Kremlin está a “intimidar e impor sanções contra quem expressa a sua oposição à guerra”, acusa Nações Unidas

Nada al Nashif, alta comissária interina para os Direitos Humanos das Nações Unidas, garantiu que o Governos russo está a prejudicar “o exercício fundamental das liberdades fundamentais”

Francisco Laranjeira

Nada al Nashif, alta comissária interina para os Direitos Humanos das Nações Unidas, acusou esta segunda-feira o Governo russo de “intimidar e impor medidas restritivas e sanções contra aqueles que expressam a sua oposição à guerra na Ucrânia, alertando que Moscovo está “a prejudicar o exercício constitucional das liberdades fundamentais” da população.

Entre esses direitos, segundo explicou a alta comissária, estão a liberdade de expressão e associação, tendo lamentado a pressão crescente exercida contra os jornalsitas e os media – aliás, reforçou que Moscovo incorreu em “várias formas de censura incompatíveis com o pluralismo dos media”.

“Pedimos à Rússia que reconsidere as medidas impostas para expandir a categoria de ‘agente estrangeiro’… para criminalizar indivíduos supostamente sob influência estrangeira”, exortou.

O Kremlin já reagiu, considerando as acusações como “infundadas”. “Não vamos levar em conta este tipo de comentários. Acreditamos que são infundados”, frisou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. “É impossível levá-los em consideração, já que omitem as violações cometidas por outros países e que são relacionados com a violação dos direitos dos nossos cidadãos e dos nossos meios de comunicação”, afirmou o responsável.

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