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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Férias mais curtas, alertas de calor extremo no telemóvel e limites de visitantes: como muda viajar em 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 17:11:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Viajar tornou-se mais condicionado por guerras, fenómenos meteorológicos extremos, custos elevados e alterações no comportamento dos turistas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O turismo internacional voltou a bater recordes, mas os destinos estão a ser obrigados a preparar-se para um cenário cada vez mais instável. Segundo um novo relatório da OCDE citado pela &#8216;Euronews&#8217;, as chegadas de turistas internacionais aos países da organização aumentaram cerca de 3,4% em 2025, atingindo 847 milhões de visitantes.</p>
<p>O crescimento confirma a recuperação do setor depois da pandemia, mas também expõe uma nova realidade: viajar tornou-se mais condicionado por guerras, fenómenos meteorológicos extremos, custos elevados e alterações no comportamento dos turistas. A OCDE defende que os destinos terão de reforçar a capacidade de antecipar crises e adaptar rapidamente a sua oferta.</p>
<p>Nem todos os países estão a recuperar ao mesmo ritmo. Em 2025, quatro membros da OCDE registaram crescimentos de dois dígitos nas chegadas internacionais e atingiram máximos históricos: Finlândia, com mais 16,5%, Japão, com mais 15,8%, Coreia, com mais 15,7%, e Noruega, com mais 12,5%. No caso do Japão e da Coreia, a subida prolonga a forte recuperação de 2024, impulsionada por mais ligações aéreas e, no caso japonês, pela fraqueza do iene.</p>
<p>Noutros destinos, porém, o turismo internacional recuou e continua abaixo dos níveis anteriores à pandemia. Canadá, Alemanha, Irlanda e Estados Unidos registaram quebras em 2025, com destaque para os EUA, onde as chegadas caíram 5,5%. Israel foi um dos casos mais penalizados pela instabilidade no Médio Oriente, com chegadas ainda 70,8% abaixo dos níveis pré-pandemia.</p>
<p>O relatório sublinha que o conflito no Médio Oriente perturbou fluxos de viagem, aumentou custos e afetou a confiança dos turistas. Os destinos da região são os mais atingidos, mas também os países que dependem do Golfo como ponto de ligação aérea. Para a OCDE, as lições da pandemia e da guerra devem ser usadas para reforçar a preparação para crises e melhorar a gestão dos fluxos de visitantes.</p>
<p>Na prática, os viajantes poderão passar a escolher destinos mais familiares, próximos e acessíveis, privilegiando estadias mais curtas e opções de menor custo. O receio de cancelamentos, problemas de segurança ou aumentos inesperados de preços pode pesar cada vez mais na decisão de reservar uma viagem.</p>
<p>O clima é outro fator decisivo. Vagas de calor, incêndios florestais, cheias, tempestades e ciclones estão a influenciar não só a escolha do destino, mas também a altura do ano em que se viaja. A OCDE defende que os destinos turísticos devem integrar avaliação de risco, sistemas de alerta precoce e planos de resposta a crises no seu planeamento.</p>
<p>Alguns países já estão a adaptar-se. Japão, Áustria, Croácia e sistemas europeus como o MeteoAlarm disponibilizam aplicações ou plataformas multilingues capazes de enviar avisos em tempo real sobre tempestades, incêndios ou calor extremo diretamente para os telemóveis dos visitantes. A segurança turística passa, assim, a depender também da comunicação rápida com quem está de passagem.</p>
<p>As cidades começam igualmente a ajustar a experiência dos visitantes ao calor extremo. Em Madrid, a iniciativa Refúgiate en la cultura promove museus como espaços climatizados onde turistas e residentes se podem abrigar durante vagas de calor. A ideia poderá tornar-se mais comum em destinos urbanos expostos a temperaturas cada vez mais elevadas.</p>
<p>A adaptação passa ainda por infraestruturas mais resilientes, capazes de resistir a fenómenos extremos, e por soluções baseadas na natureza, como zonas verdes, sombreamento e melhor gestão da água. Para os destinos, já não basta atrair visitantes: é preciso garantir que hotéis, transportes, espaços públicos e serviços conseguem funcionar em situações de pressão climática.</p>
<p>O relatório da OCDE chama também a atenção para a necessidade de tornar o turismo mais responsável. O crescimento do setor deve beneficiar as comunidades locais e não apenas aumentar a pressão sobre habitação, transportes, comércio e serviços públicos. Isso implica distribuir melhor os visitantes, investir em infraestruturas partilhadas e integrar o turismo no desenvolvimento regional.</p>
<p>Nos próximos anos, os turistas poderão encontrar mais taxas turísticas, limites ao número de visitantes, sistemas de entrada com hora marcada e incentivos para viajar fora da época alta. Também deverá crescer a promoção de “segundas cidades”, destinos menos saturados e experiências ligadas a negócios locais ou turismo comunitário. O objetivo é simples: manter o turismo a crescer, mas evitar que o sucesso de hoje se transforme no problema de amanhã.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785409]]></sapo:autor>
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		<title>Mau tempo: Falhas de proteção e de manutenção explicam rutura do dique do Mondego</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 16:58:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[O não funcionamento ou funcionamento incompleto dos órgãos de proteção originou a rutura do dique do rio Mondego, em Coimbra, concluiu o grupo de trabalho da Universidade de Coimbra (UC) que analisou as cheias de fevereiro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O não funcionamento ou funcionamento incompleto dos órgãos de proteção originou a rutura do dique do rio Mondego, em Coimbra, concluiu o grupo de trabalho da Universidade de Coimbra (UC) que analisou as cheias de fevereiro.</P><br />
<P>As conclusões preliminares da análise realizada pelo grupo de trabalho liderado pelo antigo reitor da UC Fernando Seabra Santos foram hoje apresentadas no colóquio &#8220;As Cheias do Mondego&#8221;, no Departamento de Engenharia Civil da UC.</P><br />
<P>Segundo um documento a que a agência Lusa teve acesso, a primeira e mais importante razão que explica a rutura do dique dos Casais, na margem direita do Mondego, &#8220;é o não funcionamento, ou funcionamento incompleto, dos órgãos de proteção&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Dos três diques-sifão instalados, apenas um funcionou em pleno&#8221;.</P><br />
<P>A segunda razão é &#8220;a colmatação parcial da secção, por efeito dos troncos de árvores acumulados nos vinte pilares da ponte da A1 [Autoestrada 1]&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Embora seja difícil avaliar este efeito, parece razoável estimar que, se a secção estivesse livre, o nível de escoamento teria sido, no pico da cheia, cerca de 30 cm [centímetros] inferior ao verificado, o que teria evitado o galgamento&#8221;, observou o grupo.</P><br />
<P>A terceira razão &#8220;é a floresta que se deixou crescer nos taludes interiores dos diques e nas galenas (plataformas entre o leito menor e o leito maior), que os fragilizam estruturalmente, que condenam a impermeabilização, aumentam a rugosidade das paredes e diminuem a capacidade de escoamento das secções&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Bastaria que um destes três aspetos tivesse sido acautelado para que a rutura tivesse sido evitada&#8221;, apontaram.</P><br />
<P>As conclusões, organizadas sob a forma de perguntas e respostas, indicaram ainda como causa mais provável para o não funcionamento do sifão &#8220;a degradação do betão que compromete a estanquicidade ao ar e impede a instalação de uma pressão negativa no interior&#8221;, que só a realização de testes pode comprovar.</P><br />
<P>&#8220;A ser verdadeira, a reparação é muito fácil&#8221;, adiantou.</P><br />
<P>Para os investigadores, existem &#8220;fundadas razões para suspeitar que o dique está fragilizado&#8221; na secção correspondente ao viaduto da A1, começando por referir que &#8220;são visíveis as bocas dos tubos de drenagem pluvial da autoestrada a verterem diretamente sobre a estrutura de aterro do dique&#8221;, desde 1982, quando o troço entrou em funcionamento.</P><br />
<P>Por outro lado, salientaram, o dique principal foi, em ambas as margens, destruído naquela secção para a construção do viaduto, e depois reconstruído, assinalando-se que &#8220;é sintomático&#8221; que a rutura de 2001, na margem esquerda, se tenha iniciado sob a ponte, e a de 2026, na margem direita, tenha ocorrido também sob a ponte.</P><br />
<P>&#8220;Por outro lado, estão à vista deficiências técnicas graves nas obras recentemente executadas que põem em causa a impermeabilização do dique&#8221;.</P><br />
<P>Para evitar futuras ruturas, o grupo de trabalho entendeu que não é necessário repensar toda a estratégia da obra, embora &#8220;algumas pequenas alterações possam ser introduzidas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O que há a fazer é apenas reparar os estragos, executar o projetado, elaborar e respeitar um programa de manutenção da infraestrutura e criar uma equipa dedicada com vontade de o concretizar&#8221;.</P><br />
<P>O grupo de trabalho integra os académicos Alfeu Sá Marques, Cidália Fonte, Isabel Pedroso de Lima, Nuno Simões, Paulo da Venda Oliveira, Ricardo Martins e Rita Fernandes de Carvalho.</P><br />
<P>A sessão de abertura do colóquio contou hoje com participação dos vice-reitores da UC para a Cultura, Comunicação e Ciência Aberta, Delfim Leão, e para o Património, Edificado e Turismo, Alfredo Dias.</P><br />
