Margarida Blasco, ministra da Administração Interna, deverá abandonar o Governo se a AD voltar a vencer as eleições de 18 de maio, revelou esta quarta-feira o jornal ‘Observador’, indicando que poderá não ser a única governante de saída.
Protagonista de algumas das dores de cabeça do Governo, sobretudo no arranque da legislatura, a ministra não será afastada por motivos políticos: segundo o jornal online, a antiga juíza conselheira do Supremo Tribunal de Justiça estará indisponível por motivos pessoais e familiares. O facto de não ter sido aposta do líder social-democrata como cabeça de lista nas eleições legislativas – ao contrário de muitos colegas do Governo – foi interpretado como um sinal de que poderá não continuar no cargo. Internamente, é comentado que a ministra da Administração Interna não tem disponibilidade para fazer a campanha de proximidade como os seus colegas do Executivo.
No entanto, no núcleo mais duro do Governo, Margarida Blasco é vista como alguém com graves fragilidades políticas na forma como comunica e é um risco, apesar de ter conseguido pacificar três setores muito contestatários – polícias, guardas prisionais e bombeiros sapadores.
Igualmente de saída pode estar Dalila Rodrigues, ministra da Cultura, cuja atuação no Governo não deixa saudades, uma vez que é descrita como irascível, inconstante e imprevisível, que terá criado vários embaraços no Ministério da Cultura, somando quezílias internas e episódios tensos com agentes do setor.
Por último, Ana Paula Martins: a ministra da Saúde é frequentemente apontada como sendo remodelável, mas tem recebido sucessivas manifestações de apoio de Luís Montenegro, em público e em privado. Foi escolhida como cabeça de lista para as eleições legislativas, o que pode garantir a continuidade no Governo: a convicção é que, após um arranque muito difícil, a ministra será capaz de apresentar resultados.




