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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 10 Jun 2026 15:13:54 +0000</lastBuildDate>
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		<title>10 Junho: Missão de promoção une vinho do Porto e réplicas de caravelas na Suíça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 15:13:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O dia 10 de Junho serve hoje de mote para uma ação de promoção em Berna, na Suíça, que junta réplicas de caravelas e vinho do Porto com o objetivo de reforçar vendas e notoriedade neste mercado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O dia 10 de Junho serve hoje de mote para uma ação de promoção em Berna, na Suíça, que junta réplicas de caravelas e vinho do Porto com o objetivo de reforçar vendas e notoriedade neste mercado.</P><br />
<P>&#8220;O mercado suíço tem uma capacidade financeira para acrescentar valor aos produtos portugueses e, portanto, é um dos mercados onde nós estamos a apostar&#8221;, afirmou Albino Jorge, da Quinta da Boeira.</P><br />
<P>Berna, a capital suíça, foi o palco escolhido para a ação de promoção que assinala o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas e une a Quinta da Boeira, a Embaixada de Portugal em Berna e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).</P><br />
<P>Albino Jorge realçou que o mercado suíço tem muito potencial para os vinhos portugueses por ser um mercado por excelência com grande capacidade financeira.</P><br />
<P>&#8220;Neste momento, tem um impacto interessante em termos de imagem. Em termos de quantidade esperámos atingir uma boa performance a partir do terceiro ano, quarto ano. Uma boa performance é vender bem, portanto, pelo preço certo&#8221;, frisou.</P><br />
<P>Em 2025, a exportação global de vinho do Porto para a Suíça atingiu 3,9 milhões de euros (correspondentes a 66 mil caixas exportadas), menos 1,2% do que em 2024.</P><br />
<P>Em 2020, o país entrou no &#8216;top 10&#8217; dos principais mercados para o &#8216;Porto&#8217; (em valor) e caracteriza-se por um preço médio (6,70 euros por litro em 2025), superior ao preço médio global de venda deste vinho (5,73 euros/litro).</P><br />
<P>&#8220;Em maio deste ano, o nosso preço médio situava-se nos 17 euros por litro. Esta é uma área que nós vamos ter que desenvolver mais, perceber quais são os mercados que têm muita capacidade para adquirir os nossos produtos e criar a tal dinâmica diferente que é o que estamos a fazer. Para nós não é a quantidade que conta, mas sim a qualidade&#8221;, afirmou Albino Jorge.</P><br />
<P>O empresário disse que é preciso &#8220;aprender a fazer &#8216;marketing'&#8221; neste setor e defendeu que, no caso específico do vinho do Porto, &#8220;os vários milhões de euros que os exportadores deixam no Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), através das taxas, deveriam ser aplicados em ações de &#8216;marketing&#8217; de alta qualidade&#8221;. &#8220;É o que nós necessitamos&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Para além da qualidade, o grupo faz ainda uma forte aposta na imagem das garrafas de vinho e de azeite que ajuda a diferenciar os produtos.</P><br />
<P>A estratégia da Boeira passa pela realização de missões de promoção em mercados nicho. Já esteve na Dinamarca, Inglaterra, Espanha e para o próximo ano está prevista uma passagem pelos Estados Unidos da América.</P><br />
<P>Em Berna, a iniciativa junta arte, história e vinhos e inclui uma prova de vinhos do Porto antigos, produzidos na Região Demarcada do Douro, uma exposição de réplicas de naus e caravelas dos séculos XV e XVI e uma cerimónia de entronização pela Federação Báquica de Portugal.</P><br />
<P>É o artesão Albino Costa que cria as réplicas das históricas embarcações portuguesas que começaram por levar &#8220;ao mundo&#8221; o vinho do Porto.</P><br />
<P>O antigo pescador construiu mais de duas dezenas de naus e caravelas em 20 anos. </P><br />
<P>À agência Lusa contou que as embarcações podem ir dos 1,10 aos 2,20 metros de comprimento e que chega a demorar mais de um ano a construir cada uma. E cada uma resultou de um estudo pormenorizado das embarcações associadas aos Descobrimentos portugueses.</P><br />
<P>Para a Suíça viajaram 10 naus, as mais pequenas. A coleção faz parte do espólio da Quinta da Boeira, que tem em curso um plano de investimentos de 40 milhões desde que adquiriu a quinta em Gaia, em 1999, e que passam pela produção de vinho e de azeite, pela hotelaria, espaços para eventos e promoção da cultura.</P><br />
<P>Em 2017, a Boeira registou-se no IVDP como exportadora de vinho do Porto, retomando a atividade iniciada em 1850 e, em 2021, adquiriu uma quinta no Douro, em Alijó, com 40 hectares e uma capacidade de produção de meio milhão de litros, num investimento de 1,5 milhões de euros. Mais de 95% da produção destina-se à exportação. </P><br />
<P></P><br />
<P>PLI</P><br />
<P>Lusa/Fim </P><br />
<P></P><br />
<P>*** A Lusa viajou a convite da Embaixada de Portugal em Berna e da Quinta da Boeira ***</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774376]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Estudantes propõem reforço da ação social e revisão do financiamento do Ensino Superior</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 15:07:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Movimento Associativo Estudantil (MAE) aprovou propostas para reforçar a ação social, combater o abandono escolar, rever o financiamento do Ensino Superior e rejeitar novas barreiras no acesso a ciclos de estudo durante o último Encontro Nacional de Direções Associativas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Movimento Associativo Estudantil (MAE) aprovou propostas para reforçar a ação social, combater o abandono escolar, rever o financiamento do Ensino Superior e rejeitar novas barreiras no acesso a ciclos de estudo durante o último Encontro Nacional de Direções Associativas. </P><br />
<P>No âmbito da Ação Social e Abandono Escolar, os representantes dos estudantes exigiram, em comunicado, maior universalidade e equidade no alojamento estudantil público, propondo a criação de um grupo de trabalho, &#8220;com participação obrigatória dos estudantes&#8221;, para combater &#8220;as profundas assimetrias regulamentares, de utilização quotidiana e de condições de habitabilidade entre as diferentes instituições&#8221;.</P><br />
<P>Em matéria de transição de graus, foi defendido um regime reforçado de ação social para o 2.º ciclo, a uniformização da informação financeira das propinas e taxas, e a inclusão &#8220;de um mecanismo no Orçamento de Estado para a isenção total ou parcial das taxas de inscrição e propinas administrativas para estudantes bolseiros, salvaguardando a autonomia das instituições&#8221;.</P><br />
<P>No combate ao abandono escolar precoce, cujas taxas atingem, de acordo com o MAE, &#8220;médias críticas de 13,2% no ensino superior e 15,6% no subsistema politécnico&#8221;, o plenário estudantil exigiu a publicação regular de dados sobre esse tema.</P><br />
<P>Propôs também o lançamento de um programa de promoção do sucesso académico, o reforço de gabinetes de apoio vocacional para alunos do ano de ingresso e maior flexibilidade administrativa para requerer a mudança de curso até ao final do primeiro semestre letivo.</P><br />
<P>Apesar de reconhecerem alguns &#8220;aspetos positivos&#8221;, a proposta de revisão do Governo do Regime Jurídico dos Graus e Diplomas do Ensino Superior (RJGDES) mereceu a recusa dos representantes dos estudantes, designadamente quanto à &#8220;introdução de critérios técnico-formais como barreiras no acesso à transição de ciclos&#8221;.</P><br />
<P>O Encontro Nacional de Direções Associativas, reunido em Lisboa a 30 e 31 de maio, aprovou ainda a candidatura da Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro para a organização do próximo encontro, a decorrer em 05 e 06 de setembro em Vila Real.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774375]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Trump volta a provocar o Irão com “Louvado seja Alá” após novos ataques americanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 15:06:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os militares americanos lançaram novos ataques contra o Irão na terça-feira, depois de Trump ter anunciado que um helicóptero Apache americano foi “abatido” enquanto sobrevoava o estreito de Ormuz.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Donald Trump voltou a usar a expressão “Louvado seja Alá” numa publicação na rede Truth Social dirigida ao Irão, poucas horas depois de os Estados Unidos terem lançado uma nova série de ataques contra o país, noticia o The Independent.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Presidente americano criticou a comunicação social, que voltou a classificar como “Fake News Media”, e afirmou que o bloqueio naval em curso aos portos iranianos é o “mais bem-sucedido” da “história da guerra naval”.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Nada passa, a menos que nós queiramos. É uma parede de aço. O Irão não está a fazer negócio nenhum, não paga aos militares nem quaisquer contas, e está rapidamente a tornar-se uma nação falhada. Muito petróleo está a sair. Louvado seja Alá”, escreveu Trump esta quarta-feira de manhã.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Nova provocação após publicação sobre Ormuz</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A publicação surge depois de Trump já ter usado a mesma expressão numa mensagem anterior, publicada no domingo de Páscoa, sobre o estreito de Ormuz. Nessa altura, o Presidente americano escreveu uma mensagem com linguagem insultuosa dirigida ao Irão, exigindo a abertura da passagem marítima estratégica.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Abram o maldito estreito, seus loucos, ou vão viver no inferno. Esperem para ver. Louvado seja Alá”, escreveu Trump em abril, numa publicação citada pelo The Independent.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esta quarta-feira, o Presidente americano voltou também a avisar Teerão de que demorou demasiado tempo a negociar um acordo e que agora terá de “pagar o preço”. Na mesma rede social, acusou ainda o Irão de ser “só conversa e nenhuma ação” e afirmou que “o valentão do Médio Oriente está morto”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Estados Unidos lançam novos ataques contra o Irão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As declarações surgem num momento de forte tensão militar entre Washington e Teerão. Os militares americanos lançaram novos ataques contra o Irão na terça-feira, depois de Trump ter anunciado que um helicóptero Apache americano foi “abatido” enquanto sobrevoava o estreito de Ormuz.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais tarde, em declarações à Fox News, Trump afirmou que um drone iraniano ficou preso entre os dois pilotos do helicóptero, mas não explodiu. Os pilotos foram encontrados em segurança e sem ferimentos depois de o helicóptero ter caído na noite de segunda-feira.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Comando Central dos Estados Unidos afirmou que os ataques mais recentes visaram sistemas de defesa aérea iranianos, estações de controlo terrestre e radares de vigilância perto do estreito de Ormuz. Segundo a mesma entidade, a operação foi uma “resposta proporcional” a ataques recentes contra forças americanas e navios comerciais internacionais que transitavam nas águas da região.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Irão responde com ataques a bases americanas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em resposta, Teerão lançou ataques contra bases americanas no Bahrain, no Kuwait e na Jordânia. Autoridades iranianas avisaram que haverá ataques “mais severos e generalizados” se os bombardeamentos americanos continuarem.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trump, por sua vez, não afastou uma escalada. Em declarações à Fox News, o Presidente americano disse que pode “continuar” os ataques e que está mais perto de ordenar ofensivas contra centrais elétricas e pontes no Irão.</p>
