Legionella: Vila do Conde Porto Fashion Outlet nega que tenha sido alvo de inspeções

O Vila do Conde Porto Fashion Outlet vem desmentir as informações avançadas, que davam conta que o centro comercial era um dos espaços inspecionados pelas autoridades de saúde.

Simone Silva

O Vila do Conde Porto Fashion Outlet vem desmentir as informações avançadas recentemente, que davam conta que o centro comercial era um dos espaços inspecionados pelas autoridades de saúde, no âmbito do surto de legionella que invadiu a região Norte do país.

Num comunicado enviado às redações, a direção do centro comercial indica que «a informação que tem sido veiculada é imprecisa», acrescentado também que «até à data, não foi requerida uma inspeção ao centro. No início da semana, a pedido das autoridades de saúde, foi prontamente partilhado o plano de higienização e boletins de análise Legionella do centro».

Adicionalmente é ainda referido que «os procedimentos implementados e salvaguarda de pessoas e bens, cumprem e superam os requisitos exigidos no que concerne a limpeza e higienização, bem como de qualidade de ar interior do espaço», sublinha a nota.

«A administração do centro mantém-se, como sempre, disponível para colaborar com as autoridades de saúde competentes, bem como com a imprensa para esclarecer todas as questões», conclui a  empresa em comunicado, esta sexta-feira.

Recorde-se que ontem, o ‘Jornal de Notícias’ avançou que as autoridades estariam a  inspecionar dois centros comerciais da região Norte, mais concretamente nos concelhos de Vila do Conde e Matosinhos, bem como em torres de refrigeração.

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Segundo a mesma publicação, alguns dos locais alvo de inspeção seriam os centros comerciais Vila Vila do Conde Fashion Outlet e NorteShopping, bem como as empresas Petrogal, Ramirez, Amkor (ex-Qimonda), Nelo e Lactogal.

Apesar das análises já efetuadas ainda não foi possível determinar qual a origem exata do surto da doença bacteriana, no entanto a hipótese mais provável parece ser uma torre de refrigeração localizada entre os dois concelhos. Recorde-se que a situação teve inicio no dia 29 de Outubro, contando já com 76 casos de infeção e oito vítimas mortais, segundo o último balanço.

A bactéria causada pela doença está normalmente presente nas águas doces, nomeadamente em reservatórios de água, chuveiros, torres de arrefecimento de sistemas de refrigeração, instalações termais, piscinas e jacuzzis. É contraída por inalação e gotículas de água contaminada, mas não se transmite de pessoa para pessoa.

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