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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Trump endurece críticas à NATO antes da cimeira: “Não estiveram lá por nós”.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:43:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a relação de Washington com a NATO, classificando como “ridículo” que os EUA continuem a manter aquilo que considera ser uma ligação “unilateral” com a Aliança Atlântica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a relação de Washington com a NATO, classificando como “ridículo” que os EUA continuem a manter aquilo que considera ser uma ligação “unilateral” com a Aliança Atlântica.</p>
<p class="isSelectedEnd">A declaração foi feita esta quinta-feira, menos de uma semana antes da próxima cimeira da NATO, marcada para os dias 7 e 8 de julho, em Ancara, na Turquia. O encontro deverá reunir os 32 Estados-membros da organização.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Não estiveram lá por nós”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Numa publicação na sua plataforma Truth Social, Trump escreveu que os aliados “não estiveram lá” pelos Estados Unidos e afirmou que a relação de Washington com a NATO “não é recíproca”.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Presidente norte-americano tem criticado repetidamente os aliados europeus, em particular pela resposta à guerra no Irão. Trump insiste também que quer ver a Europa assumir o papel principal na sua própria defesa, numa altura em que Washington já começou a reduzir alguns dos seus compromissos internacionais.</p>
<p class="isSelectedEnd">A publicação feita por Trump incluiu ainda um gráfico sobre a despesa militar na NATO, mostrando os Estados Unidos com um investimento muito superior ao dos restantes Estados-membros apresentados.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Pressão para aumentar gastos militares</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Sob pressão de Trump, os líderes da NATO acordaram, numa reunião realizada no ano passado, aumentar a despesa com defesa para 5% do PIB até 2035.</p>
<p class="isSelectedEnd">A exigência de maior esforço financeiro por parte dos aliados europeus tem sido uma das linhas centrais do discurso de Trump sobre a Aliança Atlântica. Para o Presidente norte-americano, os Estados Unidos suportam uma parte desproporcionada dos custos de defesa coletiva, enquanto outros membros beneficiam da proteção sem contribuir ao mesmo nível.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Cimeira em Ancara ganha peso político</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A próxima cimeira da NATO, em Ancara, deverá decorrer sob forte pressão política. As declarações de Trump colocam novamente no centro do debate a repartição dos encargos de defesa entre os aliados e o papel futuro dos Estados Unidos na segurança europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Fundada em 1949, a NATO tornou-se uma força de defesa liderada pelos Estados Unidos, creditada com a manutenção da estabilidade na Europa, a contenção da União Soviética e a consolidação de Washington como potência mundial ao longo de décadas.</p>
<p>As novas críticas de Trump surgem, por isso, num momento sensível para a Aliança Atlântica, que se prepara para discutir o seu futuro estratégico numa cimeira marcada pela pressão norte-americana para que os aliados assumam maiores responsabilidades na defesa comum.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785144]]></sapo:autor>
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		<title>Empresa da família Azevedo investe 120 milhões de euros em Santarém para criar polo industrial e gerar 400 empregos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:31:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A BB&#038;G, empresa controlada pela Prismore Capital (antiga Sonae Capital Industrials), da família de Belmiro de Azevedo, vai investir 119,8 milhões de euros na construção de um polo industrial dedicado à valorização de pneus em fim de vida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A BB&amp;G, empresa controlada pela Prismore Capital (antiga Sonae Capital Industrials), da família de Belmiro de Azevedo, vai investir 119,8 milhões de euros na construção de um polo industrial dedicado à valorização de pneus em fim de vida, em Tremês, no concelho de Santarém.</p>
<p>O projeto, que prevê a criação de mais de 100 postos de trabalho diretos, foi reconhecido com o estatuto de Potencial Interesse Nacional (PIN).</p>
<p>O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal de Santarém, João Teixeira Leite, que destacou o reconhecimento atribuído pela Comissão Permanente de Apoio ao Investidor (CPAI), da AICEP, considerando tratar-se de um investimento estratégico para o concelho.</p>
<p>O projeto, denominado BBGreentyre – Polo Industrial para a Valorização de Pneus em Fim de Vida, será desenvolvido em duas fases. A primeira representa um investimento de 88 milhões de euros — montante que sustentou a atribuição do estatuto PIN — e deverá estar concluída em 2029. A segunda fase está prevista entrar em funcionamento em 2031.</p>
<p>Quando estiver em plena operação, a unidade terá capacidade para valorizar cerca de 30 mil toneladas de pneus em fim de vida por ano, recorrendo a um processo contínuo de pirólise química, baseado numa tecnologia patenteada pela empresa. O processo permitirá produzir carbono recuperado (rCB), óleo de pirólise de pneus (TPO) e gás de processo destinado ao autoconsumo energético, contribuindo para a promoção da economia circular e para a valorização de resíduos.</p>
<p>Além da criação de mais de 100 empregos diretos, estima-se que o projeto gere cerca de 300 postos de trabalho indiretos, reforçando o impacto económico na região.</p>
<p>Segundo João Teixeira Leite, a Câmara Municipal acompanhou todo o processo de candidatura e emitiu parecer favorável à atribuição do estatuto PIN, considerando o elevado potencial do investimento em termos de desenvolvimento económico, criação de emprego qualificado e inovação industrial.</p>
<p>O autarca sublinha ainda que este é mais um investimento privado de dimensão relevante que escolhe Santarém, reforçando a atratividade do concelho para projetos industriais de base tecnológica e sustentável.</p>
<p>Com a atribuição do estatuto de Potencial Interesse Nacional, o projeto beneficiará de um acompanhamento mais próximo por parte das entidades da Administração Pública, permitindo agilizar os procedimentos administrativos, sem comprometer o cumprimento das exigências legais e ambientais.</p>
<p><iframe style="border: none; overflow: hidden;" src="https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fjoaoteixeiraleite%2Fposts%2Fpfbid0kavBGKHX1D76mv8mbjrVzaT5oE4x1Psvz46MvjcjkWCqAGhpFDBwxVbh8EGJtNyrl&amp;show_text=true&amp;width=500" width="500" height="591" frameborder="0" scrolling="no" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785134]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Preços na produção de serviços sobem 4,0% no 1.º trimestre</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/precos-na-producao-de-servicos-sobem-40-no-1-o-trimestre-ine/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:23:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O índice de preços na produção de serviços (IPPS) subiu 4,0% no primeiro trimestre de 2026, em termos homólogos, acelerando 0,3 pontos percentuais face ao último trimestre de 2025, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O índice de preços na produção de serviços (IPPS) subiu 4,0% no primeiro trimestre de 2026, em termos homólogos, acelerando 0,3 pontos percentuais face ao último trimestre de 2025, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).</p>
<p>Em relação ao trimestre anterior, o IPPS aumentou 0,1% entre janeiro e março, o que compara com uma variação de -3,2% no período precedente e de -0,1% no período homólogo.</p>
<p>Já a taxa de variação média do ano terminado no primeiro trimestre de 2026 foi de 3,5%, contra 3,2% no quarto trimestre de 2025.</p>
<p>Analisando as várias secções dos serviços, o INE assinala que, no primeiro trimestre do ano, &#8220;as atividades administrativas e dos serviços de apoio&#8221; apresentaram o maior contributo (1,3 pontos percentuais) para a variação homóloga total, traduzindo uma desaceleração de 2,1 pontos percentuais face ao último trimestre do ano passado.</p>
<p>O instituto estatístico realça o desempenho das &#8220;atividades de aluguer&#8221; e das &#8220;agências de viagem, operadores turísticos, outros serviços de reservas e atividades relacionadas&#8221;, com variações homólogas de 17,3% e 14,4%, respetivamente (40,6% e 10,5% no trimestre anterior).</p>
<p>O contributo conjunto das secções do &#8220;alojamentos, restauração e similares&#8221; e das &#8220;atividades de consultoria, cientificas, técnicas e similares&#8221; fixou-se em 1,4 pontos percentuais (0,7 pontos percentuais cada), sendo de realçar as variações homólogas observadas na restauração e similares, com 6,2% (mesmo valor no trimestre precedente).</p>
<p>O IPPS é um indicador trimestral de conjuntura que fornece informação sobre a evolução de preços de produção, ao nível nacional, de um conjunto de atividades no domínio dos serviços.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785130]]></sapo:autor>
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		<title>Crédito aos consumidores aumenta em maio para 856 ME</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/credito-aos-consumidores-aumenta-em-maio-para-856-me-bdp/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:20:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
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					<description><![CDATA[Os consumidores em Portugal contrataram em maio 856,3 milhões de euros em crédito ao consumo, uma subida homóloga acumulada de 12,8%, enquanto o número de novos contratos avançou para 149.845, divulgou hoje o Banco de Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os consumidores em Portugal contrataram em maio 856,3 milhões de euros em crédito ao consumo, uma subida homóloga acumulada de 12,8%, enquanto o número de novos contratos avançou para 149.845, divulgou hoje o Banco de Portugal.</p>
<p>As informações hoje divulgadas sobre a contratação de crédito aos consumidores consideram crédito pessoal, crédito automóvel e crédito renovável, que inclui cartões de crédito, facilidades de descoberto e linhas de crédito.</p>
<p>No quinto mês do ano foram, assim, contratados 856,3 milhões de euros em 149.845 contratos de crédito aos consumidores, o que significa que no mês em análise foram contratados menos 24,8 milhões de euros que em abril, apesar de terem sido feitos mais 3.828 contratos.</p>
<p>Em termos homólogos, são mais 48,8 milhões de euros, num período em que o número de novos contratos praticamente não mexeu (-991 contratos).</p>
<p>O montante de novos créditos teve uma taxa de variação homóloga do valor acumulado (TVHA) de 12,8%. De acordo com o BdP, este indicador, que permite analisar o dinamismo da contratação de novo crédito, excluindo efeitos sazonais, recuou para 16,2% no crédito pessoal (menos 0,5 pontos percentuais), para 12,5% no crédito automóvel (menos 1,1 p.p.) e para 4,3% no crédito renovável (4,8% em abril).</p>
<p>Na prática, isto significa que o montante de novos contratos celebrados nos 12 meses terminados no final daquele mês (de junho de 2025 a maio de 2026) foi 12,6% superior ao valor de novos contratos celebrados nos 12 meses terminados em maio de 2025.</p>
