Decorre esta terça-feira uma audiência sobre pedido de liberdade provisória do ex-capitão do ‘Costa Concordia’, que foi condenado em 2017 a 16 anos de prisão pelo seu papel no desastre de 2012, no qual morreram 32 pessoas. Francesco Schettino já tinha sido considerado culpado, em 2015, pelos crimes de homicídio involuntário, negligência na execução de funções e abandono dos seus passageiros.
De acordo com a lei italiana, Schettino, de 64 anos, apresentou um pedido de libertação antecipada para um estado de “semiliberdade”, no qual ficaria fora da prisão durante o resto da sua pena. Este fica disponível depois de o recluso cumprir pelo menos metade da pena na prisão e demonstrar bom comportamento.
Schettino estava ao comando do navio de cruzeiro propriedade da Costa Cruzeiros, da Carnival Corporation. O navio esteve ao serviço apenas seis anos, foi construído pela Fincantieri e entregue em 2006. Tinha 114.500 toneladas de arqueação bruta, com capacidade para 3.780 passageiros e 1.100 tripulantes, fazendo um cruzeiro de uma semana no Mediterrâneo Ocidental.
A 13 de janeiro de 2012, o ‘Costa Concordia’ partiu de Civitavecchia, em Itália, mas o capitão Schettino decidiu desviar-se do rumo normal para fazer uma “saudação” perto da ilha de Giglio. Mais tarde, culpou falhas no navio, problemas com a tripulação e incompreensão de comandos, além de outros problema, para justificar o desastre.
À medida que navegavam perto da ilha e o navio de cruzeiro soava a sua buzina, embateu num afloramento rochoso submerso que rompeu fatalmente o casco e inundou os controlos elétricos, deixando o navio imediatamente sem energia e à deriva. Estavam 3.200 passageiros a bordo e mais de 1.000 tripulantes. Um total de 32 pessoas morreriam quando o navio naufragou e durante uma evacuação mal conseguida.
Há três anos, o italiano obteve a possibilidade de trabalhar na prisão, onde ficou responsável por digitalizar testemunhos e atos judiciários fundamentais de décadas passadas. Os documentos são depois arquivados no banco de dados do Arquivo de Estado de Roma.