<P>Delfim Leão disse que as conclusões desta análise serão publicadas em livro, &#8220;em setembro/outubro&#8221;, para &#8220;dar aos decisores políticos, mas também à população em geral, informação trabalhada, densificada do ponto vista científico&#8221;. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785414]]></sapo:autor>
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		<title>Calor: Direção-Geral da Saúde eleva nível de risco para laranja</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 16:46:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Calor]]></category>
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					<description><![CDATA[A DGS ativou hoje o Nível 2 - Laranja do Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde, devido às elevadas temperaturas, e que corresponde a uma situação de risco elevado para a saúde da população.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A DGS ativou hoje o Nível 2 &#8211; Laranja do Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde, devido às elevadas temperaturas, e que corresponde a uma situação de risco elevado para a saúde da população.</P><br />
<P>&#8220;No âmbito do Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde, a Direção-Geral da Saúde (DGS), por determinação da Autoridade de Saúde Nacional, procede à elevação do nível de risco para Nível 2 &#8212; Laranja, em todo o território continental&#8221;, adiantou a entidade liderada por Rita Sá Machado em comunicado.</P><br />
<P>A DGS referiu que a ativação do nível Laranja corresponde a uma situação de risco elevado para a saúde da população, determinando o reforço da coordenação entre entidades, da monitorização da situação e da capacidade de resposta dos serviços e estruturas competentes, permitindo a &#8220;rápida mobilização de recursos adicionais sempre que tal se revele necessário&#8221;.</P><br />
<P>O Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde prevê quatro níveis progressivos de risco, determinados com base em indicadores epidemiológicos, meteorológicos e de procura de cuidados de saúde &#8212; Nível 0, verde de preparação; Nível 1, amarelo de vigilância reforçada; Nível 2, laranja de resposta reforçada; e Nível 4, vermelho de emergência.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785407]]></sapo:autor>
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		<title>Bombardeiros russos junto ao Ártico põem NATO em alerta: Noruega já mobilizou caças 62 vezes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 16:43:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[NATO]]></category>
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		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Só na primeira metade deste ano, Oslo já identificou mais aeronaves russas perto do seu espaço aéreo do que em qualquer ano completo desde 2021]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia está a aumentar os voos de bombardeiros com capacidade nuclear e de caças junto ao flanco norte da NATO, numa altura em que Moscovo se mostra preocupada com a eficácia da campanha ucraniana de drones de longo alcance contra alvos em profundidade no território russo e em que a Aliança Atlântica reforça a atenção sobre o Ártico.</p>
<p>Entre 1 de janeiro e 3 de julho, caças da NATO foram mobilizados 62 vezes em resposta a voos russos no flanco nordeste da Aliança, disse um porta-voz das Forças Armadas norueguesas à &#8216;Newsweek&#8217;. Só na primeira metade deste ano, Oslo já identificou mais aeronaves russas perto do seu espaço aéreo do que em qualquer ano completo desde 2021.</p>
<p>A mobilização de caças para acompanhar aviões russos perto do espaço aéreo aliado não é rara, mas a presença de bombardeiros estratégicos junto a território da NATO é vista como um sinal de intimidação, sobretudo no Ártico. A região ganhou peso militar nos últimos anos devido à presença russa, ao interesse crescente da China e à importância estratégica das rotas marítimas e das infraestruturas de defesa.</p>
<p>A Noruega partilha cerca de 200 quilómetros de fronteira terrestre com a Rússia e fica perto de importantes bases militares russas concentradas em torno de Murmansk e Severomorsk, na península de Kola. Essa zona alberga parte essencial da frota submarina nuclear russa e da chamada capacidade de “segundo ataque”, ou seja, a possibilidade de Moscovo lançar uma resposta nuclear mesmo depois de sofrer primeiro um ataque.</p>
<p>Segundo a avaliação norueguesa citada pela &#8216;Newsweek&#8217;, o aumento da atividade aérea russa poderá estar ligado ao receio de que a Ucrânia consiga atingir essas bases com drones de longo alcance. Kiev tem atacado instalações militares, refinarias e infraestruturas petrolíferas russas a centenas ou mesmo mais de mil quilómetros da linha da frente, pressionando a economia russa e obrigando Moscovo a dispersar defesas aéreas.</p>
<p>Nos últimos dias, a Ucrânia voltou a atacar refinarias russas, incluindo uma das maiores do país. Moscovo respondeu com um ataque maciço contra Kiev durante a noite de quarta para quinta-feira, que, segundo autoridades ucranianas, provocou 30 mortos na capital.</p>
<p>A atividade russa no Norte tem vindo a acelerar. Em todo o ano de 2025, os caças da NATO tinham sido mobilizados 41 vezes a partir da Noruega; em 2024, tinham sido 38, e em 2022, ano da invasão em larga escala da Ucrânia, apenas seis. “Ultimamente, temos visto um aumento da atividade russa no Norte”, afirmou o porta-voz militar norueguês, acrescentando que os F-35 em alerta da NATO têm identificado aviões russos “diariamente” quando estes seguem para o Mar da Noruega.</p>
<p>Um dos episódios mais relevantes ocorreu a 22 de junho, quando a Noruega fez levantar dois F-35 da base aérea de Evenes, no norte do país, depois de detetar dois bombardeiros estratégicos russos Tu-160 e dois caças MiG-31 a aproximarem-se do espaço aéreo norueguês. Moscovo confirmou depois que os seus Tu-160 tinham realizado um voo de treino sobre os mares de Barents e da Noruega e que foram acompanhados por caças de países estrangeiros.</p>
<p>A Noruega mantém um sistema de alerta rápido que garante a prontidão permanente de dois F-35 em Evenes, capazes de levantar voo em poucos minutos para identificar aeronaves desconhecidas. Oslo estima realizar habitualmente cerca de 40 missões deste tipo por ano ao serviço da NATO, mas os números deste ano já ultrapassaram essa média.</p>
<p>A expectativa norueguesa é que a pressão continue elevada, até porque a NATO está a reforçar a sua presença no Ártico. A Aliança lançou este ano a iniciativa Arctic Sentry, uma atividade de vigilância reforçada destinada a aumentar a coordenação militar no Alto Norte, melhorar a capacidade de vigilância e responder à crescente presença russa e chinesa na região.</p>
<p>A iniciativa foi também pensada para mostrar a Washington que a Europa e o Canadá conseguem defender o flanco norte da Aliança, depois de Donald Trump ter pressionado os aliados ao insistir que só os Estados Unidos poderiam garantir a segurança da Gronelândia. A &#8216;Reuters&#8217; noticiou que a Arctic Sentry pretende consolidar várias operações aliadas sob uma estrutura mais coordenada, com contributos europeus e canadianos para reforçar a vigilância no Ártico.</p>
<p>O resultado é um novo ponto de tensão entre a Rússia e a NATO. Para Moscovo, os voos junto ao espaço aéreo aliado servem para demonstrar alcance e presença militar numa região central para a sua estratégia nuclear. Para a NATO, cada aproximação russa obriga a mostrar prontidão, proteger o espaço aéreo e enviar a mensagem de que o Ártico deixou de ser uma periferia distante para se tornar uma das linhas mais sensíveis da segurança europeia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785403]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Lisboa fecha em alta e supera ganhos da Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 16:28:13 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa fechou hoje a subir 1,40%, para 9.328,28 pontos, superando os ganhos dos maiores mercados europeus, com a Teixeira Duarte a ganhar 3,23%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa fechou hoje a subir 1,40%, para 9.328,28 pontos, superando os ganhos dos maiores mercados europeus, com a Teixeira Duarte a ganhar 3,23%.</P><br />
<P>Das 16 cotadas que integram o índice PSI, 11 subiram, quatro desceram e a Semapa manteve-se inalterada, em 20,8 euros.</P><br />
<P>As principais praças europeias fecharam hoje em alta, com Londres a avançar 0,25%, Paris 0,39%, Frankfurt 0,78%, Madrid 0,92% e Milão 0,75%.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785394]]></sapo:autor>
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		<title>Trump vendeu criptomoedas a fãs por 75 dólares. Hoje valem 0,02 — mas renderam-lhe 635 milhões em comissões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 16:26:39 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[memecoin $TRUMP]]></category>
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					<description><![CDATA[Valor consta da declaração financeira anual do presidente dos Estados Unidos, divulgada esta semana, e reacendeu o debate sobre conflitos de interesse, enriquecimento no exercício do cargo e proteção dos pequenos investidores]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump declarou mais de 1,4 mil milhões de dólares, cerca de 1,3 mil milhões de euros, em rendimentos ligados a criptomoedas em 2025, transformando os ativos digitais na sua principal fonte de receita no último ano. O valor consta da declaração financeira anual do presidente dos Estados Unidos, divulgada esta semana, e reacendeu o debate sobre conflitos de interesse, enriquecimento no exercício do cargo e proteção dos pequenos investidores.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Español&#8217;, uma parte significativa desses ganhos veio de negócios ligados à Trump Organization e a empresas associadas à família. A &#8216;Reuters&#8217; avançou que quase 800 milhões de dólares tiveram origem na World Liberty Financial, empresa de criptomoedas cofundada por Trump e pelos filhos, enquanto outros 635 milhões de dólares foram reportados através da venda da memecoin $TRUMP.</p>
