pub

Lapso na comunicação: Nunes de Sousa mantém-se na administração da Brisa Concessão Rodoviária

O administrador António Nunes de Sousa mantém-se na administração da Brisa – Concessão Rodoviária, depois de um lapso o ter incluído na lista de gestores que renunciaram, num comunicado do dia 13 de outubro.

“A Brisa – Concessão Rodoviária, S.A. informa que o comunicado divulgado no passado dia 13 de outubro, sobre renúncia aos cargos de administradores, para os efeitos previstos no Regulamento da CMVM n.º 5/2008 (republicado pelo Regulamento da CMVM n.º 7/2018), incluía, por lapso, o nome do senhor António José Lopes Nunes de Sousa”, lê-se na mesma nota.

A empresa esclareceu depois à Lusa que o gestor se mantém na Brisa – Concessão Rodoviária.

O presidente do Conselho de Administração da Brisa, Vasco José de Mello, e vários vogais renunciaram no dia 13 de outubro aos cargos, no mesmo dia em que o consórcio liderado pela APG concluiu a aquisição de 81,1% do capital da empresa.

O consórcio liderado pela APG concluiu a aquisição de 81,1% do capital da Brisa, e prevê investir 1,2 mil milhões de euros na empresa portuguesa, em 15 anos, segundo um comunicado divulgado no mesmo dia.

A conclusão do negócio resulta da “decisão de não oposição por parte do regulador europeu” a esta operação, de acordo com a mesma nota.

No comunicado, as empresas indicaram que, “no seguimento da conclusão da operação, Vasco de Mello é nomeado presidente do Conselho de Administração e António Pires de Lima é nomeado CEO [presidente executivo]” da Brisa.

Os grupos envolvidos nesta operação recordaram que, “em 28 de abril de 2020, o consórcio que inclui a APG, o Serviço Nacional de Pensões da República da Coreia e a Swiss Life Asset Managers” celebrou “um acordo de aquisição de uma participação maioritária na Brisa –Auto-Estradas de Portugal, SA ao Grupo José de Mello e Arcus European Infrastructure Fund 1 LP gerido pela Arcus European Investment Manager LLP, operação que valoriza o ativo Brisa em mais de três mil milhões de euros”, segundo o comunicado.

De acordo com Jan-Willem Ruisbroek, responsável pela Estratégia Global de Investimento em Infraestruturas da APG, citado na mesma nota, o “consórcio tem capital disponível para fazer o negócio crescer e espera investir mais de 1,2 mil milhões de euros, nos próximos 15 anos, na manutenção e melhoria da rede rodoviária e no desenvolvimento de novas soluções de mobilidade”.

António Pires de Lima, por sua vez, garantiu que estaria “focado na criação de oportunidades que venham acrescentar valor” aos ‘stakeholders’ da concessionária, “incluindo o Estado português” e “os clientes, de acordo com as melhores práticas de ESG [Environment, Social and Governance]”.

A Brisa é uma operadora europeia de estradas com portagem, com uma rede de mais de 1.500 quilómetros “que cobre o eixo fundamental do sistema rodoviário português”, recordaram as empresas.

Ler Mais
pub

Comentários
Loading...