Vladimir Putin assinou esta quinta-feira um decreto que ordena o recrutamento de 134.500 homens com idades entre os 18 e os 27 anos para se juntarem às fileiras militares, avança a Reuters.
O Ministério da Defesa russo alegou que este recrutamento ordenado pelo presidente não está relacionado com a invasão da Ucrânia e referiu que estes recrutas não vão ser enviados para o país vizinho. Nenhum recruta será enviado para qualquer “ponto quente”, salvaguardou o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu.
Certo é que a ordem assinada por Putin chega cinco semanas depois do início da invasão e numa altura em que o avanço das tropas russas na Ucrânia parece ter estagnado perante a resistência ucraniana.
Shoigu disse que os recrutas convocados vão começar a ser enviados para as bases que lhes forem designadas a partir do final de maio.
O papel dos recrutas na guerra é um tema sensível na Rússia. A 9 de março, o Ministério da Defesa soube que alguns recrutas foram enviados para combater na Ucrânia, isto depois de Putin ter negado repetidamente que iria enviar recrutas para a Ucrânia, explicando que apenas soldados e oficiais profissionais seriam enviados.
O porta-voz do presidente da Rússia declarou depois que Putin ordenou que fosse feita uma investigação e que fossem punidos os oficiais militares que desobedeceram às suas ordens para excluírem os recrutas da ofensiva na Ucrânia.