<p>A nova publicação de Trump acrescenta tensão política e simbólica a um conflito que já envolve ataques militares, bloqueio naval, ameaças iranianas e risco de alargamento da ofensiva americana. A referência repetida a “Louvado seja Alá” surge como mais uma provocação direta a Teerão, num momento em que Washington diz controlar o tráfego marítimo e pressionar economicamente o regime iraniano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774373]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Conselho de Governadores da AIEA exige informações ao Irão sobre inventário nuclear</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/conselho-de-governadores-da-aiea-exige-informacoes-ao-irao-sobre-inventario-nuclear/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 15:01:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) aprovou hoje, em Viena, uma resolução que exige ao Irão que forneça "todas as informações" sobre "o seu inventário de materiais nucleares" e o "projeto das suas instalações".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) aprovou hoje, em Viena, uma resolução que exige ao Irão que forneça &#8220;todas as informações&#8221; sobre &#8220;o seu inventário de materiais nucleares&#8221; e o &#8220;projeto das suas instalações&#8221;.</P><br />
<P>Segundo o texto apresentado pela França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, analisado pela AFP, Teerão deverá ainda conceder à AIEA &#8220;todo o acesso necessário&#8221; no terreno, para verificar as suas declarações.</P><br />
<P>O Conselho de Governadores da AIEA reuniu-se hoje em Viena, Áustria, no âmbito dos seus encontros trimestrais.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774372]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Lisboa e Oeiras coordenam laboratório europeu ligado ao mar</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/lisboa-e-oeiras-coordenam-laboratorio-europeu-ligado-ao-mar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 14:54:37 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Lisboa e Oeiras vão coordenar o NEB Ocean Lab, um laboratório europeu que pretende desenvolver soluções e projetos sustentáveis ligados ao mar e rios, área em que Portugal já coordenou os primeiros projetos-piloto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Lisboa e Oeiras vão coordenar o NEB Ocean Lab, um laboratório europeu que pretende desenvolver soluções e projetos sustentáveis ligados ao mar e rios, área em que Portugal já coordenou os primeiros projetos-piloto.</P><br />
<P>&#8220;Portugal foi o único país do Sul da Europa que coordenou um dos seis projetos farol da &#8216;Bauhaus of the Seas&#8217; e vai coordenar o NEB Ocean LAB&#8221;, disse à agência Lusa Nuno Jardim Nunes, coordenador do projeto no Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa.</P><br />
<P>O NEB Ocean LAB, que funcionará em vários países da Europa, está contemplado no &#8216;Ocean Pact&#8217;, a nova legislação europeia para proteção dos Oceanos, sendo que em Portugal &#8220;será coordenado por Lisboa e Oeiras&#8221;, afirmou o coordenador que hoje participou, no Festival da Nova Bauhaus Europeia, onde está em exposição o projeto-piloto português &#8220;À flor do azulejo, a cor do Tejo&#8221;.</P><br />
<P>Em causa está a criação de azulejos produzidos através de conchas de ostras e algas, um projeto desenvolvido pelo consórcio Bauhaus of the Seas Sails, coordenado pelo Instituto de Tecnologias Interativas do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, e que envolve 18 parceiros académicos de sete cidades da Europa: Oeiras e Lisboa (Portugal), Veneza e Génova (Itália), Hamburgo (Alemanha) Malmo (Suécia) e Roterdão e o delta dos rios Scheldt e Reno, na Holanda.</P><br />
<P>&#8220;O Ocean Lab não é um sítio físico fechado, é uma rede que se baseia muito no trabalho que nós desenvolvemos no Bauhaus of the Seas e que a Comissão Europeia reconheceu como fundamental&#8221; afirmou Nuno Jardim Nunes.</P><br />
<P>Apesar de ainda não estar definido o montante de financiamento para este laboratório, o responsável espera &#8220;que seja um financiamento substancial&#8221;, o que, no caso português, permitirá estender o trabalho aos Açores e à Madeira.</P><br />
<P>&#8220;Temos duas regiões ultraperiféricas, temos uma costa enorme e é importante que Portugal possa liderar esta componente da Bauhaus dos oceanos&#8221;, sustentou o coordenador do consórcio que nos últimos três anos tem desenvolvido projetos ligados a ecossistemas aquáticos.</P><br />
<P>No caso português, além do fabrico de azulejos a partir de conchas de ostras, há &#8220;alunos de doutoramento que estão a trabalhar com estes materiais, por exemplo, integrando tecnologia digital&#8221; e que poderá resultar, exemplificou, &#8220;no uso destes materiais para impressão 3D, sem ser preciso usar plástico&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Este é um exemplo de aplicação prática destes materiais, está a ser feito com azulejo&#8221;, mas, alertou, &#8220;é também preciso que a União Europeia compreenda que tem que acelerar os processos de certificação, que muitas vezes são a barreira principal à adoção destas novas ideias&#8221;.</P><br />
<P>Nuno Jardim Nunes falava à Lusa durante a visita à exposição em que o projeto português foi um dos seis visitados pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen e pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, durante uma visita à feira em que participam 80 expositores de todos os Estados-Membros com projetos desenvolvidos no âmbito da Nova Bahaus Europeia, movimento que promove a investigação se soluções mais sustentáveis.</P><br />
<P>A feira é uma das vertentes do Festival da Nova Bauhaus Europeia, que decorre até sábado em Bruxelas, sob o lema &#8220;Vida. Espaços. Edifícios&#8221;.</P><br />
<P>O festival, promovido pela Comissão Europeia, junta &#8220;criadores, inovadores e agentes de mudança&#8221; dos vários países da União Europeia (UE), para refletir sobre &#8220;como as comunidades podem trabalhar juntas para projetar casas e bairros mais sustentáveis, inclusivos e resilientes&#8221;.</P><br />
<P></P><br />
<P>DA // FPA</P><br />
<P>Lusa/Fim</P><br />
<P></P><br />
<P>*** A agência Lusa viajou a convite da Comissão Europeia ***</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774371]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Irlanda assume presidência da UE no 2.º semestre focada em fechar orçamento plurianual</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/irlanda-assume-presidencia-da-ue-no-2-o-semestre-focada-em-fechar-orcamento-plurianual/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 14:48:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Irlanda pretende concluir, até final de 2026, as negociações para o próximo orçamento plurianual da União Europeia (UE) quando assumir a presidência rotativa do Conselho, no segundo semestre do ano, priorizando ainda avanços no alargamento comunitário.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Irlanda pretende concluir, até final de 2026, as negociações para o próximo orçamento plurianual da União Europeia (UE) quando assumir a presidência rotativa do Conselho, no segundo semestre do ano, priorizando ainda avanços no alargamento comunitário.</P><br />
<P>&#8220;O trabalho da União exige uma base financeira sólida. Facilitar um acordo atempado sobre o orçamento da União para 2028-2034, através de um novo Quadro Financeiro Plurianual [QFP] que permita à UE enfrentar os desafios do futuro ao mesmo tempo que apoia políticas fundamentais já existentes &#8211; como a Política Agrícola Comum e a política de Coesão -, será uma prioridade transversal da presidência irlandesa&#8221;, refere Dublin no seu programa semestral, hoje divulgado.</P><br />
<P>Sob o mote &#8220;a força está na união&#8221;, a Irlanda promete que a sua presidência, que decorre de 01 de julho a 31 de dezembro de 2026, &#8220;será marcada pela ação e pela concretização de resultados&#8221;, numa altura crucial para as negociações entre países (no Conselho) e eurodeputados (no Parlamento) sobre o próximo orçamento plurianual.</P><br />
<P>&#8220;A presidência irlandesa trabalhará de forma intensiva e ambiciosa para que os líderes da União Europeia possam tomar, em 2026, as decisões necessárias relativamente ao QFP para o período de 2028 a 2034&#8221;, assegura.</P><br />
<P>Em julho de 2025, a Comissão Europeia propôs um novo orçamento da UE a longo prazo, para 2028-2034 de dois biliões de euros, acima dos 1,2 biliões do atual quadro, que inclui mais contribuições nacionais e três novos impostos.</P><br />
<P>Contudo, o Parlamento Europeu quer um orçamento mais ambicioso, defendendo contribuições nacionais equivalentes a 1,27% do rendimento nacional bruto (RNB) da UE, face aos 1,15% propostos pela Comissão Europeia, sem incluir os encargos associados ao reembolso da dívida dos Planos de Recuperação e Resiliência (0,11% do RNB).</P><br />
<P>Ao todo, e mesmo sem incluir tais juros, o QFP proposto pelo Parlamento Europeu ronda os 2,014 biliões, o que se compara aos dois biliões propostos pelo executivo comunitário incluindo o reembolso da dívida, estando em causa um aumento de cerca de 10%.</P><br />
<P>A atual presidência do Conselho da UE, ocupada neste primeiro semestre por Chipre, apresentará nos próximos dias a sua proposta de negociação &#8211; um documento preliminar com os principais elementos políticos e financeiros -, que será discutida no Conselho Europeu da próxima semana.</P><br />
<P>Depois, os colegisladores (eurodeputados e países) vão trabalhar nos documentos técnicos e nos processos negociais com vista a um acordo até final do ano.</P><br />
<P>Nesta que é a oitava vez que a Irlanda assume a presidência rotativa do Conselho, pretende ainda dar &#8220;continuidade a uma agenda ambiciosa, centrada nos temas fundamentais da competitividade, dos valores e da segurança&#8221;, de acordo com o programa.</P><br />
<P>Face a um &#8220;contexto global instável e com desafios profundos&#8221;, Dublin quer uma UE &#8220;a agir de forma determinada&#8221; em questões como o alargamento comunitário.</P><br />
<P>&#8220;O alargamento constitui um investimento geoestratégico na paz, segurança, estabilidade e prosperidade do continente europeu. A presidência irlandesa trabalhará em estreita colaboração com todos os países candidatos e potenciais candidatos, apoiando-os no seu percurso rumo à adesão à União Europeia, em conformidade com o princípio do mérito individual&#8221;, refere o programa semestral.</P><br />