<p>No mês em análise, o crédito renovável foi a categoria mais relevante a nível de contratos, tendo sido responsável por praticamente metade do total de créditos (74.974), mas apenas responsável por 14,5% do montante total, com 123,9 milhões de euros.</p>
<p>No caso do crédito automóvel, foram celebrados 20.813 contratos, num montante de 341,4 milhões de euros, que compara com 20.789 contratos e 326,8 milhões de euros um ano antes.</p>
<p>No crédito pessoal, houve a contratação de mais 3.359 contratos em maio deste ano que no mesmo mês de 2025, enquanto o montante contratado subiu 35,3 milhões de euros para 390,9 milhões de euros.</p>
<p>Os dados hoje divulgados também se debruçaram sobre o custo do crédito, calculado através da taxa anual de encargos efetiva global, a TAEG, que inclui a taxa de juro contratualizada e outros encargos cobrados pela instituição de crédito &#8211; como comissões e impostos.</p>
<p>O crédito renovável apresenta o custo médio contratualizada mais elevado, com 18,0%, à frente do custo com crédito pessoal (12,0%) e automóvel (9,9%).</p>
<p>O crédito automóvel é a categoria de crédito com o montante mediano mais elevado entre as novas contratações, sendo que em abril metade teve um valor contratado igual ou superior a 14.902 euros, contra 5.000 euros no crédito pessoal e mil euros no crédito renovável.</p>
<p>O BdP assinala ainda que a taxa de utilização do crédito renovável, que estabelece um rácio entre o montante vivo e o montante total contratado, situava-se em 26,8% em maio de 2026.</p>
<p>No final de maio havia 6,48 milhões de contratos vivos, num montante de 24.928,5 milhões de euros.</p>
<p>A maioria dos contratos dizia respeito a crédito renovável (3,8 milhões de contratos e 4.234 milhões de euros), enquanto o crédito automóvel representava a maior fatia do montante (10.913 milhões de euros em 980.278 contratos) e o crédito pessoal tinha um saldo vivo de 9.781 milhões de euros em 1,7 milhões de contratos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785128]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Embaixada de Portugal na China clarifica apoios ao regresso de emigrantes ao país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo português clarificou, através da informação divulgada pela Embaixada de Portugal na China, as condições atualizadas dos apoios ao regresso de emigrantes, num momento em que continuam a existir instrumentos ativos para incentivar o retorno ao país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo português clarificou, através da informação divulgada pela Embaixada de Portugal na China, as condições atualizadas dos apoios ao regresso de emigrantes, num momento em que continuam a existir instrumentos ativos para incentivar o retorno ao país.</p>
<p>No âmbito do Programa Regressar, a Medida de Apoio ao Regresso de Emigrantes a Portugal (MAREP) terminou a sua vigência a 31 de março de 2026. Ainda assim, mantém-se em vigor até 31 de dezembro de 2026 o regime fiscal de apoio ao regresso, que continua a abranger emigrantes que decidam voltar a Portugal e que cumpram os requisitos legais definidos.</p>
<p>Em paralelo, foi também reforçada a divulgação da medida Emprego Interior Mais, que pretende incentivar a fixação de trabalhadores nos territórios do interior através de apoios financeiros à mobilidade geográfica e à mudança de residência para essas regiões, desde que acompanhada de atividade profissional.</p>
<p>Este instrumento passou a incluir também emigrantes que tenham saído de Portugal após 31 de dezembro de 2015 e que tenham residido no estrangeiro durante pelo menos um ano, desde que regressem para se instalar no interior do país. As condições de candidatura, bem como os montantes dos apoios, estão disponíveis no portal do Instituto do Emprego e Formação Profissional.</p>
<p>No âmbito destes processos, pode ser exigida a apresentação de uma declaração de situação de emigrante, emitida pelos postos consulares. Caso não seja possível obter esse documento, podem ser aceites outros comprovativos de residência no estrangeiro, conforme as regras definidas pelo IEFP. A emissão do certificado tem um custo de 75 euros, segundo a tabela de emolumentos consulares em vigor.</p>
<p>A informação foi partilhada pela Embaixada de Portugal na China, num contexto de esclarecimento dirigido à comunidade portuguesa residente no país e a potenciais interessados no regresso a Portugal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785121]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ministro da Presidência secundariza adoção de penas para perda da nacionalidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:08:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O ministro da Presidência secundarizou hoje a possibilidade de Portugal continuar sem criar a pena acessória de perda da nacionalidade, considerando que os passos essenciais foram concretizados com a aprovação das novas leis de estrangeiros e nacionalidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Presidência secundarizou hoje a possibilidade de Portugal continuar sem criar a pena acessória de perda da nacionalidade, considerando que os passos essenciais foram concretizados com a aprovação das novas leis de estrangeiros e nacionalidade.</p>
<p>Esta posição foi transmitida por António Leitão Amaro na abertura do debate parlamentar requerido pelo Chega para a confirmação do decreto que altera o Código Penal, prevendo a criação da pena acessória de perda da nacionalidade.</p>
<p>Um decreto considerado por unanimidade inconstitucional pelo Tribunal Constitucional, que foi depois vetado pelo Presidente da República e, em relação ao qual, PSD e CDS não aceitam confirmá-lo.</p>
<p>O ministro da Presidência manifestou concordância em relação às alterações propostas pelo PSD e CDS em relação ao decreto chumbado pelo Tribunal Constitucional. Mas, também, relativizou a hipótese (muito provável) de essas alterações do PSD/CDS não alcançarem um consenso equivalente a uma maioria absoluta de deputados, ou seja 116 &#8212; fasquia necessária para a sua aprovação.</p>
<p>&#8220;A sanção acessória de perda de nacionalidade por prática de crimes muito graves, que aterrorizam a comunidade e ameaçam o Estado, é um mecanismo útil, sobretudo pela sua força sinalizadora e preventiva e pela sua coerência. Mas não tem, nem de perto, a importância e o impacto que teve a mudança da lei da nacionalidade já efetuada&#8221;, sustentou António Leitão Amaro.</p>
<p>Na sua intervenção, o membro do Governo procurou realçar que Portugal tem uma nova lei da nacionalidade em vigor, dizendo que se tratou de uma lei que &#8220;acabou com a banalização da nacionalidade, aumentou a exigência na sua atribuição e garantiu que, para ser cidadão português, é preciso ter ligação efetiva e estar verdadeiramente integrado&#8221;.</p>
<p>&#8220;Sabemos, por isso, que o essencial está feito, que a nacionalidade voltou a ser o que nunca devia ter deixado de ser e o que o povo português exigiu que assim fosse. O que hoje discutimos é um passo adicional, acessório e reconheçamos que se estima de ser de reduzida aplicação&#8221;, assumiu António Leitão Amaro.</p>
<p>Em relação à questão em concreto da perda da nacionalidade por crimes graves, o ministro da Presidência referiu-se à existência de leis análogas em vários Estados-membros da União Europeia e, também, à jurisprudência do Tribunal Constitucional.</p>
<p>&#8220;Admite a perda com certas condições. As alterações em causa destinam-se a permitir que um juiz, ponderando as circunstâncias do caso concreto, possa determinar a perda de nacionalidade de quem, sendo também nacional de outro país, praticar em Portugal crimes gravíssimos, aterrorizantes &#8211; crimes que rompem laços cívicos com o Estado e com a comunidade nacional. O que propomos é a coerência de um regime consequente perante comportamentos que revelam não apenas agressão das pessoas e desrespeito das nossas leis, mas, igualmente, uma rejeição da própria comunidade, uma ação violenta para a destruição do Estado que em algum momento a pessoa disse que queria integrar&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Deixou, também, uma nota de demarcação face ao Chega, propondo uma solução caracterizada pela &#8220;razoabilidade&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não podemos ter um Estado de mãos atadas perante situações limite. O que propomos por isso é razoável, necessário e acautela as preocupações do Tribunal Constitucional. Tentamos mais uma vez aprovar um instituto a que a Constituição abre expressamente a porta&#8221;, defendeu o ministro da Presidência.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785114]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Vale a pena amortizar o crédito da casa antes do prazo? A conta que decide</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com ComparaJá.pt]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:00:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Com os juros de novo em alta, muitas famílias ponderam usar poupanças para abater no empréstimo da casa. A decisão certa depende de uma comparação simples, e nem sempre o resultado é avançar]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É uma das perguntas que mais chega aos especialistas em finanças pessoais: tendo algum dinheiro de lado, vale a pena usá-lo para amortizar o crédito à habitação antes do fim do prazo? Com o Banco Central Europeu a retomar a subida das taxas e a EURIBOR de novo em terreno ascendente, a dúvida ganhou força. A resposta honesta é que depende, e o critério para decidir cabe numa folha de papel.</p>
<p>Amortizar significa entregar ao banco uma parte do capital em dívida mais cedo do que o previsto. O efeito é duplo: a dívida fica menor e, com ela, encolhem os juros que se pagam até ao fim do contrato. Quanto mais elevada estiver a taxa de juro, maior é o ganho de abater capital, porque cada euro amortizado deixa de vencer juros à taxa atual. Num contexto de EURIBOR em alta, é por isso que a pergunta regressa às conversas de quem tem empréstimo.</p>
<p>O peso do crédito ajuda a perceber o que está em jogo. Segundo a <a href="https://www.comparaja.pt/credito-habitacao/analise-de-mercado" target="_blank" rel="noopener">análise de mercado de crédito habitação</a> do ComparaJá, plataforma de comparação e intermediação de crédito, o montante médio financiado ultrapassa os 200 mil euros e o prazo médio dos novos contratos alongou-se para 33 anos. Em empréstimos tão longos, a fatia de juros é considerável, e abater capital nos primeiros anos, quando os juros pesam mais na prestação, é onde a amortização rende mais.</p>
<p>Há, no entanto, custos e alternativas a pesar. A lei limita a comissão de amortização antecipada a 0,5% do capital reembolsado nos contratos de taxa variável e a 2% nos de taxa fixa, um valor a descontar ao ganho. E há o outro lado da balança: o dinheiro usado para amortizar deixa de estar disponível. Esvaziar o fundo de emergência para reduzir a prestação pode sair caro se, mais tarde, for preciso recorrer a crédito ao consumo, bem mais oneroso. A comparação relevante é entre a taxa do crédito e o que esse dinheiro renderia em segurança numa aplicação sem risco.</p>
