é garantido pela Constituição da República portuguesa. Mas há que obedecer a certas regras e cumprir algumas formalidades, alerta a DECO. Conheça os seus direitos e deveres no âmbito de uma paralisação.</p>
<p><strong>Pré-aviso e serviços mínimos</strong></p>
<p>A greve tem de ser convocada por um sindicato para ser considerada legal, avisa a Defesa do Consumidor. Excecionalmente, em empresas em que a maior parte dos funcionários não esteja sindicalizada, a realização da greve poderá ser decidida por uma assembleia que tenha sido convocada expressamente com essa intenção por um mínimo de 20% dos trabalhadores ou, numa empresa de grandes dimensões, 200. “Têm de participar na assembleia mais de metade dos trabalhadores, e a greve tem de ser aprovada, por voto secreto, pela maioria dos votantes”, explica a DECO.</p>
<p>De seguida, a greve tem de ser comunicada ao empregador (ou à associação de empregadores do setor) e ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, seja diretamente por escrito ou através dos meios de comunicação social. O aviso deve ser feito com uma antecedência mínima de cinco dias úteis e incluir uma proposta para os serviços necessários à segurança e manutenção dos equipamentos e das instalações.</p>
<p>No caso das empresas que satisfazem necessidades sociais de grande importância, como o abastecimento de água, as telecomunicações ou os serviços de saúde, o aviso tem de ser feito com maior antecedência (dez dias úteis) e precisa de conter também uma proposta de serviços mínimos.</p>
<p><strong>É proibido impedir os colegas de trabalhar</strong></p>
<p>Os trabalhadores em greve são representados por um sindicato. Quando a greve é convocada pela assembleia de trabalhadores, tal é feito por uma comissão escolhida por estes, esclarece a DECO.</p>
<p>Os representantes podem organizar piquetes que tentem convencer os trabalhadores a aderir à greve, mas não podem, por exemplo, impedi-los de aceder aos seus locais de trabalho.</p>
<p>O empregador tem o direito de organizar os serviços de modo a atenuar os efeitos da greve.</p>
<p>A entidade empregadora já não pode, por exemplo, substituir os trabalhadores em greve por pessoas que não trabalhem na empresa no momento em que recebeu o pré-aviso. Na verdade, nem sequer pode admitir trabalhadores entre essa data e o dia em que termina a greve. Não pode, também, contratar uma empresa para realizar as tarefas que deveriam ser desempenhadas pelos grevistas, a não ser que sejam serviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos e instalações ou à satisfação das necessidades sociais mais importantes.</p>
<p>A paralisação deve decorrer no respeito pela liberdade dos trabalhadores de aderirem ou não à greve. É proibida qualquer forma de coação, dano ou discriminação por parte de todos os intervenientes no processo, sejam os sindicatos, as comissões, outros trabalhadores ou a entidade patronal, explica a DECO.</p>
<p><strong>Faltas são justificadas mas dias não são pagos</strong></p>
<p>Durante uma greve, os trabalhadores ficam dispensados de comparecerem ao trabalho e de obedecerem às instruções do empregador, mantendo-se a maioria dos seus direitos e obrigações.</p>
<p>Assim, desde que a greve obedeça a todas as formalidades necessárias, as faltas têm de ser consideradas justificadas.</p>
<p>Além disso, apesar da ausência, esses dias contam para efeitos de antiguidade na empresa. Se o trabalhador estiver a receber uma prestação da Segurança Social ou devido a acidente de trabalho ou a doença profissional, o pagamento mantém-se.</p>
<p>No entanto, perde o direito à retribuição, ou seja, não recebe o salário referente ao período em que faltou. Essa é, aliás, apontada como a maior desvantagem por quem faz greve.</p>
<p><strong>Serviços mínimos setores essenciais</strong></p>
<p>Em algumas atividades, pela sua importância, pode ser imposta a realização de serviços mínimos durante uma greve, para que não se corra o risco de pararem integralmente.</p>
<p>São considerados setores de grande importância social:</p>
<p>&#8211; correios e telecomunicações;<br />
&#8211; serviços de saúde e de fornecimento de medicamentos;<br />
&#8211; salubridade pública, incluindo funerais;<br />
&#8211; energia e minas;<br />
&#8211; abastecimento de água;<br />
&#8211; bombeiros;<br />
&#8211; certos serviços de atendimento ao público do Estado (por exemplo, assistência domiciliária pessoas doentes);<br />
&#8211; transportes de pessoas e bens;<br />
&#8211; transporte e segurança de dinheiro.</p>
<p>A fixação dos serviços mínimos, explica a DECO, obedece a critérios subjetivos, que, não raras vezes, têm originado desentendimentos entre os envolvidos. Preferencialmente, estes serviços devem estar definidos num instrumento de regulamentação coletiva (como o contrato coletivo) ou resultar de acordo entre os empregadores e os representantes dos trabalhadores.</p>
<p>Quando tal não é possível, o Ministério do Trabalho, em conjunto com o ministério que tutela o ramo de atividade em questão (por exemplo, Saúde, em caso de greve de enfermeiros, médicos e outros profissionais de saúde), deve tentar um acordo. Se tal não acontecer até três dias depois do aviso prévio, os serviços mínimos são definidos por um despacho dos dois ministérios.</p>
<p>Cabe aos representantes dos trabalhadores designar quem presta os serviços mínimos. Caso não o façam, a empresa pode fazê-lo. Esses trabalhadores têm direito a receber salário. Em circunstâncias raras e particularmente graves, o Governo pode recorrer a requisição civil, convocando trabalhadores para determinadas funções, sendo que a recusa pode ter consequências disciplinares e penais.</p>
<p><strong>Faltas ao trabalho por greve dos transportes ou escolas</strong></p>
<p>Reunir comprovativos de que faltou ao trabalho por motivo de greve pode ajudar a justificar a ausência, mas não obriga os empregadores a pagar o salário, esclarece a DECO. Saiba como chegar a acordo com o patrão:</p>
<p><strong>Greve nos comboios ou no metro</strong></p>
<p>Para justificar a falta ou um atraso devido a greve de transportes (comboio, metro, autocarro ou barco, por exemplo), peça ao operador uma declaração que confirme a existência de supressões ou atrasos. As faltas, mesmo que justificadas, implicam perda de retribuição, a não ser que a entidade patronal entenda pagar o correspondente ao dia de trabalho. Utilizar um dia de férias ou recorrer ao teletrabalho poderão ser alternativas, bem como compensar as horas daquele dia noutras datas. Mas nenhuma delas é viável em todas as empresas.</p>
<p><strong>Sem aulas devido à greve</strong></p>
<p>Normalmente, a confirmação só chega no próprio dia de manhã, e os pais ficam com pouca margem de manobra. Aos olhos da lei, as únicas faltas relacionadas com os filhos obrigatoriamente consideradas como justificadas são as que se prendem com assistência inadiável e imprescindível em caso de doença ou acidente. Nestes casos, a justificação da falta dependerá da boa vontade da entidade patronal. Perante esta situação, peça na escola um documento que comprove que, naquele dia, o seu filho não teve aulas e que não poderia permanecer no estabelecimento. A entidade patronal poderá ainda exigir ao trabalhador que prove que não tinha onde deixar a criança naquele período, por exemplo, por não ter nenhum outro familiar disponível. Também neste caso o teletrabalho, desde que compatível com as funções do trabalhador, pode ser uma solução.</p>
<p><strong>Consulta adiada e processos em tribunais</strong></p>
<p>Nos serviços de saúde, as greves têm de ser anunciadas com uma antecedência mínima de dez dias úteis. Seria desejável que os estabelecimentos de saúde avisassem o doente quando soubessem de antemão que determinado cuidado (consulta, exame ou cirurgia) não será prestado, evitando o desperdício de dinheiro e de tempo com uma deslocação em vão. Mas a vida real confirma que esse procedimento não é a regra.</p>
<p>O mesmo acontece nos tribunais ou em repartições públicas, onde algumas diligências acabam por não ser realizadas por motivos de paralisação dos funcionários e os cidadãos convocados não recebem atempadamente essa indicação.</p>
<p>Assim que tenha conhecimento da paralisação, contacte o estabelecimento onde teria de ir em dia de greve, para tentar saber se será afetado.</p>
<p>No caso da saúde, há sempre serviços mínimos que têm de ser respeitados, como as situações de urgência. Se tal não acontecer e daí resultarem consequências graves para os doentes, é possível responsabilizar os profissionais e/ou o estabelecimento. Isto em teoria, pois, na realidade, será complicado conseguir que um profissional seja responsabilizado por não ter cumprido os serviços mínimos em tempo de greve. Será necessário provar que houve uma falha e que resultou do incumprimento do profissional de saúde.</p>