<P>A Irlanda quer, em concreto, impulsionar a adesão de Montenegro, avanço das negociações com a Ucrânia, Moldávia e Albânia, e promover os benefícios do alargamento face à desinformação externa.</P><br />
<P>O alargamento da UE é o processo de entrada de novos países no bloco comunitário, após cumprirem os critérios políticos e económicos exigidos.</P><br />
<P>Membro da UE desde 1973 e situada no noroeste da Europa, a Irlanda sucede a Chipre (primeiro semestre de 2026) na presidência rotativa do Conselho e será seguida pela Lituânia (primeiro semestre de 2027).</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774370]]></sapo:autor>
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		<title>Reabrir Ormuz será uma missão sem precedentes: 10.000 poços e longas filas de navios para devolver petróleo ao mercado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 14:30:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A eventual reabertura do estreito de Ormuz tornou-se um dos momentos mais aguardados pelos mercados energéticos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A eventual reabertura do estreito de Ormuz tornou-se um dos momentos mais aguardados pelos mercados energéticos. O encerramento quase total desta passagem estratégica fez disparar o preço do petróleo, que chegou a superar de forma confortável os 100 dólares por barril durante várias semanas, pressionando uma inflação que parecia estar a regressar gradualmente a níveis mais controlados.</p>
<p class="isSelectedEnd">O impacto real de uma possível reabertura continua incerto, mas há um ponto em que analistas e mercado parecem convergir: a operação será histórica. De acordo com o elEconomista, estarão em causa filas de navios carregados de petróleo, outros vazios à espera de entrar no golfo Pérsico, milhares de poços de crude a serem reativados, oleodutos a voltar a funcionar e instalações de armazenamento a começarem a escoar petróleo acumulado.</p>
<p class="isSelectedEnd">A escala é invulgar. A missão passa por reativar o equivalente a cerca de 15% da produção mundial de petróleo o mais rapidamente possível, para que o crude volte a fluir. Não se trata de uma operação planeada para salvar a economia global, mas da soma de decisões de empresas, armadores e produtores que procuram retomar a atividade e recuperar receitas. O efeito indireto poderá ser uma normalização parcial dos mercados energéticos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Nunca antes se tentou nada remotamente parecido”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Javier Blas, colunista da Bloomberg especializado em matérias-primas, descreve a reabertura de Ormuz como um acontecimento extraordinário. Estão em causa cerca de 10.000 poços petrolíferos, responsáveis por aproximadamente 15% da produção mundial, que permaneceram fechados durante mais de cem dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Nunca antes se tentou nada remotamente parecido. A indústria do petróleo não tem um manual para algo assim; vai aprender pelo caminho”, afirma o analista, citado no texto original.</p>
<p class="isSelectedEnd">O mercado petrolífero vive um dos maiores choques de oferta da história recente, provocado pelo encerramento quase total do estreito. A grande dúvida é perceber se, quando Ormuz reabrir, o petróleo voltará ao mercado de forma gradual ou se a oferta regressará rapidamente, pressionando os preços em baixa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Algumas casas de análise, como o Julius Baer, já assumem uma leitura mais pessimista para o preço do petróleo. A instituição acredita que a sobreoferta poderá regressar rapidamente, sobretudo tendo em conta a saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP e a intenção do país de produzir o máximo possível no menor tempo. Num cenário mais extremo, fala-se numa queda do crude para os 60 dólares por barril em semanas ou meses.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Preço do Brent já reflete expectativa de reabertura</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A CaixaBank Research considera que, se a via marítima voltar a abrir e os fluxos energéticos forem parcialmente normalizados, o equilíbrio poderá recuperar mais depressa do que o mercado teme. O Brent chegou a aproximar-se dos 103 dólares por barril em maio, enquanto os futuros a seis e 12 meses se situavam entre 80 e 95 dólares.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa estrutura de preços, conhecida como backwardation, traduz uma forte tensão imediata, mas também a expectativa de que o desajuste seja temporário.</p>
<p class="isSelectedEnd">O banco recorda que o mercado petrolífero passou, em poucos meses, de um excedente de quase dois milhões de barris por dia para um défice superior a oito milhões de barris diários, sobretudo devido ao colapso dos fluxos que atravessavam Ormuz. A simples expectativa de uma reabertura próxima já levou o Brent para a zona dos 92 dólares por barril.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outro fator decisivo é o nível de inventários. A CaixaBank Research salienta que os inventários comerciais de petróleo da OCDE continuam dentro do seu intervalo histórico, perto dos 2.700 milhões de barris. As reservas estratégicas globais funcionam também como rede de segurança energética, o que poderá ajudar a amortecer o choque quando o estreito voltar a abrir.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>De um “gotejo” a uma “riada” de petróleo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Javier Blas antecipa que o regresso do petróleo começará como um gotejo, mas poderá transformar-se rapidamente numa autêntica riada de crude, talvez em semanas ou até em dias. O analista admite estar do lado dos que esperam uma descida dos preços, embora sublinhe uma condição essencial: será necessário um acordo diplomático entre os Estados Unidos e o Irão para permitir a retoma do tráfego marítimo no estreito.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cenário colocado pelo colunista parte da hipótese de Teerão e Washington assinarem um memorando de entendimento que permita ao tráfego de petroleiros regressar a níveis semelhantes aos anteriores à guerra num prazo de cerca de 30 dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Antes de o petróleo voltar a circular em pleno, a primeira tarefa será fazer passar os navios pelo gargalo de Ormuz e permitir a entrada no golfo Pérsico. Blas rejeita a ideia de que a operação decorra em duas fases rígidas, com saída inicial dos petroleiros carregados e entrada posterior dos navios vazios. Para o analista, ambos os movimentos acontecerão em simultâneo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Armadores gregos já posicionaram superpetroleiros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Há sinais de preparação no setor marítimo. Armadores gregos já terão posicionado vários superpetroleiros vazios a três a cinco dias de navegação de Ormuz. Uma das principais empresas de transporte marítimo da Grécia deslocou quatro navios vazios para a zona do estreito, enquanto outros dois transmitiam a sua posição nas proximidades do mar Arábico, em antecipação de uma possível reabertura.</p>
<p class="isSelectedEnd">George Prokopiou, fundador da Dynacom Tankers, é apresentado como um dos armadores gregos mais ousados e esteve entre os primeiros a atravessar a via marítima estreita após o seu encerramento de facto devido ao conflito. Segundo dados de acompanhamento de navios, enviou pelo menos oito embarcações pelo estreito desde o final de fevereiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, organizar os dezenas de petroleiros necessários para transportar o crude quando os fluxos forem normalizados levará tempo. Blas considera, porém, que o processo poderá ser mais rápido do que muitos assumem. Alguns navios ficaram mal posicionados, por terem sido desviados para outras rotas, como o transporte de petróleo do golfo do México para o Japão, mas continua a existir tonelagem disponível.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Filas de navios e um bloqueio difícil de desfazer</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O desafio logístico será enorme. Há cerca de mil navios presos na zona, com 20.000 tripulantes a bordo. Desfazer este bloqueio será uma tarefa complexa, com dificuldades que podem ir de problemas operacionais ao impacto das semanas de imobilização nas embarcações, incluindo acumulações nos cascos que podem complicar a retoma de movimento.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Frontline, uma das maiores proprietárias mundiais de superpetroleiros, calcula que existam 55 grandes petroleiros vazios perto do golfo Pérsico à espera da reabertura do estreito. Essa capacidade equivale a 110 milhões de barris.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Lars Barstad, presidente executivo da empresa, estes navios estão contratados por atores industriais, como refinarias e grandes petrolíferas. Em vez de colocarem esses barcos a trabalhar noutras rotas, onde poderiam gerar até 100.000 dólares por dia, as empresas preferiram mantê-los parados junto a Ormuz. A lógica, explicou, é logística e não necessariamente lucro imediato: não ter navios disponíveis quando o estreito reabrir poderia sair muito caro.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>10.000 poços e infraestruturas quase intactas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Se o problema do transporte for resolvido rapidamente, a questão seguinte será o fluxo de crude. Segundo Blas, a infraestrutura que precisa de voltar a funcionar inclui cerca de 10.000 poços, plantas de processamento de gás e petróleo, oleodutos, tanques de armazenamento e portos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A avaliação do analista é relativamente otimista: grande parte desta infraestrutura terá atravessado a guerra praticamente intacta e, nos locais onde houve danos, as reparações terão avançado durante o cessar-fogo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os analistas do Julius Baer partilham esse otimismo relativo. Consideram que, como não se registaram danos significativos na infraestrutura e a maioria dos poços petrolíferos do Médio Oriente continuou em produção, a recuperação para os níveis de oferta anteriores à crise poderá acontecer com alguma rapidez.</p>
<p class="isSelectedEnd">A instituição suíça antecipa que o mercado petrolífero poderá regressar a um excedente sustentado de oferta, possivelmente mais pronunciado do que no ano passado. Entre os fatores apontados estão a saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP, alterações na procura petroquímica asiática, com mudança de matérias-primas baseadas em petróleo para matérias-primas baseadas em gás natural, e a aceleração da transição energética em algumas regiões.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Société Générale vê recuperação lenta e desigual</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nem todos os analistas partilham a mesma confiança. A Société Générale tem sublinhado as dificuldades da operação e antecipa uma recuperação lenta e desigual.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo os seus analistas, a retoma da produção envolve riscos técnicos, desde a eliminação de obstruções até à prevenção de danos nos reservatórios. O Kuwait sugere que a recuperação total poderá demorar entre três e quatro meses, mesmo em condições de paz imediata.</p>