<p>A moeda digital $TRUMP foi anunciada em janeiro de 2025, poucos dias antes da tomada de posse para o segundo mandato. O lançamento foi apresentado como uma forma de apoio político e de pertença a uma comunidade de seguidores do presidente. Nas redes sociais, Trump promoveu a moeda como o seu “meme oficial”, incentivando apoiantes a aderirem ao projeto.</p>
<p>O arranque foi explosivo. A moeda, lançada a um preço muito baixo, valorizou rapidamente nas primeiras horas e chegou a atingir máximos próximos dos 75 dólares. Mas a euforia durou pouco. Depois do pico, o valor entrou em queda acentuada, deixando muitos compradores com perdas pesadas.</p>
<p>A família Trump beneficiou de comissões e de estruturas empresariais que lhe permitiram lucrar mesmo com a posterior queda do ativo. De acordo com a &#8216;Reuters&#8217;, os projetos cripto associados à família Trump seguiram um padrão em que os promotores obtiveram ganhos elevados através da venda de tokens, enquanto muitos investidores de retalho acabaram por acumular perdas.</p>
<p>Os dados compilados por plataformas de análise de blockchain apontam para um impacto alargado entre pequenos investidores. A MarketWatch, citando dados de mercado, noticiou que centenas de milhares de carteiras associadas à memecoin $TRUMP registavam perdas, depois de a moeda ter caído mais de 95% face ao máximo atingido após o lançamento.</p>
<p>Entre os compradores estavam apoiantes políticos, investidores curiosos e pessoas atraídas pela possibilidade de aceder a eventos exclusivos ligados ao presidente. Um dos incentivos mais noticiados foi um jantar reservado aos maiores compradores da moeda, iniciativa que ajudou a manter o interesse no token mesmo depois do início da queda.</p>
<p>Para alguns investidores, a aposta revelou-se ruinosa. O &#8216;El Español&#8217; cita casos de apoiantes que compraram a moeda por confiarem no nome Trump e na aparente força política do projeto. Muitos viram o investimento praticamente desaparecer, enquanto a família presidencial continuava a declarar receitas avultadas provenientes do ecossistema cripto.</p>
<p>A Casa Branca rejeita a existência de conflito de interesses. A administração afirma que as decisões do presidente são tomadas no interesse do povo americano e que os negócios familiares são geridos de forma independente. A Trump Organization, por sua vez, defendeu que a declaração financeira demonstra um nível elevado de transparência.</p>
<p>As críticas, porém, têm aumentado. Especialistas em ética lembram que presidentes e vice-presidentes dos Estados Unidos estão isentos de algumas regras federais aplicáveis a outros altos funcionários, mas sublinham que, desde o caso Watergate, os presidentes tenderam a gerir os seus ativos como se essas normas lhes fossem aplicáveis. No caso de Trump, dizem, essa convenção foi abandonada.</p>
<p>O tema pode ainda complicar a regulação das criptomoedas no Congresso. Democratas e alguns republicanos querem incluir limitações à possibilidade de titulares de cargos públicos lucrarem com ativos digitais que possam ser afetados por leis ou regras aprovadas durante o seu mandato. A &#8216;Reuters&#8217; noticiou que os ganhos cripto de Trump estão a alimentar novos apelos a reformas éticas no sistema político americano.</p>
<p>Questionado pelos jornalistas sobre se estava a beneficiar da sua posição, Trump respondeu que estava a ganhar dinheiro porque os mercados estavam em alta. A frase resume o problema político que agora enfrenta: para os seus apoiantes, a criptomoeda foi vendida como símbolo de lealdade; para os críticos, tornou-se uma das expressões mais claras da mistura entre poder político, marca pessoal e lucro privado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785396]]></sapo:autor>
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		<title>Tribunal suspende de funções médica de Benavente suspeita de facilitar reformas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 16:12:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Tribunal Central de Instrução Criminal suspendeu hoje de funções a médica de Benavente detida na quarta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeita de ter recebido verbas indevidas para viabilizar reformas por invalidez.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Tribunal Central de Instrução Criminal suspendeu hoje de funções a médica de Benavente detida na quarta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeita de ter recebido verbas indevidas para viabilizar reformas por invalidez.</P><br />
<P>A clínica, que saiu em liberdade, fica ainda proibida de sair de Portugal e proibida de contactar qualquer interveniente no processo, informou, em comunicado, o tribunal lisboeta.</P><br />
<P>Os outros dois médicos detidos na operação Relax foram também libertados, sujeitos exclusivamente a termo de identidade e residência, tendo o tribunal considerado que não existem indícios de que praticaram qualquer crime.</P></p>
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		<title>Incêndios: Fogo que começou em Vouzela mantém pelo menos cinco frentes ativas às 16:30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 15:59:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O incêndio que começou em Vouzela na quinta-feira está hoje em mais três concelhos e com pelo menos cinco frentes ativas e vários focos espalhados pela força do vento, disse à agência Lusa, pelas 16:30, o presidente da Câmara.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O incêndio que começou em Vouzela na quinta-feira está hoje em mais três concelhos e com pelo menos cinco frentes ativas e vários focos espalhados pela força do vento, disse à agência Lusa, pelas 16:30, o presidente da Câmara.</p>
<p>&#8220;O incêndio tem-se mantido mais ou menos na mesma evolução e mantém as mesmas cinco frentes, pelo menos. Em Vouzela, a que está mais ativa é a de Alcofra. É a que está mais intensa e extensa e faz limite com Tondela, na serra do Caramulo&#8221;, disse à agência Lusa Carlos Oliveira.</p>
<p>Segundo o presidente do Município de Vouzela, &#8220;os ventos continuam fortes e a provocar projeções, embora agora durante a tarde tenha diminuído a intensidade, mas prevê-se daqui a umas horas um agravamento, novamente&#8221;.</p>
<p>&#8220;E temos os chamados ventos convectivos, gerados pela própria força do incêndio&#8221;, salientou.</p>
<p>Carlos Oliveira acrescentou ainda que o incêndio &#8220;é cada vez mais extenso, porque há muitos pontos no terreno, com vários reacendimentos&#8221;.</p>
<p>As frentes &#8220;mais preocupantes e de maior dimensão&#8221; são duas, a que passou por Campia, em Oliveira de Frades, também distrito de Viseu, e a que já chegou a Águeda, no distrito de Aveiro.</p>
<p>O autarca adiantou que as pessoas que foram retiradas esta noite das suas habitações &#8220;já regressaram agora à tarde a casa&#8221;.</p>
<p>&#8220;Estamos a fazer um trabalho de antecipação, claro, nas aldeias que estão na linha do fogo, a retirar pessoas com mobilidade reduzida e mais vulneráveis ou a fazer um perímetro&#8221;, indicou.</p>
<p>Carlos Oliveira não conseguiu projetar quantas pessoas ou aldeias poderão estar em causa, &#8220;porque é um trabalho que está em constante atualização, tem muito a ver com a intensidade do incêndio e dos próprios ventos&#8221;.</p>
<p>Este incêndio já provocou duas vítimas ligeiras, dois bombeiros voluntários, devido ao fumo nos olhos, um da corporação de São Pedro do Sul e outra da de Vouzela.</p>
<p>O incêndio teve início às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, Vouzela, e já propagou aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro.</p>
<p>Pelas 16:50 de hoje, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicava que estavam 1.081 operacionais no terreno, apoiados por 351 veículos e oito meios aéreos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785381]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Bruxelas diz estar &#8220;nas mãos dos países&#8221; aprovar medidas contra Israel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 15:37:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A presidente da Comissão Europeia destacou hoje que "está nas mãos dos países" da UE aprovar medidas contra Israel pelos ataques à Palestina, referindo que "a situação está claramente a deteriorar-se".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A presidente da Comissão Europeia destacou hoje que &#8220;está nas mãos dos países&#8221; da UE aprovar medidas contra Israel pelos ataques à Palestina, referindo que &#8220;a situação está claramente a deteriorar-se&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Há 10 meses, propusemos suspender as preferências comerciais ao abrigo do Acordo de Associação UE-Israel. Isto foi há 10 meses e teria um impacto económico significativo, mas esta proposta continua na mesa dos Estados-membros para votação por maioria qualificada. Portanto, a decisão está nas mãos dos Estados-membros&#8221;, disse Ursula von der Leyen, em conferência de imprensa na cidade irlandesa de Cork.</P><br />
