Jovem indiano de 20 anos teve uma ideia na pandemia que cresceu até se tornar um negócio avaliado em 900 milhões de dólares

Aadit Palicha é cofundador da app Zepto, considerada uma das start-ups que mais cresce na Índia

Francisco Laranjeira

O confinamento motivado pela pandemia da Covid-19 foi, para muitas pessoas, um momento escuro. Mas no caso do indiano Aadit Palicha, foi o seu momento ‘eureka’ que lhe permite atualmente faturar 900 milhões de dólares graças à sua empresa de entraga ao domicílio.

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No fundo, Palicha encontrou uma solução para um problema – o empresário indiano, de apenas 20 anos, surpreendeu com a velocidade com que montou um negócio que tem registado um crescimento exponencial desde a sua criação – falamos da Zepto, uma empresa que se dedica a entregas ao domicílio de todo o tipo de mercearia com a promessa de uma entrega em menos de 10 minutos, sendo que atualmente é considerada uma das start-ups que mais cresce na Índia, segundo garantiram os britânicos da ‘BBC’.

“Tem sido uma viagem muito louca. Lançámos o Zepto em julho de 2021 e, desde então, em cerca de 16 a 17 meses, passámos de nada para cerca de 200 milhões em vendas anuais. Esperamos que essa trajetória de crescimento leve a vendas anuais de mil milhões de dólares no terceiro ou quarto trimestre de 2023”, referiu Palicha, durante uma entrevista ao programa ‘Radio Business Daily’ da emissora britânica.

E qual foi o momento ‘eureka’? Durante a pandemia, Palicha e o outro cofundador, moravam em Mumbai e procuravam uma ideia para um negócio. “Durante o primeiro confinamento, conseguir comida foi um pesadelo total. A maioria das opções offline estava fechada e as opções online levavam entre 6 e 7 dias no máximo, devido ao caos”, explicou o empresário.

“Foi um esforço tremendo para nós. Quando conversámos com nossos vizinhos, muitos deles muito mais velhos do que nós, vimos que era um problema enorme para eles. Então surgiu a ideia: por que não distribuímos comida para eles? E isso acabou por se tornar o Zepto: uma maneira mais rápida, confortável, confiável e fresca de conseguir comida”, acrescentou o jovem indiano.

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“Entregamos as compras em 10 minutos essencialmente graças a uma rede de microlojas ou ‘lojas fantasmas’ com as quais temos parceria em todo o país”, garantiu Palicha.

Quando um utilizador faz uma encomenda na app, encontra uma lista com mais de 5 mil produtos bem organizada mas o sistema liga o comprador à microloja fantasma mais próximas do local onde o produto deve ser entregue – estas são armazéns exclusivamente dedicados a esta função, organizados de forma a otimizar todo o processo de localização e condicionamento dos produtos para que o mesmo seja feito em menos de 90 segundos.

“Assim, conseguimos entregar rapidamente graças às curtas distâncias entre as lojas e os clientes (que não ultrapassam 1,7 km) e não às altas velocidades dos motoristas de entrega”, garantiu o empresário – a decisão de definir o tempo de entrega em 10 minutos não foi fruto do acaso, mas sim resultado de testes que fizeram com diferentes possibilidades e que mostraram que poderiam obter mais rendimento com essa opção.

A Zepto opera atualmente em todas as grandes cidades da Índia e tem mais de mil pessoas a trabalhar nos seus escritórios, assim como dezenas de milhares de entregadores. Apesar da grande conquista alcançada em pouco tempo, Palicha é cauteloso ao declarar que sua empreitada é um sucesso.

“Não sentimos que já somos bem-sucedidos. Só quando formos uma empresa de capital aberto altamente lucrativa é que vou dizer que somos bem-sucedidos. A minha empresa está avaliada em 900 milhões de dólares, o que é muito dinheiro, e tenho 20 anos. Mas, a realidade é que, como diz um dos nossos principais investidores, uma start-up de 1.000 milhões está a três erros de ir a zero”, finalizou.

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