<p class="isSelectedEnd">O banco francês alerta também para as dificuldades no movimento de navios cisterna, devido a danos em portos, embarcações afundadas, custos elevados de seguros contra riscos de guerra e necessidade de garantir segurança. Só a gestão da fila atual poderá exigir cerca de duas semanas depois de restabelecidas as condições de segurança.</p>
<p class="isSelectedEnd">As refinarias asiáticas também deverão retomar operações de forma gradual, devido à degradação de catalisadores, ao stress térmico, às revisões de segurança e às mudanças na composição do crude. No cenário-base da Société Générale, a reabertura ocorreria no final de junho e a normalização do mercado começaria em agosto ou setembro, dependendo do calendário concreto.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>ING duvida de uma descida acentuada dos preços</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">James Smith, analista do ING, também levanta dúvidas sobre a rapidez da normalização. A questão central, coloca, é saber se a reabertura do estreito e a retoma dos fluxos significarão um regresso automático à normalidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">O analista nota que os mercados já parecem inclinar-se nessa direção, mas considera que há riscos nessa leitura. Mesmo com um acordo, os preços do petróleo podem não cair muito mais. Segundo os especialistas em energia do banco, o mercado terá perdido mais de 1.600 milhões de barris quando esta crise terminar, o que obrigará a repor reservas estratégicas e reparar instalações de produção.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ING não espera que os preços do petróleo caiam abaixo dos 90 dólares por barril este ano, mesmo que os fluxos voltem ao normal em julho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Smith coloca ainda outra dúvida relevante: um eventual acordo reabrirá realmente o estreito por completo, mesmo que essa seja a promessa no papel? Para o analista, o risco de interrupções intermitentes deverá continuar elevado. Além disso, permanece a questão de saber se as transportadoras marítimas e as seguradoras estarão dispostas a regressar, e a que preço.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Uma operação decisiva para o petróleo mundial</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A reabertura de Ormuz não será apenas a remoção de um bloqueio marítimo. Será uma operação industrial, logística, diplomática e financeira de escala rara, envolvendo navios, tripulações, seguradoras, refinarias, oleodutos, produtores, portos, inventários e milhares de poços.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o elEconomista, o mercado espera que o petróleo volte em força, mas a normalização dependerá de múltiplas variáveis: segurança no estreito, capacidade de transporte, estado das infraestruturas, velocidade da reativação dos poços, decisões dos produtores e confiança das seguradoras.</p>
<p>A missão é devolver à atividade uma parte central do fornecimento mundial de crude. Se correr rapidamente, os preços poderão recuar de forma significativa. Se surgirem atrasos, interrupções ou custos adicionais, a tensão no mercado petrolífero poderá prolongar-se durante meses.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774365]]></sapo:autor>
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		<title>10 Junho: Presidente do Governo dos Açores diz que discursos enfatizaram dimensão do arquipélago</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 14:14:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, considerou hoje que os discursos do 10 de Junho nas cerimónias realizadas na ilha Terceira enfatizaram a dimensão do arquipélago, cuja importância começa a ser mais valorizada.</P><br />
<P>&#8220;Eu estou muito ciente de que se começa agora a valorizar com outra consciência a importância dos Açores, com um investimento que há de ser feito em infraestruturas que dinamizem o crescimento e o desenvolvimento económicos, mas também infraestruturas de duplo uso que assegurem garantias de segurança e defesa para o país, para a União Europeia, para a NATO, para o mundo&#8221;, afirmou o chefe do executivo açoriano da coligação PSD/CDS/PPM.</P><br />
<P>José Manuel Bolieiro falava em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, sobre os discursos do Presidente da República e do presidente da comissão organizadora das comemorações do Dia de Portugal.</P><br />
<P>O governante disse ter ficado satisfeito com a escolha do arquipélago para a realização das cerimónias, no ano em que se celebram 50 anos de autonomia política, e considerou que os discursos deram uma &#8220;ênfase bastante significativa&#8221; à dimensão dos Açores na projeção atlântica de Portugal.</P><br />
<P>&#8220;Os Açores estão agora numa centralidade mundial. São, para o seu desenvolvimento socioeconómico, uma ultraperiferia da União Europeia, por isso, uma região de necessidades, mas também são uma região de oportunidades para a dimensão e projeção de Portugal enquanto relevante na União Europeia e no mundo&#8221;, frisou.</P><br />
<P>José Manuel Bolieiro defendeu que &#8220;a União Europeia tem de ter uma estratégia nova para o Atlântico&#8221; e para os Açores, uma &#8220;fronteira que lhe dá outra dimensão de estabilidade e de relevância geopolítica global&#8221;.</P><br />
<P>Considerou ainda que a dimensão marítima do arquipélago lhe dará a &#8220;projeção de um desenvolvimento do futuro&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Nós temos uma rica história ligada ao mar, mas temos um futuro que será inspirado no mar, na dimensão da economia azul, na dimensão das novas tecnologias e, sobretudo, também da procura de recursos que o mar profundo que temos pode apresentar&#8221;, sublinhou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774366]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Campus universitário luso-chinês reforça cooperação académica e científica &#8211; ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 14:11:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro campus comum entre universidades de Portugal e Macau vai nascer na China, perto de Macau, e segundo o ministro da Educação português terá impacto direto na investigação, inovação e mobilidade académica entre Portugal e a China.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro campus comum entre universidades de Portugal e Macau vai nascer na China, perto de Macau, e segundo o ministro da Educação português terá impacto direto na investigação, inovação e mobilidade académica entre Portugal e a China.</P><br />
<P>Um protocolo foi hoje assinado pelos reitores da Universidade de Coimbra (UC) e a Universidade Politécnica de Macau (UPM) para a criação de um Campus Global Conjunto UPM-UCoimbra em Hengqin, uma zona económica especial estabelecida na cidade chinesa de Zhuhai, perto de Macau.</P><br />
<P>&#8220;Este é um passo decisivo para a projeção da Universidade de Coimbra a nível internacional&#8221;, afirmou o reitor da UC, sublinhando que o campus permitirá &#8220;desenvolver programas conjuntos de licenciatura, mestrado e doutoramento com graus duplos reconhecidos em Portugal e Macau&#8221;, e dinamizar projetos de investigação, criar incubadoras e laboratórios conjuntos, e fomentar o intercâmbio académico.</P><br />
<P>As duas universidades têm vindo a celebrar várias parcerias ao longo dos anos, nas áreas da investigação, formação avançada e inovação tecnológica nos domínios da Engenharia e Tecnologia, Ciências da Saúde, Ciências da Linguagem, Negócios e Comércio. </P><br />
<P>Estes levaram à criação do Laboratório Conjunto de Investigação em Tecnologias Avançadas para Cidades Inteligentes, o Laboratório Conjunto de Investigação em Inteligência Artificial para a Longevidade Saudável, o Laboratório Conjunto de Investigação em Humanidades Digitais e Ciências da Linguagem Aplicadas e o Programa de Doutoramento Conjunto em Informática.</P><br />
<P>O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, explicou que a inovação do acordo reside na criação de um campus físico em Hengqin, com dois laboratórios dedicados onde &#8220;trabalharão investigadores das duas instituições&#8221;. </P><br />
<P>O ministro detalhou que os laboratórios incidirão em áreas estratégicas como &#8220;Envelhecimento&#8221; do qual a Universidade de Coimbra tem uma investigação &#8220;muito relevante&#8221;, com um &#8220;novo instituto criado recentemente e que ganhou um projeto europeu Horizonte Europa, de mais de 15 milhões de euros&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Depois há uma parte ligada ao digital, onde as duas instituições têm competências e especialidade&#8221;, destacou.</P><br />
<P>Segundo o ministro, este acordo insere-se numa rede já consolidada de cooperação académica e científica entre Portugal e a China. </P><br />
<P>Fernando Alexandre indicou que entre 2022 e 2026 foram submetidos mais de 700 pedidos de reconhecimento de graus académicos chineses em Portugal, refletindo o &#8220;aumento da mobilidade entre os dois sistemas de ensino superior&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;No âmbito do programa Erasmus+, registaram-se 59 mobilidades entre Portugal e a China, incluindo 21 com Macau&#8221;, apontou.</P><br />
<P>Na área científica, Portugal e a China desenvolveram mais de 100 projetos conjuntos desde os anos 1990, apoiados por sete programas de cooperação, e entre 2014 e 2025, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia financiou 88 projetos de investigação e desenvolvimento com participação de instituições chinesas. </P><br />
<P>Segundo o ministro português, Macau ocupa uma &#8220;posição singular&#8221; nesta rede, com universidades locais a manterem parcerias ativas com instituições portuguesas em áreas como medicina, tradução, artes digitais, design e doutoramentos conjuntos. </P><br />
<P>&#8220;Macau hoje começa a ter instituições de referência no ensino superior, o que é demonstrativo do grande progresso que esta região fez nas últimas décadas&#8221;, acrescentou, lembrando também protocolos ativos entre universidades portuguesas, como o da Universidade de Lisboa com a Universidade de Macau.</P><br />
<P>O ministro revelou ainda que nos próximos dias estará em Pequim para se reunir com os ministros da Ciência e Tecnologia e da Educação da China, com o objetivo de &#8220;fazer um balanço (&#8230;) daquilo que está em curso e olhar para o futuro&#8221;.</P><br />
