Kim Jong-Un e Putin vão marcar presença hoje no desfile militar em Pequim que celebra fim da II Guerra Mundial

Pequim pretende demonstrar ao mundo o seu poderio militar no desfile militar que decorrerá na avenida que contorna a Praça Tiananmen

Executive Digest Contents
Setembro 3, 2025
7:15

Kim Jong-Un, líder norte-coreano, vai estar esta quarta-feira no desfile militar em Pequim que marcará as comemorações dos 80 anos do fim da II Guerra Mundial. Igualmente presente estará Vladimir Putin, líder do Kremlin, que termina hoje a visita de quatro dias à China. Estarão igualmente cerca de 27 líderes, maioritariamente da Ásia. O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, é o único dirigente da União Europeia (UE) a assistir à iniciativa.

A parada militar, presidida pelo líder chinês, Xi Jinping, é organizada pelo Comité Central do Partido Comunista (PCC) e pela Comissão Militar Central chinesa, inclui “formações de marcha, colunas blindadas e escalões aéreos”.



Hong Lei, um alto funcionário do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, anunciou a presença do líder norte-coreano numa conferências de imprensa em Pequim, na que será a primeira visita de Kim Jong-Un à China desde janeiro de 2019.

Pequim pretende demonstrar ao mundo o seu poderio militar no desfile militar que decorrerá na avenida que contorna a Praça Tiananmen.

O desfile encerrará uma sequência de eventos, entre os quais se inclui a cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, que decorreu entre 31 de agosto e 1 de setembro, em Tianjin (nordeste da China), anunciada como “a maior” desde a fundação da organização em 15 de junho de 2001.

Os membros da Organização de Cooperação de Xangai incluem, além da República Popular da China, a Rússia, a Índia, o Paquistão, o Irão, a Bielorrússia, o Cazaquistão, o Quirguistão, o Tajiquistão e o Usbequistão, representando aproximadamente 40% da população mundial.

Numa tentativa de sair do isolamento diplomático, Kim tem recentemente como objetivo expandir as relações com os países que enfrentam Washington. Rejeitou os esforços dos EUA e da Coreia do Sul para reiniciar a diplomacia com o objetivo de desarmar o programa nuclear do Norte, que descarrilou em 2019 após uma cimeira fracassada com Trump durante seu primeiro mandato.

A China é há muito tempo o maior parceiro comercial e principal fornecedor de ajuda da Coreia do Norte, mas tem havido dúvidas sobre suas relações nos últimos anos.

A Coreia do Norte tem-se concentrado em expandir a cooperação com a Rússia, fornecendo tropas e munições para apoiar a guerra da Rússia contra a Ucrânia. Mas muitos observadores dizem que a Coreia do Norte deverá tomar medidas para melhorar os laços com a China.

Em 2023, cerca de 97% do comércio externo da Coreia do Norte era com a China, enquanto 1,2% era com a Rússia.

A Coreia do Norte também se tornou mais interveniente nos assuntos internacionais para além da Península da Coreia, emitindo declarações sobre conflitos no Médio Oriente e questões relacionadas com o Estreito de Taiwan.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.