<p>Tratando-se de um caso que envolva uma greve no setor da justiça, que atrase de forma flagrante o andamento de um processo, poderá apresentar queixa nos tribunais europeus pela demora do Estado português em resolver judicialmente o caso.</p>
<p><strong>Sem combustível por causa da greve </strong></p>
<p>No passado, as greves que afetaram os postos de abastecimento deixaram alguns portugueses sem combustível para deslocações. Quando os transportes públicos não são solução, do ponto de vista legal, estaria a empresa obrigada a aceitar a falta como justificada? Não. Um empregador menos sensível aos argumentos poderia exigir provas de que o automóvel tinha ficado sem combustível, de que o trabalhador tinha feito tudo o que estava ao seu alcance para evitar tal situação e de que não poderia chegar ao local de trabalho por outros meios. Um trabalhador com um relacionamento menos amigável com a empresa ou que suscitasse algum tipo de desconfiança poderia ficar numa posição desconfortável e até desprotegida. Esta é mais uma situação em que o teletrabalho, sendo possível, não é uma solução de desprezar.</p>
<p><strong>Se possível, avise com antecedência </strong></p>
<p>Em todas estas situações que não estão expressamente previstas na lei, será fundamental chegar a um bom entendimento com a entidade patronal. E, sempre que souber antecipadamente de uma greve que possa atrasar ou impedir de comparecer no local de trabalho, avise a empresa, para esta não ser surpreendida. Se, por exemplo, a greve abranger a escola dos seus filhos, procure informar a empresa onde trabalha ou as chefias de que há a possibilidade de vir a ter de ficar com o seu filho num determinado dia, podendo negociar desde logo uma forma de conciliar assistência e trabalho ou de compensar a sua ausência.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770924]]></sapo:autor>
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		<title>Católica Porto Business School: Redes internacionais e formação de líderes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:25:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cadernos Especiais]]></category>
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		<category><![CDATA[Católica Porto Business School]]></category>
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					<description><![CDATA[A formação executiva está a evoluir para responder a contextos mais complexos e incertos, onde tecnologia, ética e decisão caminham lado a lado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A formação executiva está a evoluir para responder a contextos mais complexos e incertos, onde tecnologia, ética e decisão caminham lado a lado.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Católica Porto Business School voltou a destacar-se no panorama internacional ao subir 13 posições no ranking European Business Schools do Financial Times, assumindo-se como a escola portuguesa com maior progressão nesta edição.</p>
<p style="text-align: justify;">Em entrevista à Executive Digest, Luís Marques, director do MBA Executivo, interpreta este resultado como a validação de um percurso consistente, referindo que «o percurso que temos vindo a fazer está a produzir resultados consistentes». Para os próximos dois a três anos, define como prioridades o reforço da dimensão internacional do MBA Executivo, a capacidade de atrair talento com perfil global e a consolidação da presença nos rankings de referência. Mais do que uma meta de posicionamento, a escola afirma que o seu foco está na construção de uma reputação internacional sustentada na qualidade académica, na ligação à prática, na ética e numa mentalidade global.</p>
<p style="text-align: justify;">Este posicionamento ganha nova escala com a integração no EMBA Consortium, onde a escola se torna a única representante portuguesa. A adesão a esta rede internacional altera, segundo o director do MBA Executivo, a experiência dos participantes, que deixam de ter apenas momentos isolados de exposição internacional para passar a integrar uma lógica de rede global contínua. Isso traduz-se num contacto mais directo com colegas, instituições e contextos empresariais diversos, distribuídos por várias geografias e fusos horários. A experiência passa a ser descrita como «mais rica, mais comparativa e mais personalizada », permitindo não só aprofundar competências técnicas, mas também alargar redes profissionais e desenvolver uma maior sensibilidade intercultural. Para a escola, é precisamente este contacto com diferentes formas de pensar, decidir e liderar que torna a experiência internacional verdadeiramente transformadora.</p>
<p style="text-align: justify;">Num contexto em que a inteligência artificial e os dados assumem um papel crescente na tomada de decisão, a instituição considera que os principais desafios da liderança permanecem no domínio humano.</p>
<p style="text-align: justify;">Questionado sobre onde falham mais os líderes, Luís Marques aponta o julgamento como a dimensão mais crítica. Argumenta que a evolução tecnológica tende a tornar a análise mais rápida e sofisticada, mas alerta para o risco de se confundir quantidade de informação com qualidade de decisão. Nesse sentido, sublinha que o verdadeiro diferencial está na capacidade de «formular a pergunta certa, separar sinal de ruído, confrontar pressupostos, ponderar trade-offs e decidir com responsabilidade humana ». O professor realça que, embora a análise seja cada vez mais assistida, o julgamento continuará a ser o elemento central da liderança, sobretudo em cenários onde os dados são incompletos, contraditórios ou eticamente complexos.</p>
<p style="text-align: justify;">A forma como esta competência é trabalhada nos programas reflecte essa preocupação. Luís Marques explica que a aprendizagem é estruturada em torno de contextos de incerteza, recorrendo a simulações, modelação de cenários, desafios empresariais reais e discussão estruturada entre participantes e docentes. O objectivo não é treinar respostas automáticas, mas desenvolver a capacidade de decidir em ambientes onde a informação é limitada e as variáveis estão em constante mudança. Entre os erros mais comuns observados em executivos experientes, destaca o excesso de confiança, que se traduz em decisões precipitadas, falta de teste de pressupostos e reduzida abertura ao contraditório. Como sintetiza, «a maturidade de liderança mede-se, muitas vezes, pela qualidade do contraditório que se aceita trazer para a decisão», sublinhando a importância de integrar diferentes perspectivas no processo decisório.</p>
<p style="text-align: justify;">A ligação a contextos reais de gestão é outro dos pilares evidenciados. O director do MBA Executivo refere que os projectos desenvolvidos no âmbito do MBA não são exercícios teóricos, mas desafios concretos colocados por organizações. Entre exemplos recentes, destaca o trabalho realizado em Abril de 2026 no reposicionamento de uma marca do sector FMCG, assente num estudo de mercado completo que integrou dimensões como brand awareness, voice of consumer, mapas perceptuais e proposta de valor. Em Fevereiro do mesmo ano, o Business Speed Dating permitiu testar ideias de negócio com especialistas em áreas como saúde, créditos de carbono, construção, logística e soluções SaaS. Já no company project da 20.ª edição, os participantes apresentaram, no Centro Porsche Porto, soluções para um desafio lançado pela XRS Motor. Ainda que nem todos os projectos tenham métricas finais divulgadas, por razões de confidencialidade, o professor destaca que a constante é trabalhar problemas reais que exigem análise, decisão, execução e interação com organizações.</p>
<p style="text-align: justify;">As experiências internacionais assumem também um papel determinante no desenvolvimento dos participantes. Luís Marques considera que o impacto transformador resulta da combinação entre conteúdo académico e confronto cultural. Se o primeiro fornece método, linguagem e capacidade de estruturar decisões complexas, o segundo obriga a relativizar certezas e a reconhecer que os mesmos problemas podem ser interpretados de formas distintas. Esta articulação é visível na Semana Internacional e em iniciativas como a participação em programas na ESADE, onde os alunos são desafiados a aplicar conceitos estratégicos em contextos distintos. Para a instituição, é este cruzamento entre rigor académico e deslocação cultural que permite desenvolver uma visão mais abrangente da gestão e da liderança.</p>