<P>O responsável volta depois a Macau para participar no XXXV Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) entre 15 e 17 de junho, que coincide com o IV Fórum de Reitores da China, Macau e Países de Língua Portuguesa.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774364]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ex-autarcas Hermínio Loureiro e Isidro Figueiredo condenados por prevaricação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 14:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Hermínio Loureiro e Isidro Figueiredo, ex-presidentes da Câmara de Oliveira de Azeméis, foram condenados, respetivamente, a penas suspensas de dois anos e oito meses e de dois anos e seis meses, por prevaricação, pela adjudicação ilegal de empreitadas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hermínio Loureiro e Isidro Figueiredo, ex-presidentes da Câmara de Oliveira de Azeméis, foram condenados, respetivamente, a penas suspensas de dois anos e oito meses e de dois anos e seis meses, por prevaricação, pela adjudicação ilegal de empreitadas.</p>
<p>A informação foi avançada hoje à agência Lusa por fonte judicial, na sequência do acórdão, proferido na terça-feira, pelo Tribunal de Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro.</p>
<p>O coletivo de juízes condenou Hermínio Loureiro pela prática de um crime de prevaricação de titular de cargo político, relativo às obras do complexo desportivo municipal de Cucujães, em novembro de 2016, quando era presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis.</p>
<p>O tribunal aplicou a pena de dois anos e oito meses de prisão, suspensa na sua execução por igual período, ao também ex-deputado na Assembleia da República, eleito pelo PSD, antigo presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, distrito de Aveiro, entre 2009 e 2016.</p>
<p>Isidro Figueiredo, que sucedeu a Hermínio Loureiro na presidência do município de Oliveira de Azeméis, foi condenado pela prática, de janeiro a fevereiro de 2017, de um crime de prevaricação de titular de cargo político, relativo às obras da Biblioteca Municipal de Ossela e da Academia de Música.</p>
<p>Este ex-autarca foi condenado a dois anos e seis meses de prisão, pena suspensa na sua execução por igual período.</p>
<p>O terceiro arguido condenado neste processo é Amadeu Gomes Martins, sócio e gerente de uma empresa que se dedica à construção civil, a quem o coletivo de juízes aplicou a pena suspensa de três anos e quatro meses, por dois crimes de prevaricação.</p>
<p>O empreiteiro foi condenado pela prática, em novembro de 2016, de um crime de prevaricação de titular de cargo político, relativo às obras do complexo desportivo municipal de Cucujães, na pena de dois anos e seis meses de prisão.</p>
<p>Foi igualmente condenado pela prática, de janeiro a fevereiro de 2017, de outro crime de prevaricação de titular de cargo político, cometido nas obras da Biblioteca Municipal de Ossela e da Academia da Música, na pena de dois anos e seis meses de prisão.</p>
<p>Em cúmulo jurídico, o tribunal decidiu aplicar a este empreiteiro a pena única de três anos e quatro meses de prisão, pelos dois crimes de prevaricação, cometidos em coautoria com Hermínio Loureiro e com Isidro Figueiredo, na realização daquelas empreitadas.</p>
<p>Tanto Isidro Figueiredo como o empreiteiro foram absolvidos dos demais crimes (de prevaricação de titular de cargo político) de que estavam acusados.</p>
<p>A mesma fonte judicial adiantou ainda à Lusa que os &#8220;outros cinco arguidos no processo foram, todos eles, absolvidos da prática de todos os crimes que lhes eram imputados&#8221;.</p>
<p>Em nota publicada na sua página da Internet, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto (PGDP), refere que, nos termos do acórdão, &#8220;ficou provada a determinação verbal ao arguido empreiteiro por parte de cada um dos arguidos titulares de cargo político (em funções de presidente de câmara à data dos factos), para realização de obras públicas&#8221;, em 2016 e 2017, num complexo desportivo e em instalações municipais de Oliveira de Azeméis.</p>
<p>&#8220;A realização dos trabalhos prosseguiu à margem de qualquer procedimento contratual e sem previsão e cabimentação orçamental, visando satisfazer interesses pessoais relacionados com a promoção da imagem pública dos arguidos titulares de cargos políticos e com a concessão de um beneficio económico indevido à empresa de construção civil e respetivo gerente&#8221;, explica a PGDP.</p>
<p>O acórdão é passível de recurso.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774362]]></sapo:autor>
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		<title>Células humanas podem ser rejuvenescidas? Terapia genética chega aos primeiros testes em humanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:58:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma empresa de biotecnologia dos Estados Unidos testou pela primeira vez em humanos uma terapia genética concebida para reverter o envelhecimento celular.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Uma empresa de biotecnologia dos Estados Unidos testou pela primeira vez em humanos uma terapia genética concebida para reverter o envelhecimento celular. O tratamento foi desenvolvido pela Life Biosciences, sediada em Boston, e tem como objetivo restaurar células envelhecidas ou danificadas em doentes humanos, avança a Euronews.</p>
<p class="isSelectedEnd">A terapia, conhecida como ER-100 ou AAV2-OSK, dirige-se a doenças marcadas por danos no nervo ótico, designadas neuropatias óticas. A abordagem utiliza os chamados fatores OSK, três proteínas — Oct4, Sox2 e Klf4 — para realizar uma reprogramação epigenética parcial, com o objetivo de reiniciar a idade celular e recuperar a função das células afetadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Depois de testes em roedores e primatas, a empresa anunciou que o primeiro ser humano recebeu agora o tratamento. Segundo a Life Biosciences, trata-se do primeiro candidato de restauração epigenética aprovado para ensaios clínicos e, se tiver sucesso, poderá representar a primeira vez que células humanas são rejuvenescidas em contexto terapêutico.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Como funciona a terapia genética</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As três proteínas usadas na terapia genética OSK atuam como uma espécie de botão de reinício das células, procurando devolvê-las a um estado mais jovem.</p>
<p class="isSelectedEnd">A sequência de ADN de uma pessoa mantém-se, em grande parte, estável ao longo da vida, mesmo com o envelhecimento do organismo. O que muda com o tempo é o código epigenético, responsável por controlar que genes estão ligados ou desligados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estas alterações podem resultar de fatores de estilo de vida, como tabagismo ou consumo de álcool, mas também do envelhecimento, de doenças e de lesões. Quando se acumulam, podem contribuir para problemas graves, incluindo cancro ou doenças neurológicas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A terapia da Life Biosciences procura atuar sobre essas alterações, entregando diretamente um conjunto de instruções genéticas. As três proteínas OSK funcionam como um interruptor de ativação nas células-alvo, reiniciando mudanças prejudiciais acumuladas ao longo do tempo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esta abordagem tem origem em trabalhos de biologia que permitiram transformar células comuns em células estaminais, descoberta que valeu a Sir John B. Gurdon e Shinya Yamanaka o Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina em 2012.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Doenças dos olhos são o primeiro alvo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A terapia entrou agora na primeira fase de ensaios clínicos, etapa em que os investigadores avaliam se o tratamento é seguro para seres humanos.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Este é um momento importante para a Life Bio e para a área da biologia do envelhecimento”, afirmou David Sinclair, cofundador da Life Biosciences e professor de genética na Harvard Medical School, citado pela Euronews.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o investigador, a investigação da empresa sugere que o envelhecimento é impulsionado em grande parte pela perda de informação epigenética, e não por danos irreversíveis. O ensaio clínico representa, por isso, a primeira oportunidade para testar se a restauração dessa informação pode melhorar doenças humanas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O estudo de fase 1 vai incluir pessoas com glaucoma de ângulo aberto e neuropatia ótica isquémica anterior não arterítica, duas doenças oculares graves que podem levar à perda de visão.</p>
<p class="isSelectedEnd">O glaucoma de ângulo aberto é uma doença ocular crónica e progressiva em que o sistema de drenagem do olho fica obstruído, levando à acumulação de fluido e ao aumento da pressão ocular. A perda de visão começa normalmente por alterações subtis na visão lateral e progride lentamente ao longo do tempo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Já a neuropatia ótica isquémica anterior não arterítica é frequentemente descrita como um mini-AVC do nervo ótico. Trata-se de uma condição súbita, provocada pela redução do fluxo sanguíneo para a parte posterior do olho. A perda de visão costuma ocorrer rapidamente, é muitas vezes detetada ao acordar e afeta normalmente apenas um olho.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Próximos passos da investigação</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Além da ER-100, a Life Biosciences afirma estar a desenvolver aplicações para várias indicações e diferentes órgãos, refletindo o potencial terapêutico mais amplo desta abordagem.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa já está a testar uma segunda terapia dirigida a doenças do fígado e trabalha para levar a sua tecnologia de reinício celular a outros órgãos do corpo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Life Biosciences não é a única empresa a explorar os chamados fatores de Yamanaka para prolongar a esperança de vida, reverter o envelhecimento ou tratar doenças associadas à idade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar de ainda não existirem utilizações terapêuticas aprovadas para estas terapias, o interesse e o investimento na área têm vindo a crescer.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Retro Biosciences, empresa americana apoiada por Sam Altman, da OpenAI, trabalha com o objetivo declarado de acrescentar dez anos saudáveis à vida humana através do desenvolvimento de terapias capazes de reverter doenças relacionadas com a idade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também a Shift Bioscience, empresa de biotecnologia sediada em Cambridge, no Reino Unido, está a usar o mesmo mecanismo OSK para atacar a causa subjacente de doenças provocadas pelo envelhecimento.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Uma promessa ainda em fase inicial</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O primeiro tratamento em humanos marca uma etapa relevante na investigação sobre envelhecimento celular, mas a terapia ainda se encontra numa fase inicial. O ensaio agora iniciado serve antes de mais para avaliar a segurança da abordagem, antes de se poder medir de forma mais ampla a sua eficácia.</p>
<p>Ainda assim, o avanço coloca a restauração epigenética no centro de uma área científica em rápido crescimento. Se a estratégia confirmar o seu potencial, poderá abrir caminho a novas formas de tratar doenças associadas à idade, começando pelas neuropatias óticas e, mais tarde, possivelmente, por outros órgãos e sistemas do corpo humano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774356]]></sapo:autor>