<p>A regra prática é direta. Se a taxa do empréstimo for claramente superior ao rendimento líquido que as poupanças conseguem gerar sem risco, e se a família mantiver uma almofada para imprevistos, amortizar tende a compensar, sobretudo se o objetivo for reduzir o prazo em vez da prestação, porque é assim que se poupam mais juros no total. Se a taxa do crédito estiver baixa, se as poupanças renderem o suficiente ou se o fundo de emergência ficar comprometido, o mais sensato é manter a liquidez e não amortizar.</p>
<p>Segundo Rita Sogalho, Team Leader de Crédito Habitação do ComparaJá, a decisão deve ser tomada com números à frente e não por impulso. «Amortizar pode ser uma excelente decisão quando a taxa está alta e há folga financeira, mas nunca à custa da almofada de segurança da família. Antes de avançar, vale a pena simular o impacto e comparar com as alternativas», observa a responsável. O efeito de cada cenário, reduzir prazo ou reduzir prestação, pode ser testado num <a href="https://www.comparaja.pt/credito-habitacao/simulador/mapa-de-prestacoes-mensais" target="_blank" rel="noopener">simulador de prestações</a> antes de qualquer passo.</p>
<p>No fim, a conclusão é menos sobre amortizar ou não e mais sobre comparar antes de decidir. Quem faz as contas raramente se arrepende: ou descobre que abater capital lhe poupa milhares de euros em juros, ou percebe que o dinheiro lhe é mais útil disponível. O erro é o mesmo de sempre, decidir sem pôr os números lado a lado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784338]]></sapo:autor>
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		<title>Lítio: Especialista crítica estudos da qualidade do ar da futura mina do Barroso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 09:57:22 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um especialista de uma universidade canadiana concluiu que os estudos de qualidade do ar utilizados para fundamentar a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) da mina do Barroso, Boticas, apresentam "limitações significativas", divulgou uma associação de Covas do Barroso.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um especialista de uma universidade canadiana concluiu que os estudos de qualidade do ar utilizados para fundamentar a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) da mina do Barroso, Boticas, apresentam &#8220;limitações significativas&#8221;, divulgou uma associação de Covas do Barroso.</p>
<p>A associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB) anunciou hoje que promove no sábado, em Boticas, distrito de Vila Real, uma sessão pública dedicada à análise dos potenciais impactos da mina de lítio do Barroso na qualidade do ar e à avaliação dos estudos ambientais que serviram de base à aprovação do projeto.</p>
<p>O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma DIA favorável condicionada em 2023. A empresa Savannah Resources pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.</p>
<p>A apresentação promovida pela UDCB, associação criada para lutar contra as minas, vai ter como ponto central o trabalho desenvolvido pelo professor Douw G. Steyn, especialista em qualidade do ar e meteorologia ambiental da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, que analisou a documentação técnica e ambiental produzida no âmbito do processo de Avaliação de Impacte Ambiental da mina do Barroso.</p>
<p>A associação adiantou em comunicado que, de acordo a análise apresentada pelo especialista, os estudos de qualidade do ar utilizados para fundamentar a DIA apresentam &#8220;limitações significativas&#8221;, incluindo &#8220;campanhas de monitorização de curta duração, insuficiente caracterização das condições meteorológicas locais, modelação inadequadamente descrita e ausência de informação considerada essencial para avaliar os potenciais impactos das emissões de poeiras associadas à exploração mineira&#8221;.</p>
<p>O relatório de Douw G. Steyn concluiu, de acordo com a UDCB, que a &#8220;informação atualmente disponível não permite determinar com segurança quais serão os impactos da mina na qualidade do ar, na saúde humana e no ambiente&#8221;, questionando, por isso, &#8220;as conclusões que sustentaram a aprovação ambiental do projeto&#8221;.</p>
<p>O especialista classificou, neste relatório, como uma &#8220;omissão grave&#8221; a &#8220;ausência de explicação transparente sobre o modelo de dispersão utilizado para compreender a distribuição espacial (e temporal) dos poluentes emitidos&#8221;.</p>
<p>Defendeu &#8220;uma análise abrangente do teor de metais pesados nos materiais a serem extraídos, com o consequente ajuste dos planos de monitorização&#8221;, e apontou que uma das &#8220;medidas de mitigação de poeira consiste em molhar as vias como mecanismo de supressão&#8221;, no entanto, realçou que &#8220;esta região sofre de escassez hídrica notória, especialmente no verão&#8221; e que esta é &#8220;uma questão não pode ser ignorada&#8221;.</p>
<p>Nesta sessão, segundo a UDCB, vão ser apresentadas as conclusões do relatório ao público, promover-se-á o debate e esclarecer-se-ão dúvidas da população sobre um dos aspetos ambientais que, para a associação, é &#8220;mais relevante&#8221; no projeto de exploração mineira a céu aberto proposto para esta região.</p>
<p>Em maio, o Ministério do Ambiente autorizou uma segunda servidão administrativa, que permite à Savannah entrar em terrenos comunitários e privados para trabalhos de geotecnia, a qual foi contestada em tribunal através de uma providência cautelar interposta pelo Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso, que levou à suspensão das prospeções por cerca de 20 dias.</p>
<p>A concessionária anunciou na segunda-feira a retoma os trabalhos depois do Ministério do Ambiente apresentar uma Resolução Fundamentada que invoca o interesse público do projeto.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785107]]></sapo:autor>
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		<title>Nova refinaria de antimónio em Sines vai criar 150 empregos diretos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 09:55:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A empresa ACM - Alchemy &#38; Critical Metals pretende construir uma refinaria de antimónio na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), prevendo-se a criação de 150 postos de trabalho diretos, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A empresa ACM &#8211; Alchemy &amp; Critical Metals pretende construir uma refinaria de antimónio na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), prevendo-se a criação de 150 postos de trabalho diretos, foi hoje anunciado.</p>
<p>Em comunicado, a aicep Global Parques revelou ter assinado com a empresa, no dia 15 de junho, um contrato de reserva de uma parcela de terreno na Zona 1 da ZILS, com uma área total de 131.000 metros quadrados, destinada à instalação da unidade industrial.</p>
<p>&#8220;A ACM dedica-se ao desenvolvimento de capacidade industrial de refinação de metais críticos, tendo como projeto inaugural a instalação de uma refinaria de antimónio na ZILS&#8221;, adiantou, indicando que a entrada em operação está prevista para 2030.</p>
<p>Prevê-se, precisou esta empresa pública, a criação de cerca de 150 postos de trabalho diretos altamente qualificados e aproximadamente 300 indiretos, associados à cadeia de valor, logística, serviços e fornecedores.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785105]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal Ventures investe 1,25 milhões em duas empresas da Região de Leiria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 09:52:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Portugal Ventures]]></category>
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					<description><![CDATA[A Portugal Ventures reforçou a aposta na Região de Leiria com dois novos investimentos, num montante global de 1,25 milhões de euros, destinados às empresas Sound Particles e Nutrivalley.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Portugal Ventures reforçou a aposta na Região de Leiria com dois novos investimentos, num montante global de 1,25 milhões de euros, destinados às empresas Sound Particles e Nutrivalley.</p>
<p>As operações enquadram-se nas iniciativas Call Leiria Crescimento e Call Leiria Recuperar, respetivamente, e visam impulsionar a inovação e o desenvolvimento económico da região.</p>
<p>Em comunicado, a sociedade de capital de risco do Grupo Banco Português de Fomento revela que investiu 1 milhão de euros na Sound Particles e 250 mil euros na Nutrivalley, reforçando a estratégia de promover o acesso ao capital de risco fora dos principais centros urbanos e apoiar empresas com elevado potencial de crescimento.</p>
<p>A Nutrivalley, empresa de biotecnologia especializada no desenvolvimento de soluções sustentáveis a partir de fungos e resíduos agroflorestais, foi selecionada no âmbito da Call Leiria Recuperar, criada para apoiar empresas da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria afetadas pelos fenómenos climatéricos extremos que atingiram a região. A empresa, que já tinha recebido investimento da Portugal Ventures em 2024 através da Call INNOV-ID, está a desenvolver o LusoTurf, um biomaterial destinado a substituir os granulados sintéticos utilizados em relvados artificiais.</p>
<p>Segundo a Portugal Ventures, o novo financiamento permitirá recuperar os atrasos provocados pelos fenómenos meteorológicos extremos, concluir a unidade piloto de produção, validar a tecnologia em contexto real e acelerar a comercialização da solução.</p>
<p>Já a Sound Particles, conhecida pelo desenvolvimento de software de áudio 3D baseado em sistemas de partículas utilizados na indústria dos efeitos visuais, prepara uma nova fase de crescimento. A empresa está a desenvolver tecnologia binaural de elevada qualidade para auscultadores, com o objetivo de proporcionar experiências de áudio mais imersivas tanto a consumidores como a criadores de conteúdos.</p>
<p>O investimento de um milhão de euros permitirá acelerar as fases finais de desenvolvimento da tecnologia e apoiar a estratégia de entrada no mercado.</p>
<p>Citado no comunicado, Marco Neves sublinha que &#8220;estes dois investimentos demonstram a capacidade da Portugal Ventures para identificar empresas altamente inovadoras e apoiar projetos com verdadeiro potencial de crescimento internacional&#8221;.</p>
<p>O responsável acrescenta que &#8220;a Sound Particles e a Nutrivalley representam duas realidades distintas, mas partilham a mesma ambição de desenvolver tecnologia de base nacional capaz de competir nos mercados globais&#8221;, defendendo que investir nas empresas da Região de Leiria &#8220;é investir na competitividade, na inovação e no futuro da economia portuguesa&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785098]]></sapo:autor>
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		<title>Princesa italiana pode tornar-se primeira-dama de França — e já é um problema político para Jordan Bardella</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 09:37:55 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A vida privada de Jordan Bardella entrou no centro do debate político francês.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A vida privada de Jordan Bardella entrou no centro do debate político francês. O líder da extrema-direita francesa e figura maior do Rassemblement National mantém uma relação com Maria Carolina de Bourbon das Duas Sicílias, princesa italiana, aristocrata, influenciadora e herdeira de uma fortuna multimilionária. A relação, assumida publicamente nos últimos meses, está a tornar-se um embaraço para um partido que construiu parte da sua identidade política contra as elites económicas e sociais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o POLITICO, a questão não está apenas no romance. Está na imagem que o acompanha. Bardella tem apresentado a sua trajetória política como a de alguém vindo das classes populares dos subúrbios de Paris, capaz de falar em nome dos eleitores trabalhadores e afastados dos centros de poder. A relação com uma princesa habituada a uma vida entre Paris, Roma, Mónaco, Saint-Tropez e outros destinos exclusivos oferece agora aos adversários uma linha de ataque evidente: o candidato que critica as elites aproxima-se, afinal, do mundo que o seu partido costuma condenar.</p>
