Leitura do acórdão do processo BES/Brasil realiza-se hoje. Ricardo Salgado entre os oito arguidos que aguardam decisão

decisão judicial incide sobre um processo que envolve alegados esquemas de corrupção e branqueamento de capitais associados a operações no Brasil e que tem como principal arguido o ex-banqueiro Ricardo Salgado.

Executive Digest com Lusa

A leitura do acórdão do processo conhecido como Universo Espírito Santo, relacionado com o chamado caso BES/Brasil, realiza-se esta segunda-feira, no Juízo Central Criminal de Lisboa, num dos julgamentos mais relevantes ligados ao colapso do Grupo Espírito Santo (GES). A decisão judicial incide sobre um processo que envolve alegados esquemas de corrupção e branqueamento de capitais associados a operações no Brasil e que tem como principal arguido o ex-banqueiro Ricardo Salgado.

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O acórdão será lido a partir das 11h00, no Juiz 7 do Juízo Central Criminal de Lisboa, no Campus de Justiça, no Parque das Nações. Em julgamento estiveram oito arguidos, entre pessoas singulares e uma sociedade de advogados, acusados de vários crimes, incluindo corrupção com prejuízo do comércio internacional, branqueamento de capitais e outros ilícitos. Segundo a acusação, os arguidos terão obtido vantagens patrimoniais estimadas em cerca de 12 milhões de euros.

Entre os arguidos encontra-se Ricardo Salgado, antigo presidente do Banco Espírito Santo (BES), atualmente com 81 anos. O ex-banqueiro foi dispensado pelo tribunal de comparecer durante o julgamento por sofrer de doença de Alzheimer. Além de Salgado, respondem no processo João Alexandre Silva, antigo diretor do BES Madeira e atualmente consultor no Dubai; Humberto Coelho, ex-funcionário de uma filial do Grupo Espírito Santo no Dubai; os advogados Miguel Freitas e Sofia Freitas; a sociedade de advogados destes últimos; e ainda os antigos funcionários do BES/GES Paulo Nacif Jorge e Paulo Murta.

O processo centra-se em alegados atos de corrupção relacionados com antigos responsáveis do Banco do Brasil, num esquema que, segundo a acusação, terá permitido a obtenção de benefícios financeiros milionários através de operações internacionais. Entre os crimes imputados figuram corrupção com prejuízo do comércio internacional e branqueamento de capitais, estando em causa um conjunto de factos associados à atividade do Universo Espírito Santo no mercado brasileiro.

A leitura da decisão judicial representa um momento determinante neste processo, permitindo conhecer o entendimento do coletivo de juízes relativamente à responsabilidade criminal dos oito arguidos e às acusações apresentadas pelo Ministério Público. O acórdão é aguardado com particular expectativa devido ao relevo do caso no conjunto dos processos judiciais relacionados com o antigo Grupo Espírito Santo e o BES.

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