Jovem ameaça nas redes sociais fazer “massacre” em escola de Santo Tirso. PSP foi à casa do suspeito

As ameaças foram feitas através das redes sociais, onde o jovem publicou mensagens alarmantes, acompanhadas de imagens de uma pistola e de um vídeo relacionado com casos de jovens homicidas.

Revista de Imprensa
Março 25, 2025
9:22

A Polícia de Segurança Pública (PSP) realizou buscas na casa de um aluno de 16 anos, no passado domingo, após este ter ameaçado cometer um “massacre escolar” na Escola Tomaz Pelayo, em Santo Tirso. As ameaças foram feitas através das redes sociais, onde o jovem publicou mensagens alarmantes, acompanhadas de imagens de uma pistola e de um vídeo relacionado com casos de jovens homicidas. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária e foi comunicado ao Ministério Público, que poderá determinar uma avaliação psicológica do estudante. Entretanto, a direção da escola suspendeu o jovem das atividades letivas.

Descrito como uma pessoa introvertida e solitária, o aluno já estava sinalizado pelo programa Escola Segura da PSP. No entanto, até à data, não existiam registos de incidentes de bullying que o envolvessem diretamente. Segundo avança o Jornal de Notícias, A família confirmou às autoridades que o jovem estava a receber acompanhamento psicológico, mas garantiu ter ficado surpreendida com as ameaças publicadas no sábado nas redes sociais.



As mensagens divulgadas pelo aluno sugeriam um plano para atacar os colegas, que acusava de o ridicularizarem e de o fazerem sofrer com atos de bullying. As imagens partilhadas, incluindo a de uma pistola, aumentaram a preocupação entre os alunos e encarregados de educação.

As publicações rapidamente se tornaram virais e chegaram ao conhecimento de um agente da Esquadra da PSP de Santo Tirso. Preocupado com a gravidade da situação, o agente alertou os colegas da Escola Segura, que de imediato informaram a direção da escola. Perante a ameaça, a administração escolar enviou uma mensagem à comunidade escolar, assegurando que o caso já estava nas mãos das autoridades e que estavam a ser tomadas medidas para garantir a segurança de alunos e professores.

No domingo, polícias deslocaram-se à residência do aluno e conversaram com a família, que permitiu que os agentes falassem diretamente com o jovem. O estudante confirmou ter publicado as mensagens e afirmou que não tinha intenção de concretizar as ameaças. Durante as buscas realizadas pela PSP, não foram encontrados objetos suspeitos na habitação.

Após a intervenção da PSP, o jovem voltou às redes sociais para pedir desculpa, justificando que tudo não passou de uma “brincadeira de mau gosto” e garantindo que não se voltaria a repetir. Apesar do pedido de desculpa, a direção da Escola Tomaz Pelayo decidiu suspender o aluno pelo menos até ao final da semana.

O caso também está a ser investigado pela Polícia Judiciária, que pretende determinar se o jovem chegou a planear de facto um ataque. O Ministério Público, por sua vez, deverá ordenar uma avaliação psicológica para analisar o estado emocional do adolescente e definir possíveis medidas adicionais. Dependendo do resultado dessa avaliação, o jovem poderá enfrentar consequências legais.

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