<P>&#8220;Foi há 10 meses que fizemos esta proposta e, no mês passado, chegámos a acordo sobre sanções contra colonos israelitas extremistas. Muitos Estados-membros também propuseram sancionar o ministro [da Segurança Nacional israelita] Ben Gvir, mas até agora não foi alcançado consenso&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>No dia em que o colégio de comissários da Comissão Europeia participa no evento de inauguração da presidência semestral rotativa do Conselho da UE, ocupada pela Irlanda, Ursula von der Leyen observou: &#8220;A situação está claramente a deteriorar-se&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Já chegámos a acordo sobre sanções contra colonos israelitas extremistas e figuras do [grupo islamita] Hamas e a Comissão irá em breve apresentar um documento com opções&#8221;, referiu a líder do executivo comunitário.</P><br />
<P>Porém, persiste &#8220;o problema do acesso [da ajuda humanitária] como primeiro ponto na Cisjordânia e também a questão dos colonos&#8221;, indicou.</P><br />
<P>&#8220;A contínua expansão dos colonatos israelitas na Cisjordânia é totalmente inaceitável e a violência utilizada para alcançar essa expansão é abominável e prejudica o futuro da solução de dois Estados, que, na nossa opinião, é a única solução viável ou o único caminho para uma paz duradoura&#8221;, referiu Ursula von der Leyen.</P><br />
<P>Vincando que a UE é o maior fornecedor mundial de ajuda ao povo palestiniano, a responsável concluiu: &#8220;Há muita atividade em curso, mas no Conselho não há avanço para uma solução ou acordo sobre como proceder&#8221;.</P><br />
<P>A Irlanda, que ocupa este semestre a presidência rotativa da UE, defendeu que o bloco comunitário deve &#8220;agir agora&#8221; para &#8220;mudar o comportamento&#8221; israelita na Faixa de Gaza e no Líbano, pedindo respostas mais fortes a Bruxelas.</P><br />
<P>&#8220;Se todos nós na UE acreditamos que a única forma de alcançar a paz na região, permitindo que palestinianos e israelitas vivam lado a lado, é através de uma solução de dois Estados, e se acreditamos genuinamente nisso &#8211; e eu acredito que a UE acredita &#8211; então a única forma de manter essa visão e essa ambição é agir agora&#8221;, disse a ministra dos Negócios Estrangeiros, Helen McEntee, em Dublin na quarta-feira, falando a um grupo de jornalistas europeus, incluindo a Lusa.</P><br />
<P>Bruxelas prepara medidas políticas e económicas em resposta à situação na Faixa de Gaza e ao avanço dos colonatos israelitas na Cisjordânia.</P><br />
<P>Está previsto que o executivo comunitário apresente estas propostas antes da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE de 13 de julho de 2026, num momento em que vários Estados-membros pressionam por uma resposta mais firme.</P><br />
<P>Entre as opções em discussão encontram-se a limitação ou proibição do comércio com colonatos nos territórios ocupados, possíveis ajustes ao Acordo de Associação UE-Israel, sanções direcionadas contra colonos violentos e eventuais medidas restritivas contra figuras políticas consideradas responsáveis pela escalada do conflito.</P><br />
<P>Estas iniciativas enfrentam divisões internas na UE, o que torna uma aprovação incerta e politicamente sensível, especialmente no que toca a medidas que exigem unanimidade entre os Estados-membros.</P><br />
<P>Pela oitava vez, a Irlanda ocupa, entre julho e dezembro, a presidência rotativa da UE.</P></p>
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		<title>Incêndios: Portugal ativa Mecanismo Europeu de Proteção Civil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 15:35:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Portugal vai ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos devido aos incêndios, anunciou hoje o primeiro-ministro, garantindo que a capacidade nacional não está esgotada.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal vai ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos devido aos incêndios, anunciou hoje o primeiro-ministro, garantindo que a capacidade nacional não está esgotada.</p>
<p>&#8220;Temos todo o território sob risco muito elevado e entendemos que seria mais adequado termos disponibilidade e um reforço vindo dos nossos aliados, nesta luta contra o fogo&#8221;, disse Luís Montenegro em conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho de Ministros, em Guimarães.</p>
<p>O Governo decretou situação de alerta que está em vigor desde as 00:00 de hoje até às 23:59 de segunda-feira, devido ao &#8220;significativo agravamento do risco de incêndios rurais&#8221;.</p>
<p>Perante a previsão de temperaturas elevadas e com 12 distritos do continente sob aviso vermelho devido ao calor, o executivo decidiu antecipar o pedido de apoio internacional, embora o dispositivo nacional de combate aos incêndios não esteja totalmente empenhado.</p>
<p>Segundo Luís Montenegro, o objetivo é reforçar preventivamente os meios disponíveis e evitar a deslocação de recursos entre diferentes regiões do país.</p>
<p>&#8220;Queremos que todos os meios que estão dispersos por todo o território estejam em prontidão imediata, caso possam ocorrer necessidades nas zonas em que estão localizados&#8221;, explicou Luís Montenegro, acrescentando que o objetivo é evitar a deslocalização de meios &#8220;de umas regiões para as outras&#8221;.</p>
<p>O primeiro-ministro justificou a decisão com as circunstâncias excecionais, numa altura em que praticamente todo o território continental apresenta níveis elevados de risco de incêndio.</p>
<p>O Mecanismo Europeu de Proteção Civil permite aos estados-membros da União Europeia e a outros países participantes solicitar assistência quando os meios nacionais são insuficientes ou quando pretendem reforçar a capacidade de resposta.</p>
<p>Paralelamente, Portugal mantém acordos bilaterais de cooperação com Espanha e Marrocos que permitem a mobilização rápida de meios, incluindo aeronaves de combate a incêndios.</p>
<p><strong>Mecanismo Europeu de Proteção Civil: o que é?</strong></p>
<p>O Mecanismo Europeu de Proteção Civil é o sistema através do qual a União Europeia coordena ajuda em caso de catástrofes naturais ou provocadas pelo homem, dentro e fora da UE. Quando um país não consegue responder sozinho a uma emergência — como incêndios, cheias, sismos, crises sanitárias ou operações de repatriamento — pode pedir apoio através deste mecanismo, que mobiliza meios de outros Estados-membros e países participantes.</p>
<p>A coordenação é feita pelo Centro de Coordenação de Resposta de Emergência, em Bruxelas, que funciona 24 horas por dia e acompanha crises em tempo real. É esse centro que recebe os pedidos de ajuda, articula as ofertas dos países e organiza o envio de meios, desde equipas de busca e salvamento a aviões de combate a incêndios, equipamento médico, tendas, geradores ou outros recursos de emergência.</p>
<p>Além dos meios disponibilizados pelos países, a UE criou a reserva estratégica rescEU, financiada a nível europeu, para situações em que as capacidades nacionais não chegam. Essa reserva inclui, entre outros recursos, aviões e helicópteros de combate a incêndios, material médico, hospitais de campanha, equipamentos de abrigo, energia e resposta a ameaças químicas, biológicas, radiológicas ou nucleares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785369]]></sapo:autor>
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		<title>Venezuela/Sismo: Chega considera que ajuda da UE é insuficiente e &#8220;quase envergonha&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 15:35:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O eurodeputado do Chega Tiago Moreira de Sá considerou hoje que a assistência prestada pela União Europeia à Venezuela fica "muito aquém" do necessário e "quase envergonha", perguntando à Comissão Europeia se não a tenciona reforçar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O eurodeputado do Chega Tiago Moreira de Sá considerou hoje que a assistência prestada pela União Europeia à Venezuela fica &#8220;muito aquém&#8221; do necessário e &#8220;quase envergonha&#8221;, perguntando à Comissão Europeia se não a tenciona reforçar.</P><br />
<P>Numa pergunta enviada à Comissão Europeia, Tiago Moreira de Sá defende que, na sequência dos sismos na Venezuela, &#8220;importa assegurar que a resposta europeia seja célere, robusta e proporcional à real dimensão da catástrofe e à sua evolução no terreno&#8221;.</P><br />
<P>O eurodeputado refere que a Comissão Europeia ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, mobilizou o sistema de satélite Copernicus, para cartografia de emergência, mas &#8220;anunciou apenas cinco milhões de euros de ajuda humanitária, a juntar aos 52 milhões de ajuda regular já prevista antes da tragédia&#8221;.</P><br />
<P>Tiago Moreira de Sá pergunta assim ao executivo comunitário qual é, &#8220;em termos concretos, o apoio de emergência que a União Europeia (UE) já disponibilizou à Venezuela&#8221; e &#8220;em que medida os cinco milhões de euros anunciados são considerados adequados face à dimensão da catástrofe&#8221;.</P><br />
<P>O eurodeputado quer também saber em que consiste a assistência que a Comissão Europeia está a prestar no terreno, &#8220;designadamente ao nível das operações de busca e salvamento, apoio médico, alojamento temporário, telecomunicações, cartografia de emergência e proteção das populações mais vulneráveis&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Que meios adicionais prevê a Comissão mobilizar, em articulação com os Estados-membros, para reforçar a resposta humanitária e apoiar as comunidades afetadas?&#8221;, pergunta ainda o eurodeputado, num requerimento igualmente assinado por outros eurodeputados dos grupos políticos dos Patrióticos pela Europa, dos Conservadores e Reformistas e não inscritos.</P><br />
