O líder norte-coreano Kim Jong Un continua a defender que é o facto de ser um estado nuclear que garante a sobrevivência do seu país, e não mostra quaisquer intenções de atender ao pedido do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que avance para um processo de desarmamento completo.
Na recente celebração do fim da Guerra da Coreia, Kim afirmou que a dissuasão nuclear “confiável e eficaz” do país garantiria a segurança nacional para o futuro, segundo divulgou a Agência Central de Notícias da Coreia, citada pela ‘Bloomberg’.
“Seguimos o caminho do autodesenvolvimento como um estado nuclear e hoje somos um estado que pode defender-se contra qualquer forma de pressão externa ou ameaça militar”, frisou Kim, sendo certo que há muito que a Coreia do Norte afirma que o seu arsenal nuclear é a melhor maneira de se proteger de uma invasão americana.
“Não vamos parar por um momento neste processo de formar o melhor poder de segurança nacional que ninguém poderá desafiar”, reforçou ainda Kim.
Já Donald Trump, deixou a porta aberta para outra cimeira com Kim, mas a Coreia do Norte já faz saber que não faz sentido envolver-se com Washington, acusando o Presidente dos Estados Unidos de quebrar as promessas feitas na primeira reunião histórica, realizada há dois anos, “transformando sonhos de paz num pesadelo sombrio”.
Recorde-se que Kim e Trump já se encontraram três vezes desde 2018. Agora, Trump pediu o “completo, verificável e irreversível” desarmamento nuclear da Coreia do Norte antes que possa validar o alívio das sanções. Mas os líderes de Pyongyang vêem desistir das armas como “um suicídio político” e Kim tem estado ocupado a fazer crescer o seu stock de ogivas e mísseis nucleares, enquanto vão chegando estas propostas de Trump.