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		<title>Gavi mantém apoio à vacinação contra 12 doenças em Moçambique por cinco anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:53:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Aliança Global para a Vacinação (Gavi) garantiu hoje a continuidade do financiamento da vacinação contra 12 doenças em Moçambique nos próximos cinco anos, apesar das restrições globais de financiamento ao setor da saúde.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Aliança Global para a Vacinação (Gavi) garantiu hoje a continuidade do financiamento da vacinação contra 12 doenças em Moçambique nos próximos cinco anos, apesar das restrições globais de financiamento ao setor da saúde.</P><br />
<P>&#8220;É com muito orgulho que estou aqui para comunicar ao Governo de Moçambique que vamos continuar a apoiar o país na vacinação contra 12 doenças&#8221;, disse a diretora executiva da Gavi, Sania Nishtar, durante uma visita ao Centro de Saúde da Matola, na província de Maputo.</P><br />
<P>A responsável avançou que o apoio abrange vacinas contra doenças como sarampo, pneumonia, rotavírus e tuberculose, sublinhando que a manutenção do financiamento à imunização em Moçambique ocorre apesar dos desafios enfrentados pelo setor da saúde a nível internacional.</P><br />
<P>&#8220;A saúde das crianças em Moçambique é muito importante&#8221;, declarou Sania Nishtar, acrescentando que a decisão reflete também o reconhecimento dos esforços desenvolvidos pelo Governo moçambicano para ampliar o acesso à vacinação.</P><br />
<P>Na ocasião, o governador da província de Maputo, Manuel Tule, defendeu o reforço da vacinação comunitária através da expansão da cadeia de frio para postos comunitários, como forma de aproximar os serviços à população e aumentar a cobertura na imunização.</P><br />
<P>&#8220;A ideia é que, se conseguirmos fazer a transição do sistema de vacinação para os postos comunitários, colocarmos lá o sistema de frio, podemos facilitar a vida da população&#8221;, afirmou, acrescentando que a capacitação contínua dos profissionais de saúde é igualmente necessária para melhorar a qualidade da assistência prestada às comunidades.</P><br />
<P>Criada em 2000, a Gavi é uma parceria internacional que apoia o acesso à vacinação nos países em desenvolvimento e ajudou já a imunizar mais de mil milhões de crianças em todo o mundo, contribuindo para reduzir a mortalidade causada por doenças evitáveis.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774358]]></sapo:autor>
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		<title>Realização do Air Invictus &#8220;não está nem nunca esteve em causa&#8221; &#8211; organização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:46:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O responsável pela organização do espetáculo aéreo Air Invictus, agendado para 19, 20 e 21 de junho no Grande Porto, afirmou hoje que a realização da primeira edição deste evento "não está, nem nunca esteve, em causa".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O responsável pela organização do espetáculo aéreo Air Invictus, agendado para 19, 20 e 21 de junho no Grande Porto, afirmou hoje que a realização da primeira edição deste evento &#8220;não está, nem nunca esteve, em causa&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A organização cumpriu rigorosamente todos os prazos e procedimentos aplicáveis aos pedidos de autorização necessários para a realização do evento, mantendo desde o primeiro dia uma articulação permanente com as autoridades competentes&#8221;, afirma Luís Castro, responsável máximo pela organização do evento.</P><br />
<P>Luís Castro respondeu assim, por escrito, a um pedido de esclarecimentos enviado pela Lusa depois de a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) ter hoje anunciado que ainda não autorizou a realização do Air Invictus, porque o promotor apresentou alterações no início desta semana.</P><br />
<P>&#8220;A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) ainda não proferiu decisão sobre o pedido de realização do evento aeronáutico em apreço, encontrando-se o mesmo em fase de avaliação técnica. Salienta-se que o promotor do evento apresentou alterações, no início desta semana, que abrangem diversos domínios&#8221;, explica o regulador da aviação civil, em resposta enviada hoje à agência Lusa, quando faltam nove dias para o início do festival.</P><br />
<P>Segundo a ANAC, &#8220;a avaliação em curso incide sobre as diversas atividades que o requerente [promotor] pretende integrar no evento aeronáutico&#8221;.</P><br />
<P>Em resposta, Luís Castro refere que, no âmbito desse processo, e na sequência de alterações operacionais normais em eventos desta natureza, a organização apresentou recentemente algumas atualizações ao programa, nomeadamente relacionadas com a substituição de pilotos e com ajustes de horários, salientando que estas alterações &#8220;não afetam a essência do evento nem o seu normal desenvolvimento&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A segurança é, e continuará a ser, a prioridade máxima da organização. Todas as alterações e ajustamentos são analisados e implementados em estreita coordenação com as entidades competentes, precisamente para garantir o cumprimento dos mais elevados padrões de segurança&#8221;, afirma o responsável pelo AIR Invictus.</P><br />
<P>Acrescenta que a organização esta &#8220;totalmente confiante&#8221; de que o Air Invictus &#8220;proporcionará ao público um programa de excelência, gerando forte retorno económico à região e mantendo intactos os objetivos e a dimensão do evento.&#8221;</P><br />
<P>Contudo, a ANAC disse à Lusa que &#8220;a decisão final será proferida após a conclusão da análise dos novos elementos apresentados e terá por base critérios exclusivamente relacionados com a segurança operacional, a proteção de terceiros (no solo e no ar) e o cumprimento do enquadramento legal e regulamentar aplicável ao evento e a cada uma das operações nele integradas&#8221;.</P><br />
<P>O regulador lembra que a sua atuação visa a &#8220;prossecução do interesse público na salvaguarda da segurança de pessoas e bens&#8221;, sublinhando que o princípio da segurança é &#8220;o seu objetivo primordial e orientador em todas as vertentes da sua ação regulatória e de supervisão, encontrando-se empenhada na concretização e garantia efetiva desse desígnio&#8221;.</P><br />
<P>Também em 08 de maio, a Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD), após uma reunião com a organização do Air Invictus e a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), revelou, em comunicado, que o evento ainda &#8220;não tinha a autorização definitiva para a sua realização&#8221;, por parte da ANAC. </P><br />
<P>No comunicado, a AAMTD adiantou que, de acordo com a informação transmitida pela organização, o regulador da aviação civil &#8220;apenas emitiria o seu parecer cerca de 15 dias antes da data do evento, agendado para 19, 20 e 21 de junho&#8221; no Porto, Gaia, Maia e Matosinhos. </P><br />
<P>Na ocasião, esta associação exigiu respostas e soluções, sublinhando que o facto de a ANAC vir a pronunciar-se cerca de 15 dias antes do evento era &#8220;estruturalmente inviável para operadores que planeiam a dois e três anos de antecedência&#8221;.</P><br />
<P>A AAMTD adiantou que a paragem total da navegação no Rio Douro durante os três dias do evento implicaria &#8220;perdas de milhões de euros para os operadores marítimo-turísticos, sem qualquer mecanismo de compensação definido&#8221;, acrescentando &#8220;não existirem locais alternativos para recolocar as embarcações, pois o encerramento do rio não tem solução logística conhecida&#8221;.</P><br />
<P>Fundada em 2018, a AAMTD representa 33 operadores do turismo fluvial na Via Navegável do Douro, entre navios-hotéis, cruzeiros diários, embarcações de animação turística e navegação local e tem como missão defender os interesses do setor, promover a sustentabilidade da atividade e assegurar um diálogo institucional permanente com as autoridades competentes.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774357]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Azulejos portugueses feitos com ostra em destaque no Festival Nova Bauhaus Europeia</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/azulejos-portugueses-feitos-com-ostra-em-destaque-no-festival-nova-bauhaus-europeia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:39:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Azulejos feitos por dois arquitetos suíços a partir de conchas de ostras apanhadas em Portugal são um dos projetos portugueses em destaque no Festival da Nova Bauhaus Europeia, num projeto coordenado pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Azulejos feitos por dois arquitetos suíços a partir de conchas de ostras apanhadas em Portugal são um dos projetos portugueses em destaque no Festival da Nova Bauhaus Europeia, num projeto coordenado pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa.</P><br />
<P>&#8220;A ideia era imaginar o que poderia ser um azulejo português em 2026, uma época em que a sustentabilidade faz parte do desenvolvimento de Portugal e, por isso, quisemos criar um biomaterial, um azulejo sustentável, num material não extrativo e se recurso intensivo a energia&#8221;, disse à agência Lusa o arquiteto Jeremy Morris, que trocou a Suíça por Portugal, onde juntamente com Lucas Carlisle criou um novo produto: azulejos feitos de cascas de ostras.</P><br />
<P>&#8220;O que fazemos é pegar em conchas usadas de restaurantes ou produtores locais, esmagá-las e transformá-las em pó, ligá-las com extrato de algas, que é um sequestrador de carbono, e depois secar o material ao ar&#8221;, referiu.</P><br />
<P>O material foi precisamente um dos projetos a merecer o interesse da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen e do presidente do Conselho Europeu, António Costa, durante uma visita à feira onde cerca de 80 expositores de todos os Estados-Membros mostram projetos desenvolvidos no âmbito da Nova Bahaus Europeia, movimento que promove a investigação se soluções mais sustentáveis.</P><br />
<P>Os azulejos portugueses são apenas um dos resultados de um projeto mais amplo, desenvolvido pelo consórcio Bauhaus of the Seas Sails, coordenado pelo Instituto de Tecnologias Interativas do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, e que envolve 18 parceiros académicos de sete cidades da Europa: Oeiras e Lisboa (Portugal), Veneza e Génova (Itália), Hamburgo (Alemanha) Malmo (Suécia) e Roterdão e o delta dos rios Scheldt e Reno, na Holanda.</P><br />
<P>O consórcio recebeu da União Europeia cinco milhões de euros para desenvolver novas abordagens nestas regiões que &#8221; têm em comum a ligação ao mar ou aos rios&#8221;, disse à Lusa o coordenador de comunicação, Frederico Duarte, especificando que foram desenvolvidos 14 projetos pilotos nestas localidades, um deles &#8220;este, intitulado &#8220;À flor do azulejo, a cor do Tejo&#8221;.</P><br />
<P>Mais do que a criação de azulejo inovadores o projeto representa, para Lisboa, &#8221; uma ponte entre um desenvolvimento de um equipamento municipal, que é o BioLab&#8221; e a sua aplicação prática em projetos como a cafetaria de uma biblioteca móvel em Marvila.</P><br />