<P>Numa declaração por escrito enviada à agência Lusa, Tiago Moreira de Sá defende que, &#8220;perante uma catástrofe humanitária desta dimensão&#8221; na Venezuela, &#8220;a resposta da UE fica muito aquém do que seria exigível&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Os cinco milhões de euros anunciados pela Comissão Europeia são manifestamente insuficientes. É um valor que quase envergonha, sobretudo quando comparado com as somas que Bruxelas destina, ano após ano, a programas ideológicos, agendas orientadas partidariamente e iniciativas de dimensão puramente cosmética&#8221;, afirma.</P><br />
<P>Para o eurodeputado, &#8220;não é aceitável que, perante mortos, desaparecidos e milhares de famílias desalojadas de comunidades ligadas aos Estados-membros, como a portuguesa, a UE se limite a um gesto simbólico&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Pede-se à Comissão Europeia clareza total sobre o que está efetivamente a ser feito no terreno, quantos meios humanos, logísticos e técnicos foram mobilizados e um compromisso firme de reforço imediato do apoio financeiro e humanitário&#8221;, defende.</P><br />
<P>Tiago Moreira de Sá considera que a UE &#8220;tem instrumentos, recursos e a obrigação moral de agir à altura da tragédia&#8221;.</P><br />
<P>Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 2.595 mortos e 12.400 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.</P><br />
<P>Entre os mortos, há pelo menos 84 portugueses e lusodescendentes, e outros 63 estão desaparecidos ou incontactáveis.</P><br />
<P>Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.</P><br />
<P>A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes e uma das mais afetadas.</P><br />
<P>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785366]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>EUA temeram que Israel matasse líderes iranianos que Washington queria manter vivos para negociar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 15:31:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
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					<description><![CDATA[Washington temia que um ataque israelita contra Abbas Araghchi, ministro dos Negócios Estrangeiros, e Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento, pudesse fazer descarrilar as conversações]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos terão alertado o Irão para a possibilidade de Israel assassinar dois altos responsáveis iranianos considerados interlocutores essenciais nas negociações de paz. Segundo o &#8216;El Español&#8217;, que cita relatos do &#8216;The New York Times&#8217; e do &#8216;Washington Post&#8217;, Washington temia que um ataque israelita contra Abbas Araghchi, ministro dos Negócios Estrangeiros, e Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento, pudesse fazer descarrilar as conversações.</p>
<p>A preocupação americana aumentou depois da morte de Ali Larijani, então chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, visto pelos Estados Unidos como um possível interlocutor numa transição de poder. A partir daí, responsáveis americanos passaram a desconfiar de que o Governo de Benjamin Netanyahu poderia ignorar os pedidos de Washington para poupar alguns dirigentes iranianos considerados mais “pragmáticos”.</p>
<p>Segundo os relatos, os serviços americanos chegaram a avaliar que, se Araghchi e Qalibaf fossem mortos, Washington perderia interlocutores decisivos dentro do regime iraniano. A imprensa americana refere que os EUA tinham pedido a Israel que retirasse ambos de uma lista de alvos, por entender que eram figuras úteis para manter abertas as negociações.</p>
<p>Qalibaf já tinha escapado a anteriores tentativas de assassinato atribuídas a Israel. De acordo com o &#8216;El Español&#8217;, o presidente do Parlamento iraniano foi visado durante a Guerra dos Doze Dias, em 2015, e novamente numa reunião de dirigentes iranianos num bunker nas montanhas, durante a Operação Rugido do Leão. Em ambos os episódios, terá sido retirado dos escombros com vida.</p>
<p>A tensão voltou a subir durante os preparativos para a cimeira de Islamabad, que terminou a 12 de abril. Antes de viajarem para a capital paquistanesa, onde se reuniriam com o vice-presidente americano, JD Vance, e com enviados de Donald Trump, incluindo Jared Kushner e Steve Witkoff, os responsáveis iranianos exigiram garantias de que não seriam alvo de ataques secretos israelitas.</p>
<p>A segurança da delegação ficou a cargo de mediadores paquistaneses e catarianos. A Força Aérea do Paquistão terá escoltado o avião iraniano desde a fronteira do Irão até Islamabad e repetido o acompanhamento no regresso. A delegação iraniana incluía mais de 70 pessoas, num contexto em que Teerão afirmava que os seus representantes estavam a “arriscar a vida” para manter as negociações abertas.</p>
<p>Foi na viagem de regresso que terá ocorrido o momento mais crítico. Segundo relatos citados pela imprensa americana, a equipa de Qalibaf recebeu um aviso de que dois caças israelitas tinham entrado no espaço aéreo iraniano pela fronteira ocidental e se dirigiam para a rota do avião. O aparelho acabou por fazer uma aterragem de emergência em Mashhad, cidade no nordeste do Irão, antes de a comitiva seguir por terra até Teerão, numa deslocação que prolongou a viagem em cerca de oito horas.</p>
<p>O episódio expõe a fragilidade das negociações entre Washington e Teerão, num momento em que os Estados Unidos tentam evitar uma nova escalada regional e preservar canais diplomáticos com setores do regime iraniano considerados menos radicais. Para a administração americana, a eventual eliminação desses interlocutores poderia reforçar as alas mais duras em Teerão e tornar muito mais difícil qualquer acordo.</p>
<p>Israel, por outro lado, vê com desconfiança um entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, receando que um acordo alivie a pressão sobre Teerão sem limitar de forma significativa as suas ambições militares e nucleares. Essa divergência ajuda a explicar o desconforto americano perante a possibilidade de ações israelitas capazes de comprometer a via diplomática.</p>
<p>Apesar dos alertas, as negociações não foram interrompidas. Nos últimos dias, Araghchi voltou a advertir que o Irão responderá de forma “imediata e contundente” a qualquer ameaça contra o seu povo ou a sua liderança, numa mensagem dirigida tanto a Israel como aos Estados Unidos.</p>
<p>O caso mostra até que ponto a diplomacia em torno do Irão decorre num ambiente de risco permanente. Entre avisos secretos, listas de alvos, escoltas aéreas e aterragens de emergência, Washington tenta preservar interlocutores que considera necessários, enquanto Israel mantém a pressão militar sobre figuras que vê como parte da arquitetura de poder de Teerão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785367]]></sapo:autor>
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		<title>NASA envia robô para o espaço para impedir telescópio de cair na Terra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 15:19:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma nave de resgate foi lançada para a órbita terrestre com uma missão pouco habitual: salvar um telescópio da NASA que está a perder altitude e impedir que acabe por cair de volta à Terra.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Uma nave de resgate foi lançada para a órbita terrestre com uma missão pouco habitual: salvar um telescópio da NASA que está a perder altitude e impedir que acabe por cair de volta à Terra.</p>
<p class="isSelectedEnd">O robô, chamado Link, tem três braços e foi lançado esta sexta-feira a partir das Ilhas Marshall. A missão deverá demorar cerca de um mês até alcançar o alvo: o Observatório Neil Gehrels Swift, um telescópio da NASA que orbita a Terra desde 2004.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Swift está no espaço há 21 anos, mas tem vindo a descer mais rapidamente do que o previsto. A recente atividade solar aqueceu e expandiu a atmosfera exterior da Terra, aumentando o arrasto sobre o telescópio e puxando-o progressivamente para altitudes mais baixas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sem uma missão de resgate, preparada em apenas nove meses, o observatório poderia reentrar na atmosfera até outubro, altura em que já estaria demasiado baixo para ser salvo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Missão de 30 milhões de dólares para recuperar o Swift</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A NASA está a pagar 30 milhões de dólares, cerca de 27 milhões de euros, à startup aeroespacial Katalyst Space Technologies para intercetar o telescópio e empurrá-lo para uma órbita segura.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo é permitir que o Swift continue a estudar alguns dos fenómenos mais violentos do universo, incluindo explosões de raios gama e estrelas em explosão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para já, as observações científicas estão suspensas, numa tentativa de abrandar a descida do telescópio. Se tudo correr como previsto, o Swift poderá voltar à operação em setembro.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Robô vai empurrar telescópio 240 quilómetros para cima</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Atualmente, o Swift orbita a cerca de 360 quilómetros de altitude. Para regressar a uma zona considerada segura, terá de ser elevado em 240 quilómetros.</p>
<p class="isSelectedEnd">A operação será feita de forma gradual. Os propulsores do robô Link vão disparar lentamente, para evitar movimentos bruscos que possam danificar o telescópio, já envelhecido após mais de duas décadas em órbita.</p>