<p style="text-align: justify;">A dimensão ética surge como elemento estruturante da formação. O professor afirma que esta está integrada no currículo, nomeadamente em unidades como Business Ethics, e também de forma transversal a áreas como liderança, risco, inovação e sustentabilidade. Em termos pedagógicos, a abordagem passa por trabalhar decisões com implicações reais, incluindo impactos humanos, sociais e organizacionais. A nível institucional, esta preocupação é reforçada pelo trabalho do Fórum de Ética e pela participação em redes internacionais de gestão responsável. Como refere, «a ética não é um tema lateral nem uma resposta conjuntural ao ESG», sendo antes uma componente central da formação de líderes e da responsabilidade das organizações na sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">O modelo pedagógico assenta numa forte proximidade entre docentes, equipa executiva e participantes, uma opção que a escola assume como estratégica. Reconhecendo que esta escolha limita a escala, defende que permite aumentar a densidade da experiência formativa, garantindo maior acompanhamento individual, mais feedback e um ambiente de confiança que facilita o debate e o desenvolvimento pessoal. Para a instituição, quando o objectivo é transformar pessoas e não apenas transmitir conteúdos, a proximidade torna-se um elemento diferenciador e não uma limitação.</p>
<p style="text-align: justify;">No que respeita ao perfil dos participantes, a evolução dos últimos anos tem sido marcada por maior diversidade e exigência. A escola continua a receber profissionais com experiência consolidada e elevados níveis de responsabilidade, mas observa um aumento de líderes em transição, especialistas que procuram funções mais transversais, bem como empreendedores e intraempreendedores.</p>
<p style="text-align: justify;">Luís Marques destaca ainda uma mudança na forma como o MBA é encarado: deixou de ser apenas um acelerador de carreira e passou a ser também um instrumento de reposicionamento, reflexão estratégica e aprendizagem contínua.</p>
<p style="text-align: justify;">A integração da inteligência artificial no processo pedagógico é feita de forma complementar, como conteúdo e como prática. O plano de estudos inclui unidades como Introduction to Artificial Intelligence, Artificial Intelligence in Business Decisions e Digital Marketing, sendo reforçado por novas pós-graduações, masterclasses e iniciativas executivas. Paralelamente, os participantes são incentivados a utilizar ferramentas de IA para pesquisa, análise de informação e simulação de cenários. Ainda assim, o professor sublinha um princípio essencial: a tecnologia deve ampliar a aprendizagem, não substituir o raciocínio, sendo o objectivo formar líderes com literacia tecnológica, capacidade crítica e autonomia de julgamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Olhando para o futuro, Luís Marques identifica duas grandes linhas de evolução curricular. Por um lado, áreas ligadas à transformação digital, cibersegurança, gestão do risco em contextos digitais, organizações orientadas por dados e desenho estratégico da adopção de inteligência artificial. Por outro, dimensões mais humanistas, como geoestratégia, liderança em ambientes de elevada incerteza, ética aplicada e comportamento humano. O professor considera que, à medida que a tecnologia acelera, se torna ainda mais relevante reforçar a capacidade de interpretar contexto, formular boas perguntas e liderar pessoas em ambientes instáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste enquadramento, entende que os líderes mais preparados serão aqueles que consigam conjugar competência técnica, carácter e discernimento. Entre as competências que deverão distinguir líderes sólidos, identifica a ética no critério e no exemplo, a resiliência emocional, a clareza sob pressão, a curiosidade intelectual, a humildade para rever pressupostos, a capacidade de integrar dados com julgamento humano e a aprendizagem contínua. Num contexto de transformação acelerada, conclui que será essa combinação entre densidade humana e capacidade de adaptação a separar lideranças consistentes de lideranças meramente circunstanciais.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>E</em><em>ste artigo faz parte do Caderno Especial “</em>MBA, Pós-graduações &amp; formação de executivos<em>”, publicado na edição de Maio (n.º 242</em><em>) da Executive Digest.</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765649]]></sapo:autor>
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		<title>Massachusetts Institute of Technology: Quatro papéis fundamentais que os anciãos oferecem às suas organizações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:24:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Num mercado obcecado com a juventude, muitas empresas ainda vêem os profissionais mais velhos como um problema a gerir, e não como uma vantagem competitiva. Mas a experiência acumulada pode ser um dos seus maiores activos estratégicos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Imagine um mundo em que as organizações não se limitam a perguntar: «Como atraímos talento jovem?”, mas também: «O que pensam as pessoas que já atravessaram múltiplos ciclos económicos?» E se víssemos os trabalhadores mais velhos como estando numa fase distinta da carreira, em que as suas perspectivas e a sua continuidade fossem reconhecidas como especialmente valiosas?</p>
<p style="text-align: justify;">As organizações que adoptam esta mentalidade não só recorrem à sabedoria intergeracional, como também tiram partido dos benefícios de terem colaboradores que vivem mais tempo do que as gerações anteriores. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a proporção da população mundial com mais de 60 anos deverá crescer de 12% para 22% entre 2015 e 2050. Muitas dessas pessoas estão a optar por manter-se activas nas suas áreas para além da idade da reforma.</p>
<p style="text-align: justify;">Os líderes que têm trabalhadores mais velhos nas suas equipas têm recebido conselhos sobre questões como actualizar colaboradores com longas carreiras em novas tecnologias e gerir diferenças geracionais nos estilos de liderança preferidos. Embora estas orientações sejam valiosas, apresentam uma visão limitada dos trabalhadores mais velhos, focada sobretudo em mitigar os aspectos negativos de uma força de trabalho envelhecida. Não explicam como as organizações podem capitalizar os conjuntos de competências únicas destes profissionais.</p>
<p style="text-align: justify;">Encorajamos os líderes a concentrarem-se antes nas vantagens. O nosso trabalho explorou a dinâmica organizacional dos trabalhadores mais velhos, com particular ênfase num subconjunto que pode ser considerado com o honorífico de “ancião”, devido à sua sabedoria adquirida e à sua contínua elevada capacidade de contribuição.</p>
<p style="text-align: justify;">Para compreender as nuances do seu impacto, começámos por rever investigação sobre a forma como indivíduos mais velhos contribuem para grupos sociais humanos e delineámos algumas categorias preliminares de contributos. Identificámos depois anciãos organizacionais contemporâneos e refinámos as nossas categorias com base em evidências reais de actuação sénior.</p>
<p style="text-align: justify;">Estas análises revelaram quatro papéis distintos que os anciãos assumem: guardião, embaixador, futurista e catalisador.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que define um ancião?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ancião é um termo com uma história rica. Nas culturas indígenas, os anciãos possuem conhecimento histórico sobre a cultura e as práticas das suas comunidades. Em contextos religiosos, os anciãos são peritos na compreensão e aplicação de doutrinas teológicas. No seio das organizações empresariais e do mundo da liderança de forma mais ampla, os anciãos são indivíduos que acumularam saber sobre o sector, familiaridade com a mudança e experiência na formulação de juízos de valor. Alcançaram mestria em determinados conhecimentos e competências.</p>