<P>Os azulejos, também já estão a ser usados num contentor colocado no parque ribeirinho de Marvila, &#8220;uma espécie de ponto de encontro&#8221;, afirmou Ana Silva Dias, do setor da cultura da Câmara Municipal de Lisboa.</P><br />
<P>&#8220;A grande mais-valia do projeto, é que de repente conseguimos ligar a cidade a um ponto do rio e começar a trabalhar a partir do rio&#8221;, disse a mesma responsável, destacando a importância da revitalização do jardim onde estão localizados os equipamentos que ajudam a &#8220;fazer a ligação entre duas realidades sociais, com uma urbanização mais de luxo e uma zona de habitação social&#8221;.</P><br />
<P>Pela primeira vez &#8220;trabalhámos de uma forma muito ligada, muito coesa entre a cultura e a inovação e a economia&#8221;, sublinhou, manifestando o interesse de que mais projetos desta natureza sejam desenvolvidos.</P><br />
<P>Essa é também a expectativa de Frederico Duarte e de Jeremy Morris, mas enquanto isso, para que os azulejos cheguem a mais aplicações práticas &#8220;é preciso a sua certificação e que o projeto possa escalar e ter investidores&#8221; que até sábado mostram o projeto no Festival da Nova Bauhaus Europeia, no parque do Centenário, em Bruxelas.</P><br />
<P></P><br />
<P>*** A agência Lusa viajou a convite da Comissão Europeia***</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774355]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>“Tenho de alugar uma criança?”: praia na Sardenha proíbe chapéus de sol à maioria dos adultos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/tenho-de-alugar-uma-crianca-praia-na-sardenha-proibe-chapeus-de-sol-a-maioria-dos-adultos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:35:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Decisão está a gerar críticas, perplexidade e comentários irónicos entre banhistas e utilizadores das redes sociais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Uma praia da Sardenha proibiu a instalação de chapéus de sol por pessoas entre os 10 e os 65 anos, numa medida que as autoridades locais justificam com a necessidade de proteger o ambiente natural da zona. A decisão, aplicada na praia de Punta Molentis, em Villasimìus, na costa sudeste da ilha italiana, está a gerar críticas, perplexidade e comentários irónicos entre banhistas e utilizadores das redes sociais, noticia o The Guardian.</p>
<p class="isSelectedEnd">A regra faz parte de um conjunto de restrições impostas pela autarquia local para preservar a área, conhecida pela sua paisagem natural e integrada numa zona de conservação. Além da proibição parcial de chapéus de sol, os visitantes têm de pagar 10 euros para entrar na praia pública.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apenas famílias com crianças menores de 10 anos podem montar um chapéu de sol, e apenas um. A mesma exceção aplica-se a pessoas com mais de 65 anos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Medida gera críticas entre banhistas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão não foi bem recebida por muitos frequentadores da praia. Nas redes sociais, a medida provocou uma mistura de incredulidade e humor, mas também preocupações relacionadas com riscos de cancro da pele ou insolação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Num comentário publicado na página de Facebook da autarquia de Villasimìus, um utilizador perguntou ironicamente: “Para pôr um chapéu de sol tenho de alugar uma criança?”. Outro escreveu: “Então, para ir à praia com chapéu de sol, ou levo o meu avô ou tenho de ter um filho entre hoje e amanhã?”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Houve ainda quem apelasse ao boicote a Punta Molentis, enquanto outros afirmaram que irão simplesmente escolher outra praia onde possam proteger-se do sol em segurança.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Praia reabre após incêndio devastador</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Punta Molentis reabre depois de ter estado encerrada desde julho do ano passado, na sequência de um incêndio devastador provocado por incendiários.</p>
<p class="isSelectedEnd">A autarquia de Villasimìus afirmou que o fogo e “eventos meteorológicos marinhos excecionais” levaram à imposição de regras mais apertadas para preservar a beleza natural da praia.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Por esta razão, é necessário limitar o impacto humano e garantir a proteção deste património para as gerações futuras”, declarou a autarquia num aviso publicado no seu site, citado pelo The Guardian.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além dos chapéus de sol, os visitantes estão também proibidos de montar gazebos, tendas ou outros equipamentos de sombra. As regras deverão manter-se em vigor até ao final de outubro.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Disputa antiga sobre praias em Itália</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A medida em Punta Molentis surge num contexto mais amplo de disputas em torno das praias italianas, frequentemente lotadas durante a época balnear. O problema tem-se agravado com o aumento dos custos associados ao aluguer de espreguiçadeiras e chapéus de sol em concessões privadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em Jesolo, perto de Veneza, as autoridades reduziram em 20 mil o número de lugares com espreguiçadeiras e chapéus de sol, numa tentativa de criar mais espaço entre visitantes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo dados recentes da Altroconsumo, a maior organização italiana de defesa do consumidor, o custo médio de alugar duas espreguiçadeiras e um chapéu de sol numa concessão privada subiu 24% nos últimos cinco anos. Só no último ano, o aumento foi de 6%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Perante estes preços, muitos italianos estão a evitar os clubes de praia privados. Ao mesmo tempo, intensificaram-se nos últimos anos os protestos a exigir mais praias gratuitas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Entre proteção ambiental e direito à sombra</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão da praia de Punta Molentis coloca em confronto duas preocupações distintas: a preservação ambiental de uma zona natural sensível e o direito dos banhistas a protegerem-se do sol.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para as autoridades locais, limitar o uso de equipamentos na praia é uma forma de reduzir o impacto humano sobre um espaço fragilizado por incêndios e fenómenos meteorológicos. Para muitos visitantes, porém, a regra é difícil de compreender, sobretudo por impedir adultos entre os 10 e os 65 anos de montarem o seu próprio chapéu de sol.</p>
<p>A polémica deverá acompanhar a reabertura da praia durante o verão, numa altura em que Itália volta a discutir o acesso, os preços e a gestão das suas praias públicas e privadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774352]]></sapo:autor>
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		<title>Motins em Belfast: família da vítima de ataque à faca tenta travar escalada de tensão e apela a calma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:23:56 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O apelo surge num contexto de tensão após o ataque, com a família da vítima a tentar impedir que o caso seja instrumentalizado para justificar violência ou confrontos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A família da vítima do ataque à faca em Belfast apelou à calma e pediu que o caso não seja usado para dividir a comunidade ou alimentar hostilidade contra migrantes. A declaração foi divulgada através de Phillip Brett, deputado do DUP na Assembleia Legislativa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na mensagem, a família pede privacidade e afirma estar “completamente devastada pelo ataque horrível” contra o seu familiar. Ao mesmo tempo, agradece às pessoas que intervieram no momento da agressão e ajudaram a salvar a vida da vítima.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Queremos agradecer profundamente às pessoas locais que corajosamente intervieram durante o ataque. A vossa ação rápida salvou-lhe absolutamente a vida, e nunca esqueceremos o que fizeram por ele naquele momento. Queremos também agradecer aos serviços de emergência e aos médicos e enfermeiros que estão a cuidar dele”, refere a família na declaração.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Apelo contra violência e distúrbios</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A família diz estar consciente das tensões e das conversas sobre eventuais protestos após o ataque, mas sublinha que qualquer reação deve manter-se pacífica.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Queremos deixar absolutamente claro que a agitação durante a noite não é bem-vinda, e que o protesto pacífico é o único caminho possível”, lê-se na declaração divulgada por Phillip Brett no Facebook.</p>
<p class="isSelectedEnd">O apelo surge num contexto de tensão após o ataque, com a família da vítima a tentar impedir que o caso seja instrumentalizado para justificar violência ou confrontos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Família destaca papel dos migrantes</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na mesma declaração, os familiares da vítima fazem questão de sublinhar o contributo dos migrantes para o país, nomeadamente em setores essenciais como a saúde e a hotelaria.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Temos muitos migrantes que dão um contributo profundamente valioso ao nosso país, incluindo no nosso sistema de saúde e no setor da hotelaria, e dependemos deles para fazer o nosso país funcionar”, afirma a família.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os familiares acrescentam que não querem que a tragédia seja usada para alimentar divisões. “Não queremos que esta terrível tragédia seja usada para dividir pessoas ou alimentar hostilidade”, reforçam.</p>
<p>A declaração combina, assim, o agradecimento a quem ajudou a vítima, o reconhecimento do trabalho dos profissionais de emergência e um apelo direto para que a resposta pública ao ataque seja marcada pela calma e pelo respeito.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774345]]></sapo:autor>
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		<title>Comissão Europeia propõe orçamento de 200 mil ME para a UE em 2027</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:20:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A Comissão Europeia apresentou hoje um projeto de orçamento da União Europeia para 2027, de 200 mil milhões de euros, centrado nos domínios da competitividade, da defesa, da habitação acessível, da resiliência hídrica e da transição energética.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia apresentou hoje um projeto de orçamento da União Europeia para 2027, de 200 mil milhões de euros, centrado nos domínios da competitividade, da defesa, da habitação acessível, da resiliência hídrica e da transição energética.</p>
<p>O executivo comunitário refere que os 200 mil milhões de euros (ME) em autorizações têm em conta a revisão intercalar da política de coesão em vigor (2021-2027) e &#8220;uma série de desenvolvimentos críticos nos últimos anos, incluindo uma pandemia mundial, uma crise energética e o aumento da inflação, o regresso da guerra ao continente europeu, bem como as crescentes tensões geopolíticas&#8221;.</p>