<p class="isSelectedEnd">O lançamento foi realizado com recurso a um foguete Pegasus XL da Northrop Grumman, naquela que foi a sua última missão. O foguete foi largado a partir da barriga de uma aeronave modificada e entrou em ignição sobre o Pacífico.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Missão de alto risco para evitar perda do telescópio</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A missão foi montada em apenas nove meses e enfrentou vários atrasos devido ao mau tempo e a problemas técnicos antes da descolagem desta sexta-feira.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ghonhee Lee, presidente executivo da Katalyst, classificou a operação como uma missão de “alto risco e alta recompensa”. Segundo o responsável, o maior perigo seria não lançar qualquer missão e permitir que o Swift ardesse na atmosfera.</p>
<p>A situação do Swift poderá não ser única. O Telescópio Espacial Hubble da NASA também poderá enfrentar um destino semelhante nos próximos anos, à medida que a atividade solar aumenta e contribui para a perda de altitude de objetos em órbita.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785356]]></sapo:autor>
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		<title>“Suíça do Médio Oriente” quer transformar crise de Ormuz em negócio: navios podem ter de pagar para passar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 15:18:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Omã]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois de semanas de tensão, ataques e restrições à navegação, os navios voltaram gradualmente a atravessar a passagem entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz está a recuperar, mas a crise pode deixar uma mudança duradoura numa das rotas mais importantes do comércio mundial. Depois de semanas de tensão, ataques e restrições à navegação, os navios voltaram gradualmente a atravessar a passagem entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. Ainda assim, o debate já não é apenas sobre segurança: é também sobre quem poderá cobrar por essa segurança.</p>
<p>O Estreito de Ormuz é um corredor vital para a energia mundial, por onde passa uma parte relevante do petróleo e do gás transportados por mar. A rota é curta, estratégica e difícil de substituir, o que explica por que razão as empresas de navegação continuam a usá-la mesmo quando o risco aumenta: evitar Ormuz implica mais tempo, mais combustível e custos mais elevados.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, Omã está a ganhar protagonismo neste novo cenário. O sultanato, frequentemente descrito como a “Suíça do Médio Oriente” pela sua tradição de neutralidade e mediação, partilha com o Irão a geografia do estreito e tem mantido contactos com Teerão sobre uma eventual nova estrutura de segurança para a navegação.</p>
<p>A questão sensível está na possibilidade de criação de taxas ou pagamentos associados à travessia. Oficialmente, Omã rejeita a ideia de portagens obrigatórias sobre os navios que passam pelo estreito, mas admite discutir “taxas de serviço” ligadas a segurança marítima, assistência à navegação, proteção ambiental ou resposta a incidentes. O ministro dos Negócios Estrangeiros omanita, Badr al-Busaidi, afirmou que Omã não apoia portagens, por serem proibidas internacionalmente, mas reconheceu conversações com o Irão sobre serviços que possam ser enquadrados no direito marítimo.</p>
<p>É precisamente essa distinção que preocupa os EUA, países europeus, seguradoras e grandes consumidores de energia. Para críticos da proposta, uma taxa apresentada como serviço pode funcionar, na prática, como uma portagem disfarçada, criando um precedente perigoso numa rota de navegação internacional. A &#8216;Reuters&#8217; noticiou que o Irão insiste em manter controlo sobre Ormuz, incluindo a capacidade de regular a passagem dos navios e impor pagamentos após o fim do acordo temporário com Washington.</p>
<p>Durante o auge da crise, segundo o &#8216;El Economista&#8217;, elementos ligados à Guarda Revolucionária iraniana terão exigido pagamentos a navios em troca de passagem segura. A ambição de Teerão passaria agora por transformar uma prática informal e coerciva num mecanismo mais estruturado, eventualmente legitimado pela participação de Omã. O objetivo seria apresentar os pagamentos não como uma restrição à liberdade de navegação, mas como compensação por serviços prestados num corredor de alto risco.</p>
<p>Omã, por seu lado, tem incentivos próprios. Ao contrário de outros países do Golfo, não depende da passagem por Ormuz para exportar a maior parte do seu petróleo e gás, uma vez que dispõe de acesso direto ao Oceano Índico através do Golfo de Omã e do Mar Arábico. Isso dá-lhe margem estratégica: pode manter o seu setor energético menos exposto e, ao mesmo tempo, tentar ganhar relevância política e económica numa futura arquitetura de segurança do estreito.</p>
<p>O modelo em estudo poderá inspirar-se no Estreito de Malaca, na Ásia, onde Indonésia, Malásia e Singapura cooperam em matérias de navegação e segurança. Mas a comparação tem limites. Em Malaca, não há portagens obrigatórias sobre a navegação internacional, e qualquer tentativa de replicar esse sistema em Ormuz teria de ser aceite não apenas pelo Irão e por Omã, mas também pelos países do Golfo, pelos grandes importadores de energia, pelas seguradoras e pelas potências navais.</p>
<p>A posição americana é de rejeição. Washington considera Ormuz uma via internacional e opõe-se a qualquer sistema que permita ao Irão condicionar a navegação ou cobrar pela passagem. Segundo o &#8216;Wall Street Journal&#8217;, os Estados Unidos, em coordenação com Omã, têm tentado persuadir Teerão a abandonar o controlo sobre pagamentos de navios, mas o Irão continua a defender autoridade sobre a rota e sobre os corredores aprovados para circulação.</p>
<p>A China também pediu o restabelecimento da passagem segura e livre pelo estreito. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, afirmou que retomar a navegação “segura e desimpedida” em Ormuz serve os interesses de todas as partes, numa mensagem que reflete a dependência chinesa das rotas energéticas do Golfo.</p>
<p>Na Europa, o tom parece mais ambivalente. Algumas capitais admitem que algum tipo de custo associado à navegação possa tornar-se inevitável, desde que enquadrado como serviço e não como portagem. França e Omã defenderam, numa declaração conjunta após o encontro entre Emmanuel Macron e o sultão Haitham bin Tariq, a reabertura do estreito e a liberdade de navegação ao abrigo do direito marítimo internacional.</p>
<p>Mesmo com a recuperação do tráfego, Ormuz continua longe da normalidade. O &#8216;Financial Times&#8217; noticiou que os movimentos de navios aumentaram depois do cessar-fogo de 60 dias entre Washington e Teerão, mas permanecem abaixo dos níveis anteriores à guerra, com seguros, rotas aprovadas e riscos de minas ainda a pesar nas decisões das companhias.</p>
<p>O que está em causa, por isso, vai além do preço imediato do petróleo. Se Ormuz passar a ter uma nova governação, com taxas, escoltas, serviços obrigatórios ou regras impostas por Irão e Omã, o custo global da energia poderá subir mesmo sem novo bloqueio militar. A crise pode estar a transformar uma rota de passagem livre num corredor vigiado, negociado e potencialmente pago — e isso mudaria de forma profunda uma das artérias centrais da economia mundial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785355]]></sapo:autor>
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		<title>“Arco Temu” de Trump começa a largar gosma amarela na grande feira dos 250 anos dos EUA: veja as imagens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:46:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A maquete pretende promover o projeto de um arco de vitória com cerca de 76 metros de altura, previsto para a zona do rio Potomac]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Great American State Fair, evento criado para assinalar os 250 anos dos Estados Unidos, voltou a enfrentar críticas e troça nas redes sociais. Desta vez, o problema está numa réplica em madeira do arco triunfal proposto pelo Presidente americano, Donald Trump, instalada no National Mall, em Washington, que foi rapidamente apelidada de “arco Temu” pela aparência improvisada e barata. Segundo o &#8216;The Independent&#8217;, a estrutura começou a apresentar fissuras e uma substância amarela, semelhante a espuma de construção, foi vista a escorrer junto às colunas.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Caulk is visibly oozing from the columns of the false &quot;Arc de Trump&quot; on display at the Great American State Fair <a href="https://t.co/jBekraVZcM">pic.twitter.com/jBekraVZcM</a></p>
<p>&mdash; FactPost (@factpostnews) <a href="https://x.com/factpostnews/status/2072414528420147260?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>A maquete pretende promover o projeto de um arco de vitória com cerca de 76 metros de altura, previsto para a zona do rio Potomac. Mas a versão temporária, feita em contraplacado, já tinha sido alvo de críticas quando foi apresentada, com vários utilizadores a compararem a estrutura a uma peça de construção improvisada ou a uma versão barata comprada online.</p>
<p>As imagens divulgadas nas redes sociais mostravam a substância amarela a sair por cima de colunas de inspiração coríntia, num vídeo que acumulou centenas de milhares de visualizações. O episódio deu origem a comentários irónicos sobre a qualidade da estrutura e a estética do projeto, com vários utilizadores a recuperarem a alcunha “Temu arch”, numa referência depreciativa à aparência barata da réplica.</p>
<p>A estrutura tinha recebido nos últimos dias uma remodelação visual, com a colocação de colunas e molduras decorativas. Ainda assim, segundo o &#8216;The Independent&#8217;, alguns elementos que pareciam tridimensionais à distância seriam, na verdade, impressões aplicadas sobre a superfície. O calor em Washington poderá também ter contribuído para deformar a madeira e fazer com que o revestimento começasse a esticar e a descolar.</p>
