Lay-off: Reino Unido recebe 67 mil candidaturas em apenas 30 minutos. França tem metade do setor privado em casa

No Reino Unido, registaram-se 67 mil pedidos de empresas ao regime de lay-off simplificado. Em França mais de metade do sector privado aderiu ao regime, contando já com mais de 785 mil empresas.

Simone Silva

Reino Unido e França têm registado adesões significativas ao regime de lay-off simplificado.

No Reino Unido, abriram esta segunda-feira as candidaturas para que as empresas possam pedir os apoios do Estado, no que diz respeito ao regime de lay-off simplificado, devido à Covid-19, que no país em questão prevê que o Estado pague 80% dos salários dos trabalhadores abrangidos, até um limite de 2.500 libras (2.872,5 euros) mensais.

Os resultados mostram que na primeira meia hora, registaram-se 67 mil pedidos de empresas, uma afluência justificada com a proximidade da data de processamento dos salários de Abril, de acordo com Jim Harra, responsável pelos serviços de Receita e Alfândegas britânicos.

«Reforçámos o sistema informático para que suporte o máximo de candidaturas», indicou o responsável citado pela ‘BBC’.

As empresas britânicas podem assim submeter a sua candidatura online a partir de hoje, através do novo portal, prevendo-se que os pagamentos sejam disponibilizados em seis dias úteis.

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O ministro das Finanças do Reino Unido, Rishi Sunak, afirmou esta segunda-feira que este pacote de apoios vai permitir a «protecção de milhões de empregos em todo o país».

De acordo com o “think tank” ‘Resolution Foundation’, oito milhões de trabalhadores serão pagos através deste mecanismo, estimando que o custo se fixe em até 40 mil milhões de libras (cerca de 46 mil milhões de euros) por cada três meses que vigore.

França conta com metade dos trabalhadores do sector privado em lay-off

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Em França o confinamento de oito semanas devido à pandemia vai resultar na perda de 120 mil milhões de euros, numa altura em que quase metade dos trabalhadores do sector privado se encontram em regime de lay-off, de acordo com informações divulgadas esta segunda-feira pela ministra do Trabalho francesa, Muriel Pénicaud.

«Até esta manhã, 9,6 milhões dos trabalhadores encontram-se em lay-off», indicou Pénicaud numa entrevista à RTL, referindo também que quase 785 mil empresas do país aderiram ao apoio de lay-off, seja integral ou parcialmente.

«É uma situação extraordinária, nunca vivida em França, em que quase um em cada dois trabalhadores do sector privado do país está em lay-off», sublinhou a responsável, acrescentando que «Podemos estar orgulhosos de ter protegido os franceses de uma catástrofe social», em comparação com a situação vivida nos Estados Unidos, em que «22 milhões de pessoas perderam o emprego» desde o início da pandemia do novo coronavírus.

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