<p>Bruxelas destaca ainda o recente conflito no Médio Oriente, que fez disparar os preços da energia.</p>
<p>Em comunicado, a Comissão destaca que o projeto de orçamento para 2027 inclui um aumento do financiamento de programas emblemáticos &#8212; como o Erasmus+, o Mecanismo Interligar a Europa e o Programa a favor do Mercado Único, continuando simultaneamente a prestar apoio à agricultura.</p>
<p>A maior parcela da proposta (75.761 ME) destina-se à rubrica Coesão, resiliência e valores e a menor (1.150 ME) ao empréstimo de apoio à Ucrânia.</p>
<p>O orçamento anual para 2027, o último do atual Quadro Financeiro Plurianual, terá de ser formalmente adotado pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho antes do final do ano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774347]]></sapo:autor>
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		<title>Sete pessoas e duas empresas acusadas por incêndio que causou 168 mortos em Hong King</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:17:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sete pessoas e duas empresas foram hoje acusadas de 25 crimes, incluindo homicídio involuntário, relacionados com o incêndio ocorrido em novembro de 2025 num arranha-céus residencial em Hong Kong, causando 168 mortos, anunciaram as autoridades.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Sete pessoas e duas empresas foram hoje acusadas de 25 crimes, incluindo homicídio involuntário, relacionados com o incêndio ocorrido em novembro de 2025 num arranha-céus residencial em Hong Kong, causando 168 mortos, anunciaram as autoridades.</P><br />
<P>A polícia e a Comissão Independente contra a Corrupção apresentaram hoje acusação contra sete pessoas e duas empresas por 25 crimes, nomeadamente &#8220;homicídio involuntário, conspiração para cometer fraude, &#8220;branqueamento de capitais&#8221;, tentativa de obstrução à justiça e fraude fiscal&#8221;, indicou o Governo, num comunicado.</P><br />
<P>As sete pessoas desempenharam diferentes funções no grande projeto de renovação do Wang Fuk Court e entre elas estão dirigentes e inspetores de uma empresa de consultoria envolvida na renovação de todo o complexo residencial, bem como o empreiteiro principal do projeto, segundo a mesma fonte.</P><br />
<P>O incêndio, o mais mortífero em Hong Kong desde 1948, devastou, em 26 de novembro, sete das oito torres de habitação do complexo Wang Fuk Court, no distrito suburbano de Tai Po, no norte do território, deixando um cenário desolador e centenas de vítimas, 168 das quais morreram.</P><br />
<P>As causas do incêndio foram alvo de uma investigação que durou vários meses, nesta região com estatuto especial da China.</P><br />
<P>Em março, a polícia tinha informado ter detido 38 pessoas por acusações relacionadas com o complexo, incluindo homicídio involuntário e fraude, das quais nove tinham sido acusadas formalmente.</P><br />
<P>A agência anticorrupção informou, no mesmo mês, que também deteve 23 pessoas por suspeita de crimes como suborno e conluio para defraudar.</P><br />
<P>As audiências públicas da comissão de inquérito independente revelaram que quase todas as medidas de segurança destinadas a salvar vidas em caso de incêndio falharam, &#8220;devido a erros humanos&#8221;, como indicou perante a comissão o procurador-geral Victor Dawes.</P><br />
<P>A comissão de inquérito indicou em março que a causa mais provável do incêndio estava relacionada com o facto de os trabalhadores costumarem fumar em cima dos andaimes, o que levou o Governo a ponderar a possibilidade de proibir o fumo em zonas onde se realizem trabalhos de manutenção, reparação ou ampliação, a fim de evitar incidentes semelhantes no futuro.</P><br />
<P>As torres devastadas pelo incêndio estavam em obras e cobertas por andaimes de bambu, redes de proteção não resistentes ao fogo e painéis de espuma, que podem ter contribuído para a rápida propagação do incêndio.</P><br />
<P>Os alarmes de incêndio de sete das oito torres estavam desativados no momento do incêndio, &#8220;atrasando consideravelmente a retirada dos residentes&#8221;, afirmou também Dawes.</P><br />
<P>Milhares de residentes perderam as suas habitações e foram realojados em alojamentos temporários.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774346]]></sapo:autor>
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		<title>10 Junho: PCP enaltece apelo ao compromisso e afirma que Portugal &#8220;tem voz própria&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:04:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário-geral do PCP elogiou o apelo ao compromisso feito pelo Presidente da República nas comemorações do 10 de Junho e alertou que Portugal, apesar de ter "responsabilidades internacionais", tem "uma voz própria".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário-geral do PCP elogiou o apelo ao compromisso feito pelo Presidente da República nas comemorações do 10 de Junho e alertou que Portugal, apesar de ter &#8220;responsabilidades internacionais&#8221;, tem &#8220;uma voz própria&#8221;.</P><br />
<P>Em declarações à margem de uma visita à Feira Nacional de Agricultura (FNA), em Santarém, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, enalteceu a escolha da ilha Terceira como palco das comemorações do 10 de junho deste ano, considerando que é importante, por um lado, &#8220;valorizar o papel das autonomias&#8221; e, por outro, &#8220;relembrar a alguns de que também os Açores, também a ilha Terceira e as Lajes são território nacional&#8221;.</P><br />
<P>O líder do PCP enalteceu ainda o &#8220;apelo ao compromisso&#8221; feito pelo Presidente da República, António José Seguro, salientando que o partido está disponível para &#8220;esse compromisso pelos direitos&#8221;, nomeadamente ao nível dos salários, do Serviço Nacional de Saúde, da habitação ou das creches, enumerou. </P><br />
<P>Paulo Raimundo voltou ainda a referir-se à proposta de lei de alteração ao Código do Trabalho, que será discutida no dia 18 de junho, na generalidade, no parlamento, prometendo, numa crítica indireta ao Governo, enfrentar todos aqueles que falam muitas vezes em compromissos (&#8230;) e em apelos globais, mas estão ao serviço apenas de uma pequena minoria&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;O nosso compromisso é com a maioria&#8221;, vincou. </P><br />
<P>Questionado sobre o facto de o Chefe de Estado ter insistido que a &#8220;autonomia estratégica europeia&#8221; é conciliável com a &#8220;defesa transatlântica&#8221;, o secretário-geral do PCP sinalizou que &#8220;o caminho do país é não só o da paz, da cooperação e da solidariedade, mas também de fazer tudo o que está ao seu alcance para que isso seja o caminho dos outros&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;E portanto, eu acho que o fato do sr. Presidente ter escolhido aquele sítio em concreto, mesmo sem o ter eventualmente referido no seu discurso, acho que é um sinal que dá, e é um sinal positivo&#8221;, acrescentou, numa referência à escolha de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, onde está situada a Base das Lajes, para a sua primeira cerimónia militar comemorativa do Dia de Portugal enquanto Chefe de Estado.</P><br />
<P>Paulo Raimundo salientou que, apesar de Portugal ter &#8220;responsabilidades internacionais&#8221; por estar inserido num mundo global e por pertencer à União Europeia, &#8220;tem uma voz própria&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Portugal tem uma palavra própria sobre os acontecimentos e sobre os desenvolvimentos, e tem uma coisa para cumprir que se chama a Constituição da República Portuguesa. E isso é que deve ser aquilo que no fundamental deve gerar a nossa atuação pública, nacional e internacional&#8221;, rematou, lamentando que o Presidente da República não o tenha &#8220;afirmado de forma clara&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774344]]></sapo:autor>
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		<title>Alfândegas de Moçambique pedem resposta eficaz ao tráfico de espécies selvagens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 12:54:49 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A diretora-geral adjunta das alfândegas de Moçambique, Ludovina de Manuel, defendeu respostas mais coordenadas e eficazes contra o tráfico internacional de espécies selvagens, pelo "desafio significativo" que o crime representa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A diretora-geral adjunta das alfândegas de Moçambique, Ludovina de Manuel, defendeu respostas mais coordenadas e eficazes contra o tráfico internacional de espécies selvagens, pelo &#8220;desafio significativo&#8221; que o crime representa.</P><br />
<P>Citada numa informação divulgada hoje pela Autoridade Tributária (AT) moçambicana, a responsável pede a integração de perfis de risco específicos nos sistemas de gestão aduaneira para reforçar a capacidade de &#8220;deteção, prevenção e combate ao comércio ilegal de vida selvagem&#8221;.</P><br />
<P>A posição foi assumida no âmbito do Workshop Multirregional sobre Comércio Ilegal de Vida Selvagem, que decorre desde segunda-feira, em Maputo, com representantes de várias administrações aduaneiras africanas e pretende &#8220;reforçar a cooperação e capacitação no combate aos crimes contra a fauna bravia&#8221;.</P><br />
<P>A responsável destacou que o tráfico internacional de espécies selvagens &#8220;continua a representar um desafio significativo para as administrações aduaneiras, exigindo respostas cada vez mais coordenadas e eficazes&#8221;, lê-se na informação da AT.</P><br />
<P>Segundo Ludovina de Manuel, entre 2014 e 2018 as alfândegas de Moçambique registaram cerca de 61 apreensões de produtos provenientes da fauna bravia, 60% das quais no Aeroporto Internacional de Maputo.</P><br />
<P>O workshop, que termina hoje, contou com representantes aduaneiros da República do Congo, Nigéria, Tanzânia, Quénia, Angola, Zimbábue e Zâmbia, sendo considerada uma plataforma importante de partilha de experiências, reforço de capacidade e consolidação da cooperação regional no combate ao comércio ilegal de vida selvagem.</P><br />
<P>A Lusa noticiou que Moçambique é apontando como um dos principais países de origem de pangolins comercializados ilegalmente na China e Vietname, uma lista que inclui outras nove nações africanas, segundo relatório da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES, na sigla em inglês).</P><br />
<P>&#8220;Os supostos países de origem [dos animais] incluíram nove nações africanas, nomeadamente Camarões, República Democrática do Congo, Etiópia, Guiné Equatorial, Gana, Maláui, Moçambique, Nigéria e África do Sul, representando um total estimado de 42.527 pangolins em 25 incidentes, ou seja, 97% de todos os pangolins apreendidos na China&#8221;, lê-se no relatório &#8220;Estado de Conservação, Comércio e Esforços de Fiscalização para Pangolins&#8221;, da Convenção da CITES.</P><br />
<P>O tráfico de marfim é outro dos problemas reportados regularmente em Moçambique, com destino a países asiáticos.</P></p>
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