<p class="isSelectedEnd">O episódio ganhou força no início de junho, quando Bardella foi filmado no Grande Prémio de Fórmula 1 do Mónaco, a beber e a rir com convidados VIP, ao lado de Maria Carolina. A presença no evento coincidiu com um momento de forte comoção em França, depois da violação e morte de uma menina de 11 anos. Dias depois, em horário nobre, Bardella foi questionado sobre se a ida ao Mónaco tinha sido inadequada, uma vez que ocorreu no mesmo período de uma marcha silenciosa pela vítima.</p>
<p class="isSelectedEnd">A resposta não ajudou. “Isso é uma pergunta séria?”, questionou Bardella, acrescentando que há marchas silenciosas “todos os dias”. O líder da extrema-direita francesa referiu ainda que a família da vítima não queria políticos presentes na manifestação, mas a explicação não impediu uma vaga de críticas. A imprensa francesa destacou a falta de empatia da resposta e, dentro do próprio Rassemblement National, o episódio causou desconforto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Fontes do partido admitiram que as imagens foram um erro político e uma “má sequência”. Outra figura da extrema-direita, entretanto afastada do partido, considerou perigosa a impressão criada pelo episódio: a de frieza, cinismo ou distância emocional. Mesmo que essa não seja a realidade, sublinhou, é a perceção que pode ficar junto dos eleitores.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Bardella continua à frente, mas a pressão aumenta</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da polémica, Bardella mantém uma posição forte na corrida presidencial francesa. Continua a ser apontado como favorito para a primeira volta das presidenciais de 2027 e as sondagens indicam que poderia ser competitivo numa segunda volta contra candidatos centristas. O problema é que a exposição da sua vida privada deverá aumentar se for confirmado como candidato presidencial do Rassemblement National.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa confirmação poderá depender da situação de Marine Le Pen. Bardella deverá saber a 7 de julho se ficará em posição de assumir a candidatura presidencial do partido caso a inelegibilidade de cinco anos de Le Pen seja confirmada em recurso. Se isso acontecer, a sua relação com Maria Carolina de Bourbon das Duas Sicílias deixará de ser apenas matéria de revistas sociais e passará a integrar o escrutínio político de uma campanha presidencial.</p>
<p class="isSelectedEnd">Bardella recusou comentar o tema através da sua equipa de comunicação. Numa entrevista anterior, rejeitou a ideia de que Maria Carolina o acompanharia em deslocações políticas. “Ela não faz política”, afirmou, acrescentando que é uma mulher “extraordinária” e que está “extremamente feliz e apaixonado”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Um romance de conto de fadas ou um risco eleitoral?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Bardella e Maria Carolina assumiram publicamente a relação em abril, quando surgiram na capa da revista Paris Match. Mas foi no Mónaco que o romance deixou de ser apenas um tema de celebridades e passou a ser visto como um problema político. Os dois conheceram-se em 2025, precisamente numa edição anterior do Grande Prémio de Fórmula 1.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para a família Bourbon das Duas Sicílias, o Mónaco é um território familiar. A família tem um apartamento no principado e várias residências em zonas exclusivas de França e Itália, incluindo um castelo em Saint-Tropez, uma casa na Provença, uma villa na Sardenha e um grande apartamento em Paris, perto da Torre Eiffel. A vida da princesa, de 23 anos, contrasta com a narrativa pessoal de Bardella, que se apresenta como produto de uma infância trabalhadora nos subúrbios parisienses.</p>
<p class="isSelectedEnd">Depois da capa da Paris Match, Bardella perdeu três pontos numa sondagem de popularidade da empresa francesa Odoxa, embora continuasse a ser o político mais popular do país, com 35% de opiniões positivas. Dentro do Rassemblement National, nem todos veem o romance como um problema. Uma fonte do partido chegou a dizer que a história poderia ser lida como um “conto de fadas”. Outra fonte próxima de Bardella considerou que a relação não teria impacto eleitoral e apontou para uma sondagem da Ifop que atribuía ao líder da extrema-direita 36% dos votos na primeira volta das presidenciais, mais dois pontos do que no mês anterior.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O dinheiro é o ponto sensível</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A França tem uma longa tradição de tolerância relativamente à vida amorosa dos seus dirigentes. Nicolas Sarkozy foi eleito presidente enquanto atravessava um divórcio mediático e casou-se pouco depois com Carla Bruni. François Hollande foi fotografado a visitar a atriz Julie Gayet, hoje sua mulher, numa scooter oficial da presidência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas há um tema que continua a ser particularmente sensível na política francesa: o dinheiro. E Maria Carolina tem muito. Segundo uma análise de registos financeiros e documentos judiciais obtidos pelo jornal francês Le Monde, a princesa é herdeira de uma fortuna familiar superior a 130 milhões de euros, detida em trusts offshore. Cresceu entre Paris, Roma e Mónaco e foi educada por tutores privados, que viajavam frequentemente com a família.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nas redes sociais, Maria Carolina publica imagens de uma vida associada ao luxo, a vestidos extravagantes e a marcas premium. Também promove marcas de luxo e, ocasionalmente, destaca causas apoiadas pela família. Questionada num programa televisivo sobre figuras reais sobre se ela e a irmã se sentiam “desligadas” da realidade, respondeu: “Não vivemos na Lua. Privilegiadas, sim, mas isso não nos impede de querer trabalhar, ter os nossos projetos e construir o nosso futuro.”</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma pessoa que conheceu a família e foi convidada para uma das festas anuais em Saint-Tropez descreveu Maria Carolina como alguém “um pouco no seu mundo”, mas “muito simpática” e “longe de ser burra”. Segundo essa fonte, ela e a irmã foram educadas para ter sempre um comportamento irrepreensível.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O risco do “bling-bling”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para alguns dirigentes do Rassemblement National, é precisamente a exibição de riqueza que pode prejudicar Bardella. Uma fonte do partido rejeitou a leitura de “conto de fadas” e afirmou não ver vantagens políticas na relação, apenas riscos. “Vivemos numa sociedade que não gosta de bling-bling”, resumiu.</p>
<p class="isSelectedEnd">A fortuna pessoal de Bardella é muito inferior à da família da namorada, embora tenha crescido graças aos direitos de autor dos seus livros. Em julho do ano passado, a sua declaração financeira ao Parlamento Europeu indicava um património superior a 700 mil euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">O contraste é politicamente delicado porque o Rassemblement National tem forte implantação entre eleitores trabalhadores e de baixos rendimentos. Na mesma sondagem da Ifop, o partido registava 56% das intenções de voto na primeira volta entre eleitores da classe trabalhadora com baixos rendimentos, 20 pontos acima do resultado no conjunto da população.</p>
<p class="isSelectedEnd">A esquerda francesa já percebeu a oportunidade. Paul Vannier, deputado da França Insubmissa, afirmou que não está a julgar a relação pessoal de Bardella, mas considera que ela representa uma viragem política e ideológica dentro da extrema-direita francesa. Para Vannier, namorar uma princesa e participar em eventos internacionais da jet set deixou de ser matéria privada e passou a ser uma mensagem política.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>A contradição com o discurso contra as elites</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O caso é particularmente sensível porque Marine Le Pen construiu durante anos um discurso contra o grande dinheiro, as elites globais e os centros de poder económico. O Rassemblement National procurou conquistar eleitores afetados pelo encerramento de fábricas, pela globalização e pela perda de influência das regiões industriais francesas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Recentemente, Jean-Philippe Tanguy, um dos aliados mais próximos de Le Pen, voltou a sublinhar essa linha política ao recordar que a líder do partido costuma denunciar dois tipos de “totalitarismo”: o islamista e o “totalitarismo do dinheiro enquanto poder dominante”.</p>
<p class="isSelectedEnd">É nesse contexto que a relação de Bardella com uma princesa herdeira de uma grande fortuna offshore se torna politicamente incómoda para os lepenistas. Uma sondagem da Verian ofereceu ainda um sinal de alerta: Bardella foi o político mais associado à elite, com 17% dos inquiridos a colocá-lo nessa categoria.</p>
<p class="isSelectedEnd">Laure Salvaing, diretora-geral da Verian, explicou que, para os apoiantes do Rassemblement National, o problema das elites não está apenas no poder ou no privilégio, mas sobretudo na desconexão face à vida quotidiana. É nesse ponto que Bardella, segundo a responsável, está a caminhar sobre uma linha muito estreita.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Sangue azul também seduz parte da extrema-direita</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, a relação pode ter outra leitura dentro de certos setores da extrema-direita francesa. Para alguns, a ligação a uma família aristocrática não é um problema, mas um símbolo. Num comício de ativistas próximos do movimento identitário, o antigo deputado Jean-Yves Le Gallou, que deixou o Rassemblement National há vários anos, saudou a possibilidade de Maria Carolina vir a tornar-se primeira-dama.</p>
<p class="isSelectedEnd">Le Gallou lembrou que, se Bardella for eleito, a primeira-dama será descendente direta de Charles Martel, figura histórica associada à fundação da dinastia real francesa. A árvore genealógica de Maria Carolina também a liga diretamente a Luís XIV, o “Rei Sol”, embora a reivindicação real mais próxima da família diga respeito ao antigo Reino das Duas Sicílias, que abrangia a Sicília e o sul da península Itálica.</p>