<p style="text-align: justify;">Um exemplo marcante é a organização global The Elders, fundada em 2007 por Nelson Mandela. Este grupo reúne dirigentes experientes, incluindo antigos chefes de Estado, como Mary Robinson, da Irlanda, e Gro Harlem Brundtland, da Noruega; membros anteriores incluem o ex- -presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter e o líder das Nações Unidas Kofi Annan. O grupo utiliza a sua influência colectiva para enfrentar desafios globais, como a resolução de conflitos, as alterações climáticas e as violações dos direitos humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em cada comunidade — seja uma cultura indígena, um grupo religioso ou uma organização empresarial — a idade é um indicador, mas, por si só, não transforma alguém num ancião. Os anciãos são reconhecidos, formal ou informalmente, pelo vasto conhecimento acumulado, pela experiência e pela sabedoria nascida de uma perspectiva de longo prazo e de um compromisso com o pensamento integrador. Interpretam informação nova através da lente das experiências acumuladas e tendem a ser pacientes e dispostos a partilhar a sua compreensão dos elementos essenciais de uma situação.</p>
<p style="text-align: justify;">No seu livro de 2007, “How Doctors Think”, o autor Jerome Groopman descreve um médico mais velho, com muitos anos de experiência a formar novos internos. Um dos seus principais conselhos a esses jovens médicos é o adágio: “Não faças apenas qualquer coisa — fica ali.” Uma parte crucial da sabedoria dos anciãos é precisamente a capacidade de “ficar ali” e de encorajar os outros a fazer o mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Naturalmente, os anciãos devem possuir a capacidade — os recursos mentais e físicos necessários — para fazer contributos significativos. Nas instituições académicas, por exemplo, professores eméritos continuam frequentemente a servir as universidades ou faculdades após a sua reforma formal. Podem já não ter capacidade para assumir o mesmo nível de responsabilidades de investigação ou ensino que tinham anteriormente, mas muitas vezes ajudam em projectos de investigação, no ensino ou na mentoria, desempenhando papéis importantes em equipas dedicadas a projectos especiais.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma última característica é mais subtil. Mandela, ao apresentar pela primeira vez o grupo The Elders, descreveu os seus membros nos seguintes termos: «Não têm carreiras para construir, eleições para ganhar, eleitorados para agradar.</p>
<p style="text-align: justify;">Podem falar com quem quiserem e são livres de seguir os caminhos que considerem correctos, mesmo que profundamente impopulares.» Os anciãos estão menos presos a qualquer agenda que não seja servir as comunidades de que fazem parte. Isto não significa que os anciãos devam fazer tudo o que lhes apetece; como discutiremos mais adiante, é sensato que as organizações imponham alguns limites aos privilégios e responsabilidades dos anciãos dentro das suas próprias comunidades.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os quatro papéis da anciandade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Existem quatro papéis distintos que os anciãos podem desempenhar tanto dentro das organizações como no contexto mais amplo da sociedade: guardião, embaixador, futurista e catalisador. Estes papéis evidenciam as capacidades específicas dos anciãos ao longo das dimensões críticas do foco estratégico e do alcance do impacto. Seguem-se os detalhes de cada papel.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Guardião: preservar a continuidade organizacional</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os anciãos encontram-se numa posição privilegiada para promover a continuidade organizacional enquanto guardiões. Indivíduos que passaram grande parte da sua carreira no mesmo sector e até na mesma organização encontram-se bem colocados para salvaguardar a memória institucional, manter a identidade cultural e transmitir lições que transcendem ciclos de liderança. Isto protege contra a amnésia organizacional, um erro comum quando trabalhadores mais velhos são dispensados sem um processo estruturado de transferência de conhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Os guardiões asseguram que práticas e valores essenciais não são apenas recordados, mas activamente preservados. Podem explicar como e por que razão determinados sistemas ou decisões evoluíram. A sua experiência profunda permite-lhes contribuir de forma única quando as organizações atravessam períodos de mudança.</p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo, há quase uma década, David era presidente de uma organização académica chamada Western Academy of Management, onde durante anos liderou decisões sobre os locais das reuniões anuais. Desde que deixou o cargo, tem trabalhado com a equipa executiva para desenvolver protocolos formais de selecção de locais e ajudar novos líderes a compreender as lições aprendidas com decisões anteriores.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Embaixador: estender a influência para além da organização</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os embaixadores utilizam as suas redes e reputação para atrair recursos valiosos para as organizações e para as causas que os seus sectores promovem.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Epic, fornecedora de registos clínicos electrónicos, um programa emeritus liga antigos CIO e vice-presidentes de TI experientes enquanto conselheiros, apoiando clientes em transformações tecnológicas complexas. Robert Slepin, um dos consultores CIO emeritus da Epic, disse ao Healthcare IT News que, quando trabalha com uma organização de saúde no âmbito do programa, «coordeno, de perto, com os líderes séniores da Epic responsáveis pela implementação no local». O seu trabalho incluiu vários papéis no projecto Connect Care dos Alberta Health Services — um programa plurianual superior a 850 milhões de euros que envolveu a implementação do software da Epic.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro exemplo é Indra Nooyi, antiga CEO da PepsiCo. Desde que deixou o cargo em 2018, tem continuado a defender os esforços de sustentabilidade da empresa. Continua a ser uma voz pública que destaca a visão e os valores de longo prazo da organização.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Futurista: fazer a ponte entre experiência e inovação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os trabalhadores mais velhos são frequentemente estereotipados como resistentes à mudança, mas muitos lideraram mudanças com sucesso no passado e trazem perspectivas cruciais sobre a forma como a mudança se desenrola ao longo do tempo. Enquanto futuristas, ajudam as organizações a projectar-se no futuro, mantendo-se ancoradas na história, na ética e na experiência adquirida.</p>
<p style="text-align: justify;">O futurista é particularmente valioso em contextos de transformação organizacional, assegurando que novas iniciativas são informadas por lições do passado. Nas comunidades indígenas, os anciãos são frequentemente vistos como pensadores de longo prazo que aconselham sobre decisões que afectam gerações futuras.</p>
<p style="text-align: justify;">Um exemplo marcante é o ancião Mi’kmaw Albert Marshall, ambientalista das Primeiras Nações do Canadá. Ele aconselha e dá palestras sobre o princípio da “visão de dois olhos”, que considera os sistemas de conhecimento indígena e ocidental como forças distintas. A sua pers-pectiva foi incorporada no trabalho da IBM com o grupo sem fins lucrativos Net Zero Atlantic para explorar como uma transição para energia limpa poderia ser concebida e governada para comunidades indígenas em zonas costeiras. A IBM e os seus parceiros ajudaram a traduzir um modelo energético open-source (o Atlantic Canada Energy System Model) numa ferramenta mais simples para envolvimento comunitário, permitindo testes interactivos com utilizadores Mi’kmaq.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Catalisador: promover a mudança para além das fronteiras organizacionais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, alguns anciãos transcendem os papéis internos e actuam como catalisadores — agentes de mudança que utilizam a sua autoridade, redes e experiência para remodelar sistemas para além das suas próprias organizações. Estas pessoas trazem credibilidade e inf luência para movimentos sectoriais, reformas políticas e colaborações intersectoriais.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre estes contam-se líderes como Paul Polman, antigo CEO da Unilever, que, após o seu mandato, se tornou um defensor global do capitalismo sustentável (e ocupa o 1.º lugar na lista Thinkers50 de 2025). De forma semelhante, Mary Robinson, a primeira mulher presidente da Irlanda e cofundadora de The Elders, serviu posteriormente como Alta-Comissária das Nações Unidas para os direitos humanos e continua a ser uma voz activa na defesa dos direitos civis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Avançar: como abraçar a anciandade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Muitos anciãos influentes, como Robinson e Polman, actuam fora das suas antigas empresas e organizações. Mas os líderes empresariais têm a oportunidade de criar formas de aproveitar o melhor dos membros mais experientes das suas equipas, tanto nas fases finais das suas carreiras como após a reforma formal. Em vez de tratar a anciandade como uma transição para fora da vida profissional, as organizações podem estabelecer papéis estruturados que permitam aos colaboradores mais valiosos continuar a contribuir de forma significativa. Eis formas concretas de o fazer.</p>
