Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, garantiu que o Governo russo está pronto para negociar o desarmamento nuclear e a não proliferação deste tipo de armamento, uma posição do Kremlin que surgiu meses depois de ter ratificado a sua retirada do Tratado de Proibição Total dos Ensaios Nucleares.
“O presidente Vladimir Putin já disse anteriormente sobre a possibilidade, nas condições atuais, de entrar em negociações para discutir uma ampla gama de questões de armamento”, referiu Peskov, citado pela agência de notícias russa ‘TASS’.
Recorde-se que há uma semana o presidente russo alarmou o mundo, indicando que Moscovo está preparada para uma guerra nuclear e que as suas armas são “mais modernas” do que a dos outros países, em resposta à sugestão do presidente francês, Emmanuel Macron, que defendeu o envio de tropas da NATO para a Ucrânia, mesmo que não participem em ações ofensivas.
“Estamos, naturalmente, preparados”, vincou.
No entanto ressalvou que “há especialistas suficientes no domínio das relações russo-americanas e no domínio da contenção estratégica. Por isso, não creio que aqui tudo se esteja a precipitar para isso (confronto nuclear)”.
De acordo com a RIA, Putin enviou um recado aos Estados Unidos e afirmou que, se os norte-americanos fizerem testes nucleares, a Rússia terá o direito de fazer o mesmo.
Além disso, adiantou que, caso tropas dos Estados Unidos sejam enviadas para a Ucrânia, a Rússia irá tratá-las como intervencionistas.
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