<p>Questionado na televisão francesa sobre a possibilidade de ter uma Bourbon como primeira-dama, Bardella voltou ao argumento que tem usado para defender a relação: não se trata de dinheiro, poder ou política, mas de amor. “Antes de ser um símbolo da mais alta ordem para qualquer apaixonado pela história francesa, ela é, antes de tudo, a pessoa que eu amo”, afirmou. “Tenho muito orgulho nela e espero que os franceses tenham a oportunidade de a descobrir e conhecer.”</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785088]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Perda de nacionalidade por crimes graves em vias de cair por desacordo entre Chega e PSD/CDS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 09:29:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Parlamento prepara-se para reprovar hoje o pedido do Chega de confirmação do decreto para a criação da pena acessória de perda da nacionalidade, mas, também, as alterações requeridas pelo PSD e CDS a este diploma.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Parlamento prepara-se para reprovar hoje o pedido do Chega de confirmação do decreto para a criação da pena acessória de perda da nacionalidade, mas, também, as alterações requeridas pelo PSD e CDS a este diploma.</p>
<p>A confirmação deste decreto para a criação da pena acessória de perda da nacionalidade &#8211; que, por unanimidade, foi considerado inconstitucional, pelo Tribunal Constitucional, tendo sido depois vetado pelo Presidente da República &#8211; requer &#8220;uma maioria de dois terços dos deputados presentes na sessão, desde que superior à maioria absoluta dos deputados em efetividade de funções&#8221;.</p>
<p>E logo na fase inicial do debate o PSD demarcou-se da vontade do Chega no sentido de confirmar o diploma vetado pelo Presidente da República.</p>
<p>O vice-presidente da bancada social-democrata António Rodrigues fez saber à bancada do Chega que importa &#8220;cumprir o desígnio constitucional&#8221; nesta matéria, reduzindo o leque de crimes suscetíveis de perda da nacionalidade previsto nas anteriores versões do diploma.</p>
<p>No mesmo sentido, o deputado do CDS João Almeida advertiu o Chega que o melhor, do ponto de vista político, seria aceitar um leque de crimes menor, de acordo com o Tribunal Constitucional, permitindo que mais tarde, eventualmente, o âmbito de crimes fosse alargado.</p>
<p>Em outro recado dirigido à bancada do Chega, João Almeida avisou: &#8220;Por teimosia, não podemos ficar sem perda da nacionalidade por crimes cometidos contra a comunidade&#8221;.</p>
<p>&#8220;Se isso acontecesse, seria uma vitória da esquerda &#8212; e o CDS não quer dar uma vitória à esquerda&#8221;, declarou.</p>
<p>Mas, durante este debate, o presidente do Chega, André Ventura, acusou o PSD e o CDS de terem voltado para trás em matéria de crimes suscetíveis de perda da nacionalidade. Afirmou que estes dois partidos recuaram em pontos que foram objeto de negociação com o seu partido e considerou &#8220;uma vergonha&#8221; que deixem de fora os crimes de escravidão, de pedofilia, ou de tráfico de seres humanos.</p>
<p>André Ventura demarcou-se da versão mais minimalista de crimes apresentada por PSD e CDS em relação à perda da nacionalidade, centrada, sobretudo, nos crimes de terrorismo e contra o Estado. &#8220;Quem tenta agradar à esquerda, fica com a esquerda&#8221;, afirmou, sinalizando, assim, o voto contra do Chega às alterações propostas pelos partidos que suportam o Governo.</p>
<p>Se esta posição do presidente do Chega se mantiver no momento da votação, as alterações propostas pelo PSD e CDS ficam sem qualquer possibilidade de obterem uma maioria absoluta de aprovação, ou seja, 116 votos favoráveis em 230. Isto, sabendo-se que todas as bancadas da esquerda parlamentar vão chumbá-las.</p>
<p>Outra intervenção relevante do ponto de vista político partiu do deputado da Iniciativa Liberal Jorge Miguel Teixeira, que se demarcou quer do pedido de confirmação do decreto requerido pelo Chega, quer das alterações propostas por PSD e CDS ao decreto chumbado no Tribunal Constitucional.</p>
<p>Jorge Miguel Teixeira considerou que as alterações mais relevantes foram feitas nas leis de estrangeiros e de nacionalidade. A seguir, referiu que a Iniciativa Liberal sempre teve dúvidas em matéria de criação da pena acessória para a perda da nacionalidade. E concluiu: &#8220;Para a Iniciativa Liberal, este debate encerra-se aqui.&#8221;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785089]]></sapo:autor>
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		<title>AESE inaugura novo campus no Porto e reforça aposta na formação de líderes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 09:25:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A AESE Business School inaugurou um novo campus no Porto, reforçando a sua presença no Norte do país e a aposta na formação de executivos, através de um investimento que pretende aproximar a instituição do tecido empresarial da região.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A AESE Business School inaugurou um novo campus no Porto, reforçando a sua presença no Norte do país e a aposta na formação de executivos, através de um investimento que pretende aproximar a instituição do tecido empresarial da região.</p>
<p>Localizado na Rua Manuel Bandeira, no centro da cidade, o novo espaço passa a funcionar como infraestrutura própria da escola no Porto, permitindo intensificar a atividade na área da educação executiva, fortalecer as relações com empresas e antigos alunos e responder de forma mais próxima às necessidades de desenvolvimento de líderes e gestores.</p>
<p>O campus dispõe de duas salas de aula, uma sala de jantar e vários espaços dedicados ao trabalho em grupo, procurando proporcionar uma experiência formativa alinhada com a oferecida pela instituição em Lisboa.</p>
<p>A dean da AESE Business School, Maria de Fátima Carioca, considera que a abertura representa &#8220;um enquadramento mais estruturado&#8221; para a presença da escola na região Norte. &#8220;A presença da AESE no Porto ganha agora um enquadramento mais estruturado, que permite reforçar a ligação às empresas e aos participantes da região, mantendo intacta a forma como entendemos a formação de executivos e a exigência com que a colocamos em prática&#8221;, afirma.</p>
<p>Segundo a responsável, a abertura do novo campus permitirá assegurar maior consistência entre a experiência formativa disponibilizada em Lisboa e no Porto, mantendo a estratégia da escola assente em duas vertentes: o desenvolvimento de competências de liderança ao longo das diferentes fases da carreira e a especialização setorial, adaptada às necessidades específicas das organizações.</p>
<p>A instituição revela ainda que está a preparar novas propostas formativas para o campus do Porto, tendo em conta as transformações que têm vindo a marcar a gestão e a economia.</p>
<p>Para Maria de Fátima Carioca, esta evolução &#8220;não representa uma expansão meramente quantitativa, mas sim um aprofundamento consistente da missão da AESE&#8221;, sustentada numa abordagem que combina rigor académico, reflexão crítica e ligação à realidade empresarial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785084]]></sapo:autor>
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		<title>Nuno España é o novo Chief Operating Officer da BIQ Health Solutions</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 09:01:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A BIQ Health Solutions reforçou a sua equipa executiva com a entrada de Nuno España para o cargo de Chief Operating Officer (COO), numa altura em que a empresa pretende acelerar o seu crescimento e consolidar a sua posição na transformação digital do setor da saúde.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A BIQ Health Solutions reforçou a sua equipa executiva com a entrada de Nuno España para o cargo de Chief Operating Officer (COO), numa altura em que a empresa pretende acelerar o seu crescimento e consolidar a sua posição na transformação digital do setor da saúde.</p>
<p>Com mais de duas décadas de experiência nas áreas da gestão, estratégia, inovação e experiência do cliente na saúde, Nuno España passa a liderar as operações da empresa, assumindo como prioridades o reforço da excelência operacional, a aceleração da implementação de soluções inovadoras e a criação de valor para clientes, parceiros, profissionais de saúde e cidadãos.</p>
<p>Ao longo da sua carreira, desempenhou funções de liderança em organizações como o Grupo Lusíadas Saúde, o Grupo Vivalto Santé e o Grupo CUF, onde esteve ligado a áreas como inovação, desenvolvimento sustentável, marketing, relação com clientes, planeamento estratégico e experiência do doente.</p>
<p>Jorge Alves, CEO da BIQ Health Solutions, considera que a experiência do novo COO será decisiva para a próxima etapa da empresa. &#8220;Estamos muito satisfeitos por receber o Nuno na equipa da BIQ Health Solutions. A sua vasta experiência na gestão de organizações de saúde, aliada a uma forte capacidade de execução e transformação, será determinante para apoiar a próxima fase de crescimento da empresa e reforçar o nosso posicionamento como parceiro estratégico na inovação e digitalização da saúde&#8221;, afirma.</p>
<p>Por sua vez, Nuno España diz integrar a empresa &#8220;com enorme entusiasmo&#8221;, destacando que acompanhou de perto a evolução da BIQ Health Solutions ao longo da última década, enquanto cliente. &#8220;Acredito profundamente na sua visão e capacidade de gerar impacto positivo no setor da saúde. Estou motivado para contribuir para esta nova etapa de crescimento, reforçando a excelência operacional e apoiando o desenvolvimento de soluções que melhorem a vida de profissionais e cidadãos&#8221;, refere.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785070]]></sapo:autor>
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		<title>Combustíveis voltam a pesar no bolso: preços sobem na próxima semana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:59:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A subida surge num momento em que os preços do petróleo já aliviaram nos mercados internacionais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A próxima semana arranca com más notícias para os condutores portugueses. Depois de dias marcados pela discussão sobre a descida do petróleo e a falta de reflexo imediato nas bombas, os combustíveis voltam a subir a partir de segunda-feira, com aumentos previstos tanto na gasolina como no gasóleo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo fonte de uma das principais petrolíferas nacionais, a evolução das cotações em euros aponta para uma subida de 2 cêntimos por litro no gasóleo e de 3 cêntimos por litro na gasolina. Nos postos junto aos hipermercados, a tendência é semelhante: outra fonte do setor antecipa um aumento de 0,0258 euros na gasolina e de 0,0165 euros no gasóleo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A subida surge num momento em que os preços do petróleo já aliviaram nos mercados internacionais. O Brent negoceia atualmente na casa dos 71 dólares por barril, abaixo dos 72,48 dólares registados na véspera do início do conflito com o Irão, a 27 de fevereiro. Ainda assim, operadores e DECO Proteste avisam que esta descida não deverá traduzir-se, pelo menos de forma imediata, numa redução equivalente do preço final pago pelos consumidores.</p>
<p class="isSelectedEnd">A explicação está no facto de o preço da gasolina e do gasóleo não depender apenas da cotação do crude, mas também dos produtos refinados, dos custos de refinação, da armazenagem, dos stocks e da evolução dos mercados internacionais. Ou seja, mesmo com o Brent a recuar, a pressão sobre os preços nas bombas pode manter-se.</p>
