Kremlin diz que adesão da Finlândia à NATO “é definitivamente uma ameaça à Rússia”

A Rússia já reagiu ao anúncio do Presidente finlandês.

Simone Silva

O Kremlin considera que a adesão da Finlândia à NATO “é definitivamente uma ameaça à Rússia”, referiu esta quinta-feira o porta-voz de Vladimir Putin, Dimitri Peskov, em resposta ao anúncio do Presidente finlandês.

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Em declarações citadas pelo ‘El País’, Peskov referiu que “a nova ampliação da NATO não torna o nosso continente mais estável e seguro”, embora tenha tentado menorizar o risco de uma guerra.

“Todos querem evitar um confronto direto entre a Rússia e a NATO, incluindo a Rússia. Isso também foi dito repetidamente na aliança e, talvez mais importante, em Washington. O presidente Biden fez essas declarações”, sublinhou.

Também esta quinta-feira o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, disse que se existir um “conflito direto” entre o seu país e os membros da NATO, há risco de ser desencadeada uma guerra nuclear.

“O fornecimento de armas à Ucrânia pelos países da NATO, o treino das suas tropas para utilização de equipamento ocidental, o envio de mercenários e exercícios da Aliança perto das nossas fronteiras aumentam a probabilidade de um conflito direto e aberto entre a NATO e a Rússia”, afirmou.

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Esse conflito, acrescentou, “tem sempre o risco de se transformar numa guerra nuclear de pleno direito”, referiu. “Este será um cenário catastrófico para todos”, afirmou ainda o ex-presidente (2008-2012) e ex-primeiro-ministro da Rússia (2012-2020).

Isto acontece no mesmo dia em que a Finlândia se mostrou favorável a uma adesão à NATO. O Presidente e a primeira-ministra anunciaram que tencionam avançar com o processo, pondo fim a décadas de neutralidade.

“A adesão à NATO fortalecerá a segurança da Finlândia. Enquanto membro da NATO, a Finlândia vai fortalecer toda a aliança de defesa. A Finlândia deverá candidatar-se à NATO sem demoras. Esperamos que os passos nacionais que ainda faltam sejam concluídos com brevidade nos próximos dias”, lê-se no comunicado assinado pelo presidente Sauli Niinistö e pela primeira-ministra Sanna Marin.

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