<p>A organização Freedom 250, responsável pela feira, foi contactada pelo jornal britânico, mas não tinha ainda comentado o episódio. Alguns apoiantes de Trump defenderam a maquete, argumentando que se trata apenas de uma estrutura temporária e que não faria sentido esperar uma construção em mármore para um evento provisório.</p>
<p>O problema com o arco é apenas o mais recente numa série de contratempos que têm marcado a Great American State Fair. O evento, pensado como uma celebração prolongada do 250º aniversário da independência americana, já tinha sido afetado pela desistência de vários artistas convidados, por recusas de participação de alguns estados liderados por democratas e por críticas à baixa afluência em vários momentos.</p>
<p>Depois da abertura da feira, também foram relatados outros problemas logísticos, incluindo uma falha elétrica que terá derretido gelados, bancas estaduais pouco abastecidas e atuações musicais com público reduzido. Fotografias e vídeos partilhados ao longo da semana mostraram zonas do recinto com pouca gente, apesar de Trump ter descrito o evento como um sucesso.</p>
<p>O presidente americano escreveu na &#8216;Truth Social&#8217; que a feira estava cheia de “pessoas felizes” e defendeu que a organização tinha feito um “trabalho fantástico”. A cobertura mediática, porém, tem destacado sobretudo os problemas de execução, a fraca afluência e agora a réplica do arco triunfal, que se transformou em mais um símbolo das dificuldades do evento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785337]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Parlamento aprova aumento de valor destinado ao Fundo de Proteção Social do Bombeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:40:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Assembleia da República aprovou hoje o aumento do montante a transferir pela Proteção Civil para o Fundo de Proteção Social do Bombeiro e o fim de restrições no reembolso aos bombeiros de propinas e taxas na Educação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Assembleia da República aprovou hoje o aumento do montante a transferir pela Proteção Civil para o Fundo de Proteção Social do Bombeiro e o fim de restrições no reembolso aos bombeiros de propinas e taxas na Educação.</p>
<p>As medidas foram aprovadas por proposta do PCP em votação final global, com a abstenção de PSD, IL e CDS-PP e os votos favoráveis dos restantes partidos.</p>
<p>Segundo o diploma, que altera o Regime Jurídico Aplicável aos Bombeiros Portugueses no Território Continental e as Regras de Financiamento das Associações Humanitárias de Bombeiros no Continente, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) passa a ter de transferir anualmente para o Fundo de Proteção Social do Bombeiro (FPSB) &#8220;um montante equivalente a 5% da verba anualmente transferida&#8221; para aquelas associações.</p>
<p>Atualmente, o valor transferido para o FPSB, gerido pela Liga dos Bombeiros Portugueses, equivale a 3% do montante anual, menos dois pontos percentuais.</p>
<p>O projeto de lei determina, por outro lado, o fim da obrigação dos bombeiros de corpos profissionais, mistos ou voluntários prestarem pelo menos um ano de serviço efetivo para beneficiarem, tal como os seus filhos, do reembolso de propinas e taxas de inscrição pagas pela frequência dos ensinos secundário e superior.</p>
<p>Este reembolso deixa simultaneamente de ter como limite máximo o valor do salário mínimo nacional.</p>
<p>O diploma precisa ainda que o apoio judiciário concedido a um bombeiro demandado ou demandante em tribunal por situações ocorridas no exercício de funções consiste na isenção de taxas de justiça e dos custos com a nomeação e honorários a pagar a um advogado.</p>
<p>A votação final global realizou-se depois de o PCP ter solicitado a confirmação em plenário das votações do diploma em sede de comissão parlamentar (especialidade), tendo sido rejeitada, entre outras medidas, com os votos contra de PSD, PS e CDS-PP, a comparticipação no acesso dos bombeiros a lares.</p>
<p>À saída do plenário, o deputado e secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, congratulou-se com a aprovação do projeto de lei, &#8220;apesar de golpeado&#8221;.</p>
<p>&#8220;Esta proposta tinha sido aprovada na generalidade e tinha sido chumbada na especialidade esta semana. Fizemos bem em trazê-la novamente à discussão, porque permitiu que alguns partidos tivessem refletido sobre as medidas que tinham chumbado na passada quarta-feira&#8221;, acrescentou.</p>
<p>O diploma segue agora para a Presidência da República e, caso seja promulgado por António José Seguro, entrará a vigor com o Orçamento do Estado para 2027.</p>
<p>IB/SMA // CMP</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785338]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Nuno Melo quer EUA a assumir responsabilidades pela contaminação na Base das Lajes</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/nuno-melo-quer-eua-a-assumir-responsabilidades-pela-contaminacao-na-base-das-lajes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:35:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Defesa, Nuno Melo, defendeu hoje em Guimarães o empenho do Governo na monitorização da denúncia de contaminação de solos e aquíferos na Base das Lajes, nos Açores, instando os Estados Unidos a assumirem as suas responsabilidades.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Defesa, Nuno Melo, defendeu hoje em Guimarães o empenho do Governo na monitorização da denúncia de contaminação de solos e aquíferos na Base das Lajes, nos Açores, instando os Estados Unidos a assumirem as suas responsabilidades.</p>
<p>&#8220;O que parece evidente é que o Estado tem que estar empenhado sempre na monitorização da situação, sempre possível na diminuição do impacto e obviamente também permanentemente instando os Estados Unidos da América a que assumam as suas responsabilidades e ajudem no esforço&#8221;, afirmou o governante.</p>
<p>Em declarações à saída do evento &#8220;Espaço: conhecimento, defesa e economia&#8221;, que decorreu no Centro Cultural Vila Flor, integrado no programa associado ao Conselho de Ministros, que tem lugar hoje, em Guimarães, Nuno Melo reagiu à notícia do semanário Expresso sobre a contaminação, identificada desde 2003 por estudos dos próprios norte-americanos, e agora após uma investigação de doutoramento ter detetado metais pesados e chumbo (elementos potencialmente cancerígenos) nos esqueletos de habitantes.</p>
<p>Questionado sobre as suas declarações na reunião da Comissão de Defesa Nacional em que terá desvalorizado a tese do antropólogo da ilha Terceira, Félix Rodrigues, o governante argumentou tratar-se de &#8220;um estudo privado&#8221; e que embora &#8220;certamente credível&#8221;, a &#8220;interação do Estado há de ser com as entidades a quem são cometidas expressamente estas competências, o LNEC [Laboratório Nacional de Engenharia Civil], e a entidade reguladora açoriana [Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos dos Açores], que são as primeiras a deverem ter em conta estes estudos, que são entidades oficiais&#8221;.</p>
<p>&#8220;O que eu quis expressar na Comissão de Defesa Nacional é que não há dúvida nenhuma de que há contaminação nos Açores e que é associada à utilização da Base de Lajes. Essa é a premissa&#8221;, argumentou o governante.</p>
<p>E prosseguiu: &#8220;agora, no que tem a ver com o Estado, o que eu disse na Comissão de Defesa Nacional é que há entidades públicas a quem estão legalmente cometidas competências e obrigações, e são aquelas nas quais temos que ter o foco, porque sendo as informações e as entidades que veiculam os dados oficiais, são aquelas que nós devemos ter primariamente em conta, o que não invalida que outros estudos, nomeadamente esse estudo que assenta numa tese de doutoramento, não seja relevante e não deve ser tido em conta&#8221;.</p>
<p>Segundo o Expresso, entre 2020 e 2022, os Estados Unidos não realizaram trabalhos para remediar os danos ambientais na zona da Base das Lajes, na ilha Terceira, nos Açores, por entenderem que a contaminação de solos e aquíferos &#8212; identificada desde 2003 por estudos dos próprios norte-americanos &#8212;, não é prejudicial à saúde das pessoas que ali trabalham e vivem.</p>
<p>Em 2025, relata o semanário, os responsáveis pela Força Aérea dos Estados Unidos na Europa (USAFE) ameaçaram voltar a parar os trabalhos de mitigação dos contaminantes nas zonas poluídas do concelho da Praia da Vitória, onde uma investigação de doutoramento, defendida esta semana, detetou metais pesados e chumbo (elementos potencialmente cancerígenos) nos esqueletos de habitantes.</p>
<p>A intenção dos norte-americanos &#8212; que mantêm um destacamento militar de cerca de 170 efetivos na Base Aérea nº4, depois de uma grande redução há dez anos &#8212; foi comunicada numa reunião realizada por videoconferência no dia 11 de setembro de 2025. Os peritos da USAFE disseram aos responsáveis portugueses que, este ano, &#8220;ia voltar a ser aplicada a decisão&#8221; conhecida pela sigla NO-SIHHS: significa que os EUA não reconhecem a existência de impactos da poluição para a saúde humana (No Substantial Impact to Human Health and Safety).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785336]]></sapo:autor>
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		<title>Preço do gasóleo subiu 30% e o da gasolina 19% em maio face a 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:35:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O preço do gasóleo subiu 30,3% em maio face ao período homólogo de 2025 e o da gasolina 95 avançou 19,3%, num mês em que a cotação média do Brent avançou 60,3%, segundo a DGEG.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O preço do gasóleo subiu 30,3% em maio face ao período homólogo de 2025 e o da gasolina 95 avançou 19,3%, num mês em que a cotação média do Brent avançou 60,3%, segundo a DGEG.</p>