<p class="isSelectedEnd">Desde o início do ano, o gasóleo já valorizou 23 cêntimos por litro, enquanto a gasolina ficou 22 cêntimos mais cara. Na prática, encher um depósito de 60 litros de gasolina custa agora mais 13,2 euros do que em janeiro. No caso do gasóleo, atestar o mesmo depósito representa mais 13,8 euros face à primeira semana do ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os dados da Direção-Geral de Energia e Geologia mostram que o preço médio do litro de gasolina em Portugal está atualmente nos 1,877 euros, enquanto o gasóleo vale 1,768 euros. Ainda assim, os valores podem variar consoante o posto, já que o preço final tem em conta fatores como a concorrência local, a procura, a oferta e os custos fixos de cada operador.</p>
<p class="isSelectedEnd">No mais recente boletim da Comissão Europeia, Portugal surge como o sétimo país da União Europeia com a gasolina mais cara, 12 cêntimos acima da média europeia e 44 cêntimos mais cara do que em Espanha. A diferença face ao mercado espanhol resulta sobretudo da carga fiscal, uma vez que, sem impostos, a gasolina 95 seria mais barata em Portugal: 89,9 cêntimos por litro, contra 94,8 cêntimos em Espanha.</p>
<p class="isSelectedEnd">A fiscalidade é também um dos pontos destacados pela DECO Proteste. A associação lembra que a discussão sobre os preços não pode ignorar o peso dos impostos, numa altura em que o desconto no ISP tem vindo a ser retirado e em que o Estado recupera receita não só através deste imposto, mas também do IVA aplicado sobre preços mais elevados.</p>
<p>Para os consumidores, a mensagem é pouco animadora: mesmo que o petróleo continue a aliviar nos mercados internacionais, a gasolina e o gasóleo poderão manter-se em níveis elevados durante os próximos meses. A subida prevista para segunda-feira reforça essa tendência e volta a colocar pressão direta sobre a fatura das famílias e das empresas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785063]]></sapo:autor>
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		<title>PSI segue positivo com sete títulos a subir mais de 1%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:50:07 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
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					<description><![CDATA[O principal índice bolsista português, o PSI, seguia hoje em terreno positivo, ao crescer 0,66% após hora e meia de negociação, com sete títulos a ganharem mais de 1%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O principal índice bolsista português, o PSI, seguia hoje em terreno positivo, ao crescer 0,66% após hora e meia de negociação, com sete títulos a ganharem mais de 1%.</P><br />
<P>Cerca das 09:30 em Lisboa, o PSI mantinha a tendência de abertura e ganhava 0,66%, subindo às 9.260,98 unidades.</P><br />
<P>Os ganhos eram liderados pela Teixeira Duarte, que subia 1,90% para 0,54 euros por ação, sendo seguida pela EDP, que valorizava 1,82% para 4,64 euros e pela EDP Renewables, que valorizava 1,71%.</P><br />
<P>Também relacionadas com a energia, a Galp ganhava 1,47% e a REN 1,21%, cotando-se em 18,99 euros e 3,77 euros, respetivamente.</P><br />
<P>Também acima de 1,00% estavam a Altri (1,17% para 4,77 euros) e a Mota-Engil (1,01% para 4,78 euros).</P><br />
<P>O BCP seguia com uma valorização de 0,76% para 1,07 euros e a Navigator a avançar 0,61% para 3,27 euros.</P><br />
<P>Com ganhos mais baixos seguiam a Ibersol (0,41% para 9,85 euros), os CTT (0,33% para 6,13 euros) e a Corticeira Amorim (0,31% para 6,57 euros).</P><br />
<P>Em sentido inverso, a Jerónimo Martins liderava as perdas, recuando 1,96% para 16,50 euros.</P><br />
<P>Também no &#8216;vermelho&#8217; estavam Sonae (-0,96% para 2,06 euros), Semapa (-0,48% para 20,70 euros) e NOS (-0,10% para 5,02 euros).</P><br />
<P>O PSI acompanhava, assim, as principais bolsas europeias, que continuavam com ganhos e mantinham a tendência de véspera.</P><br />
<P>Durante o dia de hoje, os investidores aguardam pela divulgação dos PMI compostos da zona euro, França, Alemanha, Espanha, Itália e Reino Unido.</P><br />
<P>Wall Street, que fechou com resultados mistos na véspera &#8211; Dow Jones subiu 1,14%,Nasdaq perdeu 0,80% e S&amp;P 500 manteve a cotação &#8211; não negoceia hoje, num fecho antecipado ao Dia da Independência dos EUA.</P><br />
<P>O petróleo subia 0,52% para 72,15 dólares por barril de Brent e 0,33% para 68,95 dólares por barril de WTI, enquanto o gás natural TTF crescia 0,23% para 44,11 megawatt-hora.</P><br />
<P>O ouro valorizava 1,47% para 4.186,8 dólares e a bitcoin crescia 0,24% para 61.667,1 dólares.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785069]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Calor: Aviso vermelho em vigor até domingo alargado a 12 distritos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:50:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
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		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
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					<description><![CDATA[O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou hoje de 10 para 12 o número de distritos de Portugal continental que estão já sob aviso vermelho devido ao calor, situação que se mantém até domingo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou hoje de 10 para 12 o número de distritos de Portugal continental que estão já sob aviso vermelho devido ao calor, situação que se mantém até domingo.</p>
<p>Segundo o IPMA, o aviso vermelho, o mais grave numa escala de três, está hoje ativo nos distritos Portalegre, Évora, Beja, Santarém, Lisboa, Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Leiria e Setúbal.</p>
<p>Em todos os casos este nível permanece ativo até às 23:00 de domingo.</p>
<p>O aviso vermelho surge numa altura em que Portugal continental atravessa num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.</p>
<p>O Governo declarou na quinta-feira situação de alerta em Portugal devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira, tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.</p>
<p>Na quarta-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou recomendações aos municípios para protegerem as populações das temperaturas elevadas e ondas de calor, alegando o &#8220;papel de proximidade essencial&#8221; que desempenham na preparação e resposta a esses fenómenos.</p>
<p>Segundo a DGS, as autarquias devem garantir, em parceria com várias entidades, a sinalização de pessoas mais vulneráveis, mantendo atualizada essa listagem, assim como realizar contactos preventivos e promover, sempre que possível, visitas domiciliárias.</p>
<p>Já ao nível das medidas comunitárias, a direção-geral aconselha que sejam abertos locais de abrigo temporário (zonas de arrefecimento) e disponibilizada água potável, garantindo o bom funcionamento dos bebedouros públicos, assim como recomenda o prolongamento dos horários de bibliotecas, piscinas e equipamentos climatizados de proximidade.</p>
<p>Para os espaços públicos, é sugerido que sejam reforçadas as zonas de sombra, instaladas estruturas temporárias de sombreamento e arrefecimento, e adaptados os horários dos trabalhos municipais realizados no exterior.</p>
<p>Os municípios devem ainda assegurar a coordenação permanente entre a autoridade de saúde e unidade local de saúde da sua região, mas também com os bombeiros, as forças de segurança, a Cruz Vermelha Portuguesa, a Segurança Social e instituições sociais.</p>
<p>Por causa da onda de calor, os hospitais ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785068]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: Fogo de Vouzela passou para Águeda e atingiu anexos e casas devolutas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:50:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente da Câmara de Águeda disse hoje que o incêndio de Vouzela que passou durante a madrugada para o concelho de Águeda, no distrito de Aveiro, atingiu apenas anexos e casas devolutas, adiantando que não há pessoas desalojadas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da Câmara de Águeda disse hoje que o incêndio de Vouzela que passou durante a madrugada para o concelho de Águeda, no distrito de Aveiro, atingiu apenas anexos e casas devolutas, adiantando que não há pessoas desalojadas.</p>
<p>&#8220;As informações que tenho até agora são de anexos e casas devolutas e até algumas em ruínas. Mas temos de fazer o balanço. Isto passou próximo de dezenas de aldeias e temos que avaliar com mais calma o que aconteceu&#8221;, disse Jorge Almeida à Lusa, adiantando, às 09:00, que não havia pessoas desalojadas.</p>
<p>O autarca (PSD/MPT) aguardava a entrada em ação dos meios aéreos para ajudar a combater este incêndio, que diz ser &#8220;atípico, com uma brutalidade em termos de progressão&#8221;.</p>
<p>&#8220;As projeções são diabólicas. Com este vento todo a empurrá-lo criou aqui um corredor por aqui abaixo desde Macieira de Alcoba até à cidade que foi uma coisa fantástica. Eram 10 da noite [22:00 de quinta-feira] e estava tudo tranquilo em Águeda, apesar de nos apercebermos da aproximação do incêndio, e às 04:30 ele já estava na cidade&#8221;, disse.</p>
<p>Apesar de o incêndio ter entrado no concelho durante a madrugada, o presidente da Câmara disse que as pessoas estavam todas em alerta.</p>
<p>Jorge Almeida diz ter conhecimento de uma pessoa ferida com queimaduras, adiantando não saber em que condições é que ela se queimou: &#8220;Aparentemente tentou ele próprio fazer qualquer tipo de combate ao incêndio e as coisas não correram bem. Foi evacuado com algumas queimaduras&#8221;, explicou.</p>
<p>Em declarações à Lusa, o comandante António Ribeiro, do Comando Sub-regional da Região de Aveiro, referiu que o incêndio de Vouzela (distrito de Viseu) foi parar ao centro da cidade de Águeda durante a noite, mas neste momento a situação está pacifica naquela área.</p>
<p>&#8220;Está muito fumo. Isto parece que é nevoeiro cerrado, mas com vida normal. As estradas estão abertas e está tudo a circular&#8221;, disse o comandante.</p>
<p>António Ribeiro referiu que a maior preocupação neste momento é toda a linha de fogo que vem pela parte sul do incêndio desde Cambra (Vouzela) até Águeda que apanha muitas povoações pelo meio, adiantando que para já não foi necessário evacuar casas.</p>
<p>&#8220;Houve a defesa das povoações por onde o fogo passou, mas não chegou a haver evacuações&#8221;, adiantou o responsável.</p>
<p>A Câmara de Águeda já ativou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil.</p>
<p>Este incêndio já obrigou ao encerramento da Linha do Vouga entre as estações de Águeda e Sernada do Vouga.</p>
<p>Segundo informação da Infraestruturas de Portugal (IP), encontra-se suspensa a circulação ferroviária entre Águeda e Sernada do Vouga devido a incêndio junto à via.</p>
<p>O incêndio teve início às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra. Pelas 09:00, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicava que estavam 903 operacionais no terreno, apoiados por 280 veículos e cinco meios aéreos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785067]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Lisboa fecha junho no verde e mantém o melhor arranque dos últimos anos ao subir mais de 10% em 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:26:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[o PSI acumula uma valorização de 10,5% desde o início do ano e de 22,5% em termos homólogos, mantendo-se acima dos 9.000 pontos, um patamar que remete para níveis registados há cerca de 18 anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O índice PSI encerrou o mês de junho com uma valorização de 0,6%, fixando-se nos 9.132,6 pontos, num mês marcado por um desempenho mais resiliente da bolsa portuguesa face aos principais índices norte-americanos, que fecharam em queda após terem atingido máximos históricos no início do mês.</p>