<p style="text-align: justify;">Considere que tipos de papéis de anciandade são necessários. Algumas organizações podem ter maior necessidade de um guardião, para preservar e comunicar os valores e a história fundamentais da empresa, garantindo continuidade à medida que novas gerações entram. Outras podem achar mais valioso um embaixador, para construir confiança dentro e fora da organização e facilitar relações mais fluidas com clientes e parceiros — ou um futurista, capaz de imaginar e implementar mudanças positivas, ou ainda um catalisador, que procure transformar sistemas externos de acordo com as prioridades organizacionais.</p>
<p style="text-align: justify;">Formalize percursos de transição para trabalhadores mais velhos. Tal como as empresas oferecem carreiras de gestão ou especialização, podem também desenvolver percursos de anciandade, correspondentes a um ou mais dos quatro papéis. Papéis estruturados, como as posições emeritus no meio académico, são modelos úteis. Funções claramente definidas não só garantem que a experiência dos anciãos continua a beneficiar a organização, como também comunicam ao conjunto da empresa que a colaboração intergeracional é a norma, não a excepção.</p>
<p style="text-align: justify;">Envolva os anciãos em áreas de importância estratégica. Criar uma estrutura para abraçar a anciandade não significa criar figuras simbólicas, mas sim utilizar colaboradores que têm responsabilidade e influência definidas. Isto começa por identificar indivíduos — muitas vezes executivos experientes, líderes prestes a reformar-se ou colaboradores de longa data altamente respeitados — que possuam profundo conhecimento institucional, redes externas extensas e forte alinhamento pessoal com os valores da organização.</p>
<p style="text-align: justify;">Se, por exemplo, um indivíduo for assumir o papel de embaixador, os líderes devem definir expectativas específicas, como representar a empresa em eventos externos ou manter relações com partes interessadas chave, e fornecer apoio para que represente eficazmente os interesses da organização.</p>
<p style="text-align: justify;">Estabeleça Conselhos que juntem profissionais experientes e líderes mais jovens. Estes Conselhos podem oferecer perspectiva sobre iniciativas estratégicas, cultura, ética e riscos de longo prazo. Podem complementar os Conselhos de Administração e aproveitar a experiência dos anciãos enquanto guardiões e futuristas. A existência destes Conselhos mostra que os anciãos não são “contribuidores do passado”, mas partes essenciais da direcção futura da organização.</p>
<p style="text-align: justify;">Crie programas de mentoria que juntem anciãos a líderes emergentes. Relações de mentoria estruturadas facilitam a transferência de conhecimento, a continuidade cultural e o desenvolvimento de liderança.</p>
<p style="text-align: justify;">Prepare-se para gerir tensões. Embora os quatro papéis possam ser benéficos, cada um traz riscos. Por exemplo, Chip Wilson, fundador da Lululemon, permaneceu no Conselho após deixar o cargo de CEO e continuou durante anos a actuar como embaixador. Reforçou a reputação da empresa, tanto internamente como externamente, mas cometeu um erro: quando a empresa enfrentava uma polémica sobre calças de ioga transparentes, Wilson comentou que «alguns corpos de mulheres simplesmente não funcionam» para aquela roupa. A afirmação agravou a situação e, pouco depois, a Lululemon cortou relações com ele. (Como grande accionista, contudo, continua a exercer influência, nomeadamente através da nomeação de novos membros para o Conselho.)</p>
<p style="text-align: justify;">Podem surgir conflitos noutros papéis também. Um guardião pode ter uma visão diferente dos valores fundamentais da organização em comparação com a liderança actual, enquanto um catalisador pode envolver a empresa em controvérsias que esta preferiria evitar. Os líderes devem estabelecer expectativas claras, manter canais de comunicação abertos e garantir que todas as partes compreendem os limites da sua influência.</p>
<p style="text-align: justify;">Avalie periodicamente a eficácia dos papéis de anciandade. Revisões regulares garantem que as contribuições permanecem alinhadas com os objectivos organizacionais em evolução.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao avaliar estes papéis, os líderes podem abordar tensões emergentes de forma proactiva e ajustar funções conforme necessário. Estas revisões também permitem explorar questões de capacidade que possam surgir.</p>
<p style="text-align: justify;">Os líderes que criam papéis para colaboradores veteranos e os gerem eficazmente podem ajudar as suas organizações a capitalizar os benefícios de uma força de trabalho envelhecida. Reimaginar a anciandade não é apenas honrar a experiência; é integrar profissionais experientes no futuro da organização de forma estruturada e estratégica.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Artigo publicado na Revista Executive Digest n.º 242 de Maio de 2026</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765315]]></sapo:autor>
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		<title>“Estou a salvar-te. Toda a gente te odeia”: Trump perde a paciência com Netanyahu após escalada no Líbano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:22:37 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Presidente dos Estados Unidos chamou “maluco” ao primeiro-ministro israelita e o acusou de estar a isolar Israel no mundo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump terá protagonizado uma das conversas mais duras do seu segundo mandato com Benjamin Netanyahu, numa chamada telefónica marcada por insultos, acusações de ingratidão e pressão direta para travar uma escalada militar no Líbano. </p>
<p>A &#8216;Axios&#8217;, que cita dois responsáveis americanos e uma terceira fonte informada sobre a conversa, escreve que o presidente dos Estados Unidos chamou “maluco” ao primeiro-ministro israelita e o acusou de estar a isolar Israel no mundo.</p>
<p>A chamada aconteceu esta segunda-feira, num momento de elevada tensão regional. Israel ameaçava atacar alvos em Beirute, enquanto o Irão avisava que poderia abandonar as negociações com Washington devido às ações israelitas no Líbano. Segundo as fontes citadas, Trump terá entendido que Netanyahu estava a pôr em risco o acordo que os EUA tentam negociar com Teerão.</p>
<p><strong>“Que porra estás a fazer?”</strong></p>
<p>A conversa terá subido rapidamente de tom. Uma das fontes resumiu assim as palavras de Trump a Netanyahu: “És maluco. Estarias na prisão se não fosse por mim. Estou a salvar-te. Agora toda a gente te odeia. Toda a gente odeia Israel por causa disto.”</p>
<p>Outra fonte informada sobre a chamada disse que Trump estava “furioso” e que, a dada altura, gritou ao primeiro-ministro israelita: “Que porra estás a fazer?”</p>
<p>A referência à prisão estará ligada ao apoio político que Trump deu a Netanyahu no contexto dos processos de corrupção que envolvem o primeiro-ministro israelita. O presidente americano terá acusado Netanyahu de ingratidão e avisado que um ataque à capital libanesa aumentaria ainda mais o isolamento internacional de Israel.</p>
<p><strong>Trump trava ataque a Beirute</strong></p>
<p>O ponto central da chamada terá sido a intenção de Israel de atacar Beirute. Um responsável israelita disse à &#8216;Axios&#8217; que Israel já não planeia atingir alvos do Hezbollah na capital libanesa, o que sugere que a pressão americana teve efeito imediato.</p>
<p>Trump terá reconhecido que o Hezbollah tem atacado Israel e que o Estado hebraico tem direito a defender-se. Ainda assim, considerou que Netanyahu estava a conduzir uma escalada desproporcionada no Líbano, nomeadamente com a expansão da operação terrestre no sul do país e com ataques que, segundo responsáveis americanos, têm provocado muitas vítimas civis.</p>
<p>Um responsável dos EUA afirmou que Trump ficou especialmente preocupado com a destruição de edifícios inteiros para eliminar apenas um comandante do Hezbollah.</p>
<p><strong>Irão no centro da tensão</strong></p>