<p>De acordo com as Estatísticas Rápidas dos Combustíveis Fósseis, publicadas pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), o preço médio de venda ao público do gasóleo rodoviário fixou-se em 1,977 euros por litro em maio, contra 1,517 euros no mesmo mês do ano passado. No entanto, na comparação com abril, registou uma descida face aos 2.038 euros registados no mês anterior.</p>
<p>Já a gasolina 95 registou um preço médio de 2,000 euros por litro, acima dos 1,677 euros observados em maio de 2025 e dos 1,919 euros do mês passado.</p>
<p>O relatório indica ainda que, relativamente ao mês anterior, os preços dos combustíveis rodoviários variaram entre uma descida de 3,3% no GPL auto e uma subida de 4,2% na gasolina.</p>
<p>Sem taxas, os preços médios do gasóleo rodoviário e da gasolina aumentaram 55,9% e 40,5%, respetivamente, em maio face ao mesmo mês de 2025.</p>
<p>Segundo a DGEG, a cotação média mensal do Brent, em euros por barril, passou de 57,15 euros em maio de 2025 para 91,59 euros em maio deste ano.</p>
<p>Os dados mostram ainda que o consumo global dos combustíveis rodoviários aumentou 1,6% no ano móvel terminado em maio, em comparação com o período homólogo.</p>
<p>Por tipo de combustível, o consumo de GPL auto subiu 13,7%, o da gasolina 98 aumentou 10,5%, o da gasolina 95 cresceu 5,7% e o do gasóleo avançou 0,1%.</p>
<p>No mesmo relatório, cujos dados relativos a 2025 e 2026 são provisórios, a DGEG indica que o preço médio de importação do gás natural recuou 9,3% em maio face ao período homólogo, para cerca de 23 euros por megawatt-hora, com o gás natural liquefeito importado por navio a representar 98% do total das importações.</p>
<p>Os preços dos combustíveis têm sido pressionados nos últimos meses pela tensão geopolítica no Médio Oriente, na sequência dos ataques dos EUA e Israel ao Irão em 28 de fevereiro, e pela volatilidade nos mercados internacionais do petróleo com receios de perturbações no abastecimento internacional de petróleo relacionados com o encerramento do estreito de Ormuz.</p>
<p>Apesar de movimentos recentes de descida do Brent, a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) explicou à Lusa que a redução dos preços na cadeia de valor, em especial na refinação, tende a ser mais lenta do que a descida da matéria-prima, devido aos custos fixos de produção e à escassez de armazenagem na Europa.</p>
<p>&#8220;A redução de preços na cadeia de valor, com especial destaque na área da refinação é por definição mais lenta que as reduções de preços de matéria-prima (Crude/Brent), pois refletem duas componentes menos voláteis, que são os elevados custos fixos de produção e a escassez de armazenagem na Europa, sustentou a entidade.</p>
<p>A ENSE tem competências de fiscalização e supervisão no setor energético, incluindo na área dos combustíveis, para apoio ao regulador com competências em preços, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785335]]></sapo:autor>
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		<title>Von der Leyen avisa que UE precisa de acordo sobre novas receitas anuais de 66 mil ME</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:31:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A presidente da Comissão Europeia alertou hoje que a União Europeia precisa de garantir 66 mil milhões de euros anuais em novas receitas para 2028 a 2034, caso contrário os Estados-membros terão de aumentar contribuições ou cortar no orçamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A presidente da Comissão Europeia alertou hoje que a União Europeia precisa de garantir 66 mil milhões de euros anuais em novas receitas para 2028 a 2034, caso contrário os Estados-membros terão de aumentar contribuições ou cortar no orçamento.</p>
<p>&#8220;É demasiado cedo para fazer um julgamento sobre valores isolados, mas, quanto à questão sobre os recursos próprios, nós propusemos cinco novos recursos próprios diferentes e o Parlamento [Europeu] também propôs outros três novos recursos próprios. O que precisamos é, em média, cerca de 66 mil milhões por ano em novos recursos próprios&#8221; para o orçamento plurianual da UE, disse Ursula von der Leyen, em conferência de imprensa na cidade irlandesa de Cork.</p>
<p>No dia em que o colégio de comissários da Comissão Europeia participa no evento de inauguração da presidência semestral rotativa do Conselho da UE, que será ocupada pela Irlanda até final de dezembro, a líder do executivo comunitário alertou que, caso não haja acordo entre os líderes europeus sobre novos recursos próprios, &#8220;há três opções para financiar o orçamento&#8221;.</p>
<p>&#8220;Uma delas é o aumento das contribuições nacionais dos Estados-membros para colmatar a diferença e a segunda é que, se não quiserem aumentar as contribuições nacionais dos Estados-membros e não houver novos recursos próprios, é necessário cortar&#8221;, avisou.</p>
<p>De acordo com Von der Leyen, se a UE &#8220;tivesse de cortar para compensar estes 66 mil milhões de euros por ano, isso significaria um corte de 40% na proposta&#8221; de Bruxelas.</p>
<p>&#8220;Isto mostra o quão importante e crucial é a necessidade de novos recursos próprios e conto com a presidência irlandesa para trabalhar nesse tema&#8221; neste semestre, concluiu.</p>
<p>Em causa estão as negociações do orçamento plurianual da União Europeia para 2028-2034, no qual a Comissão propõe cinco novas fontes de receita (sistema de comércio de emissões de carbono, mecanismo de ajustamento de carbono nas fronteiras, plástico não reciclado, lucros das empresas e tabaco) e o Parlamento Europeu sugere mais três (taxa sobre transações financeiras, criptoativos e contribuição digital).</p>
<p>Presente na ocasião, o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, apontou que nenhum país manifestou até ao momento intenção de &#8220;adiar a conclusão das posições orçamentais para além de dezembro&#8221; deste ano.</p>
<p>&#8220;A maioria [dos países] considera que seria preferível e essencial concluí-lo [este ano], porque adiar uma decisão não reduz o desafio&#8221;, avisou, admitindo as &#8220;diferentes perspetivas sobre o orçamento&#8221;.</p>
<p>Na quinta-feira, em declarações à imprensa europeia em Cork, Micheál Martin avisou os países da UE que terão de fazer &#8220;cedências significativas&#8221; na negociação orçamental, quando as posições ainda estão &#8220;diametralmente opostas&#8221;.</p>
<p>Antes, o ministro das Finanças da Irlanda, Simon Harris, pediu ambição a Portugal nas negociações do orçamento comunitário 2028-2034, prometendo uma &#8220;proposta equilibrada&#8221; que inclua as preocupações portuguesas na coesão e agricultura e as novas prioridades.</p>
<p>Em julho de 2025, a Comissão Europeia propôs um orçamento da UE para 2028-2034 de dois biliões de euros, no qual Portugal receberia 33,5 mil milhões de euros.</p>
<p>Entretanto, a presidência cipriota do Conselho da UE (no primeiro semestre deste ano, antes da Irlanda) apresentou uma nova proposta que reduz ligeiramente o orçamento global para 1,94 biliões de euros, mas aumenta a verba destinada a Portugal em cerca de 1,6 mil milhões de euros, elevando-a para aproximadamente 35 mil milhões.</p>
<p>Por sua vez, o Parlamento Europeu defende um orçamento mais ambicioso, de cerca de 2,014 biliões de euros.</p>
<p>As negociações vão prosseguir nos próximos meses, para alcançar um acordo até ao final do ano.</p>
<p>Para outubro, está prevista uma proposta revista por parte da presidência irlandesa do Conselho da UE, com mais trabalho nos recursos próprios (receitas) do orçamento comunitário.</p>
<p>*** A Lusa viajou a convite da presidência irlandesa do Conselho da UE ***</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785334]]></sapo:autor>
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		<title>Fórum para a Competitividade prevê crescimento entre 1,8% e 2% no 2.º trimestre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:29:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[O Fórum para a Competitividade prevê que a economia portuguesa tenha um crescimento homólogo entre 1,8% e 2% no segundo trimestre, perspetivando melhorias que permitem terminar o ano com um crescimento próximo de 2%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Fórum para a Competitividade prevê que a economia portuguesa tenha um crescimento homólogo entre 1,8% e 2% no segundo trimestre, perspetivando melhorias que permitem terminar o ano com um crescimento próximo de 2%.</P><br />
<P>Segundo as previsões divulgadas hoje na nota de conjuntura, a associação estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do 2.º trimestre de 2026 terá subido entre 0,2% e 0,4% em cadeia, a que corresponde uma variação homóloga entre 1,8% e 2,0%.</P><br />
<P>&#8220;Depois de o PIB ter estagnado em cadeia no 1.º trimestre, parece que terá registado algum crescimento no 2.º trimestre, mas ainda tímido&#8221;, nota o Fórum.</P><br />
<P>Após as &#8220;fortes perturbações do 1º trimestre, o comboio de tempestades e o início do conflito no Médio Oriente, o 2.º trimestre revelou-se mais benigno, com um crescente otimismo sobre a normalização da circulação pelo estreito de Ormuz, patente na descida dos preços dos combustíveis e na melhoria da confiança dos consumidores e empresários&#8221;, lê-se na nota.</P><br />
<P>Neste cenário, o Fórum prevê que, no conjunto do ano 2026, o crescimento do PIB português poderá ficar pouco abaixo dos 2%.</P><br />
<P>Já o Governo prevê um crescimento de 2% este ano, segundo as projeções atualizadas inscritas no relatório anual de progresso enviado a Bruxelas em abril.</P></p>
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