<p>De acordo com a análise da Maxyield, o principal índice da bolsa de Lisboa acumula uma valorização de 10,5% desde o início do ano e de 22,5% em termos homólogos, mantendo-se acima dos 9.000 pontos, um patamar que remete para níveis registados há cerca de 18 anos.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-785058" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/descarregar-1.png" alt="" width="680" height="258" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/descarregar-1.png 680w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/descarregar-1-300x114.png 300w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/descarregar-1-600x228.png 600w" sizes="(max-width: 680px) 100vw, 680px" /></p>
<p>Entre as cotadas do PSI, a Teixeira Duarte destacou-se como a empresa com a maior valorização em junho, ao subir 22,9%, seguida pela REN (6,6%), BCP (6,4%), Sonae (5,6%), EDP (4,9%) e Galp (0,1%).</p>
<p>Em sentido contrário, a Ibersol registou a maior queda mensal, com uma desvalorização de 16,5%, seguida da Semapa (-14,5%), Jerónimo Martins (-7,7%), Navigator (-5,2%), CTT (-4,6%), NOS (-4,2%), Altri (-4,1%), Corticeira Amorim (-2,3%) e Mota-Engil (-1,9%). A EDP Renováveis terminou o mês sem alterações na cotação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-785059" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/descarregar.png" alt="" width="373" height="272" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/descarregar.png 373w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/descarregar-300x219.png 300w" sizes="(max-width: 373px) 100vw, 373px" /></p>
<p>No total, nove empresas do PSI fecharam junho em queda, seis registaram ganhos e uma permaneceu inalterada.</p>
<p><strong>Energia e banca sustentam ganhos em 2026</strong></p>
<p>Desde o início do ano, a Galp lidera as valorizações do PSI, com uma subida de 27,4%, seguida da NOS (25,7%), Sonae (25%), EDP Renováveis (17,7%), REN (17,4%), EDP (17%), BCP (15,5%), Altri (5,6%) e Navigator (2,7%).</p>
<p>No lado oposto, os CTT acumulam a maior perda do ano (-22,1%), à frente da Jerónimo Martins (-17,3%), Teixeira Duarte (-16,8%), Mota-Engil (-5,7%), Corticeira Amorim (-3,3%), Semapa (-2,9%) e Ibersol (-0,5%).</p>
<p>Segundo a Maxyield, a banca, o setor energético, a Galp, a Sonae e a NOS continuam a evidenciar um desempenho robusto, enquanto empresas como Corticeira Amorim, CTT e Jerónimo Martins permanecem entre as mais pressionadas. O setor industrial e as construtoras continuam, por sua vez, a refletir um contexto económico mais desafiante.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-785057" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/4056f104-2a2d-43fc-b066-17ac016b97a9.png" alt="" width="1348" height="585" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/4056f104-2a2d-43fc-b066-17ac016b97a9.png 1348w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/4056f104-2a2d-43fc-b066-17ac016b97a9-300x130.png 300w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/4056f104-2a2d-43fc-b066-17ac016b97a9-900x391.png 900w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/4056f104-2a2d-43fc-b066-17ac016b97a9-768x333.png 768w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/4056f104-2a2d-43fc-b066-17ac016b97a9-1200x521.png 1200w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/4056f104-2a2d-43fc-b066-17ac016b97a9-600x260.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1348px) 100vw, 1348px" /></p>
<p>Apesar de o PSI continuar em terreno positivo, a Maxyield assinala que o ritmo de crescimento perdeu intensidade nos últimos meses, com o índice a alternar entre subidas e descidas desde fevereiro.</p>
<p>A desaceleração dos volumes médios diários negociados na Euronext Lisboa é apontada como um dos fatores que ajuda a explicar esta perda de dinamismo. Entre as razões identificadas estão o aumento dos resgates e a redução das subscrições de fundos de investimento mobiliário associados às autorizações de residência para investimento, bem como uma menor atividade dos investidores institucionais.</p>
<p>Enquanto o PSI registou ganhos, o índice global MSCI World recuou 0,8% em junho, penalizado sobretudo pelo desempenho negativo do S&amp;P 500 e do Nasdaq, que sofreram uma correção impulsionada pelo chamado <em>sell-off</em> tecnológico. Ainda assim, o MSCI World mantém uma valorização anual de 8,9%.</p>
<p>Na Europa, o STOXX 600 manteve uma trajetória positiva, alcançando novos máximos, enquanto, na Ásia, os principais mercados apresentaram desempenhos modestos, com destaque pela negativa para a bolsa de Hong Kong. Já o mercado espanhol voltou a superar o desempenho da bolsa portuguesa, tanto em termos mensais como anuais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785056]]></sapo:autor>
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		<title>Como a turbulência global está a transformar a estrutura das empresas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:19:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MIT]]></category>
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					<description><![CDATA[Num cenário internacional cada vez mais fragmentado, as multinacionais vêem se obrigadas a repensar a forma como organizam as operações, as cadeias de abastecimento e os planos de crescimento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Num cenário internacional cada vez mais fragmentado, as multinacionais vêem se obrigadas a repensar a forma como organizam as operações, as cadeias de abastecimento e os planos de crescimento. Com tensões comerciais, disputas sobre soberania digital e instabilidade política a acumular se, a resiliência deixou de ser opcional e passou a ser uma exigência estratégica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por: Caterina Moschieri, Professora associada no Departamento de Estratégia da IE Business School, em Madrid ; Davide Ravasi, Professor de Estratégia e Empreendedorismo e director da UCL da University College London e Quy Huy, Professor de Gestão Estratégica no Insead</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">A ordem internacional está a atravessar uma transformação estrutural. A guerra no Médio Oriente, o prolongado conflito na Ucrânia e as mudanças profundas na política comercial e externa dos Estados Unidos da América (EUA), que alteraram as alianças tradicionais do país, são manifestações de uma reconfiguração mais ampla do equilíbrio de poder global.</p>
<p style="text-align: justify;">Tarifas aduaneiras, controlos de exportação, sanções e a vulnerabilidade de pontos estratégicos de estrangulamento, tão diferentes como estreitos marítimos e ecossistemas de semicondutores, estão a expor a fragilidade das cadeias de abastecimento e redes de produção globalmente optimizadas.</p>
<p style="text-align: justify;">O anteriormente invisível confronto em torno dos fluxos de informação está igualmente a transformar-se, à medida que as iniciativas dos Estados para estabelecer soberania digital produzem consequências tecnológicas significativas para as empresas multinacionais.</p>
<p style="text-align: justify;">O Regulamento Geral sobre a Protecção de Dados (RGPD) e o Data Act da União Europeia (UE), por exemplo, obrigaram empresas tecnológicas e plataformas de redes sociais a redesenhar infra-estruturas cloud, reorganizar equipas de compliance e estruturas jurídicas, bem como relocalizar operações de armazenamento e processamento de dados, garantindo que os dados dos utilizadores europeus permanecem sob jurisdição da UE.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, o caso ocorrido no Chile — que, sob pressão dos EUA, revogou a aprovação de um cabo submarino destinado a ligar Santiago a Hong Kong — mostra como os projectos estraestratégicos de infra-estruturas digitais em países de média dimensão se transformaram em pontos de tensão geopolítica.</p>
<p style="text-align: justify;">Na realidade, o próprio conceito de neutralidade tornou-se frágil. A guerra no Médio Oriente demonstra que países até agora considerados politicamente neutros não estão imunes a ataques. Gigantes tecnológicos como a Amazon, Google e Microsoft investiram centenas de biliões de euros no desenvolvimento de gigantescos data centers nos Emirados Árabes Unidos, no Qatar e em Omã, apenas para os verem posteriormente afectados por drones e ataques com mísseis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Porque é que as opções tradicionais já não são as mesmas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como estão as empresas com operações internacionais a adaptar-se a esta nova realidade geopolítica — ou como deveriam adaptar-se?</p>
<p style="text-align: justify;">A nossa investigação sobre os ciclos de globalização e desglobalização desde o início do século XX concluiu que as principais opções tradicionalmente disponíveis para as empresas multinacionais em períodos de turbulência geopolítica — sair, relocalizar se ou reorganizar se — estão hoje a assumir contornos diferentes dos observados em crises anteriores.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saída: será aconselhável?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No passado, as empresas que operavam em países onde o risco político aumentava tendiam a reavaliar a sua exposição, reduzindo investimentos ou abandonando totalmente o mercado. No entanto, decisões deste tipo nunca são simples, uma vez que frequentemente implicam abdicar de activos valiosos e renunciar a oportunidades de negócio altamente lucrativas. Como demonstraram as saídas da BP, Shell e Equinor da Rússia após a invasão da Ucrânia, os processos de desinvestimento podem implicar imparidades financeiras significativas, complicações jurídicas, disputas contratuais e impactos reputacionais importantes. Além disso, os governos anfitriões podem recorrer ao seu poder regulatório e coercivo para tornar a saída de uma empresa estrangeira substancialmente mais onerosa do que foi a sua entrada no mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Os desinvestimentos podem igualmente levar uma multinacional a perder permanentemente acesso a mercados que poderão continuar a ser estrategicamente relevantes no longo prazo. Para evitar esse cenário, poderá ser prudente manter uma presença mínima, mas cuidadosamente calibrada, nesses países. Na prática, isso poderá traduzir-se na manutenção de uma entidade jurídica e de uma estrutura operacional básica suficientes para preservar relações institucionais, enquadramento regulatório e capacidade de inteligência de mercado, limitando simultaneamente o grau de compromisso financeiro e operacional. Tal poderá ser alcançado através da relocalização de activos ou da reorganização estrutural da operação. Por exemplo, fabricantes automóveis como a Nissan e a Volkswagen reduziram os investimentos em I&amp;D na China e abrandaram os respectivos planos de expansão, sem abandonarem totalmente o mercado. Ao manterem relações com fornecedores e redes de distribuição, preservam a possibilidade de reforçar novamente a sua presença caso as condições políticas ou concorrenciais estabilizem.</p>
