Adormecido há cerca de um mês, o vulcão Cumbre Vieja, que encheu de lava a ilha espanhola de La Palma, no arquipélago das Canárias, esteve em atividade cerca de três meses, engolindo casas e bens da população local. Agora, com o anunciado regresso a casa dos residentes da ilha, multiplicam-se os pedidos para acionar seguros. Mas muitos, avança o responsável da equipa que presta apoio às vítimas do vulcão, ao registarem-se para receber casas novas e outras ajudas por danos causados pela erupção vulcânica, prestaram falsas declarações.
Segundo sublinhou Candelaria Delgado ao diário espanhol ABC, pelo menos uma em cada dez pessoas mentiu sobre a sua residência. Ao todo, são cerca de 130: uns declararam viver num local que fosse abrangido por esse apoio; outros estarão envolvidos em outro tipo de fraudes – e mesmo pilhagem – apurou-se agora, quando solicitaram apoio estatal.
Um dos nomes envolvidos na acusação é conhecido. Trata-se da ex-deputada do partido político Ciudadanos, Melisa Rodríguez, que requereu ajuda para a perda de habitação, algo a que, segundo confirmou a imprensa local, não direito.
Recorde-se que o governo das Canárias adquiriu uma série de apartamentos e habitações modulares em vários municípios da ilha. Perto de 40 já foram entregues, mas as casas pré-fabricadas estão ainda a ser instaladas e não têm dono atribuído.












