Júri Nacional de Exames deteta novos erros em quatro provas e envia novas pautas às escolas

O processo de avaliação dos exames nacionais volta a enfrentar novos constrangimentos.

Pedro Zagacho Gonçalves

O processo de avaliação dos exames nacionais volta a enfrentar novos constrangimentos. O Júri Nacional de Exames (JNE) anunciou esta quarta-feira que foram identificados novos erros de parametrização nas matrizes de classificação de várias provas da 1.ª fase dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário, situação que obrigou à revisão das classificações dos alunos abrangidos e ao envio de novas pautas para as escolas.

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Num comunicado assinado pelo presidente do Júri Nacional de Exames, o organismo explica que as incorreções foram detetadas nas provas de Física e Química A, Geografia, História A e Português Língua Não Materna. Depois de analisadas as situações identificadas, o JNE procedeu à correção dos itens afetados e à revisão das classificações dos estudantes, garantindo que serão emitidas novas pautas para assegurar a equidade entre todos os alunos e o rigor do processo de avaliação.

Segundo o comunicado, os problemas resultaram de erros de parametrização das matrizes de classificação de alguns itens das provas realizadas na primeira fase dos exames nacionais.

Na disciplina de Física e Química A, a incorreção foi identificada no item 7.1 da versão 2 da prova.

Em Geografia, os erros afetaram os itens 1.3, 4.3 e 12.1 alínea a), também pertencentes à versão 2.

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Já em História A, foram encontradas falhas no item 5 do Grupo IV e em todo o Grupo II da versão 1 da prova.

No caso de Português Língua Não Materna, a incorreção incidiu sobre a Parte A.1 do exame.

Depois de detetadas estas situações, o Júri Nacional de Exames procedeu à reapreciação dos itens e recalculou as classificações dos alunos afetados.

Geografia foi a disciplina mais afetada
Entre as quatro disciplinas abrangidas, Geografia foi a que registou maior impacto.

De acordo com os dados divulgados pelo JNE, 4.253 classificações aumentaram, 12.393 mantiveram-se inalteradas e 73 sofreram uma redução após a correção dos erros.

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Em Física e Química A, 113 alunos viram a sua classificação subir, enquanto 32.113 mantiveram a nota inicialmente atribuída, não tendo sido registada qualquer descida.

Na disciplina de História A, foram revistas positivamente 378 classificações, ao passo que 11.048 permaneceram inalteradas. Também neste caso não houve qualquer redução de nota.

Já em Português Língua Não Materna, 497 classificações aumentaram e 120 mantiveram-se iguais, sem qualquer descida de classificação.

Nenhum aluno será prejudicado
O Júri Nacional de Exames sublinha que, devido ao facto de as correções estarem a ser divulgadas numa fase já muito avançada do calendário dos exames, foi adotada uma medida excecional destinada a proteger os estudantes.

Segundo o comunicado, nenhum aluno será prejudicado caso a revisão conduza a uma classificação inferior a 9,5 valores.

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Nessas situações, a classificação será fixada em 95 pontos, correspondendo ao arredondamento necessário para garantir uma nota final positiva de 10 valores.

O objetivo, refere o JNE, é assegurar que os atrasos e os erros detetados não tenham consequências negativas para os alunos.

Novas pautas seguem esta quarta-feira para as escolas
Para garantir a uniformização das classificações e a igualdade de tratamento entre todos os estudantes, o Júri Nacional de Exames informou que estão a ser enviadas esta quarta-feira novas pautas às escolas, contemplando as quatro disciplinas afetadas pelas correções.

As novas listas refletem todas as revisões efetuadas após a deteção das incorreções nas matrizes de classificação.

Alunos continuam a poder recorrer à segunda fase e à época especial
Apesar destas novas alterações, os alunos continuam a poder inscrever-se quer na segunda fase dos exames nacionais, quer na época especial de setembro, criada pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação na sequência dos problemas técnicos que marcaram o processo de classificação eletrónica das provas deste ano.

O JNE recorda que estas possibilidades permanecem disponíveis para os estudantes elegíveis.

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JNE pede desculpa pelos novos lapsos
No final do comunicado, o Júri Nacional de Exames agradece a colaboração das direções das escolas e dos respetivos secretariados de exames na gestão deste processo de revisão das classificações.

O organismo deixa ainda um pedido formal de desculpas aos alunos afetados.

“O JNE/EduQA agradece a colaboração das direções e dos secretariados de exames das escolas e apresenta as suas desculpas aos alunos afetados por estes lapsos”, conclui o comunicado assinado pelo presidente do Júri Nacional de Exames.

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