<p style="text-align: justify;">Não surpreende, por isso, que muitas multinacionais estejam actualmente a procurar formas de manter escala e presença internacionais, apesar das profundas alterações na ordem global. Mas quais são as alternativas que existem?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Reorganização: estruturas polinacionais e diplomacia empresarial</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A actual instabilidade política está a levar muitos líderes empresariais a questionar o modelo tradicional de organização das operações multinacionais, baseado na centralização da direcção estratégica, do desenvolvimento tecnológico e da optimização das cadeias de abastecimento e de fluxos tecnológicos. As multinacionais tradicionais tendem igualmente a privilegiar considerações comerciais em detrimento de factores políticos, bem como eficiência operacional em detrimento da resiliência.</p>
<p style="text-align: justify;">À medida que as tensões geopolíticas aumentam e os eventos de natureza disruptiva se intensificam, as multinacionais começam a adoptar novas estruturas organizacionais orientadas para a construção de resiliência através da separação operacional, da redundância e do enraizamento local. Em 2024, por exemplo, o HSBC reorganizou as suas operações globais, dividindo a actividade entre estruturas do Oriente e do Ocidente. O banco aderiu igualmente ao sistema chinês de pagamentos interbancários transfronteiriços, reforçando as operações no Oriente enquanto separava os respectivos mecanismos de governação das operações ocidentais.</p>
<p style="text-align: justify;">As operações globalmente integradas estão progressivamente a dar lugar a organizações polinacionais — redes de unidades semi-autónomas com liderança fortemente enraizada em cada país, cadeias de abastecimento regionais e relações estreitas com stakeholders locais. Curiosamente, esta evolução representa um regresso parcial ao modelo multidoméstico adoptado por algumas multinacionais no período anterior à globalização.</p>
<p style="text-align: justify;">A Nestlé e o HSBC constituem dois exemplos claros desta abordagem. Ambas as organizações distribuíram autoridade estratégica, bem como funções de monitorização e análise política e regulatória, por diferentes centros regionais. Paralelamente, integraram profundamente as respectivas operações nos sistemas económicos e regulatórios locais, reduzindo a exposição a choques políticos em geografias específicas e preservando simultaneamente presença activa em múltiplos blocos geopolíticos. Esta estratégia permite à Nestlé e ao HSBC manterem coordenação global, ao mesmo tempo que asseguram capacidade de adaptação política a nível local.</p>
<p style="text-align: justify;">O enraizamento local que caracteriza as organizações polinacionais pode também ser reforçado através da localização do capital, ou seja, envolvendo directamente actores locais na propriedade e governação das operações.</p>
<p style="text-align: justify;">A cedência de participações significativa ao governo anfitrião — como aconteceu com a McDonald’s na China — ou a cotação das operações locais em bolsas nacionais — como fizeram a Hindustan Unilever na Índia e a Heineken na Malásia — contribuem para criar mecanismos de responsabilização local e sinalizam alinhamento com os interesses do país anfitrião. Além disso, estas medidas permitem às empresas estabelecer maior separação jurídica e operacional entre a subsidiária local e a casa-mãe global.</p>
<p style="text-align: justify;">A localização do capital pode também constituir uma resposta extrema a regimes regulatórios fortemente divergentes e a preocupações relacionadas com soberania digital e controlo de dados. O caso do TikTok nos EUA é particularmente ilustrativo. A simples reformulação da governação interna e da arquitectura tecnológica revelou-se insuficiente para responder de forma satisfatória às preocupações das autoridades norte-americanas relativamente à recolha, processamento e utilização de dados. A reestruturação radical da estrutura accionista — através da criação de uma entidade jurídica autónoma para gerir as operações nos Estados Unidos, detida maioritariamente por investidores não chineses — tornou-se a única forma de a plataforma continuar a operar no mercado norte-americano. A ByteDance, empresa-mãe chinesa, manteve uma participação de 19,9% no TikTok.</p>
<p style="text-align: justify;">Paralelamente, as multinacionais estão também a investir em medidas preventivas mais sofisticadas. As sedes corporativas estão a desenvolver capacidades geopolíticas que lhes permitem monitorizar riscos políticos de forma contínua e actuar estrategicamente em tempo real. Essas iniciativas incluem a criação ou reforço de departamentos dedicados às relações governamentais e o desenvolvimento de ferramentas especializadas, como o Geopolitical Risk Indicator da BlackRock, a Political Stability Grid da Allianz e a metodologia Value at Stake da Siemens. Estas capacidades ajudam as multinacionais a formular estratégias geopolíticas explícitas, antecipar potenciais disrupções nas cadeias de abastecimento e operações, bem como coordenar respostas eficazes quando surgem crises.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas multinacionais estão igualmente a adoptar estratégias próprias de diplomacia empresarial, sinalizando uma mudança de postura: em vez de encararem a geopolítica apenas como uma limitação externa, procuram actuar proactivamente como actores independentes no cenário internacional. Em 2025, a Apple implementou uma estratégia desenvolvida em várias frentes: fez pressão junto do governo norte-americano contra a imposição de tarifas aduaneiras, tranquilizou as autoridades chinesas relativamente à sua permanência no país e reforçou relações com o governo indiano, utilizando os investimentos industriais como instrumento diplomático. Também em 2025, a Microsoft anunciou cinco compromissos estratégicos destinados a apoiar a estabilidade digital da Europa, incluindo a expansão das operações de centros de dados em 16 países europeus, o apoio à soberania digital europeia, a defesa do seu direito legal de operar na Europa, o reforço da protecção de dados e da cibersegurança na região, bem como a garantia de acesso aberto às suas plataformas europeias de Inteligência Artificial e de cloud e às respectivas infra-estruturas. Estas iniciativas têm um duplo objectivo: proteger as empresas das consequências das tensões políticas entre países de origem e mercados anfitriões e, simultaneamente, criar condições favoráveis ao investimento local através da projecção de uma posição politicamente neutra.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relocalização: da optimização à conformidade regulatória</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Durante décadas, o alinhamento regulatório gradual, a integração dos mercados financeiros e dos sistemas de pagamentos, bem como a proliferação de acordos de comércio livre, incentivaram as multinacionais a tomar decisões de localização com base sobretudo em vantagens de custo e economias de escala. Actualmente, a fragmentação dos regimes regulatórios e o regresso das barreiras comerciais estão a obrigar as empresas a dar prioridade à conformidade regulatória e à mitigação do risco.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi precisamente isso que aconteceu na Europa pós-Brexit. A saída do Reino Unido da União Europeia limitou a livre circulação de bens, serviços e trabalhadores, colocando igualmente em causa as licenças europeias de operação de multinacionais com sedes regionais instaladas no Reino Unido. Esta nova realidade obrigou muitas empresas a reconsiderar a sua residência europeia, relocalizar subsidiárias e reequilibrar as respectivas estruturas regionais. O aumento dos custos das transacções transfronteiriças perturbou cadeias de valor integradas e limitou a mobilidade laboral, levando as empresas a reorganizar linhas de reporte e transferir activos para preservar o acesso ao mercado europeu.</p>
<p style="text-align: justify;">Para reduzir o risco de disrupções nas cadeias de abastecimento, muitas organizações estão igualmente a adoptar estratégias como reshoring — a relocalização da produção para o país de origem, evitando tarifas e outras barreiras —, near‑shoring — a transferência da produção para geografias próximas —, e friend‑shoring — a deslocação da produção para países politicamente alinhados, reforçando o controlo sobre operações internacionais e reduzindo a exposição a países potencialmente hostis. Diversos fabricantes norte-americanos dos sectores da electrónica e dos componentes automóveis transferiram parte da produção da China para o México através de estratégias de near-shoring, procurando reduzir a exposição tarifária e encurtar cadeias de abastecimento. Ao aproximarem operações de montagem e produção intermédia do mercado norte‑americano, estas empresas aceitam perder acesso a produtores de baixo custo em troca de maior protecção contra guerras comerciais e problemas logísticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os fabricantes multinacionais dos sectores do vestuário, electrónica de consumo e bens industriais estão igualmente a adoptar uma estratégia de ancoragem em potências intermédias. Na prática, isto significa relocalizar a produção para países menos alinhados com os blocos envolvidos nas actuais tensões comerciais. A Apple, por exemplo, está a transferir a maior parte da produção do iPhone da China para a Índia. A Samsung desenvolveu relações sólidas com as autoridades políticas vietnamitas, o que permitiu à empresa influenciar o desenvolvimento de parques industriais onde actualmente produz a maioria dos smartphones Galaxy. Já a Intel escolheu a Malásia como centro estratégico de produção, aproveitando a neutralidade geopolítica do país e a experiência já existente no sector dos semicondutores para estabelecer uma base industrial fora da rivalidade entre os Estados Unidos e a China.</p>
<p style="text-align: justify;">Estas decisões permitem às multinacionais manter o acesso a redes de abastecimento de baixo custo, reduzindo simultaneamente a dependência de um único bloco geopolítico. As empresas também beneficiam de um posicionamento antecipado em novos corredores comerciais associados a potências intermédias emergentes.</p>
<p style="text-align: justify;">O actual contexto geopolítico reflecte uma ruptura no próprio processo de globalização. Os Estados procuram transformar em instrumentos de influência redes globais que já não conseguem desmantelar totalmente: recorrem ao tecno- -nacionalismo, impõem sanções comerciais e financeiras, criam regimes de soberania de dados e competem através de políticas industriais. Ao mesmo tempo, esta competição e fragmentação ocorrem num contexto de profunda interdependência económica.</p>
<p style="text-align: justify;">Para se manterem competitivas neste novo enquadramento, as empresas precisam de redesenhar os respectivos portefólios, cadeias de abastecimento, arquitecturas de dados e modelos de governação. A multipolaridade está a redefinir as opções estratégicas de saída, relocalização e reorganização. Hoje, a resiliência empresarial depende cada vez mais da capacidade de adaptação a uma reconfiguração geopolítica em rápida transformação.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Artigo publicado na Revista Executive Digest n.º 243 de Junho de 2026</em></p>
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