Depois de ter debatido com Pedro Nuno Santos este sábado, Inês Sousa Real (PAN) regressa à antena este domingo, desta feita para esgrimir argumentos com a AD, às 21 horas, com transmissão na SIC. Uma hora depois, choque ideológico entre Rui Rocha e Rui Tavares, da Iniciativa Liberal e Livre, respetivamente, que vai acontecer na CNN Portugal.
O debate entre a líder do Bloco de Esquerda (BE), Mariana Mortágua, e o secretário-geral do Partido Socialista (PS), Pedro Nuno Santos, é até agora o mais visto este ano, segundo a análise da Universal McCann (UM).
A agência de meios do grupo Mediabrands analisou os primeiros debates para as legislativas de 18 de maio, que decorreram entre 7 e 9 de abril.
“Até ao momento, o debate mais visto opôs o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, e a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua”, refere a UM, na análise para a Lusa, adiantando que o frente a frente entre os dois líderes “foi visto por uma audiência total de 1 milhão e 388 mil telespetadores”.
Tal “representou uma audiência média de 890 mil telespetadores e um share de 19,5%”, segundo a UM.
Transmitido pela SIC, este debate teve a moderação da jornalista Clara de Sousa e “foi o programa mais visto do dia 08 de abril”.
O arranque do ciclo de debates no dia 7 de abril com Luís Montenegro, líder da coligação PSD/CDS, e Paulo Raimundo da CDU “foi o segundo mais visto, tendo registado uma audiência total de 1 milhão e 202 mil telespetadores, o que correspondeu a uma audiência média de 737 mil telespetadores e um share de 15,0%”.
Dos cinco debates realizados até ao momento, apenas estes dois tiveram transmissão nos canais generalistas (SIC e TVI), enquanto os restantes foram transmitidos nos canais informativos (RTP3 e SIC Notícias).
“O confronto entre o porta-voz do Livre, Rui Tavares, e o líder do Chega, André Ventura, completa o pódio dos debates mais vistos, tendo este sido o debate mais visto entre os canais de informação”.
Com transmissão na RTP3, “o debate contou com uma audiência total de 268 mil telespetadores, o que representou uma audiência média de 140 mil telespetadores e um share de 3,2%”.
Ao todo serão 27 debates, divididos entre os canais de sinal aberto e de cabo, de acordo com o sorteio, aos quais acresce dois debates a realizar pela RTP. Todos os debates terão entre 25 e 30 minutos, com exceção daquele que opõe os líderes dos dois maiores partidos, cuja duração prevista é de 75 minutos.
Este domingo, 13 de abril, é debate entre a AD e o PAN, na SIC.
Ainda em sinal aberto, a AD e a IL defrontam-se em 14 de abril, na RTP, e o PS e o Chega encontram-se na TVI em 15 de abril.
A Aliança Democrática debate com o BE em 16 de abril, na RTP, enquanto o PS e o Livre tem lugar marcado no dia seguinte na SIC.
A RTP transmite o PS-CDU na segunda-feira, 21 de abril, e a SIC AD-Chega dia 24 de abril.
O último debate entre o PS e a AD está marcado para 28 de abril e será transmitido, à semelhança do que tem acontecido no passado, pelos três canais generalistas às 21:00.
Em suma, RTP, SIC e TVI transmitirão quatro debates em sinal aberto e cinco por cabo.
A RTP realiza ainda mais dois debates, um a 6 de maio, com os líderes de todos os partidos ou coligações com representação parlamentar, e no dia 8 de maio, com os líderes dos partidos sem representação parlamentar.
As eleições antecipadas foram anunciadas pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em 13 de março, dois dias depois de o parlamento chumbar uma moção de confiança ao Governo e que ditou a demissão do Governo PSD/CDS-PP.
Essa moção foi anunciada pelo primeiro-ministro a 5 de março e justificada com a necessidade de “clarificação política” depois de semanas de dúvidas sobre a vida patrimonial e pessoal de Luís Montenegro e a empresa familiar Spinumviva, que motivaram duas moções de censura ao Governo, de Chega e PCP, ambas rejeitadas, e o anúncio do PS de que iria apresentar uma comissão de inquérito ao caso.
As eleições estão marcadas para 18 de maio.






