Legislativas: Quase metade dos portugueses diz que AD merece ganhar e que tem a equipa mais preparada, revela sondagem

Na avaliação dos líderes políticos, Luís Montenegro surge como o mais eficaz e inspirador, com 30% das preferências. Pedro Nuno Santos, secretário-geral do PS, fica significativamente atrás, com apenas 14%.

Pedro Gonçalves

Uma sondagem divulgada esta quarta-feira pela TVI e CNN Portugal, em parceria com a TSF e o Jornal de Notícias, indica que a Aliança Democrática (AD) – agora formalmente designada AD – Coligação PSD/CDS – é amplamente percecionada como a força política que sairá vitoriosa das eleições legislativas de 18 de maio. O estudo, realizado pela Pitagórica entre os dias 24 e 29 de março, revela que 63% dos inquiridos acreditam que a coligação liderada por Luís Montenegro será a vencedora.

Além da perceção de vitória, a AD destaca-se como a força política que, para 43% dos inquiridos, mais merece vencer as eleições, sendo igualmente apontada como a que apresenta a equipa mais preparada e competente (43%). Os dados sugerem que mesmo entre os eleitores tradicionalmente alinhados com o Partido Socialista (PS), há uma inclinação crescente para este cenário.



Na avaliação dos líderes políticos, Luís Montenegro surge como o mais eficaz e inspirador, com 30% das preferências. Pedro Nuno Santos, secretário-geral do PS, fica significativamente atrás, com apenas 14%. De forma surpreendente, André Ventura, líder do Chega, ultrapassa ligeiramente o candidato socialista neste critério, reunindo 15% das escolhas, sobretudo entre o eleitorado masculino.

Os números indicam um claro distanciamento entre a coligação de centro-direita e o PS, que, apesar de ser a principal força concorrente, não consegue disputar a dianteira na maioria dos indicadores analisados pela sondagem. A perceção de competência da AD, associada à sua capacidade de governo, reforça a convicção dos inquiridos de que Luís Montenegro e a sua equipa estarão mais bem preparados para assumir funções após as eleições.

A grande sondagem da Pitagórica revela ainda que, ao contrário de levantamentos anteriores, já não se verifica um empate técnico nas intenções de voto. Esta mudança sugere uma dinâmica eleitoral mais consolidada em favor da AD, com um reforço da confiança no seu desempenho e capacidade governativa. Paralelamente, a avaliação negativa do atual governo parece ter contribuído para este afastamento entre os principais blocos políticos.

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