Leia na íntegra o plano de vacinação da covid-19 em Portugal

O Plano Nacional de Vacinação foi esta quinta-feira apresentado pela ministra da saúde, Marta Temido, pelo Presidente do Infarmed, Rui Ivo, pelo responsável pela task force de vacinação, Francisco Ramos e pelo primeiro-ministro, António Costa.

Grupos prioritários são divididos em três fases: 

Portugal vai contar com 22 milhões de doses da vacina que serão distribuídas em três fases distintas, consoante a prioridade de administração a cada grupo. Numa primeira fase, serão vacinadas pessoas com 50 ou mais anos e patologias mais frequentes nos casos graves da doença; residentes em lares e internados em unidades continuados, e respetivos profissionais e, ainda, profissionais de saúde diretamente envolvidos (forças de segurança incluídas).

«A estimativa é que estejamos a falar de 950 mil pessoas nesta primeira fase: 400 mil pessoas no grupo das comorbidades existentes; 250 mil no grupo dos residentes em lares, internados e respetivos profissionais e 300 mil no conjunto de profissionais de saúde», explicou Francisco Ramos na apresentação do plano.

Numa segunda fase, dividem-se dois grupos: pessoas com 65 ou mais anos e sem qualquer outra patologia e entre os 50 e os 64 anos, aqui com alargamento das patologias pré-existentes, como diabetes, doença renal crónica, insuficiência hepática, obesidade, hipertensão, entre outras.

Para esta segunda fase, estimam-se 1,8 milhões de pessoas com mais de 65 anos e cerca de 900 mil pessoas no grupo das patologias pré-existentes», indica.

Depois Francisco Ramos fala ainda numa terceira fase, que diz respeito ao resto da população, afirma ressalvando: «Se de facto conseguirmos confirmar o que está previsto e o ritmo for mais lento, poder-se-á criar novos grupos prioritários».

Arranque da vacinação em Janeiro

Em Janeiro começará a vacinação dos portugueses tal como acontece de forma geral na Europa, contudo ainda não se sabe o dia certo. Numa perspetiva otimista, Francisco Ramos revela que esta primeira fase provavelmente durará entre Janeiro e Fevereiro, podendo durar até Março, ou num cenário mais pessimista até Abril.

«A segunda fase dependerá da mesma condicionante no final da primeira, mas a perspetiva é que após o primeiro trimestre, em que na prática temos garantidas dois milhões de doses de vacinas, esse número suba no segundo trimestre e tenhamos condições para que nos mesmos três meses se consigam vacinar muitas mais pessoas», afirma.

No que respeita à administração das vacinas na primeira fase serão vacinadas 950 mil pessoas, das quais 400 mil nos cerca de 1200 postos de vacinação do SNS, isto porque os 250 mil residentes em lares e unidades de cuidados continuados serão vacinados nesses locais. No caso dos profissionais de saúde cabe às entidades onde trabalham administrar as vacinas.

Nas fases seguintes ainda não há um plano definido, tudo depende da evolução da situação, explica Francisco Ramos. «É um processo que tem de ter um registo com capacidade de monitorizar todo o processo, temos de saber quem foi vacinado e que quem toma a primeira dose fica já com a segunda marcada», refere.

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