Leão de Ouro do Festival de Veneza para “Woman Unknown” e Prata para “Possible Love”

O filme “Woman Unknown”, da realizadora egípcia-dinamarquesa May el-Toukhy, conquistou hoje o Leão de Ouro do Festival de Cinema de Veneza e “Possible Love”, do sul-coreano Lee Chang-dong, o Leão de Prata.

Executive Digest com Lusa

O filme “Woman Unknown”, da realizadora egípcia-dinamarquesa May el-Toukhy, conquistou hoje o Leão de Ouro do Festival de Cinema de Veneza e “Possible Love”, do sul-coreano Lee Chang-dong, o Leão de Prata.

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Nesta 83.ª edição, que começou no passado dia 02 e termina hoje, o júri internacional decidiu galardoar May el-Toukhy, uma das duas únicas realizadoras em competição, com o prémio máximo do certame (Leão de Ouro).

A terceira longa-metragem da cineasta egípcia-dinamarquesa, “Woman Unknown”, aborda “a invisibilidade das mulheres”, explicou, e conta a história de Marie, uma empregada doméstica prestes a casar com o seu patrão pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, na Dinamarca, mas cujo segredo obscuro ressurge, ameaçando destruir tudo.

O segundo prémio mais importante do certame internacional foi atribuído ao filme “Possible Love”, de Lee Chang-dong, uma reflexão sobre as diferenças de classe e o desejo de se enquadrar na sociedade.

Este é o primeiro filme de Lee em oito anos, depois do aclamado “Em chamas”, e era um dos favoritos da crítica no festival.

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O júri liderado por Maggie Gyllenhaal anunciou os prémios, que incluíram o de Melhor Atriz, entregue à dinamarquesa Mathilde Arcel, pela sua interpretação da empregada doméstica que guarda um segredo obscuro no filme “Woman Unknown”.

O de Melhor Ator coube ao ator norte-americano John Malkovich, pelo seu papel de agente da CIA cínico e atormentado em “Wild Horse Nine”, realizado pelo britânico-irlandês Martin McDonagh.

Aos 72 anos, o ator conquista o seu primeiro grande prémio num importante festival de cinema, depois de uma carreira rica e eclética que alterna entre o cinema de arte, os ‘blockbusters’ e o teatro contemporâneo.

A atriz francesa Malou Khebizi, que impressionou no papel de uma jovem com perturbação de personalidade borderline no filme “15/18”, de Cédric Kahn, sobre uma unidade psiquiátrica infantil, recebeu o Prémio Marcello Mastroianni de Revelação.

O júri do Festival de Cinema de Veneza que entrega os prémios principais incluía ainda o realizador de Hong Kong Johnnie To, a cineasta tunisina Kaouther Ben Hania, a realizadora afegã Shahrbanoo Sadat, o realizador e argumentista francês Xavier Giannoli e o compositor britânico Daniel Blumberg.

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