<p>A irritação de Trump terá sido alimentada pelo receio de que a escalada israelita no Líbano fizesse implodir as negociações com o Irão. O memorando em discussão entre Washington e Teerão prevê o fim dos combates no Líbano, uma exigência que já tinha causado tensão em conversas anteriores entre Trump e Netanyahu.</p>
<p>Depois da chamada, Trump escreveu na &#8216;Truth Social&#8217; que as negociações com o Irão prosseguiam “a um ritmo rápido”. O objetivo americano é evitar que a frente libanesa comprometa um acordo mais amplo com Teerão, num momento em que o Irão tem condicionado qualquer avanço ao fim das hostilidades em território libanês.</p>
<p><strong>Netanyahu diz que posição de Israel “permanece a mesma”</strong></p>
<p>Do lado israelita, Netanyahu divulgou um comunicado no qual afirmou ter dito a Trump que Israel atacaria alvos em Beirute se o Hezbollah não deixasse de atacar Israel. O primeiro-ministro acrescentou que as operações no sul do Líbano vão continuar.</p>
<p>“A nossa posição permanece a mesma”, escreveu Netanyahu.</p>
<p>Mas um segundo responsável americano deu uma versão diferente da chamada e disse que Trump “passou por cima” de Netanyahu. Segundo essa fonte, o primeiro-ministro israelita acabou por responder: “Está bem, está bem, garante apenas que tudo fica tratado.”</p>
<p><strong>Hezbollah volta a atacar Israel</strong></p>
<p>A tensão no terreno continuou nas horas seguintes. O exército israelita anunciou esta terça-feira que intercetou dois projéteis lançados a partir do Líbano contra o norte de Israel. O Hezbollah reivindicou ataques contra alvos israelitas durante a madrugada e também na noite de segunda-feira.</p>
<p>A agência oficial libanesa &#8216;ANI&#8217; relatou ataques israelitas contra várias localidades no sul do país, incluindo Marwaniyeh, Sidiqine, Yater e Mansouri, além de uma forte explosão em Debbine. O Hezbollah afirmou ainda ter atingido um tanque Merkava israelita com um míssil guiado.</p>
<p>Segundo o texto disponibilizado, os ataques das últimas semanas no Líbano terão provocado mais de 3400 mortos, muitos deles civis, apesar de vigorar um cessar-fogo desde 17 de abril. Do lado israelita, os ataques do Hezbollah terão causado a morte de dois civis, além de 26 soldados israelitas no sul do Líbano.</p>
<p><strong>Crise militar cruza-se com crise política em Israel</strong></p>
<p>A tensão entre Trump e Netanyahu surge também num momento delicado para o primeiro-ministro israelita. Os deputados israelitas aprovaram esta terça-feira a primeira versão de um projeto de lei para dissolver o Parlamento, abrindo caminho a eleições legislativas antecipadas em setembro ou outubro.</p>
<p>A proposta ainda terá de passar por novas votações, mas surge depois do colapso da maioria que apoia Netanyahu. Dois partidos ultraortodoxos criticaram o Likud por não ter aprovado uma lei que isentava jovens estudantes judeus ultraortodoxos do serviço militar obrigatório.</p>
<p>Netanyahu governa desde 2022 com o apoio de forças ultraortodoxas e partidos de direita radical. É o chefe de Governo que mais tempo esteve no poder em Israel, mas enfrenta contestação interna e continua a ser responsabilizado por muitos israelitas pela falha de segurança que antecedeu o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770915]]></sapo:autor>
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		<title>PSI continua a negociar em máximos de quase duas décadas. Bolsa portuguesa mantém valorização próxima dos 10% este ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:22:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI, encerrou o mês de maio nos 9.076,5 pontos, registando uma queda de 2,9% face a abril e contrariando a trajetória positiva observada na maioria dos mercados internacionais. A conclusão é da mais recente análise da Maxyield, que destaca um desempenho particularmente divergente do mercado nacional num mês em que os índices globais continuaram a recuperar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI, encerrou o mês de maio nos 9.076,5 pontos, registando uma queda de 2,9% face a abril e contrariando a trajetória positiva observada na maioria dos mercados internacionais. A conclusão é da mais recente análise da Maxyield, que destaca um desempenho particularmente divergente do mercado nacional num mês em que os índices globais continuaram a recuperar.</p>
<p>Segundo a análise, em Portugal, a evolução negativa do PSI foi influenciada por fatores internos e externos. Entre os primeiros, a Maxyield destaca o impacto da distribuição de dividendos pelas empresas cotadas, que originou correções nas cotações, bem como uma época de resultados do primeiro trimestre considerada pouco entusiasmante. Das empresas do PSI, duas apresentaram prejuízos e seis registaram uma redução dos lucros.</p>
<p>A gestora aponta ainda para uma desaceleração dos volumes médios diários transacionados, sinalizando uma menor dinâmica do mercado.</p>
<p>No plano internacional, o desempenho menos favorável do setor energético e petrolífero penalizou particularmente o PSI, dado o peso significativo destas empresas no índice português. A recuperação da banca europeia, setor com menor representação no PSI, e a forte época de resultados das empresas norte-americanas contribuíram igualmente para aumentar o diferencial de desempenho.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-770919" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/2.png" alt="" width="674" height="256" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/2.png 674w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/2-300x114.png 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/2-600x228.png 600w" sizes="(max-width: 674px) 100vw, 674px" /></p>
<p>Apesar da queda registada em maio, o PSI mantém uma valorização de 9,8% desde o início do ano e acumula uma subida homóloga de 22,8% face a maio de 2025. Ainda assim, a Maxyield alerta para uma perda de dinamismo, sublinhando que desde fevereiro o índice tem alternado entre meses de ganhos e perdas.</p>
<p>Entre as cotadas com pior desempenho mensal destacaram-se a Jerónimo Martins, que recuou 11,2%, a Galp (-6,6%), a NOS (-6,3%), a REN (-6,2%) e a EDP (-5,9%). Em sentido contrário, o BCP liderou as valorizações com uma subida de 7%, seguido da Semapa (2,4%), da Corticeira Amorim (1,9%) e da Navigator (1,7%).</p>
<p>No acumulado do ano, a NOS é a empresa com melhor desempenho do PSI, ao valorizar 31,1%, seguida da Galp (27,4%) e da Ibersol (19,2%). Já a Teixeira Duarte apresenta a maior desvalorização, com uma queda de 32,3%, seguida pelos CTT (-18,4%) e pela Jerónimo Martins (-10,4%).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-770918" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/1.png" alt="" width="1347" height="529" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/1.png 1347w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/1-300x118.png 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/1-900x353.png 900w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/1-768x302.png 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/1-1200x471.png 1200w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/1-600x236.png 600w" sizes="(max-width: 1347px) 100vw, 1347px" /></p>
<p>A Maxyield destaca ainda que o atual ciclo de valorização bolsista do PSI teve início em 2020 e já dura há seis anos. O índice continua a negociar na faixa entre os 9.000 e os 10.000 pontos, níveis que remetem para valores observados há cerca de 18 anos.</p>
<p>No mercado secundário, o PSI Geral — que inclui o PSI e 15 empresas de menor dimensão — registou uma descida mais moderada de 0,8% em maio. A análise assinala ainda a decisão da Vista Alegre de abandonar voluntariamente a negociação em mercado regulamentado, aprovada em assembleia-geral no final do mês.</p>
<p>Entre as empresas do chamado segundo mercado, destacaram-se pela positiva a Benfica SAD, a Estoril Sol, a Pharol, a Toyota Caetano e a Sonaecom, enquanto as SAD do Sporting e do FC Porto apresentaram desempenhos anuais negativos.</p>
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		<title>Cinco dos 18 passageiros de cruzeiro afetado por hantavírus saem de quarentena nos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:11:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Cinco pessoas irão continuar a ser acompanhadas em casa, após não apresentarem sintomas e cumprirem os critérios para acompanhamento fora da unidade de quarentena do Centro Médico da Universidade de Nebraska, no centro dos Estados Unidos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cinco das 18 pessoas transportadas das Canárias (Espanha) para os Estados Unidos, que viajaram num navio de cruzeiro onde foi relatado um surto de hantavírus, saíram de quarentena e regressaram a casa, anunciaram as autoridades.</p>
