Jovem português de 22 anos detido por desenvolver plataforma de inteligência artificial para cibercrime

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um jovem de 22 anos, no norte do país, suspeito de ter criado um modelo de Inteligência Artificial (IA) especificamente concebido para atividades ilícitas no cibercrime. A plataforma, denominada “WormGPT”, estava a ser comercializada em fóruns clandestinos de “hacking”, permitindo a automatização de crimes informáticos.

Pedro Zagacho Gonçalves

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um jovem de 22 anos, no norte do país, suspeito de ter criado um modelo de Inteligência Artificial (IA) especificamente concebido para atividades ilícitas no cibercrime. A plataforma, denominada “WormGPT”, estava a ser comercializada em fóruns clandestinos de “hacking”, permitindo a automatização de crimes informáticos.

Segundo informações divulgadas pela PJ, o modelo desenvolvido pelo suspeito é uma versão sem limitações dos tradicionais sistemas de inteligência artificial, como o ChatGPT.

“O ‘WormGPT’ é um modelo de linguagem análogo ao do ‘ChatGPT’, mas sem as restrições do original e com funcionalidades adicionais”, explicou a Polícia Judiciária em comunicado.

O sistema foi lançado no início de 2023 e, de acordo com os investigadores, permitia a cibercriminosos aceder a ferramentas automatizadas para atividades maliciosas, reduzindo significativamente as barreiras de entrada no mundo do cibercrime.

A investigação revelou que o “WormGPT” poderia ser utilizado para diversos tipos de ataques informáticos, incluindo:

Continue a ler após a publicidade
  • Desenvolvimento automatizado de guiões de engenharia social para enganar utilizadores e obter dados sensíveis;
  • Criação de vírus e programas maliciosos de forma quase instantânea;
  • Facilitação de fraudes financeiras sofisticadas;
  • Espionagem corporativa e ciberataques direcionados;
  • Promoção de campanhas de desinformação.

A detenção ocorreu no âmbito da operação “Neural Kill Switch”, conduzida pela Unidade Nacional de Cibercrime e Criminalidade Tecnológica (UNC3T) da PJ.

Durante a operação, as autoridades apreenderam a estrutura informática base do sistema, bem como documentos e outras informações relevantes para a investigação.

O suspeito será agora sujeito a interrogatório judicial, estando em causa eventuais acusações de crimes informáticos graves.

Continue a ler após a publicidade
Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.