<p>As cinco pessoas irão continuar a ser acompanhadas em casa, após não apresentarem sintomas e cumprirem os critérios para acompanhamento fora da unidade de quarentena do Centro Médico da Universidade de Nebraska, no centro dos Estados Unidos.</p>
<p>Os cinco irão deixar a cidade de Omaha cerca de três semanas depois de terem chegado ao estado de Nebraska, juntamente com outros 13 passageiros, após um surto mortal de hantavírus num navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico Sul.</p>
<p>As autoridades federais organizaram a viagem para as cinco pessoas que regressaram a casa, em coordenação com as autoridades estaduais e locais. As autoridades disseram que a viagem não seria em voos comerciais, com medidas de biocontenção apropriadas em vigor. Os departamentos de saúde estaduais continuarão a acompanhar diariamente os cinco passageiros.</p>
<p>Os repatriados do cruzeiro incluem 17 cidadãos norte-americanos e um cidadão britânico residentes nos Estados Unidos. Nenhum dos 18 apresentou sintomas, disse um porta-voz do Centro Médico da Universidade de Nebraska, na segunda-feira.</p>
<p>O Hondius, com 147 passageiros e tripulantes a bordo, chegou às Canárias em 10 de maio, após uma viagem que começou em Ushuaia, na Argentina, e os levou a várias ilhas do Atlântico. Durante a viagem, surgiram vários casos de hantavírus, resultando em três mortes.</p>
<p>Em comunicado, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) informou que foram identificados três casos adicionais de hantavírus — um em França, um em Espanha e um no Canadá — desde que os passageiros abandonaram o navio.</p>
<p>A Organização Mundial de Saúde (OMS) referiu que foram reportados um total de 11 casos de hantavírus ligados ao cruzeiro, incluindo três mortes. Oito casos foram confirmados por exames laboratoriais.</p>
<p>A origem deste surto de hantavírus ainda é desconhecida, mas, segundo a OMS, a primeira contaminação deverá ter ocorrido antes do início da expedição a 1 de abril, pois o primeiro passageiro a morrer, um holandês de 70 anos, apresentou sintomas já a 6 de abril.</p>
<p>O período de incubação do vírus situa-se entre uma a seis semanas e não existe vacina nem tratamento específico contra o hantavírus, que pode provocar uma síndrome respiratória aguda.</p>
<p>A taxa de letalidade — percentagem de pessoas doentes que morrem após contrair a infeção — deste surto é, nesta fase, de 27%, segundo a OMS.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770910]]></sapo:autor>
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		<title>Prestação Social Única terá canal de denúncias por fraude e pode ser cortada por dois anos a quem recusar trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:07:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Prestação Social Única]]></category>
		<category><![CDATA[PSU]]></category>
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					<description><![CDATA[Medida, aprovada no último Conselho de Ministros, deu entrada esta segunda-feira no Parlamento e o Governo já pediu urgência na sua aprovação]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Prestação Social Única, que vai juntar 13 apoios sociais num só, deverá avançar com novas regras de controlo e de acesso: além de um canal de denúncias para comunicar situações de fraude, abuso ou acesso indevido, os beneficiários em idade ativa que recusem propostas de trabalho, formação profissional ou atividades de solidariedade social poderão ficar impedidos de receber o apoio durante dois anos, de acordo com a proposta de lei citada pela &#8216;CNN Portugal&#8217; e pelo &#8216;Público&#8217;.</p>
<p>A medida, aprovada no último Conselho de Ministros, deu entrada esta segunda-feira no Parlamento e o Governo já pediu urgência na sua aprovação. Em causa está uma reforma exigida no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, com mais de 500 milhões de euros em jogo, e que o Executivo quer ver aprovada rapidamente para garantir a entrada em vigor da nova prestação antes de agosto.</p>
<p><strong>Canal de denúncias para travar fraude e abusos</strong></p>
<p>Uma das novidades da proposta é a criação de um canal de denúncias associado à Prestação Social Única. O objetivo é permitir a comunicação de situações de fraude, abuso ou acesso indevido ao novo apoio social.</p>
<p>O mecanismo surge logo no segundo artigo da proposta de lei e é detalhado mais à frente, no artigo 35.º. O documento prevê que “qualquer pessoa singular ou coletiva” possa denunciar eventuais irregularidades, ou seja, qualquer cidadão ou entidade poderá comunicar casos que considere não estarem dentro da lei.</p>
<p>As denúncias poderão ser feitas através de meios eletrónicos ou por outros canais que ainda serão definidos por portaria do Governo, através do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. A identidade dos denunciantes terá confidencialidade garantida.</p>
<p>A gestão deste canal ficará a cargo de uma equipa própria, a criar pela Segurança Social, entidade que também será responsável pela aplicação da Prestação Social Única.</p>
<p><strong>Recusa de trabalho pode levar a corte por 24 meses</strong></p>
<p>A proposta enviada ao Parlamento prevê também regras mais exigentes para os beneficiários em idade ativa. A atribuição da Prestação Social Única ficará dependente dos rendimentos do beneficiário e do respetivo agregado familiar, mas também do cumprimento de determinadas condições por quem não esteja a trabalhar e tenha entre os 18 anos e a idade normal da reforma.</p>
<p>Esses beneficiários terão de estar inscritos num centro de emprego, demonstrar disponibilidade ativa para aceitar emprego conveniente ou formação profissional e aceitar atividades de solidariedade social, também descritas como ‘trabalho social’.</p>
<p>O &#8216;Público&#8217; escreve que, se o beneficiário titular recusar sem justificação uma proposta de trabalho, emprego conveniente, formação profissional ou atividade de solidariedade social, ficará impedido de aceder à Prestação Social Única durante 24 meses.</p>
<p>Num novo requerimento, essa pessoa deixará de contar para o cálculo do valor da prestação, mas os seus rendimentos continuarão a ser considerados para efeitos de acesso ao apoio.</p>
<p>Quando a recusa for de outro elemento do agregado familiar, e não do titular, a sanção será de 12 meses. Também nesse caso, essa pessoa deixa de ser considerada no requerimento posterior.</p>
<p><strong>Jovens dos 18 aos 25 anos com obrigação adicional</strong></p>
<p>A proposta introduz ainda uma regra específica para jovens entre os 18 e os 25 anos que não estejam a trabalhar, a estudar ou impedidos para o trabalho. Nestes casos, o direito à Prestação Social Única ficará condicionado à disponibilidade para prestar horas adicionais em atividades de solidariedade social.</p>
<p>Os termos concretos dessa obrigação ainda terão de ser definidos pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.</p>
<p>Estas exigências aplicam-se apenas a pessoas em idade ativa. Ficam de fora pensionistas, estudantes, cuidadores informais principais, pessoas com incapacidade igual ou superior a 80% e pessoas de baixa.</p>
<p><strong>Trabalho social pode chegar às 20 horas semanais</strong></p>
<p>As atividades de solidariedade social serão temporárias e poderão decorrer em entidades públicas, instituições sem fins lucrativos, organizações do setor social ou estruturas da proteção civil. O objetivo declarado é responder a necessidades sociais e comunitárias.</p>
<p>O limite inicial será de 15 horas semanais. No entanto, a partir da terceira renovação da prestação, poderão ser exigidas 20 horas por semana.</p>
<p>Este trabalho social terá de ser compatível com as aptidões e qualificações do beneficiário, mas não será remunerado. Ainda assim, o diploma prevê direito a transporte, alimentação quando a atividade dure pelo menos quatro horas, seguro de acidentes pessoais e uma senha de participação, a cargo da entidade promotora. O valor dessa senha será definido por portaria do Governo.</p>
<p><strong>Valor dependerá do IAS e do agregado familiar</strong></p>
<p>Ao contrário do que tinha sido indicado pelo Executivo na semana passada, o valor base da Prestação Social Única terá como referência uma percentagem do Indexante dos Apoios Sociais, que em 2026 é de 537,13 euros, e não o valor base do Rendimento Social de Inserção, atualmente de 247 euros.</p>
<p>O diploma não esclarece ainda qual será o montante base da nova prestação. Refere apenas que o valor de referência corresponderá a uma percentagem do IAS, a fixar por portaria conjunta das áreas das Finanças e da Solidariedade e Segurança Social.</p>
<p>O valor final dependerá também da composição do agregado familiar e poderá incluir majoração por parentalidade, bem como uma Componente de Incentivo ao Trabalho. Esta componente pretende permitir que o beneficiário regresse ao mercado de trabalho sem perder imediatamente a prestação nos primeiros rendimentos.</p>
<p>O valor concreto desse incentivo também não consta do diploma. A proposta indica apenas que será aplicado um coeficiente aos rendimentos do trabalho, a definir por portaria, entre 0,5 e 1,0.</p>
<p><strong>RSI, CSI e outros apoios serão integrados</strong></p>
<p>Com a criação da Prestação Social Única, serão revogados vários apoios não contributivos, incluindo o Rendimento Social de Inserção, o subsídio social de desemprego, o Complemento Solidário para Idosos e as pensões sociais.</p>
<p>O Governo quer acelerar a aprovação da medida devido aos compromissos assumidos no PRR. O diploma garante, porém, que quem já recebe estes apoios não perderá rendimento com a transição para a nova prestação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770903]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mais de 40% dos profissionais identificam IA como prioridade de investimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:01:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Profissionais de vários setores de atividade em Portugal colocam a inteligência artificial (IA) no topo das prioridades de investimento para os próximos 12 meses, segundo um inquérito promovido pela consultora QSP.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Profissionais de vários setores de atividade em Portugal colocam a inteligência artificial (IA) no topo das prioridades de investimento para os próximos 12 meses, segundo um inquérito promovido pela consultora QSP.</p>
<p>A inteligência artificial (com 43,1% de votos), a tecnologia e a transformação digital (34,1%) e a cibersegurança (26,2%) são as três grandes prioridades de investimento identificadas por 290 profissionais que participaram no estudo &#8220;Leading the Future Economy&#8221;, produzido pela consultora QSP &#8212; Marketing Management &amp; Research.</p>
<p>Este estudo analisa as principais tendências, riscos e prioridades que deverão marcar a economia e as empresas nos próximos anos e será tema de debate no QSP Summit, um evento dedicado à gestão, &#8216;marketing&#8217; e estratégia empresarial, que quer reunir no verão 3.500 participantes no Porto e em Matosinhos.</p>
<p>&#8220;Quase metade dos profissionais identifica a IA como principal prioridade de investimento para os próximos 12 meses, mas apenas uma em cada cinco organizações afirma já ter regras claras e formalizadas para a sua utilização&#8221;, lê-se no estudo.</p>
<p>Quando questionados se a empresa para a qual trabalham já tem regras ou orientações claras para o uso de ferramentas de IA, apenas 21,2% respondem que as regras estão &#8220;bem definidas e formalizadas&#8221;. Quase 25% dos inquiridos reconhecem que a sua empresa tem apenas regras &#8220;informais&#8221; e outros 30,5% referem que essas regras estão ainda &#8220;em desenvolvimento&#8221;. Cada participante podia escolher mais do que uma opção de resposta.</p>
<p>&#8220;Os resultados [do inquérito] mostram um desfasamento entre a velocidade de adoção da IA e a capacidade das organizações para criarem políticas internas, prepararem equipas e integrarem estas ferramentas de forma consistente. A transformação tecnológica está a avançar mais depressa do que a adaptação das próprias organizações&#8221;, afirma Rosa Carvalho, Market Research &amp; Project Lead da QSP e responsável pelo estudo.</p>
<p>As principais barreiras identificadas à adoção de ferramentas de IA são a resistência à mudança (33,1%), a falta de conhecimento interno (31%), respostas que surgem à frente das preocupações da privacidade e segurança (26,6%) e dos custos (24,1%).</p>
<p>Neste estudo, os 290 profissionais participantes &#8212; sobretudo quadros médios e superiores &#8212; revelam que as empresas para as quais trabalham usam ferramentas de IA sobretudo para análise de dados e &#8216;reporting&#8217; (36,6%), para &#8216;marketing&#8217; e comunicação (36,2%) e ainda para tratar de temas relacionados com criatividade e criação de conteúdos (29,7%).</p>
<p>&#8220;Para 32,8% dos participantes, a IA irá sobretudo transformar funções existentes, enquanto 24,7% antecipam a eliminação de postos de trabalho&#8221;, destaca ainda o estudo realizado pela QSP.</p>
<p>A 19.ª edição do QSP Summit arranca em 30 de junho, no Porto, e prolonga-se pelos dias 01 e 02 de julho, na Exponor em Matosinhos. A edição deste ano vai contar com a presença do economista Nouriel Roubini que será cabeça de cartaz.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770902]]></sapo:autor>
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		<title>Inflação e custos da energia no topo das preocupações das empresas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:01:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Quase metade dos participantes de um inquérito promovido pela consultora QSP identifica a subida de preços como o maior risco que as empresas enfrentam num futuro próximo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quase metade dos participantes de um inquérito promovido pela consultora QSP identifica a subida de preços como o maior risco que as empresas enfrentam num futuro próximo.</p>
<p>Numa altura em que a guerra no Médio Oriente está a fazer disparar os preços da energia, 45,2% dos profissionais que participaram neste estudo identificam a &#8220;inflação e os custos de energia&#8221; como o principal risco enfrentado pelas empresas para as quais trabalham.</p>
<p>O risco de ciberataques (40,7%) e a disrupção tecnológica e inteligência artificial (37,9%) são outros dois riscos identificados pelos 290 profissionais que fizeram parte do estudo &#8220;Leading the Future Economy&#8221;, conduzido pela consultora QSP &#8212; Marketing Management &amp; Research. Cada participante podia escolher mais do que uma opção de resposta.</p>
<p>Este estudo analisa as principais tendências, riscos e prioridades que deverão marcar a economia e as empresas nos próximos anos e será tema de debate no QSP Summit, um evento dedicado à gestão, &#8216;marketing&#8217; e estratégia empresarial, que quer reunir no verão 3.500 participantes no Porto e em Matosinhos.</p>
<p>As perspetivas para os próximos 12 meses destes profissionais apontam para um cenário de desaceleração da economia (resposta dada por 34,8%) ou para um cenário de estagnação (para 19,3% dos inquiridos). Apenas 19% dos profissionais destas empresas acreditam que o cenário mais provável seja o de um &#8220;crescimento moderado&#8221;.</p>
<p>Os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para uma estagnação da economia portuguesa no primeiro trimestre deste ano quando comparado com o quarto trimestre de 2025. Quando a comparação é feita com o período homólogo do ano passado, a economia nacional acelerou 2,3%.</p>
<p>Questionados sobre a principal característica da economia para os próximos três anos, 42,1% dos profissionais que participaram neste estudo &#8212; sobretudo quadros médios e superiores &#8212; escolheram a opção &#8220;mais imprevisível&#8221;, enquanto 29,7% optaram pela resposta &#8220;mais digital&#8221;.</p>
<p>&#8220;Cerca de 76% concordam que a geopolítica internacional será uma fonte crescente de incerteza económica e mais de 70% consideram que as regras da economia tradicional já não são suficientes para responder aos desafios futuros&#8221;, lê-se ainda nas conclusões deste estudo.</p>
<p>Sobre a capacidade de resposta das organizações, &#8220;apenas 20% afirmam que as empresas estão claramente preparadas para competir num contexto mais global e imprevisível&#8221;.</p>
<p>Rui Ribeiro, presidente executivo (CEO) do QSP Summit, conclui que este estudo &#8220;mostra que o principal desafio das organizações deixou de ser apenas tecnológico. A pressão económica, a imprevisibilidade geopolítica e a necessidade de adaptação contínua estão a obrigar empresas e lideranças a rever prioridades estratégicas, modelos de decisão e competências críticas para competir&#8221;.</p>
<p>A 19.ª edição do QSP Summit arranca em 30 de junho, no Porto, e prolonga-se pelos dias 01 e 02 de julho, na Exponor em Matosinhos. A edição deste ano vai contar com a presença do economista Nouriel Roubini que será cabeça